Foi na passada quinta-feira 16 de Junho que (finalmente, digo eu e muitos outros)
Frankie Chavez veio ao esgotadíssimo Auditório do Mercado Negro, apresentar o seu novo álbum “
Family Tree” sem esquecer o excelente primeiro EP editado pela Optimus Discos.
A expectativa de todos era enorme e Frankie não deixou os seus “créditos por mãos alheias” e deu um excelente concerto cheio de Blues/Rock do melhor que se vai fazendo no nosso pais
Depois de uma pequena introdução instrumental o arranque foi logo dado ao som de “
I Don’t Belong”, talvez a canção mais emblemática do EP, logo seguido de “
Old Habits” primeiro tema que tocou de “Family Tree”, e de “
Dust My Broom”, original de
Robert Johnson, o tal que
supostamente “vendeu a alma ao Diabo” por volta dos anos 30 e deixou uma marca eterna na história dos blues, “
Time Machine” do primeiro EP, não podia faltar.
Um dos grandes momentos da noite que ajudou a que esta se tornasse uma experiência única, foi a apresentação da versão de “
Hey” dos Pixies, que contou pela primeira vez ao vivo, com a
Emmy Curl e a sua belíssima voz, a cantar lado a lado com Frankie o tema que fecha o novo álbum e que está tão bem transformada que parece um original do músico português.
O lindíssimo “
Slow Dance” encantou, tal como “
Another Day” e “
Family Tree”, canção que dá nome ao álbum e “
Airport Blues” que mostram a variedade e qualidade do novo disco.
Quem toca e gosta de blues, acaba por querer homenagear os mestres e por isso apareceram “
Sweet Home Chicago”, também de Robert Johnson e tornado famoso por
Eric Clapton que também fez a sua aparição com “
Sunshine of Your Love”. Outro mestre que não podia faltar era
Jimi Hendrix e “
Voodoo Mama” foi uma excelente versão do conhecido tema "Voodoo Child”.
Para acabar ainda veio “
Whatever it Takes” e mais uma magnífica versão, desta vez de “
Come Together” dos
Beatles que fechou a noite musical que esteve sempre "em alta".
A beleza das suas canções e das que não são suas, mas ficam na posse dele por via das magníficas reinterpretações que faz, tal como a sua simpatia e comunicação com o público, fazem com que os concertos sejam sempre memoráveis. A mim deixou-me com vontade de repetir a experiência mais vezes, sabe bem ouvir tão boa música e tão bem interpretada.
Este foi o alinhamento completo desta grande noite: