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quarta-feira, 13 de setembro de 2017

D-Phragma - Mixtape vol. I

Nos dias de hoje, é cada vez mais difícil quebrar as barreiras da comunicação e chegar aos potenciais admiradores de música, mesmo quando ela é boa.
A oferta é tanta que mesmo os conhecedores, não chegam a todo o lado. Os D-Phragma chegaram-se a mim e foi gratificante conhecer a sua música.
Por agora, em "Amargor", oferecem-nos três temas - "Monstro", "Bordel" e "Sem Lugar" - que, pela amostra, tornam fácil adivinhar que o que está para vir, vai ser muito bom.
Cantam em português e encaixam perfeitamente as palavras no som. Vai ser um prazer seguir este projecto nascido em Almada.
Cliquem em ler mais para os ficarem a conhecer melhor.

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Time For T lançam Hoping Something Anything - 15 de Setembro

O disco sai dia 15 de Setembro, mas antes disso já temos o vídeo de "Ronda", o single de antecipação que "rouba" o nome a uma localidade espanhola.
Andando eles a espalhar a sua música pelo mundo, o vídeo não podia deixar de mostrar esse espírito "andarilho", ora vejam:
Em breve, voltarei a este disco.

Tomara edita Favourite Ghost - 22 de Setembro

De certeza que já o viram em palco, de certeza que já viram vídeos feitos por ele e de certeza que, se eu disser que Tomara é o Filipe Monteiro - o genial músico que acompanhou a Rita Redshoes, durante muitos anos e que, já há alguns anos faz equipa com a Márcia - já conseguem "localizar" a pessoa.
Tomara é o nome que escolheu e no disco "Favourite Ghost" que sai dia 22 de Setembro e mostra a música que traz dentro de si.
É obrigatório acompanhar este novo passo do Filipe, por isso, aqui deixo "For No Reason", o segundo single, para irem conhecendo melhor o que aí vem:

Em breve voltarei a falar do disco.

terça-feira, 25 de julho de 2017

Songbird – vol II



 Por Miguel Estima
Nota-se logo a partida uma cumplicidade crescente. Depois de um primeiro disco, surgiu em meados deste ano este segundo disco deste duo, composto por Luís Figueiredo ao piano e João Hasselberg no contrabaixo. O projecto Songbird tem a pretensão de, tocar temas de outros, sendo neste caso revisitadas músicas de Jorge Palma, Henry Mancini ou mesmo dos Radiohead. Um tema nunca utilizado pela Luísa Sobral e composto pelo Mário Laginha também faz parte deste registo com o titulo de “As a night comes along”, e ainda bem que foi aqui registado.
É nesta simplicidade de dois instrumentos que se desenrola um disco jazzístico, ou diria um disco de covers, essencialmente de um universo diferente em que, os autores arranjam os temas de uma forma muito peculiar, dando uma roupagem num universo mais jazz. Para quem já os ouviu ao vivo, ao ar livre a fazer silenciar os passos das pessoas que circulavam o concerto, leva a acreditar na beleza que nutrem pela melodia executada.
Daqueles discos que devem fazer parte de uma modesta coleção de jazz.

Wilfried Wilde Quintet – Oscilenscope



Por Miguel Estima
Por vezes cozinhar um disco leva bastante tempo, em lume brando, com tempo e vai ganhando forma. Nota-se no disco do Wilfried essa procura por um som, que fique logo nos primeiros momentos, único, aos nossos ouvidos.
Um disco com nove temas, a que eu chamaria momentos que se cruzam, seja pela volúpia da guitarra do Wilfred, que juntamente com quatro músicos, sendo Xan Campos no piano, Iago Fernández na bateria, Demian Cabaud no contrabaixo e Charley Rose no saxofone. Numa dinâmica muito bem apurada, de uma harmonia rara, que se destaca em relação aos últimos lançamentos de jazz que me tem chegado às mãos.
É nesta simplicidade, neste carinho, nesta leveza colocada a cada tema do disco, que nos envolve a cada segundo, como um instante que nos toca. Um disco que tem uma marca muito própria, onde claramente demonstra e transpassa a mera audição, e nos engrandece numa viagem num território verdejantemente vasto.
Para ouvir repetidamente, sem pressa, em qualquer lugar.
Os concertos de apresentação vão decorrer na Galiza entre 6 e 9 de Agosto de 2017

Valentin Caamaño – Green with Envy



Por Miguel Estima
Surpresas boas acontecem-nos quando menos esperamos. Foi isso que aconteceu quando recebemos o segundo disco de Valentin Caamaño. O guitarrista de Santiago voltou a editar um disco e que disco. Desta vez juntou-se aos músicos Juyma Estévez no contrabaixo e de Andrés Rivas na bateria.
Caamaño presta uma grande homenagem a um dos guitarristas americanos mais importantes do século passado: Grant Green. Com uma forte presença no soul jazz e blues jazz, deixando um forte legado musical, sendo um dos artistas representado pela Blue Note durante a década de sessenta.
O disco começa logo com Matador tema composto por Green e gravado em 64, mas que só viu a luz do dia após a sua morte em 79. Para além dos temas de Green ainda de destacar neste disco duas composições de “The Kicker” de Joe Henderson e “Oleo” de Sonny Rollins, dois nomes grandes do hard bop, referência incontornável do disco de Caamaño.   
Editado pela Free Code em Fevereiro deste ano, o disco é uma excelente companhia para estes dias de verão, numa viagem, ou na praia, fazendo sempre uma boa companhia num momento do nosso dia.

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Feefifofum Quartet

Apreciação de Miguel Estima 
O quarteto Feefifofum, formado há pouco mais de um ano fruto de colaboração entre o contrabaixista Carlos Ibáñez e o guitarrista Carlos Murillo. Como em quase todos estes encontros, fruto de mentes criativas jazzistas, começam a surgir ideias que mais tarde crescem tornando esta formação no quarteto actual contando com mais dois elementos:  no saxofone tenor o catalão Jordi Ballarín e na bateria o Miquel Asensio, todos residentes em Madrid à excepção ultimo que vive em Valência.
Desta reunião chegou-nos à redacção d’A Certeza da Música este primeiro disco com doze temas originais. Um disco que veio cheio de ritmo e cor, porque o jazz não tem de ser cinzento. Quando quatro bons músicos de jazz estão inseridos no mesmo projecto, a fluidez da narrativa musical é um doce alegria, com uma densidade rítmica constante.  Faz com este seja um dos melhores discos de jazz que recebemos neste ano de 2017.
Surpresa e frescura desde a capital dos nossos vizinhos que tanto fazem por enaltecerem a posição do jazz. 
Nota: Excelente
 

quarta-feira, 24 de maio de 2017

O Gajo - Longe do Chão


Lisboeta de gema, João Morais, membro de bandas punk rock como os Gazua (entre outras), fez algures uma inflexão (ou não) e agarrou-se à viola campaniça, tentando musicar a sua cidade.
A esse projecto deu-lhe o nome de "O Gajo", e o seu registo discográfico, leva o nome de "Longe do Chão"
Quando à partida poderemos pensar que a campaniça não tem nada a ver com Lisboa, ao ouvir as malhas que ele construiu, acabamos por ver que "a coisa" faz bastante sentido.
 Na passada semana tive o prazer de o ouvir a explicar a sua música no programa "Indiegente", e a sua conversa com o Nuno Calado é o melhor "cartão de visita" para o disco que poderíamos ter.
Oiçam tudo a partir do minuto 21, eu fiquei encantado com a música e com a conversa, sabe muito bem ouvir rádio assim.
O vídeo de estreia chama-se "Há uma festa  aqui ao lado":

O disco está Excelente!
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quarta-feira, 17 de maio de 2017

Benjamim e Barnaby Keen editam '1986' a 24 de Maio



'1986', o disco em parceria gravado por Benjamim e o músico britânico Barnaby Keen, é editado digitalmente a 24 de Maio, meses antes do lançamento oficial em vinil. “Dança Com Os Tubarões” e “All I Want” são os novos singles do álbum e, à semelhança de “Warm Blood” e “Terra Firme”, são cantados na língua nativa de cada um dos intérpretes.

‘1986’ é constituído por oito canções escritas e interpretadas por ambos. É um exercício de partilha: Benjamim faz coros em inglês das canções de Barnaby e este empresta o seu sotaque brasileiro quebrado para fazer vozes em português nas canções de Benjamim. Os dois tocam quase tudo nos temas um do outro, escolhendo o melhor das capacidades de cada um, seja no saxofone, no piano ou na bateria.

O álbum foi gravado em duas sessões no estúdio 15A, casa da Pataca Discos e contou com a participação de Sérgio Costa na flauta, Leon de Bretagne no baixo e António Vasconcelos Dias nas vozes.

Os dois músicos, nascidos em 1986, cruzaram-se pela primeira vez em 2012, num cinema de Brixton, no sul de Londres, e selaram amizade a partir do gosto comum por um disco de Chico Buarque. Barnaby Keen viveu no Brasil durante seis meses, onde descobriu o amor pela língua portuguesa e pelos mestres do samba e da bossa nova.

Relativamente aos dois singles, os músicos definem “All I Want” como um tema marcado pelo timbre magnético de Barnaby e por uma batida hipnótica deixada a secar ao sol ao longo de demasiadas horas. “Dança Com Os Tubarões” é a canção solarenga do disco em modo dueto tropical, como se Xabregas fosse o Rio de Janeiro e Lisboa o mundo inteiro. 

A primeira apresentação de '1986' acontece no Festival Músicas do Mundo em Sines, no dia 28 de Julho, com os músicos acompanhados ao vivo por João Correia (bateria), Nuno Lucas (baixo) e António Vasconcelos Dias (bateria).

A data escolhida para esta edição coincide com o aniversário de Benjamim, dando maior simbolismo ao nome do álbum que pode ser ouvido nas plataformas digitais habituais.