Mostrar mensagens com a etiqueta Desabafos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Desabafos. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

7 Anos Cheios de Boa Música!


Não é fácil “alimentar” um blog que se dedica maioritariamente à música portuguesa e que não é propriamente um replicador de notícias recebidas por mail. Desde que comecei, a minha preocupação tem sido apenas divulgar a música de que gosto e que acho que merece ser conhecida por todos, usando quase sempre as minhas próprias palavras.
Como não conseguia estar em vários locais em simultâneo, fui “recrutando” colaboradores para “a causa”, desde fotógrafos que me cediam imagens para ilustrar os meus textos (de início nem máquina fotográfica tinha), a pessoas que me orgulho de ter desafiado, com sucesso, para escreverem textos para A Certeza da Música, até técnicos de som ou de palco que me cedem os alinhamentos dos concertos, tornando os meus “report’s”, o mais fidedignos possível.
Creio que tenho conseguido fazer deste blog uma referência para quem quer conhecer muita da boa música feita em Portugal e tenho orgulho nisso.
Por vezes estive quase a desistir, mas houve sempre um concerto, uma canção ou alguma palavra amiga que me fez desistir da ideia de desistir. No fundo, A Certeza da Música (nome inspirado na canção “Ser ou não Ser” de Sérgio Godinho) é também a certeza das coisas boas que a música nos faz sentir.
É também, e sempre será, uma homenagem permanente ao João Aguardela. A história já deve ser conhecida, mas gosto sempre de lembrar que tudo começou porque era a ele que eu queria homenagear, quando comecei a escrever, poucos dias depois de nos deixar. Na minha cabeça ecoam sempre as palavras que com ele troquei, sobre a importância de fazermos o que gostamos e de lutarmos para isso.
Gosto sempre de pensar que, esteja onde estiver, ele também deve estar orgulhoso deste blog.
Sete são as notas musicais, eu não sei tocar nenhuma, mas enquanto puder, vou andar por aqui a lutar por quem me traz tanta felicidade por as saber juntar tão bem.
Um grande obrigado a todos os que me têm ajudado a fazer A Certeza da Música!

sábado, 23 de maio de 2015

Flávio Torres - Ser Ou Não Ser


Ao longo destes seis anos e poucos meses, de existência deste blog, tenho tido muitos motivos de orgulho, tenho tido também testemunhado muitos momentos que me deixam feliz.Mas este que vos relato é um daqueles que me vai deixar marcas para toda a vida.
Certo dia decidi enviar um mail a pedir ao Flávio Torres, belíssimo e criativo músico Covilhanense que me gravasse, à sua maneira, um excerto do tema do Ser ou Não Ser (de onde vem o nome deste blog) para eu poder utilizar como abertura do meu, por agora ausente, podcast musical.
Bem melhor do que a encomenda, inspirado pelo meu pedido/desafio, o Grande Flávio envia-me, não um excerto, mas uma belíssima versão inteira, que aqui partilho convosco:

Posso não saber tocar"porra nenhuma" (para mal dos meus pecados), mas digam-me lá se não tenho a obrigação de me sentir orgulhoso de ter feito nascer esta pequena maravilha.
Como li em qualquer lado, um dia que eu desapareça vou com a alegria de ter contribuído para ter deixado o Mundo um pouco melhor do que quando cá cheguei.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

A Certeza da Imagem do Som

É desde, praticamente, o seu nascimento, que A Certeza da Música e a Imagem do Som são uma espécie de irmãos. A primeira vez que me cruzei com o Ivo, foi num showcase dos Bunnyranch na Fnac do Norte Shopping em 2010, estava ele a entrevistá-los para o seu, na altura, blog e desde aí que a empatia entre nós surgiu de imediato. Depois desse breve encontro, foram vários os reencontros que tivémos, sempre com boa disposição e uma amizade que foi crescendo e que fomos alimentando.

domingo, 21 de setembro de 2014

Noites Ritual Forever!

Este foi o fim de semana em que decorreu a edição mais polémica das Noites Ritual.
Encontrei na página - que todos os interessados devem visitar e tornar-se "gostadores" - Noites Ritual - Página Não Oficial uma série de opiniões e explicações sobre o nascimento destas noites emblemáticas que muito fizeram pela música portuguesa.
Uma dessas opiniões que a seguir publico é a do Ricardo Alexandre, jornalista da Antena 1 e um dos fundadores das Noites Ritual.
Achei importante divulgar esse texto aqui, pois, além de ser um excelente texto que ajuda a perceber o que são, ou eram, as Noites Ritual, serve também de grito de alerta para que elas não morram.
Sem mais delongas, aqui fica o "desabafo":

domingo, 29 de dezembro de 2013

Horas e (Des)horas

Há quatro semanas atrás começou mais uma excelente série feita para a RTP, o seu nome é Os Filhos do Rock e pretende retratar os primeiros tempos do Rock Português. A história é uma ficção, mas nela aparecem bastantes dos nossos heróis da altura, até ao terceiro episódio já apareceram o Rui Veloso, os Xutos e o Jorge Palma. Tudo está bem montado e é bom ver o rigor com que nos colocam em tempos que, para muitos hoje em dia, são impensáveis.

De início a série foi bem promovida e o horário anunciado, 21.45h aos domingos, estava excelente. Eis senão quando, chegamos à silly season natalícia e o terceiro episódio é transmitido, depois de terem saltado um fim-de-semana (ou seja devia ser o 4º episódio), à meia-noite de sábado para domingo. Não percebo o que é que faz, as pessoas que decidem estas coisas, cometer semelhante erro. Depois de gastarem o dinheiro que uma série destas custa, pegam nela e mandam-na para horários “impossíveis”, um dia gostava de perceber o que está por trás deste tipo de decisões “assassinas”.


O serviço público de televisão que nós pagamos todos (há uma taxa de audiovisual todos os meses na conta da EDP) devia tratar melhor os programas de qualidade que faz, devia tratar também melhor os espectadores, mas parece que há uma certa má vontade, para não lhe chamar outra coisa, em fazer bem as coisas.
Novembro e Dezembro foram meses de boas apostas da RTP, além d’Os Filhos do Rock, estreou também o programa Novos Autores, apresentado por Henrique Amaro e Luís Oliveira, que leva a estúdio dois novos talentos da nossa música e onde falam de várias coisas interessantes sobre as suas experiências. A este programa foi dado o horário 1h da manhã de domingo para segunda (algumas vezes mais tarde), eu consigo ver porque ponho a gravar e quem tiver acesso à net, também pode ver na RTP Play, não sei quais são as audiências deste programa, mas acredito que se passasse a horas civilizadas, seria muito maior.
É para mostrar o meu desacordo com este tipo de decisões que escrevo este desabafo, mas além disso já escrevi para o provedor da RTP, vocês poderão fazer o mesmo aqui, sempre é mais alguma coisa que uns “likes” enfurecidos no facebook…

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Quem Tem Medo do Capuchinho Vermelho?


Agora é oficial! "A Tourada" está a ser censurada nos principais meios de comunicação. É inacreditável que esta canção/vídeo cause tantos constrangimentos em Portugal no ano da graça de 2013. 
NÃO PASSA NA TELEVISÃO, MAS PASSA NO FACEBOOK! 
"TOUREAMOS OMBRO A OMBRO AS FERAS" PARTILHA!!!
Encontrei esta citação na página de facebook d’A Naifa e não consegui deixar de saber algo mais sobre o que se passava.
Apesar de estarmos quase a cumprir 40 Anos após o dia em que a Liberdade foi restituída ao nosso povo, parece que, infelizmente há hábitos que não mudam, aliás, são feitas de uma forma diferente.
A diferença é que nos dias de hoje “a coisa” é bem mais cobarde e soez, e “a coisa” (Censura, leia-se) passa por votar uma obra, que tem tudo para ter o máximo destaque possível, ao apagamento. Esse “apagamento” ou omissão, terá tido a sua origem no que faz nascer sempre todos os actos anti Liberdade, essa origem está no Medo.
E Medo de quê, perguntam vocês. No caso dos que trabalham em meios de comunicação social, o medo que se sente é o Medo de perder o trabalho ou de serem relegadas para lugares ou horários piores, Medo de causar alguma afronta a quem lhes paga, enfim, Medo de por qualquer razão espúria, ficar sem rendimentos para viver no dia-a-dia.
Por causa disso ou por razões ainda piores, o vídeo que vos vou mostrar e também o disco As Canções d’A Naifa, tem sido ignorado pela maioria dos meios de comunicação “mainstream”, alguns deles de imprensa especializada, os últimos que deviam deixar-se cair numa coisa destas.
A suspeita é de que, por causa das imagens constantes no vídeo, um acto de Censura está a acontecer.
 A minha esperança é que, se calhar, estou errado e isto não passa de uma triste coincidência. Espero bem que em breve eu esteja aqui a pedir desculpa por me ter precipitado e por estar a ver coisas que não existem, mas prefiro desde já dar o alerta, não vá o Diabo Tecê-las…

Agora deixo-vos o vídeo da polémica para que tentem descobrir se há aqui alguma razão para ter Medo.

A Naifa - A Tourada from A NAIFA on Vimeo.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Nunca Mais - 11 Anos

Cumprem-se 11 anos desde que aconteceu uma das maiores desgraças ecológicas da Costa Galega.
Por ironia do destino, hoje foi anunciada a sentença e claro, não houve culpados...
Talvez porque os verdadeiros culpados, nunca se sentaram no banco dos réus, digo eu!
Como acho que nunca se deve esquecer como a incúria de alguns, pode prejudicar a vida de muitos, deixo aqui um tema dos Luar Na Lubre que lembra o que se passou.

Não nos esqueceremos, Nunca Mais!

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Portugueses Pelo Mundo

Later...With Jools Holland é um programa da BBC2 que desde 1992, sem interrupções, mostra muito do que há de melhor na música pelo mundo.
Este programa é um verdadeiro serviço público mundial e ter músicos portugueses a passar por lá é motivo suficiente para, como português que gosta de música, ficar orgulhoso.
Começou pela Sara Tavares, em Novembro de 2006:
 

A 6 de Maio de 2011, foi lá a Mariza:


Mais recentemente, em Novembro de 2012, foi a vez de Luisa Sobral apresentar a sua música:


 E ontem, foi a vez de Ana Moura:
Ainda há pouco tempo foi Anthony Bourdain a conviver e a mostrar os Dead Combo ao mundo no seu No Reservations filmado em Lisboa
É excelente ver música feita pelos nossos a ser divulgada lá fora.
Já só falta que os portugueses comecem a gostar mais da boa música que se faz por cá, nem que seja via canais estrangeiros...

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Eu Quero Ver!


A técnica é conhecida e foi usada bastas vezes pelo governo anterior, um qualquer, mais ou menos obscuro, porta-voz lança uma medida impopular nos meios de comunicação e depois, conforme as reacções da populaça, sai uma lei mais ou menos parva.
Por isso decidi desde já mostrar o meu desagrado perante a possibilidade que foi aventada pelo Ministro Sombra que Não Foi Eleito António Borges. Essa possibilidade é a de acabar com a RTP2 e concessionar a RTP1 a privados, li também em qualquer lado que inclusive está previsto acabar com a Antena 3.
Terei muito a dizer sobre a estupidez da ideia, mas a maioria das palavras são impublicáveis pois eu quero continuar a manter este blog livre de palavrões. Mas vontade não me falta.
Quero só dizer que já muito me custou quando acabou o programa Acontece do saudoso Carlos Pinto Coelho, em 2003, por coincidência ou não, no mandato dum Governo da mesma linha partidária do actual. Eu sei que estes governos do meio são sempre muito parecidos, mas parece que esta “sanha” anti-cultura se nota mais quando estes artistas lá estão.
Em suma, já assinei a petição “Em Defesa do Projecto da RTP2”, vocês também o poderão fazer aqui - http://www.peticaopublica.com/?pi=P2012N27730 
E vou continuar a ver o canal do qual não gosto de tudo, mas vejo-o pelas séries de qualidade, pelos documentários, pelo Bairro Alto, pelo Câmara Clara, pelo Ingrediente Secreto, pelo 5 noites 5 filmes que agora são menos, pelo desporto de modalidades amadoras nas tardes de sábado e domingo, pelos concertos nas madrugadas de sextas, pela informação diária que informa em vez de distrair, enfim, pelo serviço público que por enquanto existe e ao qual tenho/temos direito.
Quem ler isto pensa que não faço outra coisa, mas informo já que eu sou daqueles privilegiados que tem a possibilidade de por a gravar e ver quando pode.
Eu sou dos que vê porque quer ver!
Aqui fica uma canção cujo refrão pode servir de inspiração aos que, como eu, querem que as coisas mudem para melhor neste País. Porque começa a ser urgente que algo se faça.
“Vai nortada vai
  Varre este País
  Troca os ventos de brandura
  Por algo que abane com isto tudo”

           In Baile na Eira – Diabo na Cruz


sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Prata

Foi pelos braços de Fernando Pimenta e Emanuel Silva que chegou a muito ansiada Medalha, pelo menos a ver pelo que vão dizendo os meios de comunicação social.
Sim, aqueles que passam practicamente 4 anos a falar de bola e que olimpicamente com essa períodicidade, de repente, se lembram de exigir medalhas aos praticantes daquelas modalidades que eles mal conhecem e cujas federações são por eles (jornalistas) obrigadas a fazer autênticos milagres, com orçamentos que por vezes não chegam ao de uma equipa da Primeira Divisão dos Distritais de Futebol.
Mas enfim chega de desabafos/alertas, o que eu quero mesmo é dar os parabéns a estes rapazes e também a todos os outros atletas olímpicos que vão realizando autênticos milagres diariamente, sempre no anonimato das notícias, mas com muita dedicação.
Aqui vai uma versão de "Tenho Barco, Tenho Remos", um tema original de Zeca Afonso que Os Golpes fizeram, aqui num formato acústico filmado pel'A Música Portuguesa a Gostar Dela Própria que eu achei por bem dedicar aos nosso atletas olimpicos em geral, e em particular aos da canoagem.
 
Os Golpes - "Tenho Barcos, Tenho Remos" from Tiago Pereira on Vimeo.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Vamos Fugir

O que tem acontecido e ainda vai acontecer a Portugal no próximos anos, tornou a canção "Vamos Fugir" -  letra escrita por Adolfo Luxúria Canibal em 1998, para o álbum "Há Já Muito Tempo que Nesta Latrina O Ar se Tornou Irrespirável" -  na canção que melhor descreve o momento em que vivemos.
Se tiverem dúvidas, leiam ao mesmo tempo que ouvem o video.

Tenho os passos vigiados no labirinto das notícias. 
Das estatísticas não consigo escapar. 
Quimeras mercantis e mexericos mediáticos invadem-me a solidão. 
A realidade não existe. 
A fuga é para lado nenhum.
Tive uma ideia, tive uma ideia, vamos fugir! 
Tive uma ideia, tive uma ideia, foge comigo! 
Tive uma ideia, tive uma ideia, vamos fugir! 
Ttive uma ideia, tive uma ideia, foge comigo! 
A informação está em toda a parte. 
Mil olhos nos vigiam. ninguém sabe quem dá as ordens. 
Mas elas cumprem-se. 
A televisão transmite-nos a realidade,
Transmite-nos as ordens. eu cumpro. 
A única fuga é a loucura. 
Tive uma ideia, tive uma ideia, vamos fugir!
Tive uma ideia, tive uma ideia, foge comigo! 
Tive uma ideia, tive uma ideia, vamos fugir! 
Tive uma ideia, tive uma ideia, foge comigo! 
Tenho um grilo falante um grilo falante 
Um pateta desastrado, desastrado 
Um cavaleiro andante, cavaleiro andante 
Um pardal alucinado, pardal alucinado 
Tenho uma top-model, tenho uma top-model 
Tenho um vingador implacável, implacável 
Tenho um prémio Nobel, tenho um prémio Nobel 
Uma amante insaciável insaciável 
Tenho um serial killer, tenho um serial killer 
Tenho deus disfarçado, deus disfarçado
Sou o maior dealer sou o maior dealer 
que se encontra no mercado.

domingo, 6 de março de 2011

A Luta é Alegria!

Ontem os Homens da Luta ganharam o Festival da Canção e estão de Parabéns, não era essa a escolha dos júris distritais, mas o voto telefónico contrariou o "establishment" e garantiu aos Camaradas uma ida até à Alemanha.
Na altura da festa ouvem-se os apupos de quem, a meu ver, leva as cantigas muito a sério, é triste ver tanto mau perder e parvoíce junta.
Aos Homens da Luta dou os meus parabéns, principalmente por terem conseguido chocar tanta "gentinha".
Aqui deixo algumas das frases que, na hora da festa, serviram para responder aos ressabiados:

“Camaradas, pá, a todos aqueles que gostam muito obrigado, a todos aqueles que não gostam mais obrigado ainda, camaradas, pá! A luta é alegria, pá! É alegria, camaradas, pá! E nós vamos à Alemanha mostrar isso, que Portugal não é só fado, pá” - Neto

“O que nos interessa sempre, camaradas, é o voto do público. E povo sabe que os Homens da Luta estão sempre com ele. Viva o povo! Vivam os Homens da Luta! Viva a luta em Portugal, camaradas!” - Falâncio

“A música dos Homens da Luta é dedicada ao povo. E àqueles que estão desempregados e passam mal no nosso país.” - Falâncio

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

É Português? Não Gosto?

Quando leio na Blitz comentários do género: “este ano não ouvi nenhuma música portuguesa” ou “não conheço música portuguesa” escritos nas caixas de comentários debaixo do pedido de votações para os melhores discos do ano, fico “doente”. Quando oiço coisas semelhantes por parte de gente que até gosta de música e não faz sequer um esforço para ouvir o que é nosso, fico ainda pior.
Por vezes penso que a existência de portugueses que não gostam de música portuguesa, se deve a uma elevada dose de ignorância, preconceito bacoco e falta de amor-próprio potenciada pela fraca divulgação do que se vai fazendo nas nossas rádios (excepto a Antena 3 que vai mantendo a “chama viva”) e TV.
Depois há fins-de-semana como o que passou - em que entre o Cine Teatro de Estarreja com David Fonseca, o Teatro Aveirense com Rodrigo Leão e o Centro Cultural de Ílhavo com a segunda noite esgotada de Pedro Abrunhosa, estavam cerca de 1500 pessoas a ouvir música feita por portugueses, na região onde vivo, para não falar dos dois Coliseus (Lisboa e Porto) cheios para ouvir The Legendary Tigerman e outros dois para Deolinda no Porto (com mais dois em Lisboa para a semana) - e a minha esperança renasce.
Claro que não fico a pensar que vai tudo bem na nossa música, mas acredito que com uma boa divulgação e mais “tempo de antena” nos nossos meios de comunicação a música portuguesa tem futuro, basta que haja mais gente a lutar por ela.
O que peço é que a oiçam, pois com tanta variedade de música que se vai fazendo por cá, acredito que venham a gostar de alguma, não se ponham é a ouvir exclusivamente o que é estrangeiro como só isso é que fosse bom.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Edições, Reedições e etc.

Confesso que andava chateado com os Virgem Suta, não propriamente com a banda, mas sim com a editora. É que depois da edição do Fantástico álbum de estreia os senhores do dinheiro, decidiram fazer outra com dvd extra, nalguns sítios vendem-na mais barata que o cd simples e tudo.
Isto a mim chateia-me porque acaba por ser uma penalização para quem gosta de uma banda desde o início e faz um esforço enorme, para comprar o disco, principalmente tendo em conta os preços que cobram por cada cd.
O que me leva a falar desta injusta política de reedições, é que agora há uma nova versão do tema "Linhas Cruzadas" que conta com a participação vocal da Manuela Azevedo (Clã), e tem este video lindíssimo a acompanhar.

Só espero que os "espertos" senhores da editora, não decidam fazer uma terceira edição do disco para incluir esta canção. Se calhar podiam era oferecer o download gratuito do tema, mas isso é estar a pedir demais...

quarta-feira, 13 de maio de 2009

É o Mercado, Estúpido!

Eu sou daquelas pessoas que até compra discos, principalmente de grupos portugueses, chego até a ser "gozado" por pessoas que já não se lembram da última vez que compraram um CD, mas desde que inventaram as reedições que começo a ficar irritado e com vontade de concordar com quem utiliza regularmente a partilha de ficheiros. É que comprar mais que uma vez o mesmo disco deixa-me um pouco chateado.
Aconteceu-me já algumas vezes, primeiro foi com o álbum "Dou-lhes com a Alma" dos Da Weasel que fizeram uma segunda edição com um disco de extras, depois com o primeiro álbum dos Blind Zero que fizeram uma reedição com temas ao vivo, os Cool Hipnoise repetiram a gracinha com o "Nascer do Soul" e, mais recentemente foi o David Fonseca , a Rita RedShoes, Os Pontos Negros e os Clã, há quem diga que é para cativar o novos mercados.
A mim parece que é um gozo que fazem aos verdadeiros fãs que adquirem os discos logo na primeira hora. Sendo depois traídos por estas reedições que premeiam aqueles que só recentemente conhecem o grupo ou só agora decidiram comprar. Podia ao menos ser facultado o segundo disco ou DVD a preço simbólico para quem já adquiriu o primeiro disco.
Quem diz isto também pode falar do decréssimo dos preços que atinge os CD quando estão muito tempo nas prateleiras sem vender. Se calhar era mais saudável ter os CD a 5 ou 7 euros na semana de lançamento e depois passarem então aos doze ou mais euros a que são normalmente vendidos, assim talvez houvesse mais gente a comprar discos em vez de os piratear.
Não me parece ser esta política de reedições a melhor maneira de apoiar as bandas portuguesas e de cativar os seus verdadeiros fãs. E penso que deviam ser os próprios artistas a evitar este tipo de situações, por respeito a quem os admira e segue.