segunda-feira, 2 de maio de 2011

The Underdogs Apresentam Silence em Aveiro

 No passado dia 23 de Abril o Mercado Negro "vestiu-se de gala" para a apresentação em Aveiro do primeiro E.P., "Silence" dos The Underdogs.
 Uma decoração esmerada para uma noite de boa música!

 O video do primeiro single, "She is La", ia sendo projectado na parede e os próprios elementos da banda faziam o DJ Set.
 A sala encheu-se completamente para assistir aos momentos em que a banda alternava o set com os seus originais.
 Tal como tinha acontecido no Plano B, a colaboração de Sam foi preciosa, emprestando ainda um pouco mais de blues ao som dos The Underdogs.
 Em suma, foi uma noite de festa, celebração e convívio entre a banda Aveirense e os Fãs da sua terra, cheia de grandes doses de Blues Rock do melhor!

domingo, 1 de maio de 2011

Rita Redshoes em Aveiro

Foi no passado dia 16 de Abril que Rita Redshoes veio até Aveiro apresentar o seu mais recente álbum “Lights & Darks”.
É no meio de “árvores” e dois “erres” coloridos que Rita surge acompanhada por um excelente grupo de músicos que encantam todos e dão concertos bastante bons.
Este foi o terceiro concerto da Rita a que tive o prazer de assistir e tenho notado sempre uma evolução nas suas actuações.
Nota-se que está cada vez mais “à vontade” em palco e bastante segura. Toca, canta, dança e ri, essa alegria transparece para o público que lhe dá sempre mostras de grande carinho e de uma enorme empatia, e isso torna os concertos numa experiência bastante agradável.
O desta noite começou com “Jungle 51”, “Hearted Man” e com ”The Beginning Song” do primeiro álbum, depois veio o mais recente single “Bad Lila”, cujo vídeo estreou recentemente.
As canções continuaram a “passear-se” pelos seus dois excelentes discos, sempre com a preciosa ajuda do público que estava completamente conquistado,“Hey Tom” e “Marching in This Life” encerraram o concerto.
No exigido encore foram tocados “Rising Son”, “Dream On Girl”, canção pela qual a Rita assumiu ter um “fraquinho” pois “foi com ela que tudo começou” e o final veio com “Goodbye” que fechou com chave de ouro, uma bela noite de música.
No fim ainda houve uma pequena sessão de autógrafos e fotos para os fãs, onde mais uma vez a Rita espalhou a sua simpatia.
Aqui fica o alinhamento completo deste concerto:

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Sean Riley & The Slowriders - Silver

Acabo agora de ouvir pela primeira vez, o primeiro avanço para o terceiro álbum de Sean Riley & The Slowriders que se vai chamar "It's Been a Long Night".
O single chama-se "Silver" e, como se costuma dizer na gíria, "está do belo!".
Se quiserem tirar isso a limpo, não há nada mais simples, vão até ao site oficial - http://www.seanrileyandtheslowriders.com/ -registam-se e "sacam" gratuitamente esta pequena maravilha de 3.49 min que o Afonso e "sus muchachos" estão a oferecer. Sempre dá para ir ouvindo até à saída do álbum, marcada para o fim de Maio.
Se os quiserem ver, eles vão andar por estes locais:
1 de Maio - Queima das Fitas do Porto
9 de Maio - Enterro do Ano em Aveiro
12 de Maio - Enterro da Gata em Braga
13 de Maio - Queima das Fitas de Coimbra
31 de Maio - S. Jorge em Lisboa
2 de Junho - Teatrão em Coimbra
3 de Junho - Hard Club no Porto

Agenda 28/29/30 de Abril

Aqui ficam três Sugestões para os próximos três dias, todas no Performas:
Quinta-Feira [28] \ 22:00 - Noite de Fados
Com Micaela Vaz e convidados, acompanhados por Armindo Fernandes (guitarra
portuguesa) e Carlos Peninha (viola).
A Noite de Fados acontece no Performas na última quinta-feira de cada mês.
Sexta-Feira [29] \ 23:00
The Kaviar que vêm apresentar o seu álbum de estreia, “Beluga”, às gentes de Aveiro. Rock de origem Ribatejana num concerto que promete, no mínimo, ser muito animado.
A seguir ao concerto ainda há DJ Set do DJ Johnny Red, até cerca das três da manhã.
Apareçam que vai mesmo valer a pena!
Sábado [30] \ 22:30
Há mais uma Sessão Acústica, desta vez com a presença de Gonçalo Mendonça.
Aqui ficam três boas e diversificadas sugestões para ir até ao Performas.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Quase Famosos - Mauro Passos

Conheci o Mauro Passos no passado verão, no Intercéltico de Sendim, estava ele numa das suas actividades. Neste caso era a fotografia, mais tarde e à conta do facebook, fui descobrindo que ele além de excelentes imagens, faz também música, actualmente o seu projecto a solo faz uma fusão entre o metal e o tradicional português, misturando os sons eléctricos mais pesados com a guitarra portuguesa, o bandolim e o cavaquinho. Com ele tocam ao vivo o Adérito Pinto (Pé na Terra) no baixo, o Nuno Pinto na bateria e o Ângelo Cardoso na guitarra eléctrica.
Podem conhecer a sua arte no seu site oficial: http://www.mauropassos.com/
E entretanto deixo aqui um video, do concerto que ele deu este fim-de-semana em Vieira do Minho, em que ele faz uma homenagem ao grande Carlos Paredes:

domingo, 24 de abril de 2011

The Underdogs no Plano B

Os The Underdogs são uma banda Blues/Rock de Aveiro, composta por: João Maia na bateria, Alexandre Mano no baixo e Victor Hugo na guitarra, harmónica e na voz e contam ainda com um “quarto elemento”, João Veludo, que trata de todo o som da banda.
O Ep de estreia: ”Silence”, lançado no passado dia 4 de Abril foi gravado em “regime live”, pretendendo desta forma transmitir toda a energia que os The Underdogs têm ao vivo.
Tomei conhecimento do seu trabalho através da Rádio Antena 3, pelas mãos de Henrique Amaro que felizmente muito nos dá a conhecer inúmeros projectos, uns muito bons, outros nem por isso, mas permite-nos conhecer e isso é muito importante.
Fiquei curiosa pois os dois ou três temas que conhecia despertaram-me o interesse.
O concerto começou com uma sala bem composta e no decorrer notava-se que havia muita gente a acompanhar as letras e não só na “She is la”, o tema que passa nas rádios.
Nota-se uma boa energia, o som é bom e a voz é mesmo boa ao vivo, não sei se ficará menos bem dizer que nem parece português, mas quero apenas referir-me ao tipo de música e sobretudo à forma como é cantada, o blues não é tipicamente português, mas felizmente temos muitos excelentes músicos portugueses que o tocam e sobretudo que o sentem.
Se fechasse os olhos acho que conseguia sentir-me num local pouco português, com alguém não tão jovem como o Victor Hugo (embora não saiba que idade tem) com um copo de uísque na mão, que de forma bem descontraída e natural partilha as historias que lhe apetece, fazendo-o a cantar.
Foi perto de uma hora de canções, onde estiveram presentes temas extra EP e antes do encore, assistimos ao videoclip da “She is la”, que só teve estreia no sítio da Antena 3, esta quinta dia 21.
Ainda tocaram uma bela versão de: “Champagne and Reefer”, creio que um original de “Muddy Waters”, um dos temas em que contaram com a colaboração de Sam, convidado para finalizar um tema bem conhecido de todos nós, “os Parabéns” ao baixista da banda: Alexandre Mano.
Como os próprios dizem, fazem realmente:
“Rock! Sem derivações, adjectivos ou conceitos subjectivos… De Aveiro, para “o mundo”.”

Texto e Fotos de:Maria João de Sousa

sábado, 23 de abril de 2011

Pinto Ferreira +

Na passada sexta-feira 16 de Abril, o auditório do Mercado Negro teve uma enchente que eu não tenho memória de alguma vez ter acontecido. Foram vendidos cerca de cem bilhetes que deram um lotação esgotadíssima para ver os Pinto Ferreira e os Quarteto de Bolso.
A noite começou com os “Violinos no Telhado”, o primeiro single, dos Pinto Ferreira a ser tocado em formato acústico e “sem medos”, directamente do meio do público. A surpresa foi grande, mas imediatamente começaram a ser acompanhados por todos a cantar o refrão em coro. Estava dado o mote para uma noite recheada de bons momentos musicais e de muita alegria
Já refeitos da “travessia” e após umas pequenas afinações, já tocavam “Que Pena” canção que encerra o disco homónimo, a que se seguiu “De Um a Dez”. As canções foram desfilando e falando de sentimentalismos, amores mais ou menos obsessivos, como em “Amar-te até à Morte” e de estupidez. O som dos Pinto Ferreira vai-nos deixando sempre com uma sensação agradável e com um sorriso nos lábios. A empatia entre os dois elementos do grupo e o público é imediata, irresistível e contagiante. As palmas a compasso surgem sempre que solicitadas por eles ou pela própria música.
A boa disposição foi uma constante durante todo o concerto que terminou com o novo single, “O Elogio da Estupidez”, que arrancou enormes aplausos e os obrigou a seguir logo para o encore que contou com uma belíssima e surpreendente versão de “Sonho Azul”, canção original de Né Ladeiras que teve muito sucesso nos anos 80, e acabou com um mais “vitaminado” “Violinos no Telhado” que fez com que o concerto acabasse em festa.
Este foi o alinhamento completo do concerto:
Deixo aqui o desejo, partilhado por muitos, durante a animada sessão de autógrafos, de que os Pinto Ferreira cumpram a promessa e voltem em breve a Aveiro, acompanhados do percussionista que desta vez não pôde vir.

+ Quarteto de Bolso

Festa foi coisa que não faltou, durante a animadíssima actuação dos Quarteto de Bolso
Quarteto de Bolso que conta muitas vezes com cinco elementos em palco, começou a sua actividade em 2009 e é composto pelo Pedro Silva na voz e guitarra, Mário Figueiredo no baixo e voz, Hélder Cabrita na bateria e voz e Pedro Costa no Clarinete. No concerto de Aveiro contaram ainda com o Henrique Tavares no trompete.
A música deles é um Pop/Rock, bastante agradável que por vezes faz lembrar a música de cabaret e café-concerto, muito por “culpa” do Clarinete e do Trompete. A banda toca maioritariamente originais que já são bem conhecidos de quem os acompanha.
Confesso que não os conhecia, mas aos primeiros acordes constatei que já arrastam uma aguerrida legião de fãs que com eles canta, dança e não se esquece de assobiar.
Os temas que mais destaco são “Rapaz”, “Mal Embriagado” e “Sempre Contente” que ao vivo naquele auditório resultou muito bem. Além disso tocam duas versões, uma, mais bem conseguida, de “Dia Mau” dos Ornatos Violeta e outra que não me agradou tanto de “Portugal, Portugal” de Jorge Palma
Em palco eles são fantásticos, o vocalista é um autêntico “one man show” com um enorme sentido de humor, o resto da banda não lhe fica nada atrás. Ora todo este ambiente torna impossível não nos deixarmos contagiar pela festa permanente em palco.
Aconselho vivamente o visionamento dos Quarteto de Bolso em concerto, principalmente porque a sua música faz bem ao “espírito”.
Aqui fica o alinhamento do concerto:

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Adeus Zé Leonel!

Um dos primeiros artigos deste blog, foi a recordar um concerto onde tocavam os Ex-Votos e onde conheci o "mítico" Zé Leonel "fundador dos Xutos", que era como se fosse o seu nome completo na altura. Mandei-lhe um mail a apresentar-me e a apresentar A Certeza da Música e, nunca mais me vou esquecer que, ele deu-me logo os parabéns pelo blog e pôs logo um link do seu Bomerang para aqui. O orgulho que eu senti, por ter o Grande Zé Leonel a colocar o meu blog ao lado de outros, como ele chamava, franco-atiradores e a aproveitar a digitalização do bilhete desse concerto para o myspace da banda, foi enorme.
Mais tarde, voltei a falar doutro concerto marcante que vi aqui em Aveiro, e que ele novamente por mail, me comentou que se lembrava bem da situação, acrescentando até uma coisa, da qual eu não me lembrava, que foi o facto de nós o tentarmos convencer a ir tocar para o Bar da Associação de Estudantes ( o saudoso BA) Continuei a seguir-lhe o percurso musical e o "Regresso feito G3" dos Ex-Votos que o levou ao Rock N'A.D.E.G.A. a que eu infelizmente não pude ir.
Assim que ele editou a sua biografia, fiz-lhe a encomenda e recebi-a enviada pela sua mão e adorei lê-la.
Ao ler o seu blog, tomei conhecimento, e fiquei em "estado de choque" ao perceber o que era a maldita doença que o atingiu e que acabou por levá-lo hoje, as saudades já são muitas, mas as lembranças vão ser sempre boas.
Adeus Zé, espero que continues a lutar, onde quer que estejas!

terça-feira, 19 de abril de 2011

Dead Combo e a Royal Orquestra das Caveiras em Aveiro

Na passada quinta-feira o Teatro Aveirense encheu para assistir a um grandessíssimo concerto, os “culpados” foram o Tó Trips e o Pedro Gonçalves, que formam os Dead Combo, e a Royal Orquestra das Caveiras, constituída pela Ana Araújo no piano, Alexandre Frazão na bateria, João Cabrita no saxofone, João Marques no trompete e Jorge Ribeiro no trombone, que enriquecem e de que maneira as já bonitas músicas do duo. Às vezes dá vontade de lhes chamar canções, é que aquela guitarra parece que tem voz própria e canta para nós.
O som que eles tocam é muito cinematográfico, Clint Eastwood é evocado com um tema que lembra os seus westerns, Vasco Santana inspirou “Assobio” que é um dos temas mais conhecidos e aplaudidos, mas depois também há Lisboa que aparece no “Manobras de Maio” que lembra o Fado de Amália e também no “Lusitânia Playboys” que mete músicos de Jazz à pancada com marinheiros no Cais do Sodré.
As músicas foram sendo apresentadas por um muito bem-humorado Tó Trips que quase se desmanchava a rir ao tentar assobiar e que ia mandando uma ou outra inspirada “boca”, sobre a situação que o nosso País atravessa. Em relação a isso, o que nos vai valendo é a magia da música, que acaba por nos ajudar a esquecer esses problemas por momentos, e a música dos Dead Combo cumpriu muito bem essa função.
Adorei ouvir, ainda mais que as outras, o “Cuba 1970” que fica excelente com o acompanhamento da Orquestra, a “Canção do Trabalho” e a abertura do encore, muito exigido, que se chama “Entre Lisboa e Berlim” e que foi escrita em conjunto com o Carlos Bica, depois ainda foi tocado “Cacto” uma das primeiras músicas da sua carreira e tudo acabou com “Malibu Fair”.
Este foi o alinhamento de uma noite que vai ficar na minha memória por muito tempo:
Agora que os vi com a Orquestra e sem ela, fiquei com um dilema: não sei de qual versão é que mais gosto, acho que vou ter de repetir a “dose”, muitas e muitas vezes!