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quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Sétima Legião no Coliseu do Porto

O concerto de encerramento da tour comemorativa dos 30 anos de carreira da Sétima Legião foi no Coliseu do Porto no passado dia 11 de Outubro, uma noite de quinta-feira um pouco chuvosa.
Já próximo das 21h30 as luzes começaram a baixar e o coliseu já estava mais composto, mas não cheio, iniciou-se o concerto e com ele, como que um regresso ao passado.
 Gosto imenso destes concertos com público que já ouve Sétima Legião desde o início e público que cresceu a ouvir Sétima Legião. Eu ouvia Sétima Legião desde pequenina, mas nunca tinha ido a um concerto deles, recordei tantas coisas boas nesta noite…
Havia a promessa de revisitar toda a discografia da banda nesse concerto, bem como a participação de convidados especiais (os Gaiteiros de Lisboa em “Caminhos de Santiago” e “Reconquista” e a colaboração de Manuel Paulo na guitarra) e assim foi. O início deu-se com “O Baile (Das Sete Partidas) ” e os aplausos começaram de imediato; foi um desfilar de boa música, onde não faltaram os grandes êxitos.
Creio que ao quarto tema: “Sete Mares”, levantámo-nos das cadeiras, cantámos e aplaudimos do princípio ao fim da música, foi lindo e o Coliseu também ficou mais bonito, pois nesse momento houve quem aproveitasse para ocupar alguns lugares mais à frente que estavam vazios e assim ficou uma plateia bem mais agradável.

Depois foi um senta/ levanta durante todo o concerto, havia temas em que saltávamos de imediato das cadeiras e “Por quem não esqueci”, foi novamente um deles. Meu Deus, para mim foi o momento mais marcante da noite, parecia que todos cantávamos ainda mais alto e aplaudíamos com mais força!
Por entre os originais, houve lugar para uma versão da "Atmosphere" dos Joy Division, que julgo ter sido também um grande momento para muitos dos presentes.


 Tanto a “Sete Mares” como a “Por quem não esqueci” voltaram a ser tocadas num dos dois ou três encores (perdi-me), é que o público aplaudia e chamava efusivamente de cada vez que os músicos abandonavam o palco, que mesmo cerca das 23h00 aquando do fim do concerto, os aplausos ainda continuaram durante algum tempo e faziam voltar para trás alguns que já estavam fora da sala, mas vinham certificar-se de que já não havia ninguém em palco.
 Já tinha saudades de estar no meio de um público como este: pessoas que estavam ali para ouvirem e viver aquele concerto!
Esta foi sem dúvida, uma noite para guardar no sítio das boas recordações!

Texto e Fotos de Maria João de Sousa e fenther.net

sábado, 7 de julho de 2012

Sétima Legião no CAE da Figueira da Foz

Já foi no passado dia 2 de Junho que tive o prazer de ver pela primeira vez a Sétima Legião ao vivo. O local foi o belíssimo Grande Auditório do Centro de Artes e Espectáculos da Figueira da Foz que não esgotou, talvez pelo elevado preço dos bilhetes (20€), mas teve uma plateia bem composta.
Os primeiros sons que se ouviram, foram aqueles com que nos tinham deixado em 1999, eram os sons de “Com Estas Mãos”, tema que também abria o seu último de originais, “Sexto Sentido”, aquele que é sem dúvida o disco mais “difícil” da Sétima. Depois desta introdução, já com os músicos em palco, veio então o instrumental “O Baile (das Sete Partidas) ” a que se seguiu “Noutro Lugar”, ambos do aclamadíssimo álbum “Mar d’Outubro” de 1987.
Sem Ter Quem Amar” foi o primeiro tema a ser tocado do álbum “De Um Tempo Ausente” de 1989, “Aguarela”, “A Partida” e “Vertigem”, foram os primeiros temas a ser tocados de “A Um Deus Desconhecido”, o primeiro álbum da banda, saído no ano de 1984, o público ia respondendo com aplausos mais ou menos efusivos, conforme o reconhecimento das músicas que ia ouvindo. Claro que poucos eram os que, como eu, conheciam tudo o que ouviam (não leiam isto como gabarolice, é mesmo com desgosto que digo isto!).
Porto Santo” e “O Canto e o Gelo” foram os temas que antecederam um dos momentos que parecia ser o mais ansiados da noite, o “Sete Mares”, aí já o público parecia outro, onde antes havia apenas aplausos educados, agora havia gente de pé e a cantar, parecia que tinham rejuvenescido.
Já com o público completamente nas mãos, tocaram “Caminhos de Santiago”, “Reconquista”, “Mil Maneiras de Te Amar” e “Tango do Exílio” aquele que é um dos temas que eu mais gosto.
O lindíssimo “Além Tejo” não faltou, nem “Tão Só”, quando tocam “Por Quem Não Esqueci”, ocorre o mesmo fenómeno que já tinha ocorrido em “Sete Mares” e a terminar o concerto vem o excelente instrumental “Pois Deus Assim Quis”.
O encore foi exigido e com ele veio “Porta do Sol”, a homenagem aos Joy Division, banda que inspirou o nascimento da Sétima, foi a surpresa, com uma bela versão de “Atmosphere” que encaixou na perfeição com o primeiro single da história do grupo “Glória”.
Foi inevitável voltar a agradar à maioria dos presentes, e “Sete Mares” foi tocado novamente deixando-os completamente em “êxtase”.
Não fora o som estar demasiado alto durante grande parte do concerto e podia-se dizer que este tinha sido perfeito. Mesmo com os interregnos a Sétima Legião está bem e recomenda-se, agora só falta um álbum de originais para conquistar novos públicos.
Eu fiquei com vontade de os rever e creio que desta vez vou escolher o Porto pois já foi anunciado concerto para 11 de Outubro no Coliseu, e eu espero poder ir lá…

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Agenda - Sétima Legião no CAE da Figueira da Foz


Sábado vou cumprir um desejo antigo e ao mesmo tempo "acertar umas contas" com o meu passado, musica, claro. É que por razões várias, nunca me foi possível ver ao vivo os Sétima Legião e finalmente, no próximo sábado dia 2 de Junho no Centro de Artes da Figueira da Foz, vou poder saldar essa conta.
Pela consulta que já fiz no youtube e a um amigo que os viu na casa da Música, vai mesmo valer a pena.
Aqui fica uma pequena amostra:

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Sétima Legião anuncia Tournée Nacional

Acabei de receber a boa notícia e não podia deixar de a divulgar, é que no próximo ano os Sétima Legião comemoram os 30 Anos de existência com uma tour de cerca de 10 datas.
Fico contente com a notícia, pois apesar de grande fã da banda, nunca os consegui ver ao vivo, só espero que passem bem perto de Aveiro.
Para abrir o apetite, deixo aqui um video do primeiro tema da banda que conta com letra de Miguel Esteves Cardoso:

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Francisco Ribeiro - 45 Anos

Já passava da uma da manhã quando li estas linhas:
"Lisboa, 15 set (Lusa) - O violoncelista Francisco Ribeiro, fundador dos Madredeus, morreu na terça feira, vítima de cancro, informou hoje à agência Lusa fonte próxima do músico."
É sempre um choque grande quando alguém desaparece, ainda por mais quando se trata de mais uma batalha perdida para o Cancro, essa doença que nos rouba tanta gente.
Deixo aqui o video do primeiro tema que me deu a conhecer este músico, trata-se de "Ascensão" dos Sétima Legião, cantada em dueto por Francisco Ribeiro e por Teresa Salgueiro.
A qualidade de som e imagem não são as melhores, mas fica a lembrança:

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Auxiliares de Memória XXIII

Em Janeiro de 1991 nascia a revista Ritual - para quem não sabe é daqui que vem o nome para as noites Ritual no Porto.
Em Aveiro a revista foi apresentada no bar do Restaurante Pizzarte (na Rua Eng. Von Haff), quem hoje em dia lá vai se calhar não sabe que ali havia um dos poucos e melhores bares da cidade.
Ao fim de semana essas noites eram animadas pelo Dj Rui Mig que ainda pode ser ouvido, de vez em quando no Bar Clandestino. Era um tempo em que um Dj de bar tinha liberdade de apresentar música nova e os clientes iam lá para aprender mais alguma coisa.
Não era como hoje nos bares mais "popularuchos", em que qualquer pessoa com duas ou três colectâneas "Now" e mais duas ou três colectâneas dos anos oitenta e munido ainda dos (infelizmente) costumeiros cd's de música pimba, se auto-intitula de "dj" e decide usar o caminho mais fácil, mas que não "enriquece" a sabedoria de ninguém.
Na altura era preciso perceber alguma coisa de música e havia vontade de mostrar aos outros uma imensidão de coisas novas. É certo que também havia vontade, por parte da clientela, de conhecer as coisas que os dj apresentavam. Agora anda tudo no facilitismo do que já se conhece e está mais que "requentado" na esperança que ao ouvir o que se ouvia há 20 anos atrás lhes devolvam a "juventude perdida", é o que está "na moda", vão-me dizendo, o problema é que as modas passam rapidamente...
Já pareço um "velho do Restelo" mas a verdade é que, salvo raras e boas excepções, já se ouviu muito melhor música na noite de Aveiro.
Mas voltando à apresentação da revista, aquilo era excelente para amantes da música portuguesa, como eu e dois amigos que me acompanharam nesse dia.
Finalmente um prologamento escrito de programas de rádio como o Luso-Clube e de TV como o saudoso Pop-Off (referênciado logo neste nº1), que acompanhávamos, enfim era uma revista que fazia falta, fomos então ao bar da Pizzarte para ouvir boa música e para adquirir em primeira mão este que é hoje um objecto de colecção.
Eu já tinha visto ao vivo os Sitiados, os meus amigos não, mas a reportagem sobre eles nesta página, acabou por mudar as nossas vidas para sempre, ou pelo menos pelos tempo que durou a nossa vida académica.
Foi neste encontro de factores quiçá "místicos" que se deu o "segundo acto" da génese de um grupo de amigos que iria ter o nome de "Confraria dos Marinheiros", tal como foi falado aqui.
Assim, pela música, começou uma bela amizade...

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Auxiliares de Memória


Amanhã os Sétima Legião dão um concerto no Porto, gostava mesmo de lá ir. Fala com aquele colega que também gosta de música portuguesa. Tu é que és o Pedro que gosta de música? Sim sou eu, ouve lá e que tal irmos ao Porto ver o concerto dos Sétima? Eu gostava de ir mas não posso, mas fala ali com aquele caloiro do Porto que ele é capaz de ir. Como é que ele se chama? Tiago parece. Tiago alinhavas numa ida ao Porto ver os Sétima? Até gostava mas não posso. Pois mas sozinho também não vou, nem sequer conheço a cidade, com vocês ainda ia agora assim.
Foi mais ou menos assim que se começou a criar um grupo de amigos em Aveiro. Através de um gosto musical comum. Desde este dia os conhecimentos foram-se desenvolvendo e a amizade foi aumentando. Todos gostávamos de música, principalmente de grupos portugueses, o grupo foi baptizado com o nome de Confraria dos Marinheiros, influenciado pela famosa canção “Vida de Marinheiro” do álbum dos Sitiados que saiu no início de 92.
Quem gosta de música sabe que os melhores auxiliares de memória para datas e eventos, são os lançamentos de discos ou épocas em que ouvíamos determinadas bandas. Podemos até dizer que a música é uma verdadeira máquina do tempo a funcionar dentro de nós.
Acompanhar com:
Sétima Legião: “Auto de Fé”-CD ao Vivo
Sitiados : “Vida de Marinheiro” - Single