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quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Agenda Coimbrã - Salão Brazil

 Os dias 14 e 15 de Dezembro vão ser marcados pelas comemorações do 15º aniversário dos A Jigsaw que, tal como no ano passado, vão decorrer no Salão Brazil.
Estes dois dias de concerto também vão servir para apresentar à cidade que os viu nascer, o seu mais recente álbum, No True Magic. Com os A Jigsaw, vai actuar a The Great Moonshiners Band
No primeiro dia tocam às 22h e no seguinte é às 17h, os bilhetes em compra antecipada custam 10€ para 2 dias ou 6 € para 1 dia. Para a compra no dia, o preço é de 15 € para os dois dias ou 8€ dia.
E podem ser comprados antecipadamente nos seguites locais:
Gang of Four; Mau Feitio; Mercearia de Arte; Coimbra Concept Store ou Urbicult

No dia 19 às 22h30 está previsto um concerto dos d3ö, "como nunca os vimos antes!"
Para a festa o Trio, agora constituido pelo Toni Fortuna, o Tó Rui e o Nito, vai contar com o impressionante naipe de convidados, a saber:
A Jigsaw, Birds Are Indie, Daniel Tapadinhas, Gui Barbosa, Paula Nozzari, Raquel Ralha, Sérgio Cardoso, Tracy Vandal.
Vão ser três dias a mostrar que Coimbra tem sempre mais encanto na hora da Excelente Música!!!

terça-feira, 1 de abril de 2014

Flávio Torres no Festival Santos da Casa - Report

Na passada sexta-feira dia 28 de Março, tive o prazer de ir até à Fnac de Coimbra para o evento de abertura do Festival Santos da Casa.
Do programa constava um pequeno debate sobre o Crowdfunding e, a principal razão de eu me deslocar até lá, um pequeno showcase a solo do Flávio Torres.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Agenda - d3ö Love Blinder Tour

É já esta sexta-feira que começa a Tour de lançamento do novo álbum dos d3ö.
Love Blinder já estava pronto há cerca de um ano, mas várias vicissitudes fizeram que só agora, este disco (Muito Bom, digo Eu!) visse a luz do dia.
A contrário do que diz o single de apresentação, o disco não está Too Late, chegou no tempo que tinha de chegar e creio que vai agradar a todos os que já gostavam desta banda e ainda agradar a quem só agora os vai conhecer.
Para verem o bom que eles são ao vivo, poderão encontra-los nas seguintes datas e locais:

6 de Setembro - Sabotage Club - Lisboa, no final a festa continua com o DJ Set de A Boy Named Sue.
Só espero que a festa que vai ser, não atrapalhe o desempenho que a banda vai ter, logo no dia seguinte, no Salão Brazil em Coimbra.
Sobre o concerto de Coimbra, poderão ficar a saber tudo, quando eu fizer o report neste blog, pois vou ter o prazer de lá estar a assistir.
13 de Setembro vai ser no Plano B no Porto que eles vão estar.

Estas são as primeiras de muitas datas que eu espero que eles venham a ter.

Fica aqui o video do single que foi desenhado, realizado e editado pelo vocalista da banda, Toni Fortuna, espero que gostem!


quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Noites Ritual 2011 - Dia 2

 Como é tradição nas Noites Ritual, o segundo dia, tal como o primeiro, começou à hora certa no PR com um concerto dos Thee Chargershttp://www.myspace.com/theechargers - banda composta por por Nuno Gomes (The Mean Devils, 49 Special) na bateria, Filipe Leite (Clash City Rockers) na guitarra, Óscar Gomes (The Mean Devils, Capitão Fantasma) na guitarra e contaram com a participação do Nuno Silva d’Os Tornados no baixo. 
Ao abrigo do anonimato oferecido por máscaras de Wrestling Mexicano, esta banda serviu-nos um excelente Garage/Surf Rock que serviu para animar todos aqueles que iam chegando e se iam chegando, ao ouvirem e reconhecerem alguns dos temas, maioritariamente instrumentais, que iam desfilando.
 “Girls on the Road” foi o primeiro de nove temas que me deixaram com vontade conhecer mais coisas desta banda, seguiu-se “Take it Off”, inspirado no tema “Peter Gunn” e “Istambul”. Depois veio uma versão do clássico “O Vento Mudou” seguido de “Rough Diamond” e do também já clássico “Sheena is a Punk Rocker” dos Ramones que muito me agradou por fim tocaram “The Rise and Fall of Flingel Bunt” e para acabar o set “Tijuana Boots” e “Ants in My Pants”.
Fiquei com vontade de ver um concerto maior e me divertir ao som deste grupo.
Pouco depois e já com muito mais gente a chegar, começava o concerto dos Terrakota no P1. Esta era sem dúvida a noite de sons mais diversificados das Noites Ritual.
 A abertura veio logo com “É Verdade”, um daqueles temas deste grupo que põe logo as pessoas a pensar e ao mesmo tempo a dançar, isto sempre com um permanente apelo às coisas positivas.
O tema seguinte foi “Bolomakoté” e com ele uma passagem pelo Reggae, depois veio o tema que dá nome ao seu mais recente álbum “World Massala” que traz os sons da Índia e em que a cítara tem uma forte predominância. Para acabar foram tocados os temas “Métisses” que fala desta mestiçagem da qual todos fazemos parte, e “Kay Kay” fechou o concerto com um ritmo agradável e imparável.
 Foi um concerto curto mas intenso, onde o apelo à dança foi irresistível, esta banda, principalmente pela alegria e energia positiva que transmite, ficou na minha lista de grupos a rever mais vezes.

Os The Underdogs que se seguiram no PR, rapidamente mostraram a mais valia do seu belíssimo E.P, de estreia – “Silence” – tocando cinco temas do disco,“It is Not Plain to See”, “The Misty Line”, o single “She is La”, o esgalhado e meu preferido, “Stonewalkers” e “Ode for Queens”.
 Por fim e sem mostrarem qualquer tipo de intimidação por estarem a tocar num dos melhores festivais de bandas portuguesas, arrancaram uma excelente versão de “Lust for Life”, tema do grande Iggy Pop que foi tocado com mestria. Vou gostar de continuar a assistir à evolução desta banda que ainda vai dar muito mais boa música, nos anos que aí vêm.
Foto de Miguel Pereira
Mais uma subida da rampa em direcção ao P1, desta vez para o ritmo hip hop dos Mind Da Gap numa formação alargada com o Baterista André Hollanda, o Teclista Sérgio Freitas e o DJ Slimcutz, que se juntam à “tríade nuclear”.
Actualmente com 5 álbuns e 2 Eps editados, este concerto teve como base o álbum “A Essência”, mas que não deixou de fora clássicos como “Não Stresses”, “Dedicatória” e “Todos Gordos”, tema com que encerraram o concerto e temas esses que eram acompanhados em uníssono pela maioria dos presentes, numa noite de autêntica celebração.
 Os D3ö que fechavam as actuações no PR, provaram que não são um novo talento, mas sim uma confirmação. Já existem há alguns anos, fazem Rock a sério e preparam-se para lançar em breve mais um álbum, do qual apresentaram alguns temas neste concerto, mas claro que, como são mais conhecidos, foi com “Wanna Hold You” e "Couldn't Care At All"que o público “explodiu”.
Continuo a admirar esta banda que cada vez que toca ao vivo deixa tudo em palco e mostra como se deve agarrar um público de Rock.
Foto de Miguel Pereira
Os Orelha Negra tiveram a honra de encerrar os concerto das Noites Ritual no P1. Uma enorme plateia, igual à dos outros anos, ficou para ouvir os sons da bateria, teclas, baixo e guitarra que passam por vários estilos musicais como o Jazz, o Soul, o Funk, o Groove e o Hip-Hop, isto tudo cruzado com excertos de temas de bandas como os Chemical Brothers, Beyonce, MC Hammer e Beastie Boys, entre outros, contagiam todos para a dança como se de uma enorme discoteca se tratasse e, à semelhança do que já tinha no concerto do Alive, o espírito de festa impôs-se e não deixou ninguém parar.
Foi mais um grande concerto desta banda que está cada vez melhor ao vivo.
Fico à espera de mais coisas novas para o futuro.

Assim terminou em grande, mais uma edição das Noites Ritual, só foi pena que a parte de luzes não tivesse conseguido acompanhar o profissionalismo da restante organização. É que não me lembro de estar num local a ver e a tentar fotografar um concerto, com a sensação de estar às escuras.
Espero que em futuras edições se faça Luz, se não for em palco, que seja ao menos nalgumas “cabeças pensadoras”!

Agora que venha a 21ª Edição das Noites Ritual!

Texto escrito com a colaboração de Maria João de Sousa
Fotos de Mind da Gap e Orelha Negra gentilmente cedidas por Miguel Pereira

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Entrevista aos D3ö

Uma longa conversa à distância, por mail, resultou na entrevista que vão poder ler agora. A idéia inicial era falar apenas dos D3ö, mas achei que não podia perder a oportunidade de ter o Toni Fortuna ao meu "alcance" e aproveitei para contextualizar o percurso que o levou até aqui.
Assim dividi a entrevista em três partes, sendo as duas primeiras um pequeno lamiré, sobre o passado artístico do vocalista do grupo.
1. É M’as Foice
- A tua primeira ligação a uma banda foi com os “É M’as Foice” – Como é que foi a tua participação nessa banda “mítica”
42na: Todo o processo dos mas foice foi sempre pura diversão, éramos um grupo de amigos que nos divertíamos juntos, e acordámos que quando a diversão acabasse, seria a melhor altura para acabarmos com a banda. E isso foi o que aconteceu, de uma forma bastante simples e sem “remorsos”.
- Ainda te sentes como um Rockabilly de poupinha no ar?
42na: Nem por isso, aliás essa letra era “dedicada” ao que nós víamos à nossa volta, não era propriamente um retrato pessoal...eu acho que nunca me considerei um rockabilly, mas de qualquer forma foi uma boa altura, essa, do Moçambique bar em Coimbra.
- Aquilo era muita “loucura” dentro e fora do palco, as imagens que vão aparecendo via youtube mostram-no bem. Nota-se que havia muita interactividade com o público. Tens alguma história desses tempos que possas partilhar?
42na: As histórias aconteciam em quase todos os concertos, era sempre uma grande confusão e houve muitos mal entendidos, sabes, era uma outra época em Portugal, não havia nem metade das “facilidades” que agora há, era fácil haver mal entendidos e sermos mal interpretados, as pessoas em si também eram mais fechadas a novas experiências, e os mas foice tocavam em qualquer sítio para que fossem convidados, alguns deles quem nos convidava nem sabiam o que estavam a levar lá.
2. Tédio Boys - Depois dos “M’as” vieram os Tédio Boys, banda que gerou algum culto, mas que me parece ter mais adeptos actualmente do que na altura. Com essa banda chegaram a ir ao Estados Unidos. Como é que foi toda essa vivência, o que pensavas na altura?
42na
: Na altura pensava que poderia viver da música, que Portugal era bastante pequeno, e claro que pensava em várias possibilidades de começar a minha vida noutro(s) pais(es).
- A ideia de um grupo de cinco rapazes de Coimbra ir à “conquista” daquele país imenso não te assustava?
42na: Antes pelo contrário, nós fazíamos lá o mesmo que em qualquer outro lado, era a nossa maneira de nos expressarmos. Claro, que em certos sítios tivemos melhor aceitação que noutros(tal como cá em Portugal também variava), mas isso nunca nos “assustou”.
- E como é que vias as coisas em Portugal? Tinham muita gente nos concertos, havia espaço para a música dos Tédio?
42na: Tivemos salas muito boas, muito más, fomos “adorados” e “odiados”, acho que ao longo dos 10 anos tivemos muita gente que nos foi fiel, pessoas que cresceram connosco, nunca obrigámos ninguém a gostar do que fazíamos. Sinto que depois de termos acabado como banda todo o projecto cresceu brutalmente.
- O facto de terem surgido tantos projectos com “raiz” nos Tédio, significa que vocês são eternamente insatisfeitos? Ou simplesmente – vou usar uma palavra que está na “moda” – são "empreendedores" da busca da música perfeita?
42na: Eu acho isso só mostra o quanto, cada um de nós, queria e continua a querer produzir. Acho que o processo criativo funciona mesmo dessa maneira, depois de feito e acabado, tudo poderia ter sido feito de forma diferente. Acho que é isso que nos faz querer fazer mais, um misto de insatisfação e de querer fazer melhor ou diferente.
3. D3O - Depois do fim dos Tédio nasceram os D3O. Como e quando é que decidiram formar a banda?
Miguel: Não decidimos propriamente em formar “uma banda”, nem tão pouco com o nome d3o. Tudo surgiu naturalmente. Em 2001/02 tanto eu como o Toni, estávamos “libertos”, e nestas coisas, quando se tem vontade as coisas Acontecem. Assim, o Toni pediu uma guitarra emprestada, e resolvemos tentar puxar pelos dotes (até então desconhecidos) de guitarrista do Toni. Tudo começou como que por brincadeira. Sem querer, em pouco tempo, tínhamos 3 ou 4 temas prontos!
O aparecimento do Tó Rui, surge também naturalmente.. Somos amigos desde sempre, e certo dia, o Tó Rui juntou-se a nós, dando o que faltava ás músicas que tínhamos, e dando também um impulso enorme a outras tantas que estavam por completar. A química, penso que foi o elemento crucial para que quase 10 anos depois, ainda estejamos juntos!
Tó Rui: Foi um processo natural, todos nós estávamos parados, pois tínhamos acabado de sair de projectos recentemente extintos no caso “Garbage Catz” e “Tédio Boys”, mas com uma vontade enorme de fazer música. Como já nos conhecíamos á bastante tempo e tínhamos a vontade conjunta de fazer algo novo, decidimos juntar-nos e ver como as coisas funcionavam, estas primeiras fases são sempre engraçadas, pois é fase da criação sem preconceitos, sem barreiras sem limites e por outro lado descobrimo-nos como músicos e como cada um desenvolve o seu método criativo. È de facto gratificante sentir como se conjugam personalidades e gostos musicais por vezes diferentes num mesmo projecto.
- E Como é que tem corrido esta “aventura”?
Miguel
: “Aventura” será uma qualificação/adjectivação para algo passageiro. Os d3ö são um projecto sério, alicerçado em muita dedicação e entrega por parte de todos os que estão envolvidos.
Já tivemos o privilégio de subir a alguns dos melhores palcos em Portugal, com passagens por Espanha e Inglaterra. Desde o Coliseu dos Recreios em Lisboa ao Teatro Sá da Bandeira no Porto, bares míticos como o Deslize em Braga e/ou Barco no Porto, partilhando-os com nomes como Danko Jones, The Kills, Speed Ball Baby, The Fleshtones, MudHoney e tantos outros.
Para “Aventura”, temos 3 ep´s, um Álbum, um CD Single com dois temas que acompanham a Box (Subotnick Entreprises), um 7 polegadas com edição Inglesa para todo o Mundo (Dirty Water Records), enfim.
Viemos para ficar! Quando surgimos, o Rock tinha morrido (diziam!), entretanto ressuscitou (e nós continuávamos), agora é foleiro cantar em Inglês (e nós continuamos).
- Preferem tocar ao vivo ou em estúdio?
42na: Ao vivo.
Tó Rui: Ao vivo e com o público junto de nós.
- Como é que vocês ensaiam e preparam os espectáculos, com o Miguel radicado em Lisboa?
42na
: Com muito carinho, força de vontade e planificação.
Tó Rui: Por vezes não é fácil, mas como todos temos a mesma paixão pela música e continuamos com vontade de fazer coisas novas, ultrapassamos esses obstáculos com muita força de vontade e respeito entre nós.
- E o processo criativo como funciona?
42na
: Depende
Tó Rui: É um processo natural, tudo começa numa batida que aparece, num riff de guitarra apelativo, numa frase influente em suma quase sempre duma jam-session. Outra questão é o de aproveitar ao máximo as escassas oportunidades que estamos juntos para criar e libertar os pensamentos que nos inundam a alma em forma de música.
- Letras antes da música ou a música primeiro?
Miguel
: O Toni, é liricamente, nato! Nisto, é meio caminho andado. Já vimos temas surgirem a partir de um refrão, como de um “riff” de guitarra ou de uma sequência de bateria.
Nós quando estamos juntos, seja na nossa sala de ensaios, seja num soundcheck qualquer, surge sempre algo que se vai mutando, e adaptando aos mais diversos estados de espírito que vamos sentindo a cada momento. Penso que é isso que torna tão especial o nosso processo criativo. Porque não temos uma formula, para nós é super entusiasmante e estimulante cada vez que coisas Bonitas ou feias acontecem!
- O que é que serve de inspiração para a vossa música?
Miguel: Talvez seja vago, mas.. penso que a Vida.
Tó Rui: A vida e suas aventuras e desventuras.
- Tendo em conta que se vendem cada vez menos discos como é que vocês têm feito para se manter como banda?
Miguel: Tal como te disse á pouco, os d3ö têm como alicerce as pessoas que estão envolvidas, que se dedicam e entregam ao projecto, não por causa dos discos, mas sim porque não querem estar paradas! É óbvio que o registo é muito importante, pois marca um período, e possibilita seguir em frente, fazer melhor. Mas não é determinante na existência da banda, o nosso combustível é o palco!
Tó Rui: Para nos manter-mos como banda o que interessa é tocar ao vivo, e sentir que nos estamos a divertir e a divertir o público que nos vai ver, os discos são registos das várias fases do projecto, o mais importante é sentir que ainda estamos e podemos fazer algo pela música.
- A internet tem sido um amigo – porque os faz chegar a mais pessoas, ou um inimigo – na medida em que contribui para o diminuir vendas?
Miguel
: Está muito claro que a Internet (como em tudo na vida) tem coisas positivas e negativas. Mas penso que o principal problema da crise na industria discográfica, deve-se mais á incapacidade de adaptação por parte da industria, do que propriamente por culpa dos “internautas”. Vemos ainda hoje, projectos Mundiais a terem lucros colossais, e vendas de discos proporcionais. Isto deve-se á Inteligência dos promotores e editoras envolvidas, que sabem aproveitar a existência do melhor meio de comunicação que alguma vez existiu.
Nas décadas de 40, 50 e 60, o single era o mote para o top, tempos idos… O mercado, entretanto, descobriu que para ganhar mais dinheiro, o single não chegava. «Tens de ter um álbum, senão não passas na rádio!», pois, tempos idos... o mercado (composto por pessoas cada vez mais exigentes), têm agora forma de “sacar” as faixas que lhes interessam (singles)... voltámos atrás!? A Internet tem sido nossa Amiga!
Tó Rui: A Internet é o presente e o futuro, tanto os músicos como as editoras é que tem que encontrar a melhor forma de lidar com o que está instituído. Eu continuo a gostar do objecto, se gosto compro o disco, posso ouvi-lo, mexer-lhe e cheira-lo.
- E as rádios e imprensa em geral? Têm ajudado?
Miguel
: Hoje em dia, ninguém ajuda ninguém! Ou têm interesse em ti, ou não tens hipótese. Em todo o caso, e porque a imprensa da especialidade é efectivamente muito incerta (mercado/ tendências), quem depende “dela”, tanto aparece com desaparece.
De resto, é obvio que gostávamos que a nossa música passasse mais na rádio, mas se não querem pôr o disco de d3ö a tocar, que podemos nós fazer!? Não esmorecemos por causa disso. As playlists, são o que são à já muitos anos..
Tó Rui: Costumo dizer “Quanto maior a altura maior a queda”, enerva-me bastante a criação de “Next Big Things”. Acredito em projectos com alicerces sólidos e não pré-fabricados e creio que os D3o já têm provas dadas suficientes para se afirmarem no panorama musical português. - Tenho sempre ouvido dizer que não dá para viver da música em Portugal. Daí cada um de vós ter a sua profissão. Como é que vocês conseguem conjugar a música com o trabalho?
Miguel
: Agenda, e organização
Tó Rui: É uma questão de dedicação e organização. Se é fácil – Não, se queremos continuar – Sim.
- Sentem algum “entrave” pelo facto de cantarem em Inglês?
Miguel
: Penso que é entrave para alguns “promotores” portugueses. Mas não o é para o resto do Mundo. Há que respeitar as opiniões de todos... a resposta a esta pergunta “dava pano para mangas” :)
Tó Rui: Cantar em inglês saiu naturalmente, achamos ser a melhor maneira de interpretar o nosso tipo de som, que não tem raízes propriamente portuguesas, quanto ao sentir entraves – por vezes.
- Como é que vêm a situação da música portuguesa actual e os D3O como parte dela? (em termos de espaços para tocar, fãs, mercado, etc.)
Miguel
: Tenho ideia que a música em Portugal, está de boa Saúde! Vêm-se projectos novos (todos ou quase todos) cantados em Português. É muito bom!
Espaços existem, e prescrevem-se, inclusivamente, sentimos que as condições técnicas têm melhorado de ano para ano, também devido á sensibilidade das pessoas que gerem esses espaços. Relativamente às pessoas (fãs como lhes chamaste), penso que por serem cada vez mais exigentes, só se deixam enganar uma vez. Nem as rádios fazem milagres.
Nós nesse campo, continuamos a tocar ao vivo, como disse mais atrás, á quase 10 anos. Penso que responde á tua questão!
Tó Rui: Creio que existem muitos bons projectos em Portugal, pena que ainda muita gente pense que para ter um bom cartaz de festival tenha que se ir buscar na sua maioria bandas além fronteiras, ou que não se pague às bandas nacionais para tocar nesses grandes eventos (desabafo).
- Já se encontram a preparar um novo disco para suceder ao “Exposed” ou para já o vosso objectivo é rodar este ao vivo?
Miguel
: O Objectivo, é rodar sempre ao vivo! Vontade de continuar a registar os períodos da nossa evolução, é uma consequência. veremos o que poderá estar para vir.
Tó Rui: Para já estamos a rodar o “Exposed”, mas já há coisas novas em curso, aguardem!
- A hipótese de internacionalização passa-vos pela cabeça?
Miguel
: A Internacionalização, penso que já é um dado adquirido. A internet, proporcionou isso mesmo. As nossas idas a Espanha e Inglaterra, serão para repetir sempre que possível! O desejo de ir ainda mais longe, também é um facto. Utilizando uma frase já gasta - "The Sky is the Limit!"
Tó Rui
: Passa e já aconteceu com datas em Inglaterra e Espanha, inclusive a edição de um single por uma editora estrangeira (Dirty Water Records),não acho que seja nada utópico sonhar com a internacionalização.

Da minha parte quero agradecer aos elementos do grupo a disponibilidade e desejar-lhes um futuro cheio de boa música e muitos concertos.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Rock VFR 2010 - D3O


Aqui deixo algumas imagens do concerto dos D3O no Cine Teatro Antonio Lamoso em Santa Maria da Feira.
Foi mais uma grande noite de Rock'n'Roll que confirmou que nunca há dois concertos iguais. Esta foi a primeira vez que os vi em palco, pois no concerto de Aveiro não havia palco.
Aqui foi pena o público estar um pouco frio e não ter respondido às solicitação de Tony Fortuna para que o acompanhassem mais durante a actuação.

Por vezes o Rock não "casa" bem com a presença de cadeiras, principalmente quando se trata de rock que puxa, pelo menos, "para abanar a perna esquerda", como referiu o vocalista do grupo.
Foi mais um concerto honesto em que os D3O deram como sempre o seu máximo, como se este fosse o último concerto.
É bom ver que o "espírito" do Rock se mantém bastante vivo em bandas como esta.

Este foi o alinhamento do concerto:

E deixo o desejo de os ver brevemente, pois se há banda que "dá o litro" e merece muitos concertos, ela é os D3O.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Rock VFR 2010

É já este fim de semana que se inicia mais um Rock VFR no Cine - Teatro António Lamoso em Santa Maria da Feira.
Os concertos vão decorrer durante dois fins de semana e contam com a seguinte agenda:
19 Março 2010

Sean Riley and the Slowriders
João Coração

20 Março 2010

CJ Ramones (USA)
D30

26 Março 2010

The Legendary Tiger Man
Os Tornados

27 Março 2010

Slimmy
Lobo

Em princípio vou poder estar presente em três dias e depois contarei como foi.
Em jeito de amostra deixo aqui o video do novo single dos "Os Tornados", banda que vai estar presente no primeiro dia do segundo fim-de-semana:

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

d3o - Ao Vivo - Salão Nobre do Teatro Aveirense



A vida é cheia de coincidências. No passado sábado fui até à Fnac de Coimbra (porque ainda não existe uma em Aveiro) e um dos cd's que trouxe de lá foi o "Exposed" dos d3o, já tinha falado do disco aqui, tendo inclusivé colocado o video do tema "Wanna Hold You".
Ontem, ao folhear o Diário de Aveiro, antes de entrar para uma aula, reparei que dali a umas horas eles vinham tocar ao Salão Nobre do Teatro Aveirense. Assim, depois de ter perdido pelo menos dois míticos concertos deles, um no Clandestino Bar e outro no Mercado Negro, decidi que este eu não podia perder.
Em boa hora o fiz, o Rock Crú e divertido que eles nos serviram foi muito bom, mereciam uma sala mais composta, mas os que estavam provaram que a frase "poucos mas bons", faz todo o sentido. Nas duas fotos que estão no lado esquerdo podem ver até que ponto foi a interactividade entre o grupo e os fãs, as imagens são já do tema do encore em que o Toni Fortuna pois algumas das pessoas do público a cantar com ele.
Aqui está uma banda que merece um pouco mais de promoção e a atenção de todos.
Como já começa a ser tradição, aqui está o alinhamento do concerto

No encore, antes do tema "Tell No Lies", foi tocado o tema "Night Before" que faz parte do EP "7 Heartbeat Tracks". Como muito bem me lembrou o Rui Ferreira, desde já o meu obrigado pela ajuda.
Num pequeno à parte e como já disse aqui, nunca consegui ver os Tédio Boys ao vivo, mas estou a adorar esta maneira de os ver "a prestações".
Senão vejamos - d3o, Bunnyranch, Wraygunn, Tiguana Bibles, The Legendary Tiger Man, acabam por ser cinco maneiras de nos divertirmos ainda mais.
Em breve conto rever ao vivo os dois últimos e tratarei de vir aqui contar como foi.
Como diz o guitarrista Tó Rui no autógrafo que assinou:
"Keep On Rockin!"

sexta-feira, 19 de junho de 2009

d3o - Exposed

Os d3o são uma banda já com alguns anos e com bastante "estrada" e fazem um grande rock. Depois de três EP estão agora a lançar o seu primeiro álbum, eles bem merecem, também merecem mais projecção que é o que eu queria para todos os projectos portugueses. Temos por cá música tão boa e por vezes tão mal tratada que "até chateia !". Eu vou continuar a andar por aqui a "pregar aos peixinhos", e atenção que não quero que pensem que não gosto do que vem de fora, também gosto e muito. Penso é que pode haver mais lugar para o que é nosso e é bem feito, bastava as rádios ter playlists com menos repetições e logo abriam mais espaço a outras bandas, mas enfim não sou eu que mando...
Fiquem aqui com o belo video do primeiro single.
Wanna Hold You