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terça-feira, 3 de maio de 2016

Viva as Señoritas, Viva!

Na página de facebook das Señoritas fiquei a saber, no passado dia 23 de Março, que A Naifa tinha acabado oficialmente.
A tristeza que por momentos me invadiu, foi rapidamente sanada pois, a Mitó e a Sandra Baptista iam dar seguimento ao seu gosto comum de ensaiar, compor e tocar juntas, fazendo nascer as Señoritas.

segunda-feira, 24 de março de 2014

A Naifa em Estarreja - Report

Pela primeira vez na sua carreira, A Naifa visitou o Cine Teatro de Estarreja e o público respondeu da melhor forma, enchendo a plateia e ainda ocupando alguns lugares no 1º balcão. A este carinho o grupo respondeu com uma belíssimo concerto que passou por todos os discos da carreira, dando mais enfoque ao mais recente - As Canções d’A Naifa – um disco feito com canções de outros, mais ou menos conhecidas de todos, e que são, brilhantemente, transformadas em canções do grupo.

quinta-feira, 20 de março de 2014

Agenda - A Naifa em Estarreja

No sábado, pelas 21.30h, temos As Canções d'A Naifa no Cine Teatro de Estarreja.
Os bilhetes custam 12.50€ para a 1ªplateia e 10€ para a segunda plateia.
Neste concerto vamos ter, entre outras coisas, esta belíssima canção:

Apareçam que vai valer a pena!

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

A Naifa em Tour

A Naifa também começa já em Fevereiro a rodar as suas canções, as datas já confirmadas, são as seguintes:

8 de Fevereiro - Auditório Municipal Augusto Cabrita no BARREIRO
12 e 13 de Fevereiro - Oficina Municipal de Teatro em COIMBRA
22 de Fevereiro - Teatro Micaelense em Ponta Delgada
27 de Fevereiro - Teatro Garcia Resende em ÉVORA
22 Março - Cineteatro de ESTARREJA
28 Março - Auditório Municipal do SEIXAL
5 Abril - Teatro Municipal de PORTIMÃO
19 Abril - Teatro Municipal de ALMADA
3 Maio - CCC CALDAS DA RAÍNHA
10 Maio - Theatro Circo BRAGA

(bilhetes à venda nos locais)

Também apresentaram um video para Bolero do Coronel Sensível que Fez Amor em Monsanto que conta com os Actores e Actrizes: André Gago, São José Lapa, Renata Belo, Simão Duarte Ferreira e foi realizado por Diogo Varela Silva e Ricardo Almeida.

sábado, 18 de janeiro de 2014

João Aguardela - Sempre Presente!

Porque há pessoas que nunca desaparecem e deixam-nos sempre algo que fica conosco.
Cá estaremos para te lembrar.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Quem Tem Medo do Capuchinho Vermelho?


Agora é oficial! "A Tourada" está a ser censurada nos principais meios de comunicação. É inacreditável que esta canção/vídeo cause tantos constrangimentos em Portugal no ano da graça de 2013. 
NÃO PASSA NA TELEVISÃO, MAS PASSA NO FACEBOOK! 
"TOUREAMOS OMBRO A OMBRO AS FERAS" PARTILHA!!!
Encontrei esta citação na página de facebook d’A Naifa e não consegui deixar de saber algo mais sobre o que se passava.
Apesar de estarmos quase a cumprir 40 Anos após o dia em que a Liberdade foi restituída ao nosso povo, parece que, infelizmente há hábitos que não mudam, aliás, são feitas de uma forma diferente.
A diferença é que nos dias de hoje “a coisa” é bem mais cobarde e soez, e “a coisa” (Censura, leia-se) passa por votar uma obra, que tem tudo para ter o máximo destaque possível, ao apagamento. Esse “apagamento” ou omissão, terá tido a sua origem no que faz nascer sempre todos os actos anti Liberdade, essa origem está no Medo.
E Medo de quê, perguntam vocês. No caso dos que trabalham em meios de comunicação social, o medo que se sente é o Medo de perder o trabalho ou de serem relegadas para lugares ou horários piores, Medo de causar alguma afronta a quem lhes paga, enfim, Medo de por qualquer razão espúria, ficar sem rendimentos para viver no dia-a-dia.
Por causa disso ou por razões ainda piores, o vídeo que vos vou mostrar e também o disco As Canções d’A Naifa, tem sido ignorado pela maioria dos meios de comunicação “mainstream”, alguns deles de imprensa especializada, os últimos que deviam deixar-se cair numa coisa destas.
A suspeita é de que, por causa das imagens constantes no vídeo, um acto de Censura está a acontecer.
 A minha esperança é que, se calhar, estou errado e isto não passa de uma triste coincidência. Espero bem que em breve eu esteja aqui a pedir desculpa por me ter precipitado e por estar a ver coisas que não existem, mas prefiro desde já dar o alerta, não vá o Diabo Tecê-las…

Agora deixo-vos o vídeo da polémica para que tentem descobrir se há aqui alguma razão para ter Medo.

A Naifa - A Tourada from A NAIFA on Vimeo.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

As Canções d'A Naifa - Disco


Uma versão musical bem conseguida é, a meu ver, aquela que de repente deixa de pertencer ao seu autor original e passa a ser de quem o está a homenagear.
Foi exactamente isso que A Naifa conseguiu fazer neste disco.
As Canções da Naifa, são nove canções de outros, escolhidas pelos próprios que ao serem reinterpretadas passam a ser mesmo isso, canções d’A Naifa.
Há por aqui uma homenagem e ao mesmo tempo, um apropriar das canções que, tocadas por eles, passam a pertencer ao universo d’A Naifa.
Eu já conhecia alguns temas dos concertos ao vivo, tais como A tourada, Desfolhada Portuguesa, Libertação e Subida aos Céus – Eternelle, também recentemente tinha visto o tema Inquietação em vídeo, qualquer um deles encantou-me à primeira audição.
Agora que já tive o prazer de ouvir os restantes na sua totalidade, mais encantado fiquei, temos aqui um grande disco!
Os temas que me estão a agradar mais de momento são o Sentidos Pêsames que para os mais distraídos “era” dos GNR, o Subida aos Céus - Eternelle que “era” dos/as Três Tristes Tigres e Imenso que "era"de Paulo Bragança.
Mas o que é certo é, que cada uma destas nove canções estão todas na classificação de “Para Além de Bom!” 
Este disco entra imediatamente para a lista dos Imperdíveis!!!

Aqui fica o alinhamento das Canções da Naifa:
Sentidos Pêsames - GNR 
Subida aos Céus – Eternelle – Três Tristes Tigres 
Bolero do Coronel Sensível que faz amor em Monsanto - Vitorino 
Alfama – Mler Ife Dada 
A tourada – Fernando Tordo 
Libertação - Amália 
Imenso – Paulo Bragança 
Desfolhada Portuguesa - Simone de Oliveira 
Inquietação – José Mário Branco 

Deixo aqui também o excelente video feito para A tourada que sublinha o lado interventivo dos elementos desta banda:
 

A Naifa - A Tourada from A NAIFA on Vimeo.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Os Melhores Discos de 2012

Como já se torna hábito, chegou a altura de fazer a lista dos melhores de 2012 para A Certeza da Música.
A qualidade da música feita por cá, e que foi aparecendo ao longo do ano foi tão boa que a tarefa de escolher os melhores foi quase “hercúlea”, mas está feita.
Sem mais delongas, aqui estão aqueles que mais gostei de ouvir durante o ano que há pouco acabou:

1º António Zambujo – Quinto 
2º TV Rural – A Balada do Coiote (só porque tiveram o "azar" de lançar o disco no mesmo ano do Zambujo)
3º O Experimentar Na M’Incomoda – 2: Sagrado e Profano 
4º Laia – Sogra 
5º Celina da Piedade – Casa 
6º The Parkinsons – Back to Life (excelente regresso!)
7º Diabo na Cruz – Roque Popular 
8º Wraygunn – L’Art Brut 
9º Gaiteiros de Lisboa – Avis Rara
10º A Naifa - Não Se Deitam Comigo Corações Obedientes (falta na foto porque me esqueci que era deste ano)
10º B Fachada, Minta e João Correia – reconstroem Os Sobreviventes 
11º Corsage – Música Bipolar Portuguesa 
12º Algodão – A Gramática da Paixão Dramática 
13º Miuda – Miuda (não é só por causa do com quem eu quero, note-se)
14º Birds Are indie –How Music Fits Your Silence 
15º The Underdogs – Songs for The Few 
16º Minta & The Brook Trout – Olympia 
17º The Scart – As We Like It 
18º Mind da Gap – Regresso ao Futuro 
19º B Fachada – Criôlo 
20º Dazkarieh – Eterno Retorno 
21º O Baú – Achega-te 
22º Sebastião Antunes – Com um Abraço 
23º Anaquim – Desnecessariamente Complicado 
24º À Sombra de Deus IV – Braga 2012 
25º Novos Talentos Fnac 2012

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

A Naifa nas Noites Ritual

Para o último concerto das Noites Ritual veio A Naifa que, tal como anteriormente os Paus, tiveram a sua estreia nesta grande celebração da música portuguesa, provavelmente também a mais antiga. E fez todo o sentido, de início, não sabia bem como o público iria reagir depois do “power” que foi o concerto anterior, mas a reacção não podia ter sido melhor.
Para este concerto, tivemos direito a uma passagem por toda a discografia do grupo, a abertura foi com de 3 Minutos Antes da Maré Encher, logo seguido de Émulos e Talvez a Injecção Letal, ambos do mais recente, Não Se Deitam Comigo Corações Obedientes.
Com Monotone, Esta Depressão que Me Anima e Filha de Duas Mães, vieram os primeiros grandes aplausos, dado o maior conhecimento dos temas, mas na verdade, todos os temas foram sempre bem recebidos por todos. Todo o alinhamento estava muito bem equilibrado entre as novas canções e as dos discos anteriores, já mais conhecidas.
Ficou provado que a música d’A Naifa também vai bem com os grandes espaços ao ar livre, assim aconteceu, segundo li, no Bons Sons e no Crato, aqui também não foi excepção. Mesmo nas canções que exigem um pouco mais de introspecção e silêncio o público correspondeu sempre positivamente. A voz quente da Mitó, a guitarra do Varatojo, o baixo da Sandra e a bateria do Samuel, prenderam a atenção de todos do princípio ao fim.



A presença do João sente-se sempre, a ele “o Nosso Camarada João Aguardela”, foi dedicado o tema Libertação, que tem letra de David Mourão Ferreira e se tornou conhecido quando cantada por Amália Rodrigues.
A Verdade Apanha-se Com Enganos foi cantada com a colaboração de todos, e foi mais um dos grandes momentos do concerto que terminou com Aniversário.
Para o encore veio Rapaz a Arder, Música e Señoritas a tal canção que conta um diálogo com um Russo que só quer saber das ditas.
Mais um estrondoso aplauso e ainda deu para mais um encore, só possível com este novo formato das Noites Ritual, em foram cantados dois temas que não são originais d’A Naifa, mas que levam o toque deles de tal forma que ficam como se fossem. Subida aos Céus, original dos Três Tristes Tigres e para acabar em altas a Desfolhada Portuguesa, com letra de José Carlos Ary dos Santos e música de Nuno Nazareth Fernandes que foi tornada famosa por Simone de Oliveira e que faz parte da memória musical de todos.
Foi um final com chave d’ouro para as Noites Ritual, arrisco-me até dizer que terá sido o melhor concerto dos dois dias.
Aqui fica o alinhamento completo:

Podem encontrar mais fotos de todos os concertos seguindo o link do facebook deste blog - https://www.facebook.com/media/set/?set=a.490405890987012.122808.114288168598788&type=3

Mais uma vez a organização está de parabéns por ter conseguido cumprir mais um Ritual e fico já a contar os dias para o próximo.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Bons Sons Cada Vez Melhores...

Uma amiga comum fez com que o João Carlos Lopes descobrisse este blog, do qual gostou.
Posteriormente enviou-me um mail a declarar esse gosto e partilhou comigo um texto escrito por ele, sobre o Festival Bons Sons, para o Jornal Torrejano.
Gostei do tanto do texto que assim que o li, fiz-lhe logo um pedido/convite para que me autorizasse a sua publicação, ao que ele respondeu positivamente.
Assim, é com todo o prazer que hoje vos apresento o referido texto. Espero que sintam o mesmo gosto ao lê-lo que eu senti e, desde já, agradeço ao João Carlos pela a sua disponibilidade e colaboração.

...No Melhor Festival da Música Portuguesa

Vamos directos ao assunto: o Festival Bons Sons, que se realiza de dois em dois anos em Cem Soldos, ali a seguir ao Casal da Fonte e antes de Tomar, é o maior e o melhor festival de música portuguesa. Em termos conceptuais, é o mais sólido e criativo, na inovação e na própria programação musical, de todos os festivais de música que se realizam em Portugal.
Já tudo se disse sobre a invenção de transformar uma aldeia, ela toda, no cenário em que decorre o festival, por onde se semeiam os palcos (pelos largos, pelas eiras, pela igreja), por onde se desenvolvem actividades (antigas lojas, tabernas ou barracões), de como ruelas e travessas, casas, pátios e quintais se abrem à comunidade festivaleira e tudo isto assente numa narrativa que começou a ser escrita em 2006 e parece já uma tradição: o festival é um pequeno momento em que a utopia assenta arraiais naquela abençoada aldeia e se descobre na doçura dos gestos, na tranquilidade dos olhares, na calma e na gentileza com que toda a gente trata toda a gente - uma pequena cidade sem muros e sem ameias, como cantou um dia José Afonso, sempre tão presente neste festival apesar de não ter sido contemplado como patrono de um dos palcos, como seria previsível e justo.
Este ano, o festival não podia ter começado melhor: primeiro, chegaram os “El Naan” com a tradição densamente telúrica e enérgica do planalto castelhano.
Foto Bons Sons
Mas a noite inicial, uma das que marcariam o festival, foi de “A Naifa”, que arrebatou a multidão com um desempenho poderoso e que deixou toda a gente atordoada, perante novas e antigas canções, novas e antigas histórias envolvidas numa batida irresistível em diálogo com a pouco canónica guitarra portuguesa que caminhava ora em pequenas ladainhas de sabor fadista ora em vigorosos acordes e dissonâncias, sempre a um ritmo alucinante. Depois, nos dias que se seguiram, foi o desfilar de um cartaz verdadeiramente incrível, com cantautores, músicos e grupos de todas as áreas e tendências da música portuguesa, daquela que emerge deste surpreendente momento de criatividade e inovação que podemos encontrar para onde quer que olhemos.
Momentos bonitos viveram-se com Celina da Piedade, com António Zambujo, que ficou sinceramente surpreendido pela entusiástica recepção que teve de gente tão nova (“A minha alma está parva”, deixou cair), alegres com os “You can’t win Charlie Brown” ou com “Os Paus”, prodigiosos folguedos com os “Pé na Terra” já quase no fecho; ainda no sábado, as honras foram para Maria João e Laginha, mas o melhor estava para vir, no domingo e último dia.
Primeiro foi Aldina Duarte, que ultrapassou os limites do que se julgava possível em entrega e comunhão com um público que sabe amar a sua arte tão singular. Depois, o festival fecharia portas com um memorável concerto de Vitorino.
Um Vitorino que parece cantar agora melhor do que aos 40 ou aos 50 anos. O cantor do Redondo, aqui e ali atiçando o público com românticos apelos à luta pelos valores do “Sul”, que cantou inicialmente para definir a matriz política do alinhamento, entremeou as suas canções com boleros, modas e fados, aqui crónicas de Lobo Antunes, ali gritos de paixão revolucionária, as pistolas da Maria da Fonte ou as bombas anarco-sindicalista de há mais de cem anos, sempre naquele registo em que Vitorino o faz, a revolta elegante servida num cálice de vinho tinto, e o público, que o conhece de ginjeira, condescende, cúmplice.
Momentos de grande celebração, quase íntima, foram as quatro ou cinco canções do Zeca que Vitorino levou a peito, num registo sempre muito forte, mesmo na roupagem musical. De resto, de todos os “monstros sagrados” da música portuguesa (Sérgio Godinho, José Mário Branco, Fausto, Palma até certo ponto, e o próprio Vitorino), é o alentejano o mais “afonsino” de todos, assumindo-se como fiel discípulo do “mestre”.
Cem Soldos veio quase abaixo de emoção quando a assistência entoava, em uníssono, o refrão de “Traz outro amigo também”, enquanto o relógio da torre da capela fazia troar as 12 badaladas da meia-noite numa cadência que se diria combinada. Já “A morte saiu à rua” tinha sido outro momento de grande fervor afonsino, mas Vitorino, que a sabe toda, guardou a “Queda do Império” e a “Menina estás à janela” para dar as últimas e o pessoal, gente maioritariamente muito nova, começava enfim a abandonar o largo da aldeia em estado de graça e de transcendência.
Num festival perfeito e quase sem mácula, em que um dos vários trunfos consiste no começo dos concertos às horas marcadas, há coisas menos conseguidas? Certamente. Algumas apostas para o palco da capela revelaram-se desajustadas. Uma coisa é ouvir Lula Pena diante do altar, outra é cair-se em erros de casting como foi, por exemplo, “Abaixonado” num local que, embora veja a sua sacralidade temporariamente suspensa, não deixa de continuar a pedir expressões de alguma contenção e de exigir a devida adequação nas linguagens artísticas, sonoras e estéticas.
Não fosse o “Bons Sons” uma espécie de demanda da perfeição estética em todos os domínios que se somam para nos oferecer, de dois em dois anos, um intervalo de felicidade plena nestes tempos de chumbo que não adivinhámos.

 João Carlos Lopes
JORNAL TORREJANO – TORRES NOVAS

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Agenda - Noites Ritual 2012

No ano em que se comemoram os 20 anos de existência das Noites Ritual elas mudam parcialmente de forma e abrem-se ainda mais à cidade do Porto.
Ao contrário das outras edições em que tinhamos 12 bandas a tocar em dois palcos no Palácio de Cristal, durante dois dias, desta vez teremos apenas 4 bandas, mas com uma série de actividades paralelas a decorrer já a partir de hoje e até dia 1 de Setembro no Hard Club.

As Noites no Palácio de Cristal vão ter:

31 de Agosto
22h - Dead Combo e a Royal Orquestra das Caveiras
00h - Wraygunn

1 de Setembro
22h Paus
00h A Naifa

Durante as duas noites, à semelhança dos outros anos vai haver o Mercado Ritual, Animação de Rua e Performance na Concha.

O programa do Hard Club é o seguinte:

27 Ago a 2 Set - das 10h00 às 22h00 [entrada livre]
exposição - “Espelho Meu – História do Rock Português em 38 Pinturas” de Sardine & Tobleroni
27 Ago; das 15h00 às 18h00 e das 20h00 às 24h00 [entrada livre]
graffiti pelo writer “Third”
27 Ago das 18h00 às 20h00 [entrada livre]
workshop - O Vídeo e a Internet não Mataram a Rádio”
Desafios e ideias para a rádio dos tempos 2.1 - por Álvaro Costa
27 Ago das 22h00 às 22h45 [entrada livre]
rituais musicias - DJ Osir.
27 Agodas 23h00 às 23h45 [entrada livre]
rituais musicias - Grito Cru

28 Ago das 18h00 às 19h30 [entrada livre]
workshop de guitarra - por Paulo Barros.
28 Ago das 22h00 às 22h45 [entrada livre]
rituais musicais - Drop Etnica
28 Ago das 23h00 às 23h45 [entrada livre]
rituais musicais - SoulRichard.

29 Ago das 18h00 às 20h00 [entrada livre]
workshop de didgeridoo - por Renato Oliveira
29 Ago das 22h00 às 23h15 [entrada livre]
rituais musicais - DJ RSound
29 Ago das 23h30 às 00h30 [entrada livre]
rituais musicais - DJ Siraiva

30 Ago das 18h00 às 20h00 [entrada livre]
conferência -Conversas Ritual” - com Adolfo Luxuria Canibal (Mão Morta), Ace (Mind da Gap), André Tentúgal (WeTrust), Paulo Furtado (Wraygunn e Legendary Tigerman)
Moderador: Artur Silva.
30 Ago das 22h00 às 22h40 [entrada livre]
rituais musicais - Mano
30 Ago das 23h00 às 23h45 [entrada livre]
rituais musicais - Sacapelástica

1 Set das 00h00 às 06h00
rituais musicais - Ritual Late Night DJ’S.

Para saberem mais basta irem à página das Noites Ritual onde poderão obter informação mais detalhada.

"O Ritual Vai-se Cumprir!"

sexta-feira, 27 de abril de 2012

A Naifa no Centro Cultural de Ílhavo

Levei uma naifada 07/04/2012 
"Podias era aproveitar e fazer reportagem para o Blog A Certeza da Música. Que tal? Boa Ideia, não?" Esta "naifada" aparece-me escrita num mail do amigo João Nuno em resposta à minha sugestão para um concerto no Centro Cultural de Ílhavo que na impossibilidade de me acompanhar não hesita e espeta-me sem piedade.
Com o devido respeito pela Áurea os meus caminhos nesse dia estavam definitivamente enviesados para A Naifa. Fiquei sem resposta, não conhecia quase nada da banda a não ser o que a minha própria intuição musical me sugeria acerca da sua sonoridade e que viria a comprovar-me mais uma vez não me trair gratuitamente. Como seria possível escrever sobre um concerto duma banda a qual não conhecia, apesar de o desejar, e que nem sequer conseguiria identificar em tempo real qualquer tema? O "medo" levou-me a responder algo que pudesse desviar-me dessa responsabilidade mas não terei sido convincente e poucos minutos depois tinha novo mail habilmente a insistir de forma tal que não tive como recusar. "Estou feito". Cheguei, como habitualmente, 15 minutos antes da hora e o número de lugares disponíveis no parque de estacionamento levou-me a temer o pior. As poucas pessoas dentro do CCI confirmaram as primeiras suspeitas, fui sozinho e andava por ali de mãos nos bolsos a fazer tempo, a olhar para o tecto e para os posters nas paredes da minha sala de concertos favorita. Um sorriso estampado na cara duma pessoa é mesmo para mim, não há nada como reencontrar um amigo dos trilhos da música para o desconforto desaparecer, felizmente a sala acabou por ficar digna mas ainda assim diria que com apenas 20% de ocupação, a banda merecia muito mais.
 A Naifa arranca o concerto sem uma única palavra para o público até ao quarto tema, um simples “obrigado”, mas ofereceu toda a essência, toda a alma e uma intensa honestidade sonora que convenceu a plateia presente, não havia lugar para lugares comuns da popular atitude de palco tão apreciada pelos portugueses. Eu confesso que prefiro assim mas nós em geral temos qualquer coisa de patológico-bailarico que concerto sem palminhas e "como é que é Ílhavo?" é mau concerto. Não houve nada disto, praticamente só poemas cantados e trechos instrumentais ousados que resultam em pleno e que produzem um resultado único.
 Luís Varatojo assume neste projecto a guitarra portuguesa desprendido de preconceitos e hesitações de não ser a sua escola, a personalidade vincada deste instrumento é tal que qualquer crítico não conseguirá deixar de colar a palavra Fado às etiquetas que catalogam a banda e provavelmente seria muito fácil bater no ex-Peste & Sida, ex-Despe & Siga, ex-Linha da Frente pela ousadia. Varatojo utiliza uma guitarra portuguesa devidamente artilhada de efeitos que habitualmente são usados em guitarras eléctricas mas sem a descaracterizar uma única vez. Esta seria a minha primeira grande curiosidade, como seria a prestação de um homem do punk com o sagrado instrumento nacional?
A segunda curiosidade e não inferior à primeira seria o baixo, Sandra Baptista assumiu-o nesta nova vida d'A Naifa, a ex-Sitiados, a única acordeonista verdadeiramente bonita sem verrugas no nariz que conheci, responde de forma competente desfrutando cada minuto do concerto, ora de pé, ora sentada na ponta do palco da bateria de Samuel Palitos, em momento algum lhe senti desconforto ou hesitação (e estive atento). Mais uma inegável algema de rótulos é a voz de Maria Antónia Mendes, Mitó, o seu timbre acusa Alfama do fado vadio. Sensual, vivida, sofrida, doce, melancólica, forte e frágil que me deixou rendido e de nó na garganta ao pressentir lágrimas e confirmada voz trémula quando pela primeira e única vez neste concerto o luto é objectivado nas palavras dedicadas no final de Gosto da Cidade/Mariana e Chamily, a sétima canção do alinhamento, à memória do mentor João Aguardela falecido em Janeiro de 2009 aos 39 anos. Conheci-o pessoalmente em 1996 num concerto em Coimbra em que os Icon Vadis abriram para os Sitiados e Xutos & Pontapés, foi dos ilustres músicos que conheci o que mais gostei como ser humano. Até eu fiz o meu "luto" neste concerto.
Um'A Naifa vale pela homogeneidade mas Samuel Palitos é para mim o mais dotado tecnicamente, bateria e programações estiveram simplesmente brilhantes. O ex-Censurados, ex-Sitiados foi sempre sensível às dinâmicas e silêncios, sempre subtil na intensidade da sua prestação nada a despropósito num instrumento onde é muito fácil manchar pelo exagero. Esteve muito bem e não consegui evitar dizer-lho.
Concerto marcado profundamente pelo novo disco "não se deitam comigo corações obedientes" (grande título) mas não abdicando de canções de trabalhos anteriores como Monotone, Dona de Muitas Casas ou Esta Depressão que me Anima.
N'A Verdade Apanha-se Com Enganos, Mitó convidou a sala a cantar esta simples frase por 2 breves ocasiões e naturalmente a prestação do público na segunda foi mais confiante como que grato. Quem esteve presente gostou obrigando ruidosamente a banda a 2 encores, De Cara a La Pared, que foi o primeiro tema do primeiro encore, surpreendeu-me pelo efeito utilizado por Varatojo que no backstage me explicaria que essencialmente trata-se de um Delay invertido que fez com que a guitarra portuguesa soasse a acordeão. O já clássico Señoritas terminou um excelente concerto de um projecto que de facto é muito mais para ser tocado ao vivo do que escutado em CD para que o brilhantismo nos renda por completo. A sala agradeceu de pé.
Portugal está em dívida para com esta banda e depois do concerto não consegui evitar um certo mal-estar de arrependimento por não ter forçado ou provocado conhecer este projecto mais cedo… mais vale tarde que nunca.
 Ainda a pedido do João Nuno fiquei para uma tentativa com sucesso de ida ao backstage para que o CD comprado fosse assinado pelos músicos. Em jeito de despedida deixo aqui o link do que me ocorreu escrever em Janeiro de 2009 quando em trágico espanto li no rodapé da minha TV o anúncio da morte do João Aguardela.

Texto de João Paulo Santos

quinta-feira, 5 de abril de 2012

A Naifa - Digressão 2012

Foto de Nuno Carvalho
A digressão d'A Naifa já começou no mês passado, mas agora é que eu estou a recuperar o meu ritmo, de forma a poder vir para o meu computador, escrever no meu blog, depois de ter estado oito horas ou mais a trabalhar ao computador.
Assim, só agora estou a anunciar a 2ª metade da Digressão desta banda que apresenta o seu 4ºálbum que tem o belíssimo nome de "Não se deitam comigo corações obedientes".
Já no sábado-dia7 eles vão estar no Centro Cultural de Ílhavo, por isso não percam a oportunidade.
Eu desta vez não vou poder lá estar, mas convidei um amigo para escrever sobre o concerto e creio que vai ser uma bela surpresa, até porque ele também é músico e escreve canções o que deve dar um resultado muito interessante.
As restantes datas são:
12 Porto - Casa da Música
14 Loulé - Cineteatro Louletano
21 Almada - Teatro Municipal

MAIO
4 Praia Vitória - Aud. Ramo Grande
5 Horta - Teatro Faialense

Depois, claro está ,espera-se que mais datas apareçam,  a qualidade da banda merece muitos mais concertos.
Por agora deixo o video que é uma espécie de "teaser" de todo o disco e deixarei o video do single para quando eu próprio escrever aqui sobre o disco que será depois de o ter na minha mão e o ouvir muitas e muitas vezes.

domingo, 18 de setembro de 2011

João Aguardela - Esta Vida de Marinheiro

Estou a acabar de ler a biografia de João Aguardela - "João Aguardela - Esta Vida de Marinheiro" , escrita pelo jornalista e amigo do músico, Ricardo Alexandre, e editado pela Quetzal - e quero aconselhar vivamente a sua leitura.
De início estava com receio que o livro fosse uma espécie de "beatificação" do músico, mas não é nada disso.
O que vem lá escrito é a verdade, não há ali nada escondido, penso que isso é o melhor que se pode dizer de uma biografia.
Os meus parabéns ao autor.
Aproveito e deixo um video de uma das canções que mais gosto dos Sitiados:

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Rapaz a Arder


"Está um rapaz a arder
em cima do muro,
as mãos apaziguadas.
arde indiferentemente à neve que o encharca

Outros foram capazes
de lhe sabotar o corpo,
archote glaciar
nunca ninguém apagou esse lume"
                de Eduardo Pitta

segunda-feira, 17 de maio de 2010

A Naifa - Teatro Aveirense II

“Esta depressão que me anima”

É o mote da Tournée d’A Naifa que passou no passado sábado no Teatro Aveirense.
Uma sala que foi enchendo ao som de fundo de “Sinto em Mim” dos saudosos Mler ife Dada, foi o que Aveiro soube oferecer para receber o grupo que agora regressa “às lides” musicais.

O concerto abriu ao som da guitarra de Luís Varatojo e, durante os primeiros temas, o grupo tocou sobre um fundo negro, como que a “camuflar” os músicos e só a canalizar a atenção do público para a música.
Uma iluminação discreta, de cima para baixo ia incidindo sobre a vocalista, Mitó, ou sobre os outros músicos que desde o primeiro momento conquistaram a audiência.
Os temas iam desfilando e o público cada vez mais atento, à terceira canção já soava “Monotone” o tema do grupo que provavelmente, terá passado mais vezes nas nossas rádios.

Depois de mais duas ou três canções veio a cor no painel de fundo e com ela os temas mais “mexidos”.
Foi aí que se ouviu o inédito “Quando me disseste que me amavas”, com música e letra do João Aguardela e que agora chega aos nossos ouvidos.
Cada canção tinha a ovação correspondente, o público presente dava mostras de ser seguidor da banda há bastante tempo, pois mostravam conhecimento das canções que iam sendo apresentadas, chegando a acompanhar a Mitó, cantando algumas delas.
Esse acompanhamento foi mais notado no “A Verdade Apanha-se Com Enganos” canção que acabou com todos a cantar e logo de seguida a aplaudir.
A principio fiquei com algum receio pois a comunicação era pouca, mas a partir de certa altura lá se ouviu um obrigado Aveiro e a partir daí o retorno e as manifestações de agrado foram muitas, chegando-se a ouvir um “é bom estar de volta a Aveiro”. Como é lógico Aveiro também gostou ter de volta A Naifa.

O encore, exigido por um público completamente rendido, manteve a tradição de cantarem uma versão, mais ou menos conhecida, de outro grupo português, neste caso tivemos direito a um fantástico “Subida aos Céus” que faz parte do primeiro álbum dos Três Tristes Tigres, logo seguido do “Señoritas”, canção que eu gosto particularmente.
O tema final “Rapaz a Arder” foi antecedido pela projecção da foto de João Aguardela - membro fundador do grupo que continua entre nós, mas não em forma física – que foi acompanhada por uma enorme e comovida ovação, a maior da noite, um tributo sentido a quem tanto deu à música portuguesa.

Foi bonito poder estar presente nesta noite memorável e assistir a um concerto inesquecível.
O alinhamento completo do que tivemos o prazer de ouvir foi:

Quero deixar o meu desejo de que A Naifa continue por muitos anos agora que dispõem de uma formação que se completa com a Sandra, surpreendente, no baixo e o Samuel, um gigante, na bateria.
Penso que a função grupo não se esgota aqui com esta digressão e ainda pode vir a dar muito à nossa música.

sábado, 15 de maio de 2010

A Naifa - Teatro Aveirense

É já daqui a duas horas que vou rever A Naifa, ainda não sei se vou poder fotografar, mas contarei aqui como foi.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

A Naifa - Esta Depressão Que Me Anima

Ontem foi o concerto de apresentação do livro - dvd d' A Naifa, hoje está na net inclusivé no seu blog, com o link aqui ao lado.
Mas eu não podia deixar de colocar aqui também este belo video onde podemos ver algumas das fotos do referido livro.
Aguardo ansiosamente o concerto de Aveiro no dia 15 de Maio e espero poder captar imagens para mostrar aqui.

terça-feira, 30 de março de 2010

As Boas Notícias Chegam aos Pares!

Esta vai ser a capa de uma edição de autor de um Livro/Dvd com a biografia dos primeiros quatro anos do projecto A Naifa que vai ser apresentada no dia 22 de Abril.
O Livro incluirá as letras das canções, várias fotos do concertos, testemunhos do público e etc.
O Dvd conterá um concerto gravado ao vivo na tour de 2008 e um documentário.
Eu só espero que a edição não fique muito cara e que eu a possa comprar, pois com este conteúdo é impossivel resistir.
Como as boas notícias chegam aos pares, após o lançamento do livro seguir-se-á uma tour em que teremos a Sandra Batista no baixo e o Samuel Palitos na bateria (que já inha tocado no magnífico concerto deles na Festa do Avante de 2007, a que eu tive a felicidade de assistir).
Aqui deixo a agenda que inclui Aveiro, será então o quarto concerto de A Naifa que vou ver e o terceiro em Aveiro.

A Naifa «a rasgar a vida»

Calendário

Abril

22 : Fnac Chiado 18.30H, Lançamento do livro

Maio

7 : Barreiro, Aud. M. Aug. Cabrita

8 : Cartaxo, Centro Cultural

13 : Faro, Teatro Municipal

14 : Portalegre, CAEP

15 : AVEIRO, Teatro Aveirense

22 : Horta, Teatro Faialense

26 e 27 : Coimbra, Oficina M. Teatro

28 : Guimarães, CC Vila Flor

29 : Caldas da Rainha, CCC

Junho

5 : Lisboa, Castelo de São Jorge

Eu espero que esta seja uma de muitas mais tournés d' A Naifa e desde já aconselho a quem esteja por estes sítios nas datas indicadas, a não perderem a oportunidade de os verem ao vivo.
Fica aqui o tema "Monotone " gravado ao vivo que começa com imagens da Mitó a entrar no Teatro Aveirense para aquele que foi um dos concertos inesquecíveis da banda a que tive o prazer de assistir.
Se o som do video é do concerto de Aveiro, provavelmente o assobio que se ouve com os aplauso no fim, é meu ...

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Megafone 5 - Reportagem

Para aqueles que não conseguiram ver a reportagem no Top + da RTP1, no dia e na hora a que foi transmitido.
Porque entre outras razões não conseguem aguentar com Pandas, Tonys, Max mixes e Mix Maxes, Popotas, Jardins da Celeste e Reis com grandes barriguinhas e etc, etc, etc.
Graças às maravilhas da net, podemos ver aqui um dos (poucos) momentos bons do programa que foi a reportagem do Megafone 5 no CCB.