Na segunda noite das
Festas da Cidade de Abrantes os
The Kaviar conseguiram duas coisas, a primeira foi dar um grande concerto e a segunda foi contrariarem o velho ditado que diz que “Santos da casa não fazem milagres”. É que as centenas, talvez milhar(es), de pessoas presentes no Largo 1º de Maio para assistir ao concerto da banda abrantina, não fizeram mais que apoiar a banda desde o início até ao fim da actuação.
Também pudera, a abrirem com “
My Way” logo seguido de um “teaser de “
Hey Ho Let’s Go” dos Ramones e quase sem pausas “atacar” com “
Ego”, era difícil ficar quieto e não vibrar com o som da banda, “
Come” e “
Flight of Love”, com o refrão cantado em conjunto com o público, mantiveram o ritmo que só foi quebrado por um intervalo, para uma sessão de electrónica, colocado um pouco a “destempo”.
Cheguei a temer que essa pausa estragasse o concerto, mas quando regressam para tocar “
Million Miles”, o público ficou novamente conquistado. “
Big Jack”, “
Trauma”, “
Mary” e “
Hollow Head” foram sempre muito aplaudidos pelo público que estava a adorar a autêntica Festa de Rock em que se tornou este concerto.
Claro que o encore era inevitável e começou com “
Need Her”, depois, veio a maior surpresa da noite com “
Cross Roads”, um original de Eric Clapton que marcou a entrada em palco do fundador da banda e autor do tema mais conhecido do grupo,
João Damas. Confesso que fiquei emocionado, é que o rapaz foi meu vizinho durante 18 anos da minha vida e poder vê-lo a desfrutar do sucesso do grupo que ele ajudou a nascer deixou-me arrepiado e quase que as lágrimas me vieram aos olhos.
O momento de partilha e emoção foi bonito e a ovação do público foi enorme, depois, e como tudo o que é bom tem um fim, foi tocado novamente o tema “
Million Miles” que contou com a participação do João e de todo o público nos coros.
Foi uma noite de consagração dos
The Kaviar que vão mostrando que mesmo sendo de uma cidade pequena, conseguem fazer boa música e mostrar que quando se quer e se luta por aquilo que se quer, consegue-se chegar longe!
Com o exemplo não só dos The Kaviar, mas também dos
Kwantta, dos
Hyubrius e dos
The Scart, se prova que querendo, em Abrantes nada será como dantes, pelo menos no que à música diz respeito.
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