O meu amigo Ângelo Fernandes esteve, mais uma vez no belíssimo Entremuralhas, organizado pela Fade In – Associação de Acção Cultural, e, como não podia deixar de ser, aqui partilho o seu olhar sobre alguns dos concertos a que assistiu.
Espero que gostem.
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quinta-feira, 17 de setembro de 2015
Entremuralhas 2015 - Foto Report
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sexta-feira, 12 de setembro de 2014
Entremuralhas 2014 - Foto Reportagem por Angelo Fernandes
Ao contrário do que era já habitual, desta vez o meu amigo Angelo Fernandes não pôde assistir a todo o Entremuralhas e como tal fica aqui o seu destaque em imagens de alguns dos concertos a que ele assistiu.
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domingo, 23 de setembro de 2012
Entremuralhas 2012
Ainda agora começava a terceira edição do Festival ENTREMURALHAS para logo acabar, no dia seguinte - moral da história: Os festivais acabam porque têm de acabar. E acabam porque têm de recomeçar, e depois daquilo que pudemos testemunhar uma vez mais, dentro dos muros medievais do Castelo de Leiria, seria muito difícil equacionar a hipótese de não haver edição em 2013 – a não ser que o calendário Maia nos venha incomodar mais do que aquilo que já conseguiu, e mesmo assim seria para recomeçar de novo. O que mais distingue, de antemão, o ENTREMURALHAS da maioria dos outros festivais de verão neste país, é que é inteiramente non-mainstream, sem ser exactamente underground, porque isso é já em si, um conceito gasto.
Chamá-lo um festival alternativo, um festival gótico (que o é “mas não só!...”), mas também um festival darkfolk ou industrial, será sempre exercício limitador de possibilidades e só interessa àqueles que não sabem ao que vão – mesmo em trabalho – ou para os que têm a mania de pôr etiquetas em tudo, desde os tempos da escova de dentes no infantário… por momentos, temos uma vontade nostálgica de trazer de volta as imortais “rádio soundbytes” de António Sérgio e dizer que este é “O” festival de música “rebelde” que ainda subsiste, mas não seria, quiçá, justo com outros que ainda assim defendem acerrimamente as suas cores.
A FADE IN, e nomeadamente para este festival, protagonizada pela empatia dinâmica de Carlos Matos e de toda a sua equipa, não se reduzindo portanto à sua mediática imagem, só pode estar orgulhosa e realizada pela consecução de tal feito, pela terceira vez.
Chamá-lo um festival alternativo, um festival gótico (que o é “mas não só!...”), mas também um festival darkfolk ou industrial, será sempre exercício limitador de possibilidades e só interessa àqueles que não sabem ao que vão – mesmo em trabalho – ou para os que têm a mania de pôr etiquetas em tudo, desde os tempos da escova de dentes no infantário… por momentos, temos uma vontade nostálgica de trazer de volta as imortais “rádio soundbytes” de António Sérgio e dizer que este é “O” festival de música “rebelde” que ainda subsiste, mas não seria, quiçá, justo com outros que ainda assim defendem acerrimamente as suas cores.
A FADE IN, e nomeadamente para este festival, protagonizada pela empatia dinâmica de Carlos Matos e de toda a sua equipa, não se reduzindo portanto à sua mediática imagem, só pode estar orgulhosa e realizada pela consecução de tal feito, pela terceira vez.
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sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Entremuralhas 2011 - Dia 3
O último dia
voltou iniciou-se, tal como os outros nas ruínas da Igreja da Pena, com aquele
que terá sido o mais adequado espectáculo para aquele local.
A estreia do duo
catalão Narsilion, de Sathorys Elenorth e Lady Nott, que se apresentou com uma formação
reforçada com duas das colaboradoras dos Sol Invictus e Cecília dos Arcana. O
pequeno espaço ficou repleto para ouvir uma sonoridade neo-clássica de toada
ambiental, pontificada por elementos característicos da música medieval e
darkwave.
A última noite do palco Alma ficou
reservada a outra banda catalã. Os Trobar
de Morte e a sua sonoridade medieval folk, apresentou-se, também, pela
primeira vez em Portugal com Lady Morte na Voz, Armand (na Percussão e baixo),
Jose Luis Frías (Gaita de Foles, flautas), Fernando Cascales (guitarra), Marta
Ponce (violino). As referências ao mundo mitológico medieval são uma constante,
pairando pelo ar as sombras de dragões, elfos e batalhas ancestrais. Fábulas que encantaram todos.
A despedida do palco Alma no Entremuralhas
deste ano ficou a cargo dos suecos Arcana.
Este concerto para além de ser mais uma estreia em território lusitano, tinha
como atractivo especial o facto de ser o único que a banda deu este ano. Em
jeito de retribuição, ambos os elementos dos Narsilion, integraram a banda. O
concerto apesar de um inicio um pouco morno, rapidamente as sonoridades claramente de dark folk e os ambientes
medievais, associados às magníficas vozes, quer do Peter Bjärgö, quer da
Ann-Mari e da Cecilia conquistaram todos. Só foi pena a curta duração deste
inesquecível espectáculo.
Finalizada a simplicidade e
o brilhantismo dos Arcana o último
destino foi ouvir os alemães Diary of
Dreams, numa actuação tecnicamente irrepreensível, mas sem qualquer chama
emotiva muito tipicamente germânico. Talvez o concerto menos interessante deste
Festival que se assume como uma verdadeira alternativa às sonoridades dos
Festivais de Verão que se tornam todos tão iguais e desinteressantes, ou,
utilizando as palavras de um reconhecido organizador desses festivais: este é
que é um Festival com sal e sem pó. Um obrigado
à Fade In por tão conseguida organização e até ao próximo ano, para que
continuemos a dizer que são rosas senhor, são rosas!
Texto e Fotos gentilmente cedidas por Ângelo Fernandes
Texto e Fotos gentilmente cedidas por Ângelo Fernandes
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quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Entremuralhas 2011 - Dia 2
Nas ruínas da
Igreja da Pena, iniciaram os
leirienses Brainderstörm, o segundo
dia do festival. Esta é uma banda com claras influências da dark-folk de bandas
como Death In June e Current 93, entre outras e mostraram que sabiam bem a
lição. Ficamos à espera que editem o primeiro álbum, pois mostraram qualidades
superiores a muitos dos projectos que aparecem de todo o lado com estas
sonoridades.
Sieben é o projecto de Matt Howden,
colaborador de inúmeros projectos, dos quais se destaca o saudosos Raindogs.
Sózinho em palco, deu um dos mais energéticos e brilhante concerto deste
festival. Tendo como instrumento um violino, vai gravando, em loop, construindo
as suas músicas juntando as diferentes camadas da “cebola” até esta se
apresentar completa. Pelo meio o arco do violino vai rodando entre os dedos a
grande velocidade, a barba por fazer ajuda a criar sons ao roçar no violino e a
sua voz é, por vezes, direccionada para o interior do violino criando efeitos
sonoros únicos. Momento alto foi quando, do seu violino extrai os acordes para
uma versão magistral de “Transmission” da Joy Division, o qual foi acompanhado
em coro por todo o público.
A estreia mais
aguardada veio seguidamente. Os franceses ROSA CRVX, eram segundo as palavras do mentor da Fade In, Carlos
Matos, uma velha ambição. E valeu a pena esperar para assistir a este já
mítico espectáculo dos Rosa Crvx.
Não faltou nada daquilo que torna este
espectáculo (o mais gótico de todos os apresentados): A precursão robótica, o
latim, o carrilhão com dez sinos e “La Danse de la Terre”. Um autêntico ritual,
espécie de missa negra dividida em vários actos, capaz de suscitar sensações
únicas de deslumbre e de estupefacção.
Este foi sem qualquer dúvida, o concerto
do festival e esta foi a sua grande noite.
Para a finalizar o segundo
dia, um contratempo. Os agendados Suicide Commando
cancelaram o concerto por doença do seu vocalista. Em sua substituição, o palco Corpo recebeu o projecto leiriense ESC - Eden Synthetic Corps. Depois de recentemente
terem sido muito bem recebidos pelo público do Festival Treffen de Leipzig,
este foi um momento em que os ESC, de G.
Diesel e IDK (Vocais), Chainheart e Hypecrash (Teclados), puderam confirmar-se como um dos projectos
com mais potencial. A ver pela reacção dos presentes esta é uma música que
impede qualquer um de estar quieto, talvez "o mal", na forma de doença para o belga Johan van Roy, até
tenha vindo por "bem".
Texto e Fotografias Gentilmente Cedidas por Ângelo Fernandes
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quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Entremuralhas 2011 - Dia 1
O Castelo de Leiria engalanou-se para receber, pela segunda vez, durante os três dias que finalizaram o sétimo mês do décimo primeiro ano do segundo milénio uma tribo de invasores vinda de todas as terras míticas da velha Europa. Tudo foi preparado pelos membros da Fade In, uma associação de culturais benfeitores, que há onze anos se têm dedicado à causa nobre da divulgação cultural, com predominância musical.
Como rótulo para o evento foi escolhido o termo de “Festival Gótico”, o único que se realiza nas nossas terras lusas. Tal contribuiu para que nos, cuidadosamente escolhidos, trajes dos invasores, predominasse um negro capaz de iluminar a noite.
Dividiram por três, os locais escolhidos para as reuniões entre os aqueles que traziam a sua arte para apresentar e aqueles que se deslocaram com o intuito de a apreciar. O inicio de cada dia deu-se pelo final da tarde na ruínas da Igreja da Pena. Depois, já com a lua a dar o seu contributo místico, continuavam as celebrações no Palco Alma, situado, verdadeiramente, entre as muralhas do castelo que pertenceu ao nosso rei poeta, tendo passado por este palco os projectos que mais teriam agradado a esse nosso rei, caso ainda ele cá vagueasse. No final da noite, descíamos até ao pátio da entrada, onde se encontrava o Palco Corpo, por onde a música que por lá passou apelava para o constante movimento do Corpo. Pelo meio ficavam as sandes de porco no espeto e os rissóis de leitão que acompanhados por copos de cerveja a preços bastante aceitáveis para os momentos que se vivem ajudavam a que plenitude dos sentidos fosse atingida.
Quanto ao efectivo motivo de todo este ritual, centraliza-se nos músicos que, para o efeito, foram convidados a estarem presentes.
As honras para a abertura foram dadas à dança das Ignis Fatuus Luna, um grupo nacional de Gothic Belly Dance, que deram às ruínas da capela o primeiro sinal do seu ressurgimento como espaço de celebração.
Aos Irfan coube-lhes abrir o Palco Alma, e que bem que o fizeram. Este agrupamento búlgaro, com dez anos de actividade, foi a primeira das estreias em palcos nacionais que o Entremuralhas deste ano proporcionou. Liderados pela voz angelical de Hristina Pipova, combinam a, já longa, tradição vocal búlgara (quem não se lembra de “Le Mystère des Voix Bulgares”?), com percussão tradicional medieval, string e sopro e viola da gamba. A sua música baseia-se numa mescla de influências musicais comuns na Bulgária, misturando a música medieval europeia, dos Balcãs e do Oriente Médio.
Com referência ficam ainda os Dead Can Dance e a voz de Lisa Gerard, que serão, certamente uma das principais influências, ou não interpretassem eles uma versão irrepreensível de “Svatba”. Boas memórias deixaram.
Os convidados seguintes foram os, já consagrados, Sol Invictus. A banda do grande britânico (no sentido literal e figurativo) Tony Wakeford, que nos trouxe o seu dark/neo folk, acompanhado de três elementos femininos (baixo, violino e percussões).
Wakeford que nos tem visitado com alguma regularidade, apresentou um concerto onde percorreu a sua já longa carreira pelo que não primou pela surpresa, mas antes, pelo prazer de escutar a partir da sua profunda voz, a amplitude poética e filosófica dos seus trabalhos.
Para finalizar a primeira noite, mais uma estreia em território luso, os britânicos NITZER EBB. Quase a celebrarem trinta anos de carreira, finalmente foi possível assistir a um espectáculo de Douglas McCarthy e Vaughan "Bon" Harris e o seu Electronic Body Music. As reminiscências de há duas décadas atrás voltaram a pairar e o corpo não conseguiu ficar quieto.
Texto e Fotos Gentilmente Cedidos por Ângelo Fernandes
Como rótulo para o evento foi escolhido o termo de “Festival Gótico”, o único que se realiza nas nossas terras lusas. Tal contribuiu para que nos, cuidadosamente escolhidos, trajes dos invasores, predominasse um negro capaz de iluminar a noite.
Dividiram por três, os locais escolhidos para as reuniões entre os aqueles que traziam a sua arte para apresentar e aqueles que se deslocaram com o intuito de a apreciar. O inicio de cada dia deu-se pelo final da tarde na ruínas da Igreja da Pena. Depois, já com a lua a dar o seu contributo místico, continuavam as celebrações no Palco Alma, situado, verdadeiramente, entre as muralhas do castelo que pertenceu ao nosso rei poeta, tendo passado por este palco os projectos que mais teriam agradado a esse nosso rei, caso ainda ele cá vagueasse. No final da noite, descíamos até ao pátio da entrada, onde se encontrava o Palco Corpo, por onde a música que por lá passou apelava para o constante movimento do Corpo. Pelo meio ficavam as sandes de porco no espeto e os rissóis de leitão que acompanhados por copos de cerveja a preços bastante aceitáveis para os momentos que se vivem ajudavam a que plenitude dos sentidos fosse atingida.
Quanto ao efectivo motivo de todo este ritual, centraliza-se nos músicos que, para o efeito, foram convidados a estarem presentes.
As honras para a abertura foram dadas à dança das Ignis Fatuus Luna, um grupo nacional de Gothic Belly Dance, que deram às ruínas da capela o primeiro sinal do seu ressurgimento como espaço de celebração.
Aos Irfan coube-lhes abrir o Palco Alma, e que bem que o fizeram. Este agrupamento búlgaro, com dez anos de actividade, foi a primeira das estreias em palcos nacionais que o Entremuralhas deste ano proporcionou. Liderados pela voz angelical de Hristina Pipova, combinam a, já longa, tradição vocal búlgara (quem não se lembra de “Le Mystère des Voix Bulgares”?), com percussão tradicional medieval, string e sopro e viola da gamba. A sua música baseia-se numa mescla de influências musicais comuns na Bulgária, misturando a música medieval europeia, dos Balcãs e do Oriente Médio.
Com referência ficam ainda os Dead Can Dance e a voz de Lisa Gerard, que serão, certamente uma das principais influências, ou não interpretassem eles uma versão irrepreensível de “Svatba”. Boas memórias deixaram.
Os convidados seguintes foram os, já consagrados, Sol Invictus. A banda do grande britânico (no sentido literal e figurativo) Tony Wakeford, que nos trouxe o seu dark/neo folk, acompanhado de três elementos femininos (baixo, violino e percussões).
Wakeford que nos tem visitado com alguma regularidade, apresentou um concerto onde percorreu a sua já longa carreira pelo que não primou pela surpresa, mas antes, pelo prazer de escutar a partir da sua profunda voz, a amplitude poética e filosófica dos seus trabalhos.
Para finalizar a primeira noite, mais uma estreia em território luso, os britânicos NITZER EBB. Quase a celebrarem trinta anos de carreira, finalmente foi possível assistir a um espectáculo de Douglas McCarthy e Vaughan "Bon" Harris e o seu Electronic Body Music. As reminiscências de há duas décadas atrás voltaram a pairar e o corpo não conseguiu ficar quieto.
Texto e Fotos Gentilmente Cedidos por Ângelo Fernandes
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