Há dias, após partilhar um tema de um álbum ao vivo da Lhasa, que eu não sabia que existia, surgiu uma conversa no facebook que me lembrou o desgosto de nunca a ter visto ao vivo. O Filipe contou-me que a tinha visto no Teatro Aveirense, é claro que não podia deixar perder a oportunidade e, de imediato, o desafiei para que fizesse um texto, a contar como foi.
Já sabia da sua qualidade de escritor, mas, ao receber ontem o seu texto, nunca pensei que me viesse a comover, como creio que quem o ler, também ficará.
Sem mais delongas, fiquem aqui com o que ele escreveu:
Lhasa de Sela
Por Filipe Lascasas
Vivemos na era mais rápida de sempre, dos
transportes ao consumo, dos sentimentos aos valores. E agora mesmo, há “scroll
down’s” por fazer, outros blogs a visitar, notícias (falsas?) por comentar...
Por isso, aviso quem gosta de finais felizes
ou de “chegar rápido ao destino” que esta história não é para vós: é lenta e acaba mal; a “Artista principal” morre no fim.
Tenham uma boa noite e sejam felizes (rápido).
Quanto
nós - os mais lentos (por
sorte ou teimosia) - dir-vos-ei que a minha história com Lhasa é uma história de amor com alguém que nasceu (e
morreu) na Era errada.