É na sexta-feira que o Mercado Negro acolhe o 1º aniversário da editora Cakes & Tapes.
Vamos ter direito a um concerto dos A Jigsaw, a DJ Set's de Renatto e de The Paperwares e outras coisas mais.
As entradas são gratuitas e tenho a certeza que vai valer a pena ir até lá.
Aliás, só que fosse para rever os A Jigsaw cá em Aveiro, já valia a pena!
terça-feira, 6 de setembro de 2011
Aniversário da Editora Cakes & Tapes
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At Fredy's House (Finalmente Vou Ver ao Vivo)
![]() |
| Foto de Maria João de Sousa |
Não percam esta oportunidade, garanto-vos que o concerto é imperdível, além de nos trazer as canções do seu álbum de estreia "Lock Full Version", Freddy vem também apresentar algumas canções do seu futuro álbum "09 Roads" que tem saída prevista para Outubro.
Aqui fica uma amostra daquilo que vamos ver:
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Rock'Art 2011
É já no próximo fim-de-semana que vai decorrer a segunda edição do Rock'Art. Desta vez a localização mudou para Anadia e o profissionalismo também.
Vão ser dois palcos, seis bandas seguidos de dj's no after-hours no primeiro dia e sete bandas mais dj's no segundo dia.
As entradas custam 5€ (3€ para estudantes) por dia ou 8€ para os dois dias.
Aqui fica o programa e o horário completo:
Apareçam!
Vão ser dois palcos, seis bandas seguidos de dj's no after-hours no primeiro dia e sete bandas mais dj's no segundo dia.
As entradas custam 5€ (3€ para estudantes) por dia ou 8€ para os dois dias.
Aqui fica o programa e o horário completo:
Apareçam!
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Entremuralhas 2011 - Dia 3
O último dia
voltou iniciou-se, tal como os outros nas ruínas da Igreja da Pena, com aquele
que terá sido o mais adequado espectáculo para aquele local.
A estreia do duo
catalão Narsilion, de Sathorys Elenorth e Lady Nott, que se apresentou com uma formação
reforçada com duas das colaboradoras dos Sol Invictus e Cecília dos Arcana. O
pequeno espaço ficou repleto para ouvir uma sonoridade neo-clássica de toada
ambiental, pontificada por elementos característicos da música medieval e
darkwave.
A última noite do palco Alma ficou
reservada a outra banda catalã. Os Trobar
de Morte e a sua sonoridade medieval folk, apresentou-se, também, pela
primeira vez em Portugal com Lady Morte na Voz, Armand (na Percussão e baixo),
Jose Luis Frías (Gaita de Foles, flautas), Fernando Cascales (guitarra), Marta
Ponce (violino). As referências ao mundo mitológico medieval são uma constante,
pairando pelo ar as sombras de dragões, elfos e batalhas ancestrais. Fábulas que encantaram todos.
A despedida do palco Alma no Entremuralhas
deste ano ficou a cargo dos suecos Arcana.
Este concerto para além de ser mais uma estreia em território lusitano, tinha
como atractivo especial o facto de ser o único que a banda deu este ano. Em
jeito de retribuição, ambos os elementos dos Narsilion, integraram a banda. O
concerto apesar de um inicio um pouco morno, rapidamente as sonoridades claramente de dark folk e os ambientes
medievais, associados às magníficas vozes, quer do Peter Bjärgö, quer da
Ann-Mari e da Cecilia conquistaram todos. Só foi pena a curta duração deste
inesquecível espectáculo.
Finalizada a simplicidade e
o brilhantismo dos Arcana o último
destino foi ouvir os alemães Diary of
Dreams, numa actuação tecnicamente irrepreensível, mas sem qualquer chama
emotiva muito tipicamente germânico. Talvez o concerto menos interessante deste
Festival que se assume como uma verdadeira alternativa às sonoridades dos
Festivais de Verão que se tornam todos tão iguais e desinteressantes, ou,
utilizando as palavras de um reconhecido organizador desses festivais: este é
que é um Festival com sal e sem pó. Um obrigado
à Fade In por tão conseguida organização e até ao próximo ano, para que
continuemos a dizer que são rosas senhor, são rosas!
Texto e Fotos gentilmente cedidas por Ângelo Fernandes
Texto e Fotos gentilmente cedidas por Ângelo Fernandes
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Entremuralhas
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Entremuralhas 2011 - Dia 2
Nas ruínas da
Igreja da Pena, iniciaram os
leirienses Brainderstörm, o segundo
dia do festival. Esta é uma banda com claras influências da dark-folk de bandas
como Death In June e Current 93, entre outras e mostraram que sabiam bem a
lição. Ficamos à espera que editem o primeiro álbum, pois mostraram qualidades
superiores a muitos dos projectos que aparecem de todo o lado com estas
sonoridades.
Sieben é o projecto de Matt Howden,
colaborador de inúmeros projectos, dos quais se destaca o saudosos Raindogs.
Sózinho em palco, deu um dos mais energéticos e brilhante concerto deste
festival. Tendo como instrumento um violino, vai gravando, em loop, construindo
as suas músicas juntando as diferentes camadas da “cebola” até esta se
apresentar completa. Pelo meio o arco do violino vai rodando entre os dedos a
grande velocidade, a barba por fazer ajuda a criar sons ao roçar no violino e a
sua voz é, por vezes, direccionada para o interior do violino criando efeitos
sonoros únicos. Momento alto foi quando, do seu violino extrai os acordes para
uma versão magistral de “Transmission” da Joy Division, o qual foi acompanhado
em coro por todo o público.
A estreia mais
aguardada veio seguidamente. Os franceses ROSA CRVX, eram segundo as palavras do mentor da Fade In, Carlos
Matos, uma velha ambição. E valeu a pena esperar para assistir a este já
mítico espectáculo dos Rosa Crvx.
Não faltou nada daquilo que torna este
espectáculo (o mais gótico de todos os apresentados): A precursão robótica, o
latim, o carrilhão com dez sinos e “La Danse de la Terre”. Um autêntico ritual,
espécie de missa negra dividida em vários actos, capaz de suscitar sensações
únicas de deslumbre e de estupefacção.
Este foi sem qualquer dúvida, o concerto
do festival e esta foi a sua grande noite.
Para a finalizar o segundo
dia, um contratempo. Os agendados Suicide Commando
cancelaram o concerto por doença do seu vocalista. Em sua substituição, o palco Corpo recebeu o projecto leiriense ESC - Eden Synthetic Corps. Depois de recentemente
terem sido muito bem recebidos pelo público do Festival Treffen de Leipzig,
este foi um momento em que os ESC, de G.
Diesel e IDK (Vocais), Chainheart e Hypecrash (Teclados), puderam confirmar-se como um dos projectos
com mais potencial. A ver pela reacção dos presentes esta é uma música que
impede qualquer um de estar quieto, talvez "o mal", na forma de doença para o belga Johan van Roy, até
tenha vindo por "bem".
Texto e Fotografias Gentilmente Cedidas por Ângelo Fernandes
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Concertos,
Entremuralhas
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Entremuralhas 2011 - Dia 1
O Castelo de Leiria engalanou-se para receber, pela segunda vez, durante os três dias que finalizaram o sétimo mês do décimo primeiro ano do segundo milénio uma tribo de invasores vinda de todas as terras míticas da velha Europa. Tudo foi preparado pelos membros da Fade In, uma associação de culturais benfeitores, que há onze anos se têm dedicado à causa nobre da divulgação cultural, com predominância musical.
Como rótulo para o evento foi escolhido o termo de “Festival Gótico”, o único que se realiza nas nossas terras lusas. Tal contribuiu para que nos, cuidadosamente escolhidos, trajes dos invasores, predominasse um negro capaz de iluminar a noite.
Dividiram por três, os locais escolhidos para as reuniões entre os aqueles que traziam a sua arte para apresentar e aqueles que se deslocaram com o intuito de a apreciar. O inicio de cada dia deu-se pelo final da tarde na ruínas da Igreja da Pena. Depois, já com a lua a dar o seu contributo místico, continuavam as celebrações no Palco Alma, situado, verdadeiramente, entre as muralhas do castelo que pertenceu ao nosso rei poeta, tendo passado por este palco os projectos que mais teriam agradado a esse nosso rei, caso ainda ele cá vagueasse. No final da noite, descíamos até ao pátio da entrada, onde se encontrava o Palco Corpo, por onde a música que por lá passou apelava para o constante movimento do Corpo. Pelo meio ficavam as sandes de porco no espeto e os rissóis de leitão que acompanhados por copos de cerveja a preços bastante aceitáveis para os momentos que se vivem ajudavam a que plenitude dos sentidos fosse atingida.
Quanto ao efectivo motivo de todo este ritual, centraliza-se nos músicos que, para o efeito, foram convidados a estarem presentes.
As honras para a abertura foram dadas à dança das Ignis Fatuus Luna, um grupo nacional de Gothic Belly Dance, que deram às ruínas da capela o primeiro sinal do seu ressurgimento como espaço de celebração.
Aos Irfan coube-lhes abrir o Palco Alma, e que bem que o fizeram. Este agrupamento búlgaro, com dez anos de actividade, foi a primeira das estreias em palcos nacionais que o Entremuralhas deste ano proporcionou. Liderados pela voz angelical de Hristina Pipova, combinam a, já longa, tradição vocal búlgara (quem não se lembra de “Le Mystère des Voix Bulgares”?), com percussão tradicional medieval, string e sopro e viola da gamba. A sua música baseia-se numa mescla de influências musicais comuns na Bulgária, misturando a música medieval europeia, dos Balcãs e do Oriente Médio.
Com referência ficam ainda os Dead Can Dance e a voz de Lisa Gerard, que serão, certamente uma das principais influências, ou não interpretassem eles uma versão irrepreensível de “Svatba”. Boas memórias deixaram.
Os convidados seguintes foram os, já consagrados, Sol Invictus. A banda do grande britânico (no sentido literal e figurativo) Tony Wakeford, que nos trouxe o seu dark/neo folk, acompanhado de três elementos femininos (baixo, violino e percussões).
Wakeford que nos tem visitado com alguma regularidade, apresentou um concerto onde percorreu a sua já longa carreira pelo que não primou pela surpresa, mas antes, pelo prazer de escutar a partir da sua profunda voz, a amplitude poética e filosófica dos seus trabalhos.
Para finalizar a primeira noite, mais uma estreia em território luso, os britânicos NITZER EBB. Quase a celebrarem trinta anos de carreira, finalmente foi possível assistir a um espectáculo de Douglas McCarthy e Vaughan "Bon" Harris e o seu Electronic Body Music. As reminiscências de há duas décadas atrás voltaram a pairar e o corpo não conseguiu ficar quieto.
Texto e Fotos Gentilmente Cedidos por Ângelo Fernandes
Como rótulo para o evento foi escolhido o termo de “Festival Gótico”, o único que se realiza nas nossas terras lusas. Tal contribuiu para que nos, cuidadosamente escolhidos, trajes dos invasores, predominasse um negro capaz de iluminar a noite.
Dividiram por três, os locais escolhidos para as reuniões entre os aqueles que traziam a sua arte para apresentar e aqueles que se deslocaram com o intuito de a apreciar. O inicio de cada dia deu-se pelo final da tarde na ruínas da Igreja da Pena. Depois, já com a lua a dar o seu contributo místico, continuavam as celebrações no Palco Alma, situado, verdadeiramente, entre as muralhas do castelo que pertenceu ao nosso rei poeta, tendo passado por este palco os projectos que mais teriam agradado a esse nosso rei, caso ainda ele cá vagueasse. No final da noite, descíamos até ao pátio da entrada, onde se encontrava o Palco Corpo, por onde a música que por lá passou apelava para o constante movimento do Corpo. Pelo meio ficavam as sandes de porco no espeto e os rissóis de leitão que acompanhados por copos de cerveja a preços bastante aceitáveis para os momentos que se vivem ajudavam a que plenitude dos sentidos fosse atingida.
Quanto ao efectivo motivo de todo este ritual, centraliza-se nos músicos que, para o efeito, foram convidados a estarem presentes.
As honras para a abertura foram dadas à dança das Ignis Fatuus Luna, um grupo nacional de Gothic Belly Dance, que deram às ruínas da capela o primeiro sinal do seu ressurgimento como espaço de celebração.
Aos Irfan coube-lhes abrir o Palco Alma, e que bem que o fizeram. Este agrupamento búlgaro, com dez anos de actividade, foi a primeira das estreias em palcos nacionais que o Entremuralhas deste ano proporcionou. Liderados pela voz angelical de Hristina Pipova, combinam a, já longa, tradição vocal búlgara (quem não se lembra de “Le Mystère des Voix Bulgares”?), com percussão tradicional medieval, string e sopro e viola da gamba. A sua música baseia-se numa mescla de influências musicais comuns na Bulgária, misturando a música medieval europeia, dos Balcãs e do Oriente Médio.
Com referência ficam ainda os Dead Can Dance e a voz de Lisa Gerard, que serão, certamente uma das principais influências, ou não interpretassem eles uma versão irrepreensível de “Svatba”. Boas memórias deixaram.
Os convidados seguintes foram os, já consagrados, Sol Invictus. A banda do grande britânico (no sentido literal e figurativo) Tony Wakeford, que nos trouxe o seu dark/neo folk, acompanhado de três elementos femininos (baixo, violino e percussões).
Wakeford que nos tem visitado com alguma regularidade, apresentou um concerto onde percorreu a sua já longa carreira pelo que não primou pela surpresa, mas antes, pelo prazer de escutar a partir da sua profunda voz, a amplitude poética e filosófica dos seus trabalhos.
Para finalizar a primeira noite, mais uma estreia em território luso, os britânicos NITZER EBB. Quase a celebrarem trinta anos de carreira, finalmente foi possível assistir a um espectáculo de Douglas McCarthy e Vaughan "Bon" Harris e o seu Electronic Body Music. As reminiscências de há duas décadas atrás voltaram a pairar e o corpo não conseguiu ficar quieto.
Texto e Fotos Gentilmente Cedidos por Ângelo Fernandes
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segunda-feira, 29 de agosto de 2011
O Meu Paredes de Coura 2011
No passado dia 18 de Agosto tive o prazer de um breve reencontro com a bonita vila de Paredes de Coura e com o seu magnífico Festival.
Já não ia lá desde o ano 2000, deixei de ir a algumas edições porque mudaram o Festival para dias de semana e outras porque não tinha a chamada “guita” para lá ir. Desta vez, graças ao convite de um amigo, acabei por ir no dia em que o cartaz me agradava particularmente.
Tratava-se do dia que tinha as Warpaint, que tive o prazer de ver na primeira vez que vieram a Portugal, mais concretamente no ano passado no Festival Curvo em Aveiro, e que vinham agora pela segunda vez ao nosso país e os PULP que eram os cabeças de cartaz.
Com alguma luta contra o relógio consegui chegar ao recinto ainda mal as americanas tinham começado o seu concerto e de imediato pude confirmar que elas, apesar de só terem um EP e um álbum, já demonstram uma grande maturidade a tocar ao vivo e, tal como eu previa, deram um belíssimo concerto e conseguiram ainda mostrar que são mais que caras bonitas. Mais uma vez adorei a harmonia de vozes, o baixo a lembrar o “Disitegration” dos The Cure, e as guitarras a dar um ambiente “atmosférico” que combinou muito bem com o espaço envolvente.
Os Blonde Redhead foram a banda que se seguiu e que, embora não me tenham agradado particularmente, deram um concerto muito competente que conquistou a maioria do público que enchia o recinto.
Uma série de frases que iam sendo projectadas na frente de palco geraram uma espécie de diálogo com o público e serviram para comprovar a enorme expectativa que se sentia em relação ao concerto dos PULP.
Foi com “Do You Remember the First Time”, cantada em conjunto com o público, que começou um concerto cheio de dança, boas recordações e de momentos de autêntica celebração.
Mostrando ser um verdadeiro Mestre-de-Cerimónias, Jarvis Cocker foi sempre mantendo um diálogo bem-humorado com o público, no intervalo de quase todas as canções, Não faltou quase nada no desfile de canções que fazem parte da carreira da banda, “O.U.”, “Razzmatazz”, “Disco 2000” e “This is Hardcore” foram alguns dos pontos mais altos.
“Common People” aplaudido e cantado por todos desde o princípio ao fim, serviu para uma despedida personalizada e acabou o concerto deixando todos com um sorriso de satisfação nos lábios.
Aqui fica um vídeo encontrado no youtube que mostra esse grande final:
Ficou provado que os PULP são sinónimo de POP e que mesmo assim as suas canções continuam intemporais e muito interessantes.
Ficou também provado que Paredes de Coura é efectivamente o único Festival do País onde as pessoas vão para ouvir música. Não há nada melhor que estar naquele anfiteatro natural a desfrutar de boa música rodeado por uma enorme multidão composta maioritariamente por melómanos.
Fotos Gentilmente Cedidas por: Miguel Estima
Já não ia lá desde o ano 2000, deixei de ir a algumas edições porque mudaram o Festival para dias de semana e outras porque não tinha a chamada “guita” para lá ir. Desta vez, graças ao convite de um amigo, acabei por ir no dia em que o cartaz me agradava particularmente.
Tratava-se do dia que tinha as Warpaint, que tive o prazer de ver na primeira vez que vieram a Portugal, mais concretamente no ano passado no Festival Curvo em Aveiro, e que vinham agora pela segunda vez ao nosso país e os PULP que eram os cabeças de cartaz.
Com alguma luta contra o relógio consegui chegar ao recinto ainda mal as americanas tinham começado o seu concerto e de imediato pude confirmar que elas, apesar de só terem um EP e um álbum, já demonstram uma grande maturidade a tocar ao vivo e, tal como eu previa, deram um belíssimo concerto e conseguiram ainda mostrar que são mais que caras bonitas. Mais uma vez adorei a harmonia de vozes, o baixo a lembrar o “Disitegration” dos The Cure, e as guitarras a dar um ambiente “atmosférico” que combinou muito bem com o espaço envolvente.
Os Blonde Redhead foram a banda que se seguiu e que, embora não me tenham agradado particularmente, deram um concerto muito competente que conquistou a maioria do público que enchia o recinto.
Uma série de frases que iam sendo projectadas na frente de palco geraram uma espécie de diálogo com o público e serviram para comprovar a enorme expectativa que se sentia em relação ao concerto dos PULP.
Foi com “Do You Remember the First Time”, cantada em conjunto com o público, que começou um concerto cheio de dança, boas recordações e de momentos de autêntica celebração.
Mostrando ser um verdadeiro Mestre-de-Cerimónias, Jarvis Cocker foi sempre mantendo um diálogo bem-humorado com o público, no intervalo de quase todas as canções, Não faltou quase nada no desfile de canções que fazem parte da carreira da banda, “O.U.”, “Razzmatazz”, “Disco 2000” e “This is Hardcore” foram alguns dos pontos mais altos.
“Common People” aplaudido e cantado por todos desde o princípio ao fim, serviu para uma despedida personalizada e acabou o concerto deixando todos com um sorriso de satisfação nos lábios.
Aqui fica um vídeo encontrado no youtube que mostra esse grande final:
Ficou provado que os PULP são sinónimo de POP e que mesmo assim as suas canções continuam intemporais e muito interessantes.
Ficou também provado que Paredes de Coura é efectivamente o único Festival do País onde as pessoas vão para ouvir música. Não há nada melhor que estar naquele anfiteatro natural a desfrutar de boa música rodeado por uma enorme multidão composta maioritariamente por melómanos.
Fotos Gentilmente Cedidas por: Miguel Estima
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terça-feira, 23 de agosto de 2011
Noites Ritual 2011
Eis que finalmente chegamos a mais uma edição das Noites Ritual. Desta vez é uma edição especial pois trata-se, nada mais, nada menos que da Vigésima Edição.
Saúdo desde logo tamanha longevidade e a vontade que desde sempre os organizadores sempre tiveram para apoiarem bandas portuguesas.
Este ano o lema é Ritmo e Electricidade que vão alternando entre os dois dias e os dois palcos.
A novidade em relação a anos anteriores, é a cobrança de entradas ao preço simbólico de 3€ por noite, subindo o valor para 4€ se for para incluir o Late Night DJ's, outra novidade das Noites Ritual, que decorrerá no fim dos concertos dentro do Pavilhão Rosa Mota.
O programa deste ano, como sempre, é muito interessante. No meu caso particular, encontro bandas que ainda não tinha tido o prazer de ver ao vivo, tais como os Mind Da Gap, Dan Riverman, We Trust, Guta Naki e The Chargers, e outras que já vi e sei que vou adorar repetir.
Aqui fica o programa completo das noites com os respectivos horários:
SEXTA, 26 AGOSTO
21h30 – Dan Riverman [Palco Ritual]
22h05 – Linda Martini [Palco 1]
22h50 – We Trust [Palco Ritual]
23h25 – X‐Wife [Palco 1]
00h35 – Guta Naki [Palco Ritual]
01h10 – Zen [Palco 1]
02h30 – Beatbender [Pav. Rosa Mota – Ritual Late Night DJ’S]
04h00 – Dj Kitten [Pav. Rosa Mota – Ritual Late Night DJ’S]
SÁBADO, 27 AGOSTO
21h30 – The Chargers [Palco Ritual]
22h05 – Terrakota [Palco 1]
22h50 – The Underdogs [Palco Ritual]
23h25 – Mind da Gap [Palco 1]
00h35 – D3ö [Palco Ritual]
01h10 – Orelha Negra [Palco 1]
02h30 – 7 Magníficos [Pav. Rosa Mota – Ritual Late Night DJ’S]
Fora dos concertos há outras actividades nos Jardins do Palácio de Cristal, vamos ter a já habitual Feira Alternativa, Miss E@sy a Matrofonia Total que promete surpreender e a exposição fotográfica, que estou curiosíssimo para ver, "25 Anos - 25 Fotos" do Mestre António Melão, mais conhecido por Cameramen Metálico.
Apareçam pois ingredientes para duas noites bem passadas, não faltam!
Saúdo desde logo tamanha longevidade e a vontade que desde sempre os organizadores sempre tiveram para apoiarem bandas portuguesas.
Este ano o lema é Ritmo e Electricidade que vão alternando entre os dois dias e os dois palcos.
A novidade em relação a anos anteriores, é a cobrança de entradas ao preço simbólico de 3€ por noite, subindo o valor para 4€ se for para incluir o Late Night DJ's, outra novidade das Noites Ritual, que decorrerá no fim dos concertos dentro do Pavilhão Rosa Mota.
O programa deste ano, como sempre, é muito interessante. No meu caso particular, encontro bandas que ainda não tinha tido o prazer de ver ao vivo, tais como os Mind Da Gap, Dan Riverman, We Trust, Guta Naki e The Chargers, e outras que já vi e sei que vou adorar repetir.
Aqui fica o programa completo das noites com os respectivos horários:
SEXTA, 26 AGOSTO
21h30 – Dan Riverman [Palco Ritual]
22h05 – Linda Martini [Palco 1]
22h50 – We Trust [Palco Ritual]
23h25 – X‐Wife [Palco 1]
00h35 – Guta Naki [Palco Ritual]
01h10 – Zen [Palco 1]
02h30 – Beatbender [Pav. Rosa Mota – Ritual Late Night DJ’S]
04h00 – Dj Kitten [Pav. Rosa Mota – Ritual Late Night DJ’S]
SÁBADO, 27 AGOSTO
21h30 – The Chargers [Palco Ritual]
22h05 – Terrakota [Palco 1]
22h50 – The Underdogs [Palco Ritual]
23h25 – Mind da Gap [Palco 1]
00h35 – D3ö [Palco Ritual]
01h10 – Orelha Negra [Palco 1]
02h30 – 7 Magníficos [Pav. Rosa Mota – Ritual Late Night DJ’S]
Fora dos concertos há outras actividades nos Jardins do Palácio de Cristal, vamos ter a já habitual Feira Alternativa, Miss E@sy a Matrofonia Total que promete surpreender e a exposição fotográfica, que estou curiosíssimo para ver, "25 Anos - 25 Fotos" do Mestre António Melão, mais conhecido por Cameramen Metálico.
Apareçam pois ingredientes para duas noites bem passadas, não faltam!
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Festival Serra da Estrela 2011
O espaço idílico do Vale Glaciar do Zêzere, em pleno Parque Natural da Serra da Estrela, acolhe a 5.ª Edição do Festival Serra da Estrela, a realizar-se nos dias 25, 26 e 27 de Agosto em Manteigas.
O recinto do SkiParque receberá um cartaz musical de luxo que contará com a seguinte programação:
Dia 25 de Agosto
ESPECTÁCULO DE ABERTURA DO FESTIVAL
21:30H - ORQUESTRA DE SOPROS «MÚSICA NOVA»
22:30H - VIRGEM SUTA
23:45H - SEAN RILEY & THE SLOWRIDERS
01:00H - AFTER HOURS: MARCELINHO DA LUA (Dj Set/Brasil) e CHERRY CHICK (Dj Set)
Dia 26 de Agosto
21:30H - ESCOLA DE MÚSICA DA BANDA UNIÃO
22:30H - OS PONTOS NEGROS
23:45H - OQUESTRADA
01:15H - TERATRON
02:20H - AFTER HOURS: CHERRY CHICKS (Dj Set) e DJ RUI VARGAS
Dia 27 de Agosto
21:30H - FREDDY LOCKS
22:30H - KUMPANIA ALGAZARRA
00:30H - GABRIEL O PENSADOR
02:15H - AFTER HOURS: CHERRY CHICKS (Dj Set) e DJ JOHNWAYNES
Encontram mais informação em: http://www.festivalserradaestrela.com/
O recinto do SkiParque receberá um cartaz musical de luxo que contará com a seguinte programação:
Dia 25 de Agosto
ESPECTÁCULO DE ABERTURA DO FESTIVAL
21:30H - ORQUESTRA DE SOPROS «MÚSICA NOVA»
22:30H - VIRGEM SUTA
23:45H - SEAN RILEY & THE SLOWRIDERS
01:00H - AFTER HOURS: MARCELINHO DA LUA (Dj Set/Brasil) e CHERRY CHICK (Dj Set)
Dia 26 de Agosto
21:30H - ESCOLA DE MÚSICA DA BANDA UNIÃO
22:30H - OS PONTOS NEGROS
23:45H - OQUESTRADA
01:15H - TERATRON
02:20H - AFTER HOURS: CHERRY CHICKS (Dj Set) e DJ RUI VARGAS
Dia 27 de Agosto
21:30H - FREDDY LOCKS
22:30H - KUMPANIA ALGAZARRA
00:30H - GABRIEL O PENSADOR
02:15H - AFTER HOURS: CHERRY CHICKS (Dj Set) e DJ JOHNWAYNES
Encontram mais informação em: http://www.festivalserradaestrela.com/
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segunda-feira, 22 de agosto de 2011
Mão Morta em Sever do Vouga
“e eis que, sem contar, em Sever do Vouga demos um dos melhores concertos do ano…”
É assim que vem descrito, pelos próprios Mão Morta, na sua página de facebook, o concerto que deram no passado dia 5 de Agosto na Ficavouga.
Eu só posso concordar, quando cheguei ainda havia pouca gente no recinto, talvez porque tal como me aconteceu a mim, estavam embrenhados na descoberta do caminho – tão mal assinalado – para o novo recinto da Feira. Cheguei a recear que fosse um flop, mas com o aproximar da hora do início do concerto, a massa humana foi aumentando até o recinto ficar muito bem composto, ainda por cima com bastantes admiradores da banda de Braga que completou recentemente os 25 anos de carreira.
Vi-os pela última vez nas Noites Ritual de 2009, mesmo que não tivessem temas novos, ia vê-los à mesma, mas também estava curioso para ver ao vivo como ficavam encaixados os temas do “Pesadelo em Peluche”, álbum editado no ano passado.
Foi “Tiago Capitão”, tema que encerra o álbum, que abriu as hostilidades, de imediato o público foi-se chegando à frente para a noite que ia ser de celebração.
“Tu Disseste”, incluído no “Primavera de Destroços” de 2001, fez o seguimento perfeito, “Destilo Ódio” trouxe à memória “Corações Felpudos”, o segundo disco da banda, “Charles Manson” de “O.D., Rainha do Rock & Crawl”, disco de 91, mostrou ter ainda uma enorme actualidade. “Véus Caídos” incluído na primeira cassete do grupo fez a sua aparição e continuou a remexer nas agradáveis memórias musicais de muitos dos presentes. “Fazer de Morto” e “Novelos de Paixão”, trouxeram-nos de volta ao álbum de 2010, logo seguidos de “Berlim” e "Paris”, curiosamente as capitais da Europa que nos têm tramado ultimamente, representaram “Mutantes S.21”, provavelmente o álbum que mais popularizou a banda. “Teoria da Conspiração”, próximo single a ser extraído de “Pesadelo em Peluche”, surgiu como que a adivinhar futuros acontecimentos nalgumas cidades da Europa e do Mundo.
Ainda tivemos direito a “Escravos do Desejo” tema que faz parte de “Vénus em Chamas”, álbum de 1994 que surgiu na ressaca do sucesso de “Mutantes”, “Vamos Fugir” veio lembrar o álbum que mais gosto (caso fosse obrigado a escolher só um) desta banda – “Há já Muito Tempo que o ar Nesta Latrina se Tornou Irrespirável”.
“E Se Depois” fez-me voltar novamente às primeiras memórias que tenho do grupo, já lá vão alguns anos. A fechar com chave de ouro veio “1º de Novembro” com o público a acompanhar o “lalala” que abre a canção e que também serviu para ajudar a exigir o encore que veio com “Tetas da Alienação” que fechou um excelente concerto cuja única falha que se pode apontar é ter sido curto.
Mais um concerto de Mão Morta que vai ficar para sempre na minha memória, é incrível como esta banda que acompanho há tantos anos, consegue manter o meu interesse e o interesse de tantos outros.
Só espero ter o prazer de os ver ainda mais vezes, uma banda assim não pode acabar, nunca.
Que venham mais 25!
É assim que vem descrito, pelos próprios Mão Morta, na sua página de facebook, o concerto que deram no passado dia 5 de Agosto na Ficavouga.
Eu só posso concordar, quando cheguei ainda havia pouca gente no recinto, talvez porque tal como me aconteceu a mim, estavam embrenhados na descoberta do caminho – tão mal assinalado – para o novo recinto da Feira. Cheguei a recear que fosse um flop, mas com o aproximar da hora do início do concerto, a massa humana foi aumentando até o recinto ficar muito bem composto, ainda por cima com bastantes admiradores da banda de Braga que completou recentemente os 25 anos de carreira.
Vi-os pela última vez nas Noites Ritual de 2009, mesmo que não tivessem temas novos, ia vê-los à mesma, mas também estava curioso para ver ao vivo como ficavam encaixados os temas do “Pesadelo em Peluche”, álbum editado no ano passado.
Foi “Tiago Capitão”, tema que encerra o álbum, que abriu as hostilidades, de imediato o público foi-se chegando à frente para a noite que ia ser de celebração.
“Tu Disseste”, incluído no “Primavera de Destroços” de 2001, fez o seguimento perfeito, “Destilo Ódio” trouxe à memória “Corações Felpudos”, o segundo disco da banda, “Charles Manson” de “O.D., Rainha do Rock & Crawl”, disco de 91, mostrou ter ainda uma enorme actualidade. “Véus Caídos” incluído na primeira cassete do grupo fez a sua aparição e continuou a remexer nas agradáveis memórias musicais de muitos dos presentes. “Fazer de Morto” e “Novelos de Paixão”, trouxeram-nos de volta ao álbum de 2010, logo seguidos de “Berlim” e "Paris”, curiosamente as capitais da Europa que nos têm tramado ultimamente, representaram “Mutantes S.21”, provavelmente o álbum que mais popularizou a banda. “Teoria da Conspiração”, próximo single a ser extraído de “Pesadelo em Peluche”, surgiu como que a adivinhar futuros acontecimentos nalgumas cidades da Europa e do Mundo.
Ainda tivemos direito a “Escravos do Desejo” tema que faz parte de “Vénus em Chamas”, álbum de 1994 que surgiu na ressaca do sucesso de “Mutantes”, “Vamos Fugir” veio lembrar o álbum que mais gosto (caso fosse obrigado a escolher só um) desta banda – “Há já Muito Tempo que o ar Nesta Latrina se Tornou Irrespirável”.
“E Se Depois” fez-me voltar novamente às primeiras memórias que tenho do grupo, já lá vão alguns anos. A fechar com chave de ouro veio “1º de Novembro” com o público a acompanhar o “lalala” que abre a canção e que também serviu para ajudar a exigir o encore que veio com “Tetas da Alienação” que fechou um excelente concerto cuja única falha que se pode apontar é ter sido curto.
Mais um concerto de Mão Morta que vai ficar para sempre na minha memória, é incrível como esta banda que acompanho há tantos anos, consegue manter o meu interesse e o interesse de tantos outros.
Só espero ter o prazer de os ver ainda mais vezes, uma banda assim não pode acabar, nunca.
Que venham mais 25!
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