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quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Bons Sons 2014 - Prólogo


Pela terceira vez consecutiva, não resisti ao apelo da SCOCS e fui Viver a Aldeia!

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Agenda - Festival Bons Sons 2014

O Maior Festival de Música Portuguesa ou, para os amigos, o Bons Sons, está quase aí!
Se clicarem no "tag" Bons Sons, conseguem ver tudo o que já disse sobre este Festival que muito acarinho e que recomendo vivamente a todos os que gostam de música portuguesa. Poderão ver tamém como decorreram as ediçoes anteriores a que tive o prazer de assistir.
Hoje trago aqui o link com os horários de todas as actividades dos 4 dias de sonho!
Deixo também dois spots que ajudam a perceber melhor o qe vão poder ver:



Resta-me convidá-los a virem Viver a Aldeia!

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Agenda - Prémios Megafone 2014

A 2ª edição dos Prémios Megafone vai decorrer no dia 14 de Agosto integrada no Festival Bons Sons.
As bandas finalistas - Charanga, Omiri, Nó D'Alma - Foram escolhidas a partir de uma lista, com mais de 40 nomes, pelo júri composto por:
Luis Varatojo (Músico), Pedro Gonçalves (Crítico de Música da Time Out), Ricardo A lexandre (RTP/Antena1), Jorge Cruz ( Músico), Fausto da Silva (Rádio Universidade de Coimbra), Raquel Bulha (Antena 3) e Luís Ferreira (Director do Festival Bons Sons).
As três vão actuar no Palco Lopes-Graça/Palco Aguardela, onde também actuarão os Padrinhos e vencedores deste prémio no ano de 2010 os Galandum Galundaina.
Nesta noite serão anunciados os vencedores da categoria Música (que vão receber o valor de 2000€) e da categoria Missão que distinguir um projeto cultural que contribua para o desenvolvimento, investigação ou divulgação da identidade cultural da música portuguesa.
Apareçam e venham viver a Aldeia!

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Agenda - Festa de Lançamento do Bons Sons'14 no Music Box

O BONS SONS juntou-se com a Azáfama - Produções Artísticas para fazer uma festa de lançamento, em Lisboa, do grande evento deste verão.
Os concertos de COCHAISE e de OS CAPITÃES DA AREIA bem como as escolhas musicais d’O HOMEM TEMPORARIAMENTE SÓ, sobem ao palco do MusicBox, em Lisboa, para condensarem, em 3 horas, os 4 dias do espírito do Festival.
Relembro que até ao final de Maio mantém-se a venda de Passes de 4 Dias por apenas €20, disponíveis aos balcões da FNAC, Ticketline e CTT (limitado ao stock existente.

Este belíssimo video do Canal 180 desvenda mais coisas sobre O Festival de Música Portuguesa!

segunda-feira, 31 de março de 2014

Agenda - Festival BONS SONS 2014


O Festival BONS SONS está na agenda deste Verão, vai decorrer entre 14 e 17 de Agosto na aldeia de Cem Soldos.
Ao todo vão ser 55 espectáculos a compor o cartaz e acabaram de sair os primeiros nove nomes que vão tornar a estadia por lá, bem interessante (como sempre, digo eu).

sábado, 22 de setembro de 2012

Bons Sons - Dia 19 de Agosto

O meu último dia de Bons Sons começou, no Palco Tarde ao Sol, com os Vigüela um grupo de música tradicional da zona de Toledo (Castilla), e com eles vieram Seguidilhas, Jotas e Malaguenhas que é uma espécie de fandango. Tocadas com pandeiros, alguidares, chaves, almofarizes, colheres, cântaros, pás de tirar cinzas da lareira, garrafas, chocalhos, frigideiras, castanholas e claro, guitarras e bandolins. Tudo embrulhado em belíssimas harmonias vocais, com letras que falavam de pastoreio, canções das mulheres para os seus pastores e vice-versa, canções de vinho e de festa.
Não faltou a dança e a alegria, mesmo com o sol bastante forte, a certa altura o largo da igreja, transformou-se numa enorme “pista” de dança.
Foi a cantar pela segunda vez a canção do vinho e das mulheres borrachas que os Vigüela se despediram, deixando todos com um sorriso nos lábios.

Logo de seguida “tive” de entrar pela segunda vez na igreja, transformado em Palco da Música Portuguesa a Gostar Dela Própria, desta vez para ver os Birds Are Indie, em boa hora o fiz, pois o concerto da banda de Coimbra, mesmo que curto foi excelente.
Adorei as explicações, mais ou menos fáceis de entender, que o Jerónimo ia dando sobre o nascimento das suas canções, sempre temperadas com grandes doses de bom humor. A igreja encheu completamente para os ouvir e ninguém parecia querer arredar pé. No fim ainda tivemos direito a um encore completamente acústico.
Depois de este concerto terminado, fui até ao Palco Giacometti para ver Aldina Duarte, não assisti ao concerto completo, mas deu para apreciar a beleza da sua voz e o virtuosismo dos músicos que a acompanham.
A plateia estava cheia de admiradores e cheguei a ver um par que fazia coreografias de dança enquanto se ouvia o fado.
Depois de passear pela feira de artesanato e de ir comprar o CD Oficial do Festival para amenizar as saudades que sei que vou sentir durante os próximos dois anos, fui para o Palco Lopes Graça, a fim de finalmente ver os Xícara num grande palco.

Como é óbvio, eles não me “deixaram ficar mal”, agora com canções novas que irão fazer parte de um futuro álbum, e que eu ainda não tinha ouvido, os seus concertos ficaram ainda mais completos. A mistura dos instrumentos da música tradicional, com outros mais modernos, fazendo uma fusão quase jazz e sempre com a voz lindíssima da Carla Carvalho, colocam a música dos Xícara num patamar bastante elevado, oxalá eles continuem sempre a evoluir assim.
No Palco Eira estavam de seguida os Pé na Terra, uma banda que eu praticamente “vi nascer” e que de ano para ano está cada vez melhor.
Com um tempo para tocarem um pouco mais reduzido que o normal, os portuenses optaram por escolher os seus temas mais “acelerados”.
Ora isso agradou tanto ao público que eu vi tanto pó levantado no recinto, como o que vi na noite de Linda Martini, mas desta vez o “rock” foi tocado com gaitas, guitarras folk, concertina, e baixo. Notou-se que os muitos concertos que o grupo tem dado, não só em Portugal, como em vários pontos do estrangeiro, os deixam cada vez mais à vontade em palco, mas claro que ter boas canções também ajuda e muito.
Foi uma festa do princípio ao fim, todas as canções foram muito bem acolhidas, mas o concerto atingiu o seu auge com o tema Sentir, tema que mais parece um hino, tal é a forma como foi cantado pelo público, foi um momento impressionante.
A terminar, finalmente o baterista veio para a frente de palco, para tocar o tema Pur La Terra, um tema tradicional, cheio de percussão e gaitadas.
Os Pé na Terra provaram que sabem fazer uma festa a sério!

Para terminar em grande esta edição do Bons Sons veio Vitorino que acompanhado de excelentes músicos soube agarrar o público do princípio ao fim.
Falou de "Robins dos Bosques" ao contrário, “aqueles que roubam aos pobres, para dar aos ricos!”, cantou Zeca, cantou os poemas de António Lobo Antunes e chega a adaptar letras, como no caso do Fado da Liberdade Livre, em que disse “Passos Coelho vai-te embora, deixa a Liberdade Livre” , sendo logo aplaudido ruidosamente.
Durante todo o concerto foi fazendo alertas em relação à nossa triste realidade e parecia que cada canção ganhava cada vez mais actualidade, não faltou sentimento a Traz Outro Amigo Também, ou a A Morte Saiu à Rua.
Foram momentos arrepiantes em que todas as canções se tornaram suas e a sua força e a sua voz encheram a praça central da aldeia de Cem Soldos.
Foi um excelente final de festival que me vai deixar embalado até 2014, mais uma vez o Bons Sons foi uma aposta ganha que eu espero que se repita por muitas e boas edições.

Poderão encontrar muito mais fotos desta edição do Festival Bons Sons e também da de 2010 na página de facebook deste blog, basta que sigam este link - https://www.facebook.com/acertezadamusica

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Bons Sons - Dia 18 de Agosto

Depois de “encher a alma” com o concerto da Márcia, fui até à Igreja. Sim Eu fui à Igreja, mas porque no Bons Sons se transformou em Palco da Música Portuguesa a Gostar Dela Própria, e ainda cheguei a tempo de ver um pouco do concerto de Gobi Bear.
Já conhecia a beleza das suas canções, pois já o tinha visto no Mercado Negro em Aveiro, mas a oportunidade de o ver com casa cheia, num local com tão boa acústica, foi ainda melhor. O seu sorriso perante tal plateia, diz tudo. Ah, e como ele não para, anunciou que em breve vai haver álbum. Finalmente, digo eu. Findo este concerto, decidi desfrutar da aldeia, visitar alguns dos vários pontos com artesanato e também o canto da AEPGA – Associação para o Estudo e Protecção do Gado Asinino que além de jogos tradicionais e passeios de burro organizados, acompanhados devidamente por gaita-de-foles, tinham também um menu de comidas, muito interessante.
Entretanto foi gozar de uma sombra no recinto do Palco Eira enquanto não começava o concerto dos Mikado Lab, um projecto que conta com Pedro Gonçalves (Dead Combo) no baixo, Ana Araújo nos teclados e Marco Franco na bateria, ao princípio estranhei, pois não estou muito habituado a este tipo de sons mais jazzísticos e experimentais, mas depressa gostei do que ouvi, foi uma excelente banda sonora para aquele momento.
Perdi a Joana Espadinha, os Canto Hondo e a Joana Sá e pelo que me descreveram, sei que fiz mal, mas depois das emoções de sexta, precisava de um sábado ligeiramente mais calmo.
Optei por jantar no restaurante da região Templária, interrompi a minha dieta e não me arrependo de nada, uma sopa da pedra feita com enchidos locais, seguida de uns bocados de farinheira assada, souberam-me pela vida e foram uma excelente pausa antes de mais música, até deu para ouvir o relato do Glorioso a espaços e sofrer um bocadinho e tudo.
Com o estômago cheio e cabeça fresca, fui até ao Palco Lopes Graça para ver os Atma, banda composta por Hugo Claro na Voz, Guitarra Clássica, Guitarra Portuguesa, Bandolim e Acordeão; Jorge Machado no Cajón, Darbuka, Frame Drum, Udu Drum, Tambor d' Água, Percussões e Taças Tibetanas; Berta Azevedo na Voz e Pequenas Percussões e José Sebastião no Baixo e Coros, que conjugam sons que passeiam por África, India e Sul de Espanha, por via do flamenco, com a guitarra portuguesa que consegue “aportuguesar” muito bem a sua música.
Em palco também foram ajudados por uma belíssima bailarina que deu um toque ainda mais exótico ao que víamos. Rapidamente o público foi conquistado, chegando até a vir alguns deles para o palco dançar, dando uma animação maior ao concerto. Gostei também bastante do cruzamento das vozes de Hugo e de Berta, foi um excelente início de noite.
O concerto que se seguiu foi o d’Os Velhos no Palco Eira, foi o único concerto Roque da noite, e foram competentíssimos, grandes malhas, boas letras e um baterista acima da média. A maioria do público não os conhecia, mas havia um pequeno grupo de verdadeiras fãs que sabiam as letras todas de cor e cantaram todas as canções do princípio ao fim. Pena que me pareceu um “amor” não correspondido, fiquei com uma estranha sensação de que a maioria dos elementos da banda não estava ali.
Parecia que não estavam a sentir o que estavam a tocar, as vezes “só” boas canções não fazem um bom concerto, e é pena. Terei de os ver novamente para perceber afinal se o que se passou é “defeito ou feitio”.
Para terminar a minha noite faltava-me ver Maria João & Mário Laginha no Palco Lopes Graça. Só o sorriso dela iluminava todo o largo da aldeia de Cem Soldos, e depois aquela voz, acompanhada por aqueles músicos, a forma como foi comunicando com o público, chegando a dizer que era raro tocar para público a vê-los de pé, enfim, nem sei que diga.

Foi muito bom, mesmo! Fui até casa de sorriso nos lábios, já não deu para ficar para o DJ Set do João Gomes que a noite estava mesmo longa…

Márcia no Bons Sons

O meu segundo dia de Bons Sons começou logo em beleza, com a Márcia no Palco Giacometti. Primeiro só com a sua viola a enfrentar o sol de frente e com o público, rua acima, sentado e a escolher a sombra, enquanto podia.
Foi com Sem Nome que começou um dos últimos concertos do álbum Dá, e de repente comecei-me a lembrar que a 19 de Novembro de 2010, fui ao lançamento do disco ao Porto no Passos Manuel, ainda não dava para adivinhar o sucesso que ia ser, mas dava para ver a enorme qualidade da música, e agora estava a acompanhar as despedidas e já a ansiar novo disco.
Depois foi tocado O Segredo a que se seguiu, O Mais Humano Sentimento São, a cantora não deixou de lembrar que já tinha cantado aquela canção com Samuel Úria que se encontrava ao lado do palco, “mas que não queria subir para cantar”. Claro que de imediato se fizeram ouvir os pedidos do público, aos quais o Samuel não conseguiu resistir e lá tivemos, uma excelente versão para esta canção.
Entretanto, já colocada um pouco mais à sombra, tocou o primeiro single, Pra Quem Quer,logo seguido do segundo, Cabra Cega, acompanhado do princípio ao fim pelas palmas de todos que ajudaram ao ritmo alegre da canção, seguiu-se o quarto single, Misturas que contou com a colaboração do Filipe Monteiro, que talvez conheçam de tocar guitarra na banda de Rita Redshoes, e que a acompanhou até ao final do concerto tocando slide-guitar, baixo e cantando.
Seguiu-se O Novelo e um tema novo de nome Brilha que foi tocado pela segunda vez ao vivo, “da primeira vez estava grávida e tudo me parecia bem, vamos ver como sai hoje”, creio que todos os que lá estavam o ouviram pela primeira vez e é um tema muito bom, já deixa água na boca para o disco que há-de vir.
Quase a terminar foi tocada A Espera, Pudera Eu e A Pele que Há em Mim, o grande terceiro single, que na segunda edição do disco tem uma versão mais longa devido à participação de JP Simões, mas essa não foi a que ouvimos, pois “ele não está cá”.
O final deste belíssimo concerto deu-se com o tema Vem que deixou todos numa onda de paz e “boa onda”, tal como é o espírito do Bons Sons.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Batida no Bons Sons

A noite de sexta terminou no Palco Lopes Graça ao som irrequieto de Batida. O grupo Luso-Angolano serviu a sua receita de ritmos electrónicos misturados com sons tradicionais e outros sons anteriores à guerra colonial. Tudo isso acompanhado por muita dança, por vezes alegre, outras vezes denunciando temas mais sérios e por imagens que ilustram bem a sua mensagem.
A imagem do todo-poderoso- ditador-novamente eleito não faltou, como que a lembrar todos que a falta de liberdade que por lá existe, a qualquer momento pode passar para cá. Da forma como o nosso País se vende não admira que em breve isso aconteça.

Não sei se àquela hora a mensagem política passou, mas a da dança passou seguramente, pois bastava olhar em volta e por todo o largo havia alguém a arriscar o seu abanar de ancas.


Foi uma excelente forma de terminar esta noite que já ia longa e cheia de boa e diversificada música, como é a imagem de marca do Bons Sons.
Eu fui para casa, cansadíssimo, mas a pensar que valeu a pena o esforço para assistir a este dia que não estava nas minhas previsões.

Paus no Bons Sons

Sem mostras de cansaço a “romaria” voltou para o Palco Eira, desta vez para ver os “quase campeões dos Festivais”  - Paus.
Quando os vi no Teatro Aveirense fiquei logo com a sensação que seria muito melhor ouvir a sua música ao ar livre e não me enganei.
Em Cem Soldos, logo no final do primeiro tema, obtive essa confirmação. Confirmei ainda outra coisa, não há público como o do Bons Sons para dar apoio a projectos recentes da nossa música.
Uma banda que “apenas” conta com um EP e um álbum na sua discografia, já arrasta uma multidão para os ver, o som é apelativo, particularmente para a faixa etária mais nova e como se costuma dizer “Eles partiram tudo”.

 
A sintonia foi tal que mesmo em temas em que não há letra, mas sim sons vocais, o público acompanhou sempre afinado. Criou-se uma enorme “boa onda”.
A certa altura e seguindo as instruções do autêntico Mestre-de-cerimónias que é Quim Albergaria, todos os que tinham os “púcaros ecológicos”, uma das novidades do merchandising do Bons, usaram-no como instrumento de percussão acompanhando o grupo num tema.

A explosão sonora dos Paus deixou, pela segunda vez neste recinto, uma enorme nuvem de pó. Esta passou a ser a “unidade de medida” da adesão do público às bandas que tocam naquele local.
Com estas reacções, os sorrisos em palco eram bem visíveis, não só por parte da banda, mas também pelos Charles Bronsons – nome carinhoso com que foram batizados os You Can’t Win Charlie Brown, aquando da tour Roque Beat 4 – que estavam sentados no lado esquerdo do palco a assistir a tudo. Houve até uma pequena dedicatória a David Santos (Noiserv) por este ter “finalmente, cortado a sua rasta”, como referiu Albergaria.
Para terminar esta autêntica “celebração tribal”, no último tema, o baixista Makoto, não se conteve e fez uma espécie de crowd surf em pé enquanto o resto da banda “aguentava” o último tema e ainda veio a tempo de o terminar.
Este concerto foi mais um grande momento deste Bons Sons que irá ficar na memória de todos.

The Legendary Tigerman no Bons Sons

The Legendary Tigerman foi o senhor que se seguiu no Palco Lopes Graça e o que nos deu, mesmo estando um pouco “lesionado” em virtude de um acidente nas férias, foi um concerto de pura energia Blues e Rock’n’Roll em que tocou quase tudo o que de melhor existe na sua discografia e não só.
A abrir tivemos Let Me Give it To You de Masquerade, logo seguido de Life Ain’t Enough For You de Femina que contou com Asia Argento nas imagens projectadas nos dois painéis de palco. Aliás, as imagens que complementam vários dos temas que são tocados, tornam os seus concertos ainda mais interessantes. Tal é o caso de Route 66, tema original de Bobby Troup que também veio em Masquerade, tal como Walking Downtown.
I’ll Make You Mine, foi a primeira incursão ao disco Naked Blues que apresentou The Legendary Tigerman ao mundo, a que se seguiu o belíssimo Light Me Up Twice de Femina, onde é cantado em dueto com Claudia Efe. Depois vieram os temas Naked Blues e I’m Here For You.
20 Flight Rock, original de Eddie Cochran, levou o “toque” Tigerman e agradou a todos, depois apareceu a poderosa Lisa Kekaula para cantar The Saddest Thing to Say, seguido de Radio & TV Blues e de Crawdad Hole.
Para acabar vieram & Then Came the Pain, Bad Luck R’n’B Machine e Big Black Boat que não deixaram ninguém ficar parado.
Para o encore, exigido pelo público, veio a excelente versão, sempre tocado nos concertos mais “energéticos”, de She Said, um original dos The Cramps que com Tigerman ganha ainda mais velocidade que põe até o mais calmo a dançar (ou pelo menos a bater o pé).
Mais uma vez um homem sozinho, com a sua guitarra e bateria fez dos seus Blues/Rock uma enorme festa que nem os conselhos do médico conseguiram parar e nem precisou de tocar um dos singles mais conhecidos do seu álbum de maior sucesso.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Linda Martini no Bons Sons

Depois de uma rápida bifana e uma água, segui para o novo Palco Eira, no extremo da aldeia de Cem Soldos, já depois da Igreja, a fim de ver os Linda Martini, banda constituída por André Henriques (guitarra e voz), Cláudia Guerreiro (baixo e voz), Pedro Geraldes (guitarra e voz) e Hélio Morais (bateria e voz). Como eu, já tinha seguido muito mais gente para lá e imediatamente fiquei com a certeza que nesta noite, havia bastante mais público que há dois anos atrás. Uma espécie de caos controlado estava instalado, e depois de superar algumas dificuldades, lá me coloquei em frente ao palco para tentar captar as melhores imagens.
Os Linda Martini eram seguramente, uma das bandas mais esperadas da noite e parece-me que desde os primeiros momentos eles sentiram que muito daquele público que estava ali, tinha muito interesse em vê-los.
 A começar tivemos Nós os Outros do mais recente álbum, Casa Ocupada, e de imediato se ouviu o público a acompanhar em coro as vozes que saiam do palco. Esta ia ser uma constante de todo o concerto, todas as letras sabidas “na ponta da língua” e cantadas em simultâneo com a banda. Logo a seguir veio Cronógrafo de Olhos de Mongol de 2006, seguido de Ameaça Menor do mais recente.
A banda não conseguia esconder a sua alegria, sentiu-se no palco uma grande “boa onda” que contagiou tudo e todos, até deu para a Cláudia Guerreiro partilhar um pouco da sua bebida com um dos fotógrafos que estavam em frente ao palco.
Efémera e Este Mar trouxeram-nos ao primeiro EP homónimo de 2005, ao qual voltariam depois de tocarem Amigos Mortais, para Amor Combate, tema que antes de ser tocado teve uma dedicatória muito especial para Henrique Amaro da Antena 3 por ter posto o tema a passar na rádio e os ter ajudado a ser o que são hoje. A ovação que se seguiu foi merecida.
Também foram pedidos aplausos para a organização do Bons Sons e para as bandas presentes naquele dia, a certa altura todos os elementos da banda declararam o quanto gostavam de estar no Melhor Festival de Música Portuguesa do País, todos nós concordámos e aplaudimos, claro.
Amor é Não Haver Polícia, visitou novamente Olhos de Mongol.
A Partir daqui “só deu” Casa Ocupada, com uma sequência final arrebatadora que teve Juventude Sónica, Mulher-a-dias, o excelente Belarmino e a rematar em grande 100 Metros Sereia que deixou todos a cantar e a pedir mais, mas tal não era possível, pois uma das imagens de marca do Bons Sons, é o cumprir os horários “religiosamente”.