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segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Manu Chao no Marés Vivas

Em 90 veio a Portugal com os saudosos Mano Negra para uma série de concertos partilhados com os Xutos & Pontapés, em 2001 foram as Festas de Lisboa que o receberam acompanhado pela Radio Bemba Soundsystem, em 2002 foi o Festival de Vilar de Mouros, concerto a que tive o prazer de assistir, em 2007 foi a vez do Festival Sudoeste e finalmente no passado dia 14 de Julho veio até ao Festival Marés Vivas em Vila Nova de Gaia.
Desta vez Manu Chao veio acompanhado de La Ventura, banda competentíssima, composta por Madjid Fahem na guitarra, Gambeat no baixo, ambos Radio Bemba e Philippe “Garbancito” Teboul na bateria que colabora no “Best Of” dos Mano Negra.
É claro que eu e mais 24999 almas não podíamos faltar, nem que fosse só para mostrar o quanto gostamos da sua música.
Já passava da uma e meia quando subiram ao palco, mas a espera compensou, desde os primeiros acordes deu para ver que nem nós nem eles, íamos ter descanso, eles eram as cabeças de cartaz e provaram-no. O ritmo foi imparável, as canções era conhecidas de todos e o apelo à dança, aos saltos e aos aplausos ritmados foi uma constante.
As canções mais conhecidas da carreira a solo de Manu não faltaram, “El Oyo”, “Politik Kills”, “Clandestino”, ovacionada e cantada por todos em coro, “La Primavera”, “Por El Suelo”, “La Vida Tombola”, dedicada a Diego Armando Maradona, “Lo Peor de La Rumba”, “Me Gustas Tu” não podia faltar. Ouviu-se também um pouco de "La Cosa" que veio acompanhado de uma dedicatória ao grande Tonino Carotone, também não faltou a referência ao enorme Bob Marley, com uma versão “esgalhadíssima” de “Iron, Lion, Zion”, ouviram-se também temas de Mano Negra como “Que Paso o Que Paso”, “King Kong Five" e "King of the Bongo”, as canções foram tantas e tão cadenciadas que não deu para decorar tudo.
A mensagem política é uma constante, embora me pareça que nem todos a percebam e embarquem só na parte da marijuana, esquecendo-se que se fala de fome, injustiça, emigração e guerra, mas sempre a acreditar que na próxima estação está a “Esperanza”.
A certa altura Manu avista uma Bandeira Galega (uma daquelas que têm uma risca azul celeste com uma estrela vermelha no meio) e grita a plenos pulmões “Galicia Presente!”, passado um bocado aparece a bandeira do México e lá sai um “México Presente!”, é depois disto que pergunta “e Portugal?”, foi quando a maioria dos vinte e cinco mil gritaram a mostrar que o nosso País estava presente, se é que houvesse dúvidas.
A terminar a actuação vai agradecendo a todos e batendo com o microfone no coração, como se fossem os seus batimentos e a mostrar que estávamos no seu coração. Ele também ficou no nosso.
Claro que o concerto não ia ficar por aí, ele e a sua banda ainda voltariam mais três ou quatro vezes ao palco.
Num dos encores foi cantado um tema em francês, dos tempos dos Mano Negra em que o público substituiu o trompete na perfeição, gritando um “Lolo, lolo, lolo, lolo, lololo” de plenos pulmões que serviu para mais um encore só com o publico a fazer aquele som e a banda a acompanhar.
A banda “deixou tudo” em palco e marcou para sempre todos os que estiveram naquele recinto. Eu só espero que o Manu Chao volte em breve para nos dar Esperança com a sua música…

Deixo um agradecimento especial à Imagem do Som e ao Hugo Sousa, pela cedência das fotos.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Festival Marés Vivas - Alinhamentos (Set List's)

Para aqueles fãs mais interessados, aqui deixo os alinhamentos completos que consegui arranjar. Espero que gostem.
Morcheeba
GNR
A Silent Film

David Fonseca
Placebo
Peaches
Editors
Nota: não foram tocados os temas: "Smokers Outside The Hospital Doors", "No Sound But The Wind" e "Fingers In The Factories".

Festival Marés Vivas - Dia III

A noite de sábado era, sem dúvida, a mais esperada de todo o Marés Vivas que bateu todos os recordes de assistência nesta noite, um cartaz com dEUS, Editors e Ben Harper e os seus Relentless 7, já assim o faziam prever.
A abertura deste palco foi sempre acompanhada por um magnífico Pôr-do-sol, cuja beleza foi sempre referida por todos os artistas que vieram ao local. Nikolaj Grandjean, não foi excepção, do seu concerto ficou na memória as suas palavras simpáticas e pouco mais.A noite a sério começou com os dEUS, banda que já nos visitou várias vezes, mas que é sempre bem vinda. A banda belga também não deixa os seus créditos por mãos alheias e dá início ao concerto com as palavras – boa noite Porto, somos dEUS da Bélgica – assim, em português correcto, durante todo o concerto mostraram sempre esse cuidado, ao ponto de o vocalista e guitarrista Tom Barman, ter chegado a começar uma frase, sobre o futuro álbum, em inglês, parando imediatamente para dizer, num português bastante perceptível: trabalhamos para o novo disco, para sair em Fevereiro, talvez. São pormenores destes que ajudam a que a banda seja tão querida em Portugal, isso e o facto de eles não saberem dar maus concertos.
Abriram com “Bad Timing” e fecharam com o magnífico “Suds and Soda”, pelo meio ouviu-se “Smokers Reflect”, “Instant Street”, “The Architect”, entre outros.Agora resta esperar que voltem a Portugal no próximo ano, para apresentarem o tal disco que há-de sair em Fevereiro.
Depois vieram os Editors que eram responsáveis por grande parte das 25.000 pessoas presentes.Abriram com “In this light and on this evening”, logo seguido de “An end has a start”, tudo apontava para que este fosse o melhor concerto da noite, todo o público vibrava com o desfile de canções, não faltou o “Munich” e o “Racing Rats”. Quando ia começar o grande tema “Smokers outside the Hospital doors”, o vocalista acabou por abandonar o palco, após uma sequência de choques eléctricos e seguido de duas novas tentativas de cantar sem por em risco a sua vida.Cerca de 15 minutos depois a banda regressou ao palco e ainda tocou “Bricks and Mortar” e rematou um concerto que poderia ter sido excelente com o primeiro single do último álbum “Papillon”.
Foi pena toda a situação que deixou todos com água na boca, mas não se pode condenar uma pessoa por ter tido receio de se magoar seriamente em palco, não é a primeira vez que problemas eléctricos originais situações bem graves.
Pode ser que os Editors voltem em breve para apagar este mau momento da memória dos fãs que foram ao marés vivas para os ver.O encerramento do Festival ficou entregue a Bem Harper and The Relentless 7 que começou logo por pedir desculpa por não falar em português, mas a dizer que adorava estará tocar naquele sítio lindíssimo e, sem mais demoras arrancou com “Diamonds on the inside” logo seguido do single do último álbum “Shimer and Shine” depois foi um desfilar de virtuosismo na guitarra que muito agradou aos presentes, claro que “Ámen Omen” não faltou, nem o “Burn one down”.Os solos de guitarra não precisavam de ser tão longos, mas provavelmente gostou à mesma.
O concerto da noite acabou por ser o de Bem Harper, mas apenas por causa dos acidentes que envolveram a actuação de Editors.
Agora que venha o próximo e que seja tão bom ou melhor que este.

sábado, 24 de julho de 2010

Festival Marés Vivas - Dia II

Foi com um “Nós somos A Silent Film” em português correcto que os britânicos abriram o segundo dia de Festival, a banda que já se deslocou várias vezes ao nosso país, não deixou de espalhar simpatia e a sua música bastante agradável.A sua actuação terminou com o já bastante conhecido “You Will Leave a Mark” que arrancou o maior aplauso de todo o concerto e que deixou o público bastante satisfeito com o que viu, escusado será dizer que não deve faltar muito tempo para eles regressarem até cá.Depois veio o nosso David Fonseca que conseguiu por todos os presentes “ao rubro” com a sua viagem que vai desde os clássicos dos anos oitenta como “I Want to Break Free” que serviu de introdução para mais de uma hora de festa.Tivemos versões de “Learn Sometimes” dos The Korgis, “Girls Just Wanna Ave Fun” de Cindy Lauper que foi tocado em medley com o seu tema “The 80’s” e “The Roof is on Fire” que antecedeu o novo single do último disco – “Stop 4 a Minute”, mais os seus outros originais, como “Kiss Me, Oh Kiss Me”, “Superstars”, o fantástico “Raging Light” numa versão super acelerada e o “rasgado” “Silent Void” que encerrou o concerto numa explosão de fogo e luz, mostrando que neste momento em Portugal ninguém dá melhor espectáculo que ele.Por fim veio o concerto mais esperado da noite, a cargo dos Placebo, que vieram apresentar o seu mais recente “Battle of The Sun”.
A abertura foi feita com “Nancy Boy” e não faltaram temas como “Special Needs”, o fantástico “Every You, Every Me”, “Bitter End” e uma surpreendente versão de “All Apologies” dos Nirvana. No encore que abriu com um instrumental de Mendelssohn, foram tocados quatro temas em que “Taste In Men” rematou o concerto que creio ter sido do agrado dos milhares de fãs presentes. Depois deste concerto houve uma ligeira debandada que deixou o recinto com mais espaço para circular.
Quem ficou e ainda foram ainda bastantes, teve a sorte de ver uma das actuações mais “loucas” e surpreendentes de todo o festival – Peaches – que trouxe o seu show cheio de adereços e ritmos alucinantes de um electro-rock que não deixou ninguém indiferente.Ao terceiro tema já ela dizia “Jesus walked over water and now Peaches walks over you”, se bem o disse, melhor o fez. A cantora e performer pôs a responsabilidade da continuação do concerto, literalmente nas mãos do público, e ameaçou que caso a deixassem cair, a festa acabava ali.
Esse foi só um dos momentos que fizeram com que este fosse o concerto da noite, ouviu-se um “Talk to me”, cheio de garra, o dançável “I feel Cream” e até tivemos um dueto entre ela e um substituto de Iggy Pop em “Kick It”.Depois disto e se dúvidas houvesse, Peaches coloca um colar com o seu nome para que não esquecessem o seu nome, como se isso fosse possível. “Set it Of” e “Rock’n’Roll” encerraram com chave d’ouro o segundo dia de Festival, mesmo a combinar com o rio ali ao lado.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Festival Marés Vivas - Dia I

O Marés Vivas de 2010, único festival urbano a norte de Lisboa, teve início na quinta-feira(dia 15de Julho).
O cartaz, não sendo arrojado, tinha a vantagem de agradar a várias “tribos” musicais e de cativar aqueles que já não têm possibilidades ou disposição de ir para aqueles festivais “modernaços” que decorrem noutros locais, onde só vai quem gosta muito de acampar e de não ter grandes condições de higiene durante dois ou três dias. Aqui pode-se ir sempre dormir a casa e desfrutar de outra maneira.
Morcheeba que contaram com a regressada Skye que com a frase: Good evening are you ready to dance, abriu as “hostilidades” para um concerto que serviu para apresentar o novo álbum da banda – “Blood Like Lemonade” – e para recordar o passado do grupo que não é nada de deitar fora.
Entre referências à beleza do local do concerto e agradecimentos por os terem convidado, o desfilar de temas foi percorrendo a discografia da banda, temas como “Otherwise”, precedido de um brinde com tequila, segundo referiu a cantora, The Sea”, “Part of the Process” ou “Rome”, não faltaram, as canções antigas foram sempre recebidas com mais agrado que as novas, mas em resumo, foi um concerto bem suave e ideal para iniciar um festival assim. (Fotos de Morcheeba gentilmente cedidas por Ângelo Fernandes)
Sem grandes atrasos, seguiram-se os Goldfrapp, com uma actuação bem mais mexida e que pôs muitos dos milhares presentes a dançar, o destaque vai para temas como “Strict Machine”, “Ooh La La” e “Believer”.
Pode-se dizer que onde antes se “batia o pezinho”, agora a animação era maior e já se viam uns saltinhos.
A encerrar o primeiro dia vieram do outro lado do rio, os GNR, para apresentar o novo “Retropolitana” e tocar também alguns temas de outros tempos do já vasto historial da banda.
O sentido de humor e os trocadilhos de Rui Reininho estiveram sempre presentes, embora algumas piadas sobre Gaia não tivessem caído bem em muitos dos elementos do público.
O concerto foi um best of entremeado com os novos temas ainda pouco conhecidos e que suscitaram pouco entusiasmo.
Em suma, pode-se dizer que os “vencedores da noite”, para o público, terão sido os Goldfrapp, as para mim foram os Morcheeba, muito por conta das boas recordações que me trouxeram.