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terça-feira, 24 de setembro de 2013

Sebastianas 2013 - Report

"Sebastianas são as festas da cidade de Freamunde, em Portugal, celebradas em honra de São Sebastião. É uma Festa anual que decorre sempre no segundo fim-de-semana de Julho. Com mais de 115 anos de história, a festa foi crescendo de importância e dimensão. 
Inicialmente festas em honra de São Sebastião só na parte religiosa, com o decorrer dos anos foram evoluindo para as Sebastianas actuais. São agora misto de festa sagrada e profana, com uma parte cultural e de animação muito mais marcada, sem nunca perder a raiz popular. 
Ao longo dos últimos anos, tem vindo a obter uma maior participação de público, sendo uma atracção turística com mais de 120 mil visitantes."
A Maria João de Sousa este lá nalguns dos dias de festa e recolheu belas imagens, como é costume.
Kussondulola, Oquestrada e Gabriel O Pensador, foram os concertos que ela viu, aqu vão parte das imagens que ela recolheu:
Kussondulola
Oquestrada
Gabriel O Pensador

Encontram muito mais imagens no álbum deste blog.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Inveja de Pobre

Depois deste Sr. Da foto ter lançado o tema, as discussões têm sido acesas e ao mesmo tempo interessantes.
Mas hoje ao reencontrar um amigo fiquei com um termo que descreve exactamente o que é esta “sanha” que foi iniciada por este Sr. Da foto, o termo é: INVEJA DE POBRE!
Penso que é isso que se pode pensar de alguém que põe um grupo de gente exaltada, contra aqueles que recebem o “Rendimento Mínimo” actual R.S.I. (rendimento social de inserção) ou como diz este menino – e, infelizmente, muita gente pensante deste país vai atrás – subsídio à preguiça.
Esta criatura, com o seu discurso mesquinho, conseguiu por uma “carrada” de pessoas a sentir quase que inveja daqueles que, por se encontrarem numa situação que roça a miséria, têm direito a este subsídio. Curiosamente a os valores da estimativa da fraude do R.S.I. são espantosamente semelhantes aos valores desta fraude aqui, mas está certo, provavelmente esta fraude foi levada a cabo por “gente séria e que trabalhou muito para chegar onde está”, não têm nada a ver com estes “lambões que vivem de subsídios”.
Fraudes sempre existiram e provavelmente vão continuar a existir, era importante era que as investigassem quanto mais não seja para acabar com estes ataques demagógicos e miseráveis feitos por uma pessoa que não tem vergonha de atacar quem nada tem.
É feio ter “Inveja de Pobre”, chega a ser pouco católico, creio que era obrigação de alguém da igreja chamar a atenção a este senhor, sobre o que é que ele anda a fazer. Não sei como é que ele consegue dormir descansado depois de espalhar tanto ódio sobre os 90% de pobres que recebem o RSI de uma forma legal e honesta, há até pessoas que recebem o subsídio como complemento ao fraco salário que a “economia de mercado” lhes paga.
Só quero desejar a quem tem inveja de quem recebe o R.S.I., que seja obrigado a viver como esses valores durante dois meses, só para verem se é assim tão bom.
A propósito de ser pobre aqui fica uma canção que pode ilustrar aquilo que digo aqui, neste caso é alguém a desejar morar numa favela, enfim invejas…

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

De Borla




A Primeira vez que ele veio a Portugal deve ter sido no ano de 1994 e veio a Aveiro numa Semana do Enterro. Nem uma perna partida serviu de desculpa para cancelar, ele queria mesmo fazer a Tournée portuguesa. Eu, sem dinheiro para mandar cantar um cego, queria ver o concerto. Já tinha trabalhado na organização de anteriores semanas académicas, mas, nesse ano com a troca de presidentes, eu não fazia parte. Na tarde do concerto fui oferecer-me para colaborar, havia falta de pessoal e assim consegui, fiquei a fazer de segurança na frente do palco. Lá começou o concerto, ele entrou de cadeira de rodas e não parou um momento, mesmo sentado dançava, a moça que viria a ser sua esposa vestida de enfermeira e a empurrar a cadeira. Eu, claro, praticamente só olhava para o palco, a malta que estava à minha frente portou-se sempre bem, grande concerto. Só foi pena, por estar atrás das grades de segurança, não ter ninguém para fazer um moshezinho, eheheh.
Já não oiço os seus discos com a mesma frequência, mas, principalmente nestas alturas em que os noticiários nos enchem a cabeça a falar de crise e desemprego, lembro-me sempre desta letra do Gabriel O Pensador, que, com as devidas adaptações, também serve para Portugal:


Até Quando
Não adianta olhar pro céu com muita fé e pouca luta
Levanta aí que você tem muito protesto pra fazer e muita greve
Você pode e você deve, pode crer
Não adianta olhar pro chão, virar a cara pra não ver
Se liga aí que te botaram numa cruz e só porque Jesus sofreu
Num quer dizer que você tenha que sofrer

Até quando você vai ficar usando rédea
Rindo da própria tragédia?
Até quando você vai ficar usando rédea
Pobre, rico ou classe média?
Até quando você vai levar cascudo mudo?
Muda, muda essa postura
Até quando você vai ficando mudo?
Muda que o medo é um modo de fazer censura

Até quando você vai levando porrada, porrada?
Até quando vai ficar sem fazer nada?
Até quando você vai levando porrada, porrada?
Até quando vai ser saco de pancada?

Você tenta ser feliz, não vê que é deprimente
Seu filho sem escola, seu velho tá sem dente
Você tenta ser contente, não vê que é revoltante
Você tá sem emprego e sua filha tá gestante
Você se faz de surdo, não vê que é absurdo
Você que é inocente foi preso em flagrante
É tudo flagrante
É tudo flagrante

A polícia matou o estudante
Falou que era bandido, chamou de traficante
A justiça prendeu o pé-rapado
Soltou o deputado e absolveu os PM's de Vigário

A polícia só existe pra manter você na lei
Lei do silêncio, lei do mais fraco:
Ou aceita ser um saco de pancada ou vai pro saco

A programação existe pra manter você na frente
Na frente da TV, que é pra te entreter
Que pra você não ver que programado é você

Acordo num tenho trabalho, procuro trabalho, quero trabalhar
O cara me pede diploma, num tenho diploma, num pude estudar
E querem que eu seja educado, que eu ande arrumado que eu saiba falar
Aquilo que o mundo me pede não é o que o mundo me dá

Consigo emprego, começo o emprego, me mato de tanto ralar
Acordo bem cedo, não tenho sossego nem tempo pra raciocinar
Não peço arrego mas na hora que chego só fico no mesmo lugar
Brinquedo que o filho me pede num tenho dinheiro pra dar

Escola, esmola
Favela, cadeia
Sem terra, enterra
Sem renda, se renda. Não, não

Muda, que quando a gente muda o mundo muda com a gente
A gente muda o mundo na mudança da mente
E quando a mente muda a gente anda pra frente
E quando a gente manda ninguém manda na gente

Na mudança de atitude não há mal que não se mude nem doença sem cura
Na mudança de postura a gente fica mais seguro
Na mudança do presente a gente molda o futuro