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domingo, 2 de fevereiro de 2014
OuTonalidades 2014 - Inscrições Abertas
A 18ª edição do OuTonalidades, que decorrerá no próximo Outono por todo o país, anunciou já o período de inscrições para grupos, de todos os géneros musicais, com prazo até 16 de Fevereiro. Os grupos são convidados a participar naquela que é a única rede nacional dedicada à música ao vivo de pequeno formato. O OuTonalidades promove, anualmente, a circulação de dezenas de projectos emergentes, que encontram neste circuito uma oportunidade de chegar a novas geografias e a novos públicos.
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quarta-feira, 25 de setembro de 2013
Agenda - OuTonalidades 17ª Edição
Já começou a 17º Edição do OuTonalidades - Circuito Português de Música ao Vivo.
Desde o passado dia 22 de Setembro até 19 de Dezembro, são 13 fins-de-semana, com 33 concertos de 20 grupos em 14 espaços de música ao vivo, continuando a ser a única rede nacional dedicada à música ao vivo de pequeno formato, com uma programação plural que vai desde o jazz ao tradicional, do rock ao fado, do ska aos blues, do experimental às músicas do mundo.
O Circuito passa por localidades como Mortágua, Águeda, Chaves, Guarda, Idanha-a-Nova e etc. Poderão consultar o programa completo pode ser consultado em http://apps.www.dorfeu.pt/outonalidades
As propostas são variadas e muito interessantes, quem tiver oportunidade de ver qualquer um dos concertos, não perca a oportunidade, vale mesmo a pena.
Desde o passado dia 22 de Setembro até 19 de Dezembro, são 13 fins-de-semana, com 33 concertos de 20 grupos em 14 espaços de música ao vivo, continuando a ser a única rede nacional dedicada à música ao vivo de pequeno formato, com uma programação plural que vai desde o jazz ao tradicional, do rock ao fado, do ska aos blues, do experimental às músicas do mundo.
O Circuito passa por localidades como Mortágua, Águeda, Chaves, Guarda, Idanha-a-Nova e etc. Poderão consultar o programa completo pode ser consultado em http://apps.www.dorfeu.pt/outonalidades
As propostas são variadas e muito interessantes, quem tiver oportunidade de ver qualquer um dos concertos, não perca a oportunidade, vale mesmo a pena.
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sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
OuTonalidades 2013 - Inscrições
Pois é, ainda estamos no Inverno e já "cheira" a OuTonalidades - Circuito Português de Música ao Vivo.
As inscrições estão abertas até ao dia 18 de Fevereiro e todos os grupos, de todos os géneros musicais, só têm de se inscrever no site da D'Orfeu:
http://www.dorfeu.pt/ outonalidades
Lá encontram toda a informação necessária para poderem vir a fazer parte deste grande circuito!
Aqui ficam a saber como correu o deste ano, pelo menos os concertos a que eu pude assistir, http://acertezadamusica.blogspot.pt/search/label/OuTonalidades
Candidatem-se que vale bem a pena!
As inscrições estão abertas até ao dia 18 de Fevereiro e todos os grupos, de todos os géneros musicais, só têm de se inscrever no site da D'Orfeu:
http://www.dorfeu.pt/
Lá encontram toda a informação necessária para poderem vir a fazer parte deste grande circuito!
Aqui ficam a saber como correu o deste ano, pelo menos os concertos a que eu pude assistir, http://acertezadamusica.blogspot.pt/search/label/OuTonalidades
Candidatem-se que vale bem a pena!
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quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
Mind da Gap em Estarreja
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quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
Agenda - Mind Da Gap em Estarreja
É já amanhã que os Mind da Gap vão estar no Bar do Cine Teatro de Estarreja a apresentar o seu mais recente álbum Regresso ao Futuro.
Este é o último concerto, nesta sala, do OuTonalidades deste ano e espero que seja um fecho com "chave de ouro", depois aqui contarei como foi.
Por agora deixo aqui o mais recente video, em jeito de aperitivo:
Este é o último concerto, nesta sala, do OuTonalidades deste ano e espero que seja um fecho com "chave de ouro", depois aqui contarei como foi.
Por agora deixo aqui o mais recente video, em jeito de aperitivo:
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terça-feira, 4 de dezembro de 2012
Agenda - Rita Braga em Estarreja
Sexta-Feira, integrado no OuTonalidades, vamos ter o concerto de Rita Braga no Bar do Cine Teatro de Estarreja.
A primeira vez que a vi foi no Festival Curvo que decorreu no Teatro Aveirense em 2010 e aqui escrevi sobre o seu concerto. Depois disso, já ela fez a abertura do concerto do The Legendary TigerMan no Coliseu e tudo.
Estou curioso para a rever pois o que vi gostei e agora num palco mais intimista, vai ser ainda mais interessante, de certeza.
A primeira vez que a vi foi no Festival Curvo que decorreu no Teatro Aveirense em 2010 e aqui escrevi sobre o seu concerto. Depois disso, já ela fez a abertura do concerto do The Legendary TigerMan no Coliseu e tudo.
Estou curioso para a rever pois o que vi gostei e agora num palco mais intimista, vai ser ainda mais interessante, de certeza.
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sábado, 1 de dezembro de 2012
A Jigsaw em Estarreja
Os A Jigsaw cumpriram na passada sexta, dia 23 de Novembro, mais uma etapa da tour de “Drunken Sailors & Happy Pirates”. Desta vez foi com um concerto integrado no OuTonalidades que decorreu no Bar do Cine-Teatro de Estarreja.
À espera deles estava um espaço de repleto de gente desejosa de ouvir estas canções de “Piratas Felizes e Marinheiros Bêbados”.
A formação dos A Jigsaw apresentou-se num formato alargado, pois contou com Guilherme Pimenta, também baterista dos Booster, nas percussões que se integrou muito bem com o João Rui nas vozes guitarras, bandolim e harmonica, a Susana Ribeiro no violino, xilofone e outros e o Jorri - multi-instrumentista, e correspondeu na perfeição às expectativas do público.
As canções vieram quase todas deste disco mais recente, mas também passaram por Like the Wolf, o álbum anterior e ainda tocaram uma versão de Lost Words, um tema original dos Tiguana Bibles que foi editado, juntamente com outras cinco canções, pela Cakes & Tapes numa edição limitadíssima de 50 cassetes.
Pelo meio, houve lugar para pequenas histórias e intervenções do João Rui com que facilmente consegue arrancar sorrisos até ao mais sério da plateia, o que é sempre bom, pois ajuda a aliviar a “negritude” de muitas das canções.
Nos concertos deles fico sempre com a sensação que é tudo fácil, até que vejo a quantidade de instrumentos que são tocados para obter o som pretendido e a concentração que é necessária, para que tudo pareça mesmo fácil.
Aqui fica o alinhamento deste belíssimo concerto:
My Name is Drake
I’ve Been Away For So Long
Even You
Dreams & Feathers
Red Pony
Lovely Vessel (que pena não estar a Tracy Vandal a cantar com eles como no disco)
Rooftop Joe (para quem não sabe é o nosso bem português Zé do Telhado)
The Strangest Friend
He’s Secret
Crow Covered Tree
No More
God Was Sleeping
The Last Waltz
Para encore :
Lost Words
Crashing Into a Harbour
Encontram mais fotos deste concerto aqui e aqui
No momento em que escrevo, sei que eles já deram mais um passo para o reconhecimento que merecem e ainda lhes falta no nosso País, pois ontem tocaram no CCB em Lisboa e sei que correu bastante bem.
Sei que com a capacidade criativa demonstrada e a capacidade de trabalho que têm, o futuro deles só poderá ser risonho.
Eles vão estar com concerto quase até ao Natal, podem consultar as datas e locais aqui e dia 5 de Dezembro podem vir vê-los ao Mercado Negro em Aveiro.
Eu vou lá estar de certeza!
À espera deles estava um espaço de repleto de gente desejosa de ouvir estas canções de “Piratas Felizes e Marinheiros Bêbados”.
A formação dos A Jigsaw apresentou-se num formato alargado, pois contou com Guilherme Pimenta, também baterista dos Booster, nas percussões que se integrou muito bem com o João Rui nas vozes guitarras, bandolim e harmonica, a Susana Ribeiro no violino, xilofone e outros e o Jorri - multi-instrumentista, e correspondeu na perfeição às expectativas do público.
As canções vieram quase todas deste disco mais recente, mas também passaram por Like the Wolf, o álbum anterior e ainda tocaram uma versão de Lost Words, um tema original dos Tiguana Bibles que foi editado, juntamente com outras cinco canções, pela Cakes & Tapes numa edição limitadíssima de 50 cassetes.
Pelo meio, houve lugar para pequenas histórias e intervenções do João Rui com que facilmente consegue arrancar sorrisos até ao mais sério da plateia, o que é sempre bom, pois ajuda a aliviar a “negritude” de muitas das canções.
Nos concertos deles fico sempre com a sensação que é tudo fácil, até que vejo a quantidade de instrumentos que são tocados para obter o som pretendido e a concentração que é necessária, para que tudo pareça mesmo fácil.
Aqui fica o alinhamento deste belíssimo concerto:
My Name is Drake
I’ve Been Away For So Long
Even You
Dreams & Feathers
Red Pony
Lovely Vessel (que pena não estar a Tracy Vandal a cantar com eles como no disco)
Rooftop Joe (para quem não sabe é o nosso bem português Zé do Telhado)
The Strangest Friend
He’s Secret
Crow Covered Tree
No More
God Was Sleeping
The Last Waltz
Para encore :
Lost Words
Crashing Into a Harbour
Encontram mais fotos deste concerto aqui e aqui
No momento em que escrevo, sei que eles já deram mais um passo para o reconhecimento que merecem e ainda lhes falta no nosso País, pois ontem tocaram no CCB em Lisboa e sei que correu bastante bem.
Sei que com a capacidade criativa demonstrada e a capacidade de trabalho que têm, o futuro deles só poderá ser risonho.
Eles vão estar com concerto quase até ao Natal, podem consultar as datas e locais aqui e dia 5 de Dezembro podem vir vê-los ao Mercado Negro em Aveiro.
Eu vou lá estar de certeza!
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sexta-feira, 23 de novembro de 2012
The Andromakers em Estarreja
26 de Outubro, marcou a estreia de uma banda francesa no OuTonalidades. Neste caso foram as Andromakers - banda de Electro-Pop composta por Lucille Hochet, nos teclados, baixo e segundas vozes, e Nadège Teri, na voz, teclados e também no baixo – que vieram até ao Bar do Cine-Teatro de Estarreja e encantaram.
A música vinha maioritariamente das mãos de Lucille que tratava das samplagens e não só. A beleza da voz de Teri, de vez em quando, fazia lembrar a voz de Bjork no tempo dos Sugarcubes.
Do seu EP de apresentação “The Golden Hour”, foi tocado o tema com este nome que abriu o concerto e Electricity, todos os restantes temas, que provavelmente irão fazer parte do futuro álbum a editar no próximo ano, mantiveram o apelo da dança, ou pelo menos de bater o pé a acompanhar o ritmo.
Valeu a pena ir a Estarreja para ficar a conhecer este projecto que começa a atravessar fronteiras e vale a pena conhecer.
O Alinhamento completo foi:
Golden Hour
Autumns
Antique Paradise
Song for My Dog
La Mer
Electricity
Mayday
Stupid Sun
Father Denis
Podem encontrar mais fotos aqui.
A música vinha maioritariamente das mãos de Lucille que tratava das samplagens e não só. A beleza da voz de Teri, de vez em quando, fazia lembrar a voz de Bjork no tempo dos Sugarcubes.
Do seu EP de apresentação “The Golden Hour”, foi tocado o tema com este nome que abriu o concerto e Electricity, todos os restantes temas, que provavelmente irão fazer parte do futuro álbum a editar no próximo ano, mantiveram o apelo da dança, ou pelo menos de bater o pé a acompanhar o ritmo.
Valeu a pena ir a Estarreja para ficar a conhecer este projecto que começa a atravessar fronteiras e vale a pena conhecer.
O Alinhamento completo foi:
Golden Hour
Autumns
Antique Paradise
Song for My Dog
La Mer
Electricity
Mayday
Stupid Sun
Father Denis
Podem encontrar mais fotos aqui.
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domingo, 18 de novembro de 2012
Aló Django em Estarreja
A 19 de Outubro no Bar do Cine Teatro de Estarreja, decorreu mais uma noite do OuTonalidades, desta vez com os galegos Aló Django.
Este grupo trouxe-nos a alegria do seu Jazz Manouche, também conhecido como Gypsy Swing, um género musical que começou no início dos anos 30 do século passado, pela mão de Jean “Django” Reinhardt.
A sala estava bem composta e desde o início deu para ver que estávamos perante excelentes executantes que souberam animar todos os ali se deslocaram para os ver e não só, pois chegámos a ter momentos em que alguns pares não conseguiram resistir a acompanharam a música com dança bem “swingada”.
Tocaram e cantaram temas em inglês, galego e até russo, tocaram um instrumental conhecido dos filmes do grande Woody Allen, deu para ouvir uma versão de Part-Time Lover de Stevie Wonder que agradou aos ouvidos mais habituados à música popular que aqui ficou com “toque” bastante diferente, e claro, Georgia on My Mind, tema criado por “Django”, o grande inspirado do grupo, foi tocado de uma forma irrepreensível.
Esta foi enfim, mais uma noite memorável que nos foi “fornecida” pela mão da D’Orfeu que nos vai permitindo conhecer estes belíssimos segredos musicais que andam espalhados pelo mundo.
Podem encontrar mais fotos aqui.
Este grupo trouxe-nos a alegria do seu Jazz Manouche, também conhecido como Gypsy Swing, um género musical que começou no início dos anos 30 do século passado, pela mão de Jean “Django” Reinhardt.
A sala estava bem composta e desde o início deu para ver que estávamos perante excelentes executantes que souberam animar todos os ali se deslocaram para os ver e não só, pois chegámos a ter momentos em que alguns pares não conseguiram resistir a acompanharam a música com dança bem “swingada”.
Tocaram e cantaram temas em inglês, galego e até russo, tocaram um instrumental conhecido dos filmes do grande Woody Allen, deu para ouvir uma versão de Part-Time Lover de Stevie Wonder que agradou aos ouvidos mais habituados à música popular que aqui ficou com “toque” bastante diferente, e claro, Georgia on My Mind, tema criado por “Django”, o grande inspirado do grupo, foi tocado de uma forma irrepreensível.
Esta foi enfim, mais uma noite memorável que nos foi “fornecida” pela mão da D’Orfeu que nos vai permitindo conhecer estes belíssimos segredos musicais que andam espalhados pelo mundo.
Podem encontrar mais fotos aqui.
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sábado, 10 de novembro de 2012
JP Simões em Estarreja
No passado dia 12 de Outubro foi a vez de JP Simões vir ao, completamente lotado, Bar do Cine Teatro de Estarreja para mais uma noite de OuTonalidades.
JP Simões acompanhado apenas pela sua viola “xpto” que permite uma série de efeitos, e pelo seu, já conhecido, sentido de humor “ligeiramente” corrosivo, deu-nos uma noite única, recheada de belíssimas canções e de excelentes interlúdios que animaram e deram que pensar.
Eu, desde os tempos dos Belle Chase Hotel, fico sempre sem saber se ele está a falar a sério ou a brincar, nunca sei bem se JP em palco é um personagem ficcional ou real, mas é essa eterna dúvida que acaba por me cativar ainda mais, não só para a sua música, mas também para todo o espectáculo.
Iniciou um pouco tenso, mas depois de aquecer, tornou-se imparável, cantou Eleanor Rigby dos Beatles, La Javanaise de Serge Gainsbourg – “Falecido por excesso de velocidade”, It’s too Late de Isaac Hayes, Tatuagem de Chico Buarque e a “Bowieana”, A Million Songs of Yesterday porque “há gajos que gostam de Deus, Eu gramo mais o Bowie!”.
Também contou Coimbra o “bitema” que conta a história de um estudante da cidade que canta em vibrato e violava rapariguinhas do povo que não se podiam queixar, porque o pai era juiz desembargador que se cruza com a história de Ana.
Sempre com piada, vai falando da sua vida, da realidade em que vivemos, do amor e ainda apresenta as suas canções. Cada momento é importante, mesmo quando faz uma pequena “dissertação”, até para pedir uma mini ao pessoal do balcão, informando-nos que “à terceira já ficava um pouco aéreo, mas por causa dos retroactivos”. Cantou o Fardo do Amor, Maravilha, Maravilha! e Gosto de Me Drogar, a certa altura até mostrou dotes de imitador trazendo a voz de Cavaco Silva à baila.
Para o encore veio o imprescindível tema Inquietação de José Mário Branco que cantado por JP quase parece seu, a que se seguiu 1970 para terminar com Rio-me de Janeiro e a Marcha dos Implacáveis. Infelizmente alguns dos “habitués” do OuTonalidades não puderam assistir a este grande concerto, pois a lotação esgotou de véspera. Foi pena que não tivesse sido possível mudar o espectáculo para o palco principal, mas creio que mais oportunidades haverão de ver JP Simões ao vivo, a não ser que os programadores aqui da zona, andem muito distraídos…
Podem encontrar mais fotos deste concerto e de outros do OuTonalidades, aqui.
JP Simões acompanhado apenas pela sua viola “xpto” que permite uma série de efeitos, e pelo seu, já conhecido, sentido de humor “ligeiramente” corrosivo, deu-nos uma noite única, recheada de belíssimas canções e de excelentes interlúdios que animaram e deram que pensar.
Eu, desde os tempos dos Belle Chase Hotel, fico sempre sem saber se ele está a falar a sério ou a brincar, nunca sei bem se JP em palco é um personagem ficcional ou real, mas é essa eterna dúvida que acaba por me cativar ainda mais, não só para a sua música, mas também para todo o espectáculo.
Iniciou um pouco tenso, mas depois de aquecer, tornou-se imparável, cantou Eleanor Rigby dos Beatles, La Javanaise de Serge Gainsbourg – “Falecido por excesso de velocidade”, It’s too Late de Isaac Hayes, Tatuagem de Chico Buarque e a “Bowieana”, A Million Songs of Yesterday porque “há gajos que gostam de Deus, Eu gramo mais o Bowie!”.
Também contou Coimbra o “bitema” que conta a história de um estudante da cidade que canta em vibrato e violava rapariguinhas do povo que não se podiam queixar, porque o pai era juiz desembargador que se cruza com a história de Ana.
Sempre com piada, vai falando da sua vida, da realidade em que vivemos, do amor e ainda apresenta as suas canções. Cada momento é importante, mesmo quando faz uma pequena “dissertação”, até para pedir uma mini ao pessoal do balcão, informando-nos que “à terceira já ficava um pouco aéreo, mas por causa dos retroactivos”. Cantou o Fardo do Amor, Maravilha, Maravilha! e Gosto de Me Drogar, a certa altura até mostrou dotes de imitador trazendo a voz de Cavaco Silva à baila.
Para o encore veio o imprescindível tema Inquietação de José Mário Branco que cantado por JP quase parece seu, a que se seguiu 1970 para terminar com Rio-me de Janeiro e a Marcha dos Implacáveis. Infelizmente alguns dos “habitués” do OuTonalidades não puderam assistir a este grande concerto, pois a lotação esgotou de véspera. Foi pena que não tivesse sido possível mudar o espectáculo para o palco principal, mas creio que mais oportunidades haverão de ver JP Simões ao vivo, a não ser que os programadores aqui da zona, andem muito distraídos…
Podem encontrar mais fotos deste concerto e de outros do OuTonalidades, aqui.
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quinta-feira, 25 de outubro de 2012
20 te Dizer em Estarreja
A 28 de Setembro, começaram as noites do Outonalidades – Circuito Português de Música ao Vivo, no Bar do Cine Teatro de Estarreja.
Esta primeira noite foi composta pela actuação de 20 te Dizer, um espectáculo da Acert que tem José Rui Martins na declamação e contou com Luísa Vieira musicando magistralmente com a sua flauta transversal, vários poemas de vários autores lusófonos que conseguiram encantar todos os que se deslocaram àquele espaço, tornando bem bonita esta noite de Outono.
Eu não estava preparado para o que ia ver, mas o que vi foi uma bela surpresa. Tudo começou com um cerimonial acender de velas que representavam cada um dos poemas que ia ser interpretado e que iria ser apagada após cada declamação.
A temática dos poemas foi escolhida a dedo e foi fazendo uma viagem pela beleza da nossa língua escrita por portugueses, africanos e brasileiros. Surgiram poemas de Mia Couto, Alberto Porfírio e até António Carlos Jobim. Os ritmos iam sendo pontuados pela flauta e também cantados em dueto, foram usados diversos sotaques que enriquecem o nosso português de uma forma deliciosa e nos intervalos do temas ia sendo dada uma pequena explicação ou desabafo sobre a situação actual do país.
Houve até alguns poemas foram ligeiramente adaptados, tendo em conta a situação actual como aconteceu no poema Rico e Pobre que explica a diferença entre um e outro e chega à conclusão que o Rico que assiste ao espectáculo “está a aumentar o seu nível cultural e o Pobre está a reduzir o tempo em que a Troika queria que ele estivesse a produzir”.
Foi cantando o Eu sei que vou-te Amar, o Poema Matemático e até um poema em que o personagem, “talvez parecido com algum conhecido”, chega a falsificar o próprio óbito para ficar com o dinheiro que lhe confiaram.
O poema que mais me emocionou, veio com ritmos africanos e é da autoria do moçambicano Luís Bernardo Honwana, chama-se As Mãos dos Pretos e foi declamado de tal forma que me deixou com um nó na garganta.
Houve momentos para sorrir, outros para pensar e outros ainda de sentimentos bem mais fortes, mas acima de tudo tivemos momentos, como disse o Zé Rui, “para compensar estes tempos em que diariamente nos tiram algo”.
Nesta noite, o Outonalidades pela mão de 20 te Dizer, ofereceu-nos algo de muito bom que ficará sempre na minha memória e creio que na de todos que tiveram a sorte de assistir ao espectáculo no bar do Cine Teatro de Estarreja.
Mais fotos do Outonalidades aqui.
Esta primeira noite foi composta pela actuação de 20 te Dizer, um espectáculo da Acert que tem José Rui Martins na declamação e contou com Luísa Vieira musicando magistralmente com a sua flauta transversal, vários poemas de vários autores lusófonos que conseguiram encantar todos os que se deslocaram àquele espaço, tornando bem bonita esta noite de Outono.
Eu não estava preparado para o que ia ver, mas o que vi foi uma bela surpresa. Tudo começou com um cerimonial acender de velas que representavam cada um dos poemas que ia ser interpretado e que iria ser apagada após cada declamação.
A temática dos poemas foi escolhida a dedo e foi fazendo uma viagem pela beleza da nossa língua escrita por portugueses, africanos e brasileiros. Surgiram poemas de Mia Couto, Alberto Porfírio e até António Carlos Jobim. Os ritmos iam sendo pontuados pela flauta e também cantados em dueto, foram usados diversos sotaques que enriquecem o nosso português de uma forma deliciosa e nos intervalos do temas ia sendo dada uma pequena explicação ou desabafo sobre a situação actual do país.
Houve até alguns poemas foram ligeiramente adaptados, tendo em conta a situação actual como aconteceu no poema Rico e Pobre que explica a diferença entre um e outro e chega à conclusão que o Rico que assiste ao espectáculo “está a aumentar o seu nível cultural e o Pobre está a reduzir o tempo em que a Troika queria que ele estivesse a produzir”.
Foi cantando o Eu sei que vou-te Amar, o Poema Matemático e até um poema em que o personagem, “talvez parecido com algum conhecido”, chega a falsificar o próprio óbito para ficar com o dinheiro que lhe confiaram.
O poema que mais me emocionou, veio com ritmos africanos e é da autoria do moçambicano Luís Bernardo Honwana, chama-se As Mãos dos Pretos e foi declamado de tal forma que me deixou com um nó na garganta.
Houve momentos para sorrir, outros para pensar e outros ainda de sentimentos bem mais fortes, mas acima de tudo tivemos momentos, como disse o Zé Rui, “para compensar estes tempos em que diariamente nos tiram algo”.
Nesta noite, o Outonalidades pela mão de 20 te Dizer, ofereceu-nos algo de muito bom que ficará sempre na minha memória e creio que na de todos que tiveram a sorte de assistir ao espectáculo no bar do Cine Teatro de Estarreja.
Mais fotos do Outonalidades aqui.
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sábado, 22 de setembro de 2012
Agenda - OuTonalidades 2012 - 16ª Edição
De 21 de Setembro a 14 de Dezembro, durante 12 fins de-semana, o programa apresenta 34 concertos, de 18 grupos, em 12 espaços, continuando a evidenciar-se como a maior rede de música ao vivo de pequeno formato do ocidente ibérico.
Um festivo encontro e cruzar de géneros musicais que vão do jazz ao tradicional, do rock ao fado, do ska aos blues, do experimental às músicas do mundo.
Nesta edição, o OuTonalidades reafirma a sua missão de oportunidade cultural, reajustando-se ao contexto de dificuldades do meio artístico e continuando a levar música ao vivo a todo o país, de norte a sul do território nacional.
Mesmo sem a extensão galega, a semente do espírito de intercâmbio luso-galaico deu frutos e, nesta edição, marcam presença um grupo português na Galiza e 2 grupos galegos em Portugal, reiterando a importância e o reconhecimento da iniciativa entre promotores e artistas que, mesmo resistindo às adversidades, continuam a manifestar o forte interesse em participar no circuito.
Da mesma forma, se inicia, com a presença de um grupo francês, um intercâmbio do OuTonalidades com o circuito congénere francês TREMA.
O circuito é coordenado pela d’Orfeu Associação Cultural, em colaboração com inúmeros parceiros (municípios, teatros, associações), na consolidação de uma grande rede de programação, que assume, cada vez mais, uma importância estratégica para a difusão de grupos emergentes e reconhecidos no panorama musical nacional.
OS 18 GRUPOS DESTA EDIÇÃO
JP Simões; Mind da Gap; Bela-Nafa; Melissa Oliveira; João Gentil; Quarteto de Bolso; Jeff Davis Trio; Rita Braga; Pucarinho; Fanfarra Alfares; 20 Dizer; Tanira; A Jigsaw; Muito Riso, Muito Siso; Toques do Caramulo; Aira da Pedra (Galiza); Aló Django (Galiza); Andromakers (França)
Para Consultarem o programa completo passem por: http://www.dorfeu.pt/outonalidades
Os Concertos da nossa região vão ser maioritáriamente no Cine Teatro de Estarreja, mas também passam por Águeda no Espaço D'Orfeu e por Albergaria-a-Velha.
Aqui ficam as datas e os Grupos que poderemos ver por lá:
Bar do Cine Teatro de Estarreja, os bilhetes custam 2€, os concertos são sempre à sexta-feira e começam sempre às 23 horas:
2012-09-28 - 20 Dizer
2012-10-12 - JP Simões
2012-10-19 - Aló Django
2012-10-26 - Andromakers
2012-11-09 - Jeff Davis Trio
2012-11-23 - A Jigsaw
2012-12-07 - Rita Braga
2012-12-14 - Mind da Gap
Espaço D'Orfeu:
2012-10-06 - 23.30 - Muito Riso, Pouco Siso - Também integrado no Festival O Gesto Orelhudo
2012-10-26 - 22.00 - Aló Django
Cine Teatro Alba - Café-Concerto
2012-11-10 - 22.00 - João Gentil
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