Faltavam dois ou três dias para o evento quando a Carla me fez o convite: “queres vir aos Depeche Mode ao Porto?”, a falta de dinheiro fez-me hesitar, mas as palavras mágicas: “não te preocupes que eu empresto” tiraram-me qualquer tipo de dúvida, ia ao Estádio das Antas, pela primeira e única vez na vida, ver o concerto dessa grande Banda que eu acompanhava desde a minha adolescência.
Sábado de manhã seguimos para o Porto com a Elsa e fomos comprar os bilhetes à, famosíssima e servidora dos vícios musicais alternativos de toda a gente a norte do Mondego, discoteca Tubitek. A viagem de Aveiro até ao Porto já tinha sido feita no “dois cavalos” da Carla (se bem me lembro chamado Bunny), a ouvir exclusivamente a cassete do novo álbum “Songs of Faith and Devotion” saído recentemente, era o “estágio” intensivo para o concerto.
A primeira parte foi feita, ainda com a luz do dia, pelos Dada, a única coisa que me lembro dessa banda foi uma versão engraçadinha do “California Dreaming”, depois deu para ver um projecto de nome Marxman que misturava o hip hop com alguns sons tradicionais Irlandeses, a política influenciava grandemente este grupo e tinham uns temas bem mais interessantes que a banda anterior, como podemos ouvir aqui: