Mostrar mensagens com a etiqueta Jazz. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Jazz. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Miguel Ângelo - I think I'm Going To Eat Dessert

Apreciação de Miguel Estima
No final do mês de Outubro fui agraciado com uma boa noticia, o Miguel Ângelo estava prestes a lançar um novo disco. Mas surpresa das surpresas: a solo. Só contrabaixo. Isolando-se assim de outros instrumentos e músicos com que somos habitualmente brindados quando está a apresentar-se ao vivo. E em boa hora o fez. Por vezes esse isolamento leva a fruição artística muito grande e resulta em alguma coisa maravilhosa.
I Think I’m Going To Eat Dessert”, vem de uma série de duvidas primeiro as lineares da escolha após o prato principal de uma refeição se vamos aproveitar e comer a dita sobremesa. E transpondo para a carreira do Miguel se depois de um Branco (Carimbo Porta-Jazz, 2013) e A Vida de X (Carimbo Porta-Jazz, 2016), tem espaço para este disco a solo, agora lançado.

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Guimarães Jazz / Porta-Jazz #4 - Report e Entrevista

Guimarães Jazz - Porta Jazz
12 de Novembro de 2017
Texto, Entrevista e Fotos de Miguel Estima 


No passado Domingo, 12 de Novembro, o Guimarães jazz apresentou na Plataforma das Artes e Criatividade/Centro Internacional de Arte José de Guimarães o concerto da residência dos músicos do Projecto Cotovelo, a convite da Porta-Jazz. Este ano o grupo era formado por Nuno Trocado na guitarra, Tom Ward nos saxofones, flauta e clarinete baixo, Sérgio Tavares no contrabaixo, Acácio Salero na bateria.
Num híbrido entre o jazz e encenação com o uso da palavra como de uma leitura encenada, veio a apresentação do “Cotovelo”.
Estivemos à conversa com o músico Nuno Trocado para sabermos um pouco mais.

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Agenda - Guimarães Jazz 2017

De 08 a 18 de novembro, Guimarães recebe mais uma edição do seu festival de jazz. Este ano, o mundo celebra os 100 anos decorridos desde a gravação do primeiro registo discográfico de jazz, um momento simbólico que mudaria para sempre a história desta música. É precisamente esta efeméride que orienta o conceito programático da 26ª edição do Guimarães Jazz.

sábado, 14 de outubro de 2017

Mano a Mano - Vol.2


É com um simples “cá vai disto.” que começa “Vol. 2”, a conversa de guitarras entre os irmãos Santos. O que o André e Bruno nos oferecem é quase uma hora de grande música sem palavras, para desfrutar do princípio ao fim. Entre originais e adaptações feitas ao seu jeito, o encanto é permanente. Há dias numa conferência, lancei a “provocação” de que ainda não tinha idade suficiente para ser apreciador de Jazz, menti. Afinal até consigo gostar e apreciar Jazz e este que vem no “Vol. 2”, está uma pequena maravilha. Não sei se pelo virtuosismo ou pela química que se sente entre os dois irmãos, ou se é porque a idade me está a modificar o ouvido, o que sei é que sabe muito bem ouvir este disco.
Daqui d’A Certeza da Música levam um Muito Bom e o desejo de os poder ver ao vivo num destes palcos que temos por aí.
Deixo o vídeo de “Super Mário”, o tema de abertura.


Depois, cliquem em ver mais e leiam o texto que acompanha o lançamento do disco.

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Scott DuBois – Autumn Wind



Disco ouvido e apreciado por Miguel Estima
 
Scott DuBois irá lançar em finais deste mês de Outubro, mais concretamente no dia 27 pela label ACT, o seu mais recente disco de originais – Autumn Wind.
Um disco verdadeiramente fascinante, onde não conseguimos equilibrar muito bem onde começa jazz e termina a música clássica. Vive um pouco do improviso, de uma chama intensa de um guitarrista excepcional, cheio de possibilidades criativas. É neste Outono quente aqui no sul da Europa que vemos este disco nascer elevando o termo de “estações” a outro patamar, como de um puzzle se tratasse. Em cada passo do caminho, o quarteto de DuBois leva-nos a uma jornada musical impressionantemente impressionista, de uma mistura orgânica, porém altamente coesa, de elementos como jazz moderno, e de música clássica contemporânea.
DuBois leva o conceito de "estações" a um novo nível com uma série de peças em comemoração à natureza incansável e imprevisível do Outono. Num período em que as fronteiras entre os géneros musicais estão se dissolvendo rapidamente, ainda existem grandes diferenças entre o que ainda chamamos de uma banda de "jazz" e as de outras classificações musicais. Talvez a mais significativa seja a longevidade de um conjunto de jazz.
Quando escutamos o quarteto internacional deste disco, temos logo noção da qualidade aqui reunida. Estão juntos há mais de uma década. Assim neste disco temos o guitarrista e compositor nova-iorquino Scott DuBois, o baixista também de Nova Iorque Thomas Morgan, o virtuoso alemão no saxofone tenor e clarinete Gebhard Ullmann e o excelente baterista dinamarquês Kresten Osgood.
Um disco tão maravilhoso, relaxante e atmosférico, que nos pode acompanhar a qualquer momento deste maravilhoso Outono.

Agenda - Estarrejazz 2017

A edição de 2017 do Estarrejazz já vai a meio, mas não é demais lembrar o programa para os próximos três dias.
12 de Outubro - Trio Paulo Bandeira c/ Cristina Branco
13 de Outubro - Lina Nyberg Band
14 de Outubro - Big Band Estarrejazz c/ Paula Morelenbraum e Ralf Schmid
                           Domingos Henriquez Quarteto
Vale a pena ir ao Cine-Teatro de Estarreja

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Dous n' O Peto das Animas - Report

Dous - O Peto das Animas - 9 de Setembro
Texto e Fotos de Miguel Estima 
Tive a oportunidade de ouvir o novo disco de Dous - “a viaxe de Yoyo”, num concerto vermú no Peto das Animas em Tui no passado sábado 09 de Setembro.
Facilmente entramos num mundo de aventuras, rico numa cultura transversal, percorrendo um mundo sem fronteiras.
Os novos caminhos foram sendo conduzidos a construir seja um tropical Brasil, uma caminhada nocturna numa qualquer cidade europeia, uma ida ao circo, ou um redescobrir de paisagens sonoras sem região marcada, pelo menos em território conhecido.
 Reflecte-se neste a vontade com que Fernando Abreu e Pablo Carrera estão a conduzir-nos nesta experiência, fresca e suave, que é muito própria deles. Dous vive de uma libertinagem, desse estar bem com o mundo, tão próximo que nos contagia a cada segundo de uma nova audição.
Foi um belo concerto para um início de tarde um pouco cinzento.

Mais fotos na página de facebook deste blog.

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Imaxinasons – Report

Texto e Fotos de Miguel Estima

Já aqui tínhamos dado notícia do primeiro concerto do Imaxinasons, o festival de Jazz de Vigo que aconteceu entre 30 de Junho e 8 de Julho na cidade Olivíca.

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Nigranjazz 2017 - Report



Nigrán Jazz 2017
Texto e Fotos de Miguel Estima
 Nigranjazz poderia ter este ano o subtítulo “Onde a chuva não afasta o público do festival”. Esta décima primeira edição ficou marcada pela chuva.

terça-feira, 25 de julho de 2017

Songbird – vol II



 Por Miguel Estima
Nota-se logo a partida uma cumplicidade crescente. Depois de um primeiro disco, surgiu em meados deste ano este segundo disco deste duo, composto por Luís Figueiredo ao piano e João Hasselberg no contrabaixo. O projecto Songbird tem a pretensão de, tocar temas de outros, sendo neste caso revisitadas músicas de Jorge Palma, Henry Mancini ou mesmo dos Radiohead. Um tema nunca utilizado pela Luísa Sobral e composto pelo Mário Laginha também faz parte deste registo com o titulo de “As a night comes along”, e ainda bem que foi aqui registado.
É nesta simplicidade de dois instrumentos que se desenrola um disco jazzístico, ou diria um disco de covers, essencialmente de um universo diferente em que, os autores arranjam os temas de uma forma muito peculiar, dando uma roupagem num universo mais jazz. Para quem já os ouviu ao vivo, ao ar livre a fazer silenciar os passos das pessoas que circulavam o concerto, leva a acreditar na beleza que nutrem pela melodia executada.
Daqueles discos que devem fazer parte de uma modesta coleção de jazz.

Wilfried Wilde Quintet – Oscilenscope



Por Miguel Estima
Por vezes cozinhar um disco leva bastante tempo, em lume brando, com tempo e vai ganhando forma. Nota-se no disco do Wilfried essa procura por um som, que fique logo nos primeiros momentos, único, aos nossos ouvidos.
Um disco com nove temas, a que eu chamaria momentos que se cruzam, seja pela volúpia da guitarra do Wilfred, que juntamente com quatro músicos, sendo Xan Campos no piano, Iago Fernández na bateria, Demian Cabaud no contrabaixo e Charley Rose no saxofone. Numa dinâmica muito bem apurada, de uma harmonia rara, que se destaca em relação aos últimos lançamentos de jazz que me tem chegado às mãos.
É nesta simplicidade, neste carinho, nesta leveza colocada a cada tema do disco, que nos envolve a cada segundo, como um instante que nos toca. Um disco que tem uma marca muito própria, onde claramente demonstra e transpassa a mera audição, e nos engrandece numa viagem num território verdejantemente vasto.
Para ouvir repetidamente, sem pressa, em qualquer lugar.
Os concertos de apresentação vão decorrer na Galiza entre 6 e 9 de Agosto de 2017

Valentin Caamaño – Green with Envy



Por Miguel Estima
Surpresas boas acontecem-nos quando menos esperamos. Foi isso que aconteceu quando recebemos o segundo disco de Valentin Caamaño. O guitarrista de Santiago voltou a editar um disco e que disco. Desta vez juntou-se aos músicos Juyma Estévez no contrabaixo e de Andrés Rivas na bateria.
Caamaño presta uma grande homenagem a um dos guitarristas americanos mais importantes do século passado: Grant Green. Com uma forte presença no soul jazz e blues jazz, deixando um forte legado musical, sendo um dos artistas representado pela Blue Note durante a década de sessenta.
O disco começa logo com Matador tema composto por Green e gravado em 64, mas que só viu a luz do dia após a sua morte em 79. Para além dos temas de Green ainda de destacar neste disco duas composições de “The Kicker” de Joe Henderson e “Oleo” de Sonny Rollins, dois nomes grandes do hard bop, referência incontornável do disco de Caamaño.   
Editado pela Free Code em Fevereiro deste ano, o disco é uma excelente companhia para estes dias de verão, numa viagem, ou na praia, fazendo sempre uma boa companhia num momento do nosso dia.

terça-feira, 11 de julho de 2017

Uri Caine Trio no Imaxinasons - Report



Uri Caine Trio abre XIII edição do Imaxinasons 
Texto e Fotos de Miguel Estima
O pianista americano abriu esta décima terceira edição do festival de Jazz de Vigo. Um dos mais importantes músicos do panorama internacional de jazz, contagiou por completo a plateia esgotada neste concerto inaugural.

Uri Caine é conhecido pela fusão de vários estilos americanos desde o blues ao gospel, dando-lhe novas roupagens numa apresentação jazzista. Brincando com uma mestria impar com o piano, acompanhado por Kenny Davis no contrabaixo e Clarence Penn na bateria.

A plateia ficou extasiada, e rendida por completo com o concerto. Uma noite para recordar em mais uma brilhante abertura deste festival de jazz.

Agenda - Festival Jazz e Blues de Pontevedra



O Festival Internacional de Jazz e Blues de Pontevedra completa este ano, vinte e cinco anos de existência. 
Esta edição terá lugar no centro histórico de Pontevedra de 21 a 26 de Julho, tendo como epicentro a Praza da Ferraría e a Praza do Teucro. 
Em forma de celebração do jazz e do blues que preencher a cidade durante a penúltima semana de Julho, este ano o cartaz completa-se com grandes nomes como Cory Henry ou Gregory Porter, não deixando de lado os galegos como o Miguel Lamas que irá abrir a primeira noite de concertos.

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Gonçalo Leonardo Quarteto - East 97th

Apreciação de Miguel Estima
A verdade é que tenho andado a ouvir tanta música ao vivo, que não tenho andado muito atento ao que vai acontecendo de lançamento jazzisticos. Este despertou-me logo o interesse, por ter um dos mais brilhantes pianistas que conheço o Yago Vásquez, e por ter sido gravado em Nova Iorque, onde a fama do jazz é mais vincada. E mais um pilha de coisas boas. Meti conversa com o Gonçalo e logo de imediato enviou-me o disco. E vim a descobrir este quarteto fantástico.
Logo de inicio da audição, deparamos com uma sonoridade claramente lusitana. Tem aquele toque de saudade, intrínseco, que percorre os vários segundos como de passos de tratasse numa caminhada pelas ruas da capital. É desse melancolismo, por vezes quebrado pelo piano do Yago como em “easy going”, que esta jornada nos transporta. O contrabaixo do Gonçalo é calmo, sem mostrar uma pujança de líder, conduz o quarteto de uma forma muito bem trabalhada, como em “Train Talk” ou num “Spring Beat”. O clima de festa instala-se no “Just a Folk Song”, terminando este disco com Loken, onde proliferam as improvisações colectivas de todos os participantes sendo eles: André Matos na guitarra e Tommy Crane na bateria, o já mencionado Yago Vázquez no piano e rhodes e o Gonçalo Leonardo no contrabaixo.
Mais um brilhante disco da Robalo Music, a editora mais indie dentro do jazz nacional, que merece todo o nosso carinho pelas excelentes propostas que nos vai apresentando.

Nota: Muito Bom

domingo, 25 de junho de 2017

Agenda - 13º Imaxinasons

13ª Edição do Imaxinasons - Vigo
30 de Junho até 8 de Julho 

O festival que decorre na cidade de Vigo de 30 de Junho até 8 de Julho, tendo como epicentro o auditório do concello, tendo também concertos espalhados um pouco por toda a cidade.

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Feefifofum Quartet

Apreciação de Miguel Estima 
O quarteto Feefifofum, formado há pouco mais de um ano fruto de colaboração entre o contrabaixista Carlos Ibáñez e o guitarrista Carlos Murillo. Como em quase todos estes encontros, fruto de mentes criativas jazzistas, começam a surgir ideias que mais tarde crescem tornando esta formação no quarteto actual contando com mais dois elementos:  no saxofone tenor o catalão Jordi Ballarín e na bateria o Miquel Asensio, todos residentes em Madrid à excepção ultimo que vive em Valência.
Desta reunião chegou-nos à redacção d’A Certeza da Música este primeiro disco com doze temas originais. Um disco que veio cheio de ritmo e cor, porque o jazz não tem de ser cinzento. Quando quatro bons músicos de jazz estão inseridos no mesmo projecto, a fluidez da narrativa musical é um doce alegria, com uma densidade rítmica constante.  Faz com este seja um dos melhores discos de jazz que recebemos neste ano de 2017.
Surpresa e frescura desde a capital dos nossos vizinhos que tanto fazem por enaltecerem a posição do jazz. 
Nota: Excelente