quarta-feira, 21 de setembro de 2011
Ora Porra!
"To our Fans and Friends: As R.E.M., and as lifelong friends and co-conspirators, we have decided to call it a day as a band. We walk away with a great sense of gratitude, of finality, and of astonishment at all we have accomplished. To anyone who ever felt touched by our music, our deepest thanks for listening." R.E.M.
Foi assim que os americanos de Athens, como eram referidos pelos homens da rádio, anunciaram o seu fim.
Eu sou um dos fãs que desde sempre se sentiu tocado pela sua música, como eles referem, e fiquei danado e ao mesmo tempo triste depois de ouvir a notícia, no final de um dia de trabalho.
Conheço-os mais ou menos desde o ano de 87 do século passado e gostei de praticamente tudo o que eles fizeram musicalmente até hoje.
Ao fim e ao cabo quase toda a minha vida adulta foi acompanhada pela sua música.
Tenho muita pena que esta banda acabe.
Seja como for, para mim nunca vão acabar, pois tenho muitos dos seus discos e as memórias que me assaltam, cada vez que oiço uma canção deles.
Aqui deixo o video da primeira canção que ouvi deles, depois de ouvir "The One I Love", fiquei fã para toda a vida!
Etiquetas:
R.E.M.
terça-feira, 20 de setembro de 2011
Tiguana Bibles "In Loving Memory Of" - Tour
Começou já ontem, na Fnac do Chiado, a Tour de apresentação do primeiro álbum - "In Loving Memory Of" - dos Tiguana Bibles.
Eis aqui as datas e os locais onde os poderão ver:
23.09 – COIMBRA – FNAC – 22H00
24.09 – LOULÉ – BAFO DE BACO – 23H00
25.09 – ALGARVE SHOPPING- FNAC – 17H00
28.09 – LISBOA – CLUBE FERROVIÁRIO – 22H00
29.09 – COIMBRA – STATES CLUB – 22H00
30.09 – PORTO – HARD CLUB – 22H30
01.10 – GUIMARÃES – FNAC – 17H00
01.10 – BRAGA – CENTRO CULTURAL VILA BRAGA – 22H00
02.10 – BRAGA – FNAC – 16H00
21.10 – VILA DAS AVES – CENTRO CULTURAL – 22H00
22.10 – ARCOS DE VALDEVEZ – CASA DAS ARTES – 22H00
28.10 – GUIMARÃES – CCVF – CAFÉ CONCERTO – 23H59
Para os Concertos dos dias 28, 29 e 30 de Setembro, têm a opção de comprar CD+Bilhete por 12,99€, basta que indiquem qual a escolha ao balcão das lojas Fnac.
Quero desejar a maior sorte do mundo à banda poisé o que eles merecem!
Entretanto deixo aqui, em jeito de aperitivo, o excelente video de "Surrender"o primeiro single a ser extraído do disco:
Eis aqui as datas e os locais onde os poderão ver:
23.09 – COIMBRA – FNAC – 22H00
24.09 – LOULÉ – BAFO DE BACO – 23H00
25.09 – ALGARVE SHOPPING- FNAC – 17H00
28.09 – LISBOA – CLUBE FERROVIÁRIO – 22H00
29.09 – COIMBRA – STATES CLUB – 22H00
30.09 – PORTO – HARD CLUB – 22H30
01.10 – GUIMARÃES – FNAC – 17H00
01.10 – BRAGA – CENTRO CULTURAL VILA BRAGA – 22H00
02.10 – BRAGA – FNAC – 16H00
21.10 – VILA DAS AVES – CENTRO CULTURAL – 22H00
22.10 – ARCOS DE VALDEVEZ – CASA DAS ARTES – 22H00
28.10 – GUIMARÃES – CCVF – CAFÉ CONCERTO – 23H59
Para os Concertos dos dias 28, 29 e 30 de Setembro, têm a opção de comprar CD+Bilhete por 12,99€, basta que indiquem qual a escolha ao balcão das lojas Fnac.
Quero desejar a maior sorte do mundo à banda poisé o que eles merecem!
Entretanto deixo aqui, em jeito de aperitivo, o excelente video de "Surrender"o primeiro single a ser extraído do disco:
Etiquetas:
Concertos,
Discos,
Tiguana Bibles
Outonalidades 2011
E já desde dia 23 de Setembro até 17 de Dezembro que vai decorrer a 15ª Edição do “OuTonalidades - circuito português de música ao vivo”.
Na matriz deste Festival está o intercâmbio musical entre Portugal e a Galiza, através de uma vasta rede de espaços que acolhe e promove a música que se faz dos dois lados da fronteira.
Durante 12 fins-de-semana, o programa apresenta 57 concertos de 19 grupos em 21 espaços de música ao vivo, com uma eclética programação de géneros musicais que vão do jazz ao tradicional, do rock ao tango, do cabaret ao blues, do experimental às músicas do mundo.
Nesta edição, o OuTonalidades marca presença em 13 espaços de música ao vivo por todo o território português, literalmente de norte a sul do país. Este é também o quarto ano da cooperação entre o OuTonalidades e a Rede Galega de Música ao Vivo, circuitos congéneres dos dois lados da fronteira, proporcionando a presença de 5 grupos portugueses na Galiza e 8 grupos galegos em Portugal, num total de 38 concertos em regime de intercâmbio luso-galaico.
O programa completo está disponível em: http://www.dorfeu.pt/outonalidades
O circuito é coordenado pela d’Orfeu Associação Cultural, tendo por parceiro estratégico a AGADIC – Axencia Galega das Industrias Culturais, além de inúmeros parceiros, em Portugal e na Galiza (municípios, teatros, associações), na consolidação de uma enorme rede de programação, que é já uma referência nos circuitos de música ao vivo de pequeno formato no ocidente ibérico.
A festa do OuTonalidades 2011 está servida!
Na matriz deste Festival está o intercâmbio musical entre Portugal e a Galiza, através de uma vasta rede de espaços que acolhe e promove a música que se faz dos dois lados da fronteira.
Durante 12 fins-de-semana, o programa apresenta 57 concertos de 19 grupos em 21 espaços de música ao vivo, com uma eclética programação de géneros musicais que vão do jazz ao tradicional, do rock ao tango, do cabaret ao blues, do experimental às músicas do mundo.
Nesta edição, o OuTonalidades marca presença em 13 espaços de música ao vivo por todo o território português, literalmente de norte a sul do país. Este é também o quarto ano da cooperação entre o OuTonalidades e a Rede Galega de Música ao Vivo, circuitos congéneres dos dois lados da fronteira, proporcionando a presença de 5 grupos portugueses na Galiza e 8 grupos galegos em Portugal, num total de 38 concertos em regime de intercâmbio luso-galaico.
OS 19 GRUPOS PORTUGUESES
Laia
Couple Coffee Duo
Uxu Kalhus
Xícara
O Experimentar Na M'Incomoda
King Mokadi
Sofia Ribeiro & Bartolomeo Barenghi Duo
Mu
César Cardoso 5tet
João Gentil & Luís Formiga
Quinteto Nuno Costa
GALEGOS
De Outra Margem
Carlos Childe
Szabo-Silvera Tango
The Crass
La Comandancia
cabRaret
Aló Django
Quempallou
OS 21 ESPAÇOS
EM PORTUGAL
Antiga Junta dos Vinhos (Águeda)
Bar do Cine-Teatro de Estarreja
Bar do Novo Ciclo ACERT (Tondela)
Lugar do Capitão (Viseu)
Café-Concerto do Teatro Municipal da Guarda
Casa da Cultura de Famalicão da Serra
Centro Cultural de Chaves
Espaço São Joanico (Vimioso)
Arte&Manha (Lisboa)
Bem Vinda a Liberdade (Faralhão - Setúbal)
Espaço Celeiros (Évora)
Oficinas de Formação e Animação Cultural (Aljustrel)
Casa do Povo de Santo Estêvão (Tavira)
NA GALIZA
Clavicémbalo (Lugo)
Pub Gatos (Melide)
Sala Aturuxo (Bueu)
Ultramarinos (Santiago de Compostela)
Auriense Café Cultural (Ourense)
Salason (Cangas)
A Casa de Arriba (Vigo)
Baranda (O Barco de Valdeorras)
O circuito é coordenado pela d’Orfeu Associação Cultural, tendo por parceiro estratégico a AGADIC – Axencia Galega das Industrias Culturais, além de inúmeros parceiros, em Portugal e na Galiza (municípios, teatros, associações), na consolidação de uma enorme rede de programação, que é já uma referência nos circuitos de música ao vivo de pequeno formato no ocidente ibérico.
A festa do OuTonalidades 2011 está servida!
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Aniversário da Cakes & Tapes no Mercado Negro
Na passada sexta-feira, dia 9 de Setembro, o Mercado Negro em Aveiro acolheu a festa do primeiro aniversário da editora aveirense Cakes & Tapes. Uma das poucas editoras nacionais, que promove artistas numa rota que se diferencia do mercado normal, pela edição numerada de cassetes, feitas em pequena escala e de forma quase artesanal para além de uma sólida e bem construida pagina na internet onde grande parte do catálogo está disponível para download gratuito.
A festa contava com uma exposição do “artwork” criado ao longo deste primeiro ano de existência da editora, dois dj’s sets, um a cargo dos TaperWares e outro do Renatto e ainda um showcase dos A Jigsaw.
A galeria do Mercado tinha presente o trabalho gráfico criado ao longo do primeiro ano da editora. Na exposição estavam presentes capas do primeiros registos The Shilohs - The Shilohs EP e Yuni In Taxco - Yuni In Taxco, assim como do ultimo lançamento da editora Tiny Island Teeth, dos norte-americanos Lizzard Kisses este em versão especial com cinco capas diferentes numa simpática forma de edição especial de aniversário.
O som da sala vermelha estava a cargo da dupla Taperwares. Com uma sonoridade indie a dupla animou com sons menos convencionais, revisitando grande parte dos artistas representados pela editora, o publico presente, que na sua maioria, aguardava pelo inicio do concerto.
Na zona do bar, Renatto já “mexia” o vinyl com sons mais dançáveis acompanhado com projecções diversas que compuseram o ambiente frenético que compõe esta área da associação cultural.
Já quase o relógio estava a marcar a meia-noite quando os Conimbricenses A Jigsaw entraram em cena no auditório do Mercado Negro.
À sua espera estava uma plateia uniforme e compacta, demonstrando o interesse que a banda conquista no mercado aveirense. Vieram marcar a noite de uma forma impar. Não são uns meros meninos novos a tentar dedilhar uns sons e receber umas palmas pela música que fazem.
Já contam com vários anos de estrada, e isso leva a uma conquista instantânea desde o primeiro acorde. A voz de João Rui, que também toca guitarra, harmónica e banjo, imprime o andamento do concerto juntamente com Jorri nas percussões e Susana Ribeiro no Violino, castanholas e xilofone.
Um verdadeiro brigadeiro a sonoridade desta banda, que nos levou a saborear de uma forma diferente a musica. Considerado excelente por alguns e verdadeira delicia para outros, recomenda-se a quem estiver por Aveiro a 17 de Dezembro marcar presença no concerto de promoção do terceiro registo de originais da banda.
Mais informações sobre a festa e da editora em http://cakesandtapes.com ou na página do facebook em http://www.facebook.com/cakesandtapes.
Resta-me desejar continuação do excelente trabalho que vêm desenvolvendo, esperando que dure por muito mais anos…
Texto e Fotos Gentilmente Cedidas por Miguel Estima
A festa contava com uma exposição do “artwork” criado ao longo deste primeiro ano de existência da editora, dois dj’s sets, um a cargo dos TaperWares e outro do Renatto e ainda um showcase dos A Jigsaw.
A galeria do Mercado tinha presente o trabalho gráfico criado ao longo do primeiro ano da editora. Na exposição estavam presentes capas do primeiros registos The Shilohs - The Shilohs EP e Yuni In Taxco - Yuni In Taxco, assim como do ultimo lançamento da editora Tiny Island Teeth, dos norte-americanos Lizzard Kisses este em versão especial com cinco capas diferentes numa simpática forma de edição especial de aniversário.
O som da sala vermelha estava a cargo da dupla Taperwares. Com uma sonoridade indie a dupla animou com sons menos convencionais, revisitando grande parte dos artistas representados pela editora, o publico presente, que na sua maioria, aguardava pelo inicio do concerto.
Na zona do bar, Renatto já “mexia” o vinyl com sons mais dançáveis acompanhado com projecções diversas que compuseram o ambiente frenético que compõe esta área da associação cultural.
Já quase o relógio estava a marcar a meia-noite quando os Conimbricenses A Jigsaw entraram em cena no auditório do Mercado Negro.
À sua espera estava uma plateia uniforme e compacta, demonstrando o interesse que a banda conquista no mercado aveirense. Vieram marcar a noite de uma forma impar. Não são uns meros meninos novos a tentar dedilhar uns sons e receber umas palmas pela música que fazem.
Já contam com vários anos de estrada, e isso leva a uma conquista instantânea desde o primeiro acorde. A voz de João Rui, que também toca guitarra, harmónica e banjo, imprime o andamento do concerto juntamente com Jorri nas percussões e Susana Ribeiro no Violino, castanholas e xilofone.
Um verdadeiro brigadeiro a sonoridade desta banda, que nos levou a saborear de uma forma diferente a musica. Considerado excelente por alguns e verdadeira delicia para outros, recomenda-se a quem estiver por Aveiro a 17 de Dezembro marcar presença no concerto de promoção do terceiro registo de originais da banda.
Mais informações sobre a festa e da editora em http://cakesandtapes.com ou na página do facebook em http://www.facebook.com/cakesandtapes.
Resta-me desejar continuação do excelente trabalho que vêm desenvolvendo, esperando que dure por muito mais anos…
Texto e Fotos Gentilmente Cedidas por Miguel Estima
Etiquetas:
A Jigsaw,
Concertos,
Mercado Negro Aveiro
domingo, 18 de setembro de 2011
João Aguardela - Esta Vida de Marinheiro
Estou a acabar de ler a biografia de João Aguardela - "João Aguardela - Esta Vida de Marinheiro" , escrita pelo jornalista e amigo do músico, Ricardo Alexandre, e editado pela Quetzal - e quero aconselhar vivamente a sua leitura.
De início estava com receio que o livro fosse uma espécie de "beatificação" do músico, mas não é nada disso.
O que vem lá escrito é a verdade, não há ali nada escondido, penso que isso é o melhor que se pode dizer de uma biografia.
Os meus parabéns ao autor.
Aproveito e deixo um video de uma das canções que mais gosto dos Sitiados:
De início estava com receio que o livro fosse uma espécie de "beatificação" do músico, mas não é nada disso.
O que vem lá escrito é a verdade, não há ali nada escondido, penso que isso é o melhor que se pode dizer de uma biografia.
Os meus parabéns ao autor.
Aproveito e deixo um video de uma das canções que mais gosto dos Sitiados:
Etiquetas:
A Naifa,
João Aguardela,
Livros,
Megafone,
Sitiados
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Flea Market - Oporto Fest
A edição de dia 17 Setembro do Flea Market do Porto tem como novidade a primeira edição do Oporto Fest
O evento começa à 15h00, com mercado FleaMarket, no espaço exterior do Palacete e ao mesmo tempo, no interior do edifício misturam-se artes como pintura, fotografia - com a exposição "Fé nos Burros" do fotógrafo João Pedro Marnoto, serigrafia e até workshops, reservadas a projectos criativos portuenses, assim como algumas performances realizadas por alunos da ESMAE, ESAD, Get Set Art Festival e vários DJs.
À noite, a partir das 20h00 sobem ao palco os Best Youth, John is Gone, Slimmy e X-Wife. A partir das 00h30 todas as actividades passarão para o interior do edifício com actuação de vários Djs, distribuídos por 2 pisos.
O evento começa à 15h00, com mercado FleaMarket, no espaço exterior do Palacete e ao mesmo tempo, no interior do edifício misturam-se artes como pintura, fotografia - com a exposição "Fé nos Burros" do fotógrafo João Pedro Marnoto, serigrafia e até workshops, reservadas a projectos criativos portuenses, assim como algumas performances realizadas por alunos da ESMAE, ESAD, Get Set Art Festival e vários DJs.
À noite, a partir das 20h00 sobem ao palco os Best Youth, John is Gone, Slimmy e X-Wife. A partir das 00h30 todas as actividades passarão para o interior do edifício com actuação de vários Djs, distribuídos por 2 pisos.
Etiquetas:
Concertos,
John is Gone,
Slimmy,
Vários,
X-Wife
Dispersões Coloidais
É nos dias 22 e 23 de Setembro que o Festival Dispersões Coloidais vai decorrer em Lisboa, mais concretamente na Calçadado Lavra, nos Restauradores.
Este Festival "é organizado por um grupo ligado a algumas bandas mas que tem como principal objectivo a divulgação da musica nacional". Com uma apresentação destas, é evidente que eu só tinha que o apoiar.
As bandas que vão participar são as seguintes:
Dia 22 - Quinta Feira temos Lucas Bora Bora, Salto, Mendes & João Só e Os Pontos Negros
Dia 23 - Sexta Feira há Asterisco Cardinal Bomba Caveira, Samuel Úria, Os Velhos e O Rapaz do Sul do Céu
Os bilhetes custam 5€ para um dia e 8€ para os dois, portanto, não é por causa do preço que os meus amigos Lisboetas têm desculpa para não ir.
Um naipe de músicos assim tão interessante, merece a atenção de todos aqueles que gostam de música portuguesa.
Não Faltem!
Etiquetas:
Concertos,
Os Pontos Negros,
Os Velhos,
Salto,
Samuel Úria,
Vários
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Noites Ritual 2011 - Dia 2
Como é tradição nas Noites Ritual, o segundo dia, tal como o primeiro, começou à hora certa no PR com um concerto dos Thee Chargers – http://www.myspace.com/theechargers - banda composta por por Nuno Gomes (The Mean Devils, 49 Special) na bateria, Filipe Leite (Clash City Rockers) na guitarra, Óscar Gomes (The Mean Devils, Capitão Fantasma) na guitarra e contaram com a participação do Nuno Silva d’Os Tornados no baixo.
Ao abrigo do anonimato oferecido por máscaras de Wrestling Mexicano, esta banda serviu-nos um excelente Garage/Surf Rock que serviu para animar todos aqueles que iam chegando e se iam chegando, ao ouvirem e reconhecerem alguns dos temas, maioritariamente instrumentais, que iam desfilando.
“Girls on the Road” foi o primeiro de nove temas que me deixaram com vontade conhecer mais coisas desta banda, seguiu-se “Take it Off”, inspirado no tema “Peter Gunn” e “Istambul”. Depois veio uma versão do clássico “O Vento Mudou” seguido de “Rough Diamond” e do também já clássico “Sheena is a Punk Rocker” dos Ramones que muito me agradou por fim tocaram “The Rise and Fall of Flingel Bunt” e para acabar o set “Tijuana Boots” e “Ants in My Pants”.
Fiquei com vontade de ver um concerto maior e me divertir ao som deste grupo.
Pouco depois e já com muito mais gente a chegar, começava o concerto dos Terrakota no P1. Esta era sem dúvida a noite de sons mais diversificados das Noites Ritual.
A abertura veio logo com “É Verdade”, um daqueles temas deste grupo que põe logo as pessoas a pensar e ao mesmo tempo a dançar, isto sempre com um permanente apelo às coisas positivas.
O tema seguinte foi “Bolomakoté” e com ele uma passagem pelo Reggae, depois veio o tema que dá nome ao seu mais recente álbum “World Massala” que traz os sons da Índia e em que a cítara tem uma forte predominância. Para acabar foram tocados os temas “Métisses” que fala desta mestiçagem da qual todos fazemos parte, e “Kay Kay” fechou o concerto com um ritmo agradável e imparável.
Foi um concerto curto mas intenso, onde o apelo à dança foi irresistível, esta banda, principalmente pela alegria e energia positiva que transmite, ficou na minha lista de grupos a rever mais vezes.
Os The Underdogs que se seguiram no PR, rapidamente mostraram a mais valia do seu belíssimo E.P, de estreia – “Silence” – tocando cinco temas do disco,“It is Not Plain to See”, “The Misty Line”, o single “She is La”, o esgalhado e meu preferido, “Stonewalkers” e “Ode for Queens”.
Por fim e sem mostrarem qualquer tipo de intimidação por estarem a tocar num dos melhores festivais de bandas portuguesas, arrancaram uma excelente versão de “Lust for Life”, tema do grande Iggy Pop que foi tocado com mestria. Vou gostar de continuar a assistir à evolução desta banda que ainda vai dar muito mais boa música, nos anos que aí vêm.
Mais uma subida da rampa em direcção ao P1, desta vez para o ritmo hip hop dos Mind Da Gap numa formação alargada com o Baterista André Hollanda, o Teclista Sérgio Freitas e o DJ Slimcutz, que se juntam à “tríade nuclear”.
Actualmente com 5 álbuns e 2 Eps editados, este concerto teve como base o álbum “A Essência”, mas que não deixou de fora clássicos como “Não Stresses”, “Dedicatória” e “Todos Gordos”, tema com que encerraram o concerto e temas esses que eram acompanhados em uníssono pela maioria dos presentes, numa noite de autêntica celebração.
Os D3ö que fechavam as actuações no PR, provaram que não são um novo talento, mas sim uma confirmação. Já existem há alguns anos, fazem Rock a sério e preparam-se para lançar em breve mais um álbum, do qual apresentaram alguns temas neste concerto, mas claro que, como são mais conhecidos, foi com “Wanna Hold You” e "Couldn't Care At All"que o público “explodiu”.
Continuo a admirar esta banda que cada vez que toca ao vivo deixa tudo em palco e mostra como se deve agarrar um público de Rock.
Os Orelha Negra tiveram a honra de encerrar os concerto das Noites Ritual no P1. Uma enorme plateia, igual à dos outros anos, ficou para ouvir os sons da bateria, teclas, baixo e guitarra que passam por vários estilos musicais como o Jazz, o Soul, o Funk, o Groove e o Hip-Hop, isto tudo cruzado com excertos de temas de bandas como os Chemical Brothers, Beyonce, MC Hammer e Beastie Boys, entre outros, contagiam todos para a dança como se de uma enorme discoteca se tratasse e, à semelhança do que já tinha no concerto do Alive, o espírito de festa impôs-se e não deixou ninguém parar.
Foi mais um grande concerto desta banda que está cada vez melhor ao vivo.
Fico à espera de mais coisas novas para o futuro.
Assim terminou em grande, mais uma edição das Noites Ritual, só foi pena que a parte de luzes não tivesse conseguido acompanhar o profissionalismo da restante organização. É que não me lembro de estar num local a ver e a tentar fotografar um concerto, com a sensação de estar às escuras.
Espero que em futuras edições se faça Luz, se não for em palco, que seja ao menos nalgumas “cabeças pensadoras”!
Agora que venha a 21ª Edição das Noites Ritual!
Texto escrito com a colaboração de Maria João de Sousa
Fotos de Mind da Gap e Orelha Negra gentilmente cedidas por Miguel Pereira
Ao abrigo do anonimato oferecido por máscaras de Wrestling Mexicano, esta banda serviu-nos um excelente Garage/Surf Rock que serviu para animar todos aqueles que iam chegando e se iam chegando, ao ouvirem e reconhecerem alguns dos temas, maioritariamente instrumentais, que iam desfilando.
“Girls on the Road” foi o primeiro de nove temas que me deixaram com vontade conhecer mais coisas desta banda, seguiu-se “Take it Off”, inspirado no tema “Peter Gunn” e “Istambul”. Depois veio uma versão do clássico “O Vento Mudou” seguido de “Rough Diamond” e do também já clássico “Sheena is a Punk Rocker” dos Ramones que muito me agradou por fim tocaram “The Rise and Fall of Flingel Bunt” e para acabar o set “Tijuana Boots” e “Ants in My Pants”.
Fiquei com vontade de ver um concerto maior e me divertir ao som deste grupo.
Pouco depois e já com muito mais gente a chegar, começava o concerto dos Terrakota no P1. Esta era sem dúvida a noite de sons mais diversificados das Noites Ritual.
A abertura veio logo com “É Verdade”, um daqueles temas deste grupo que põe logo as pessoas a pensar e ao mesmo tempo a dançar, isto sempre com um permanente apelo às coisas positivas.
O tema seguinte foi “Bolomakoté” e com ele uma passagem pelo Reggae, depois veio o tema que dá nome ao seu mais recente álbum “World Massala” que traz os sons da Índia e em que a cítara tem uma forte predominância. Para acabar foram tocados os temas “Métisses” que fala desta mestiçagem da qual todos fazemos parte, e “Kay Kay” fechou o concerto com um ritmo agradável e imparável.
Foi um concerto curto mas intenso, onde o apelo à dança foi irresistível, esta banda, principalmente pela alegria e energia positiva que transmite, ficou na minha lista de grupos a rever mais vezes.
Os The Underdogs que se seguiram no PR, rapidamente mostraram a mais valia do seu belíssimo E.P, de estreia – “Silence” – tocando cinco temas do disco,“It is Not Plain to See”, “The Misty Line”, o single “She is La”, o esgalhado e meu preferido, “Stonewalkers” e “Ode for Queens”.
Por fim e sem mostrarem qualquer tipo de intimidação por estarem a tocar num dos melhores festivais de bandas portuguesas, arrancaram uma excelente versão de “Lust for Life”, tema do grande Iggy Pop que foi tocado com mestria. Vou gostar de continuar a assistir à evolução desta banda que ainda vai dar muito mais boa música, nos anos que aí vêm.
| Foto de Miguel Pereira |
Actualmente com 5 álbuns e 2 Eps editados, este concerto teve como base o álbum “A Essência”, mas que não deixou de fora clássicos como “Não Stresses”, “Dedicatória” e “Todos Gordos”, tema com que encerraram o concerto e temas esses que eram acompanhados em uníssono pela maioria dos presentes, numa noite de autêntica celebração.
Os D3ö que fechavam as actuações no PR, provaram que não são um novo talento, mas sim uma confirmação. Já existem há alguns anos, fazem Rock a sério e preparam-se para lançar em breve mais um álbum, do qual apresentaram alguns temas neste concerto, mas claro que, como são mais conhecidos, foi com “Wanna Hold You” e "Couldn't Care At All"que o público “explodiu”.
Continuo a admirar esta banda que cada vez que toca ao vivo deixa tudo em palco e mostra como se deve agarrar um público de Rock.
| Foto de Miguel Pereira |
Foi mais um grande concerto desta banda que está cada vez melhor ao vivo.
Fico à espera de mais coisas novas para o futuro.
Assim terminou em grande, mais uma edição das Noites Ritual, só foi pena que a parte de luzes não tivesse conseguido acompanhar o profissionalismo da restante organização. É que não me lembro de estar num local a ver e a tentar fotografar um concerto, com a sensação de estar às escuras.
Espero que em futuras edições se faça Luz, se não for em palco, que seja ao menos nalgumas “cabeças pensadoras”!
Agora que venha a 21ª Edição das Noites Ritual!
Texto escrito com a colaboração de Maria João de Sousa
Fotos de Mind da Gap e Orelha Negra gentilmente cedidas por Miguel Pereira
Etiquetas:
Concertos,
d3o,
Mind da Gap,
Noites Ritual,
Orelha Negra,
Terrakota,
The Underdogs,
Thee Chargers
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Guta Naki - Blues
"Blues" é o segundo single extraído do primeiro álbum dos Guta Naki, a canção é lindíssima e o vídeo está muito giro.
Como tal, eu não podia deixar de o divulgar aqui.
Como tal, eu não podia deixar de o divulgar aqui.
Etiquetas:
Guta Naki
Noites Ritual 2011 - Dia 1
No passado dia 26 de Agosto iniciou-se a vigésima edição das Noites Ritual, estas noites costumam encerrar o verão musical mostrando alguns dos melhores nomes da música portuguesa da actualidade.
Quem teve a honra de abrir a primeira noite no Palco Ritual (PR), foi Dan Riverman, músico de Santo Tirso, dono de uma voz grave e profunda que acompanhando de uma competentíssima banda, vai debitando sons ora melancólicos ora um pouco mais mexidos.
Este som classificado como indie, foi encantando quem o ouviu e nesta noite foram muitos os que ouvindo, como eu, pela primeira vez, foram sendo cativados, na meia hora de concerto, pelo imaginário das suas canções.
Logo de seguida, já com uma plateia bem maior, foram os Linda Martini que abriram o Palco 1 (P1) e que abertura.
Grande quantidade de fãs, quase em êxtase, cantaram em conjunto com a banda alguns temas como “Dá-me a Tua Melhor Faca”, “Amor Combate”, “Belarmino VS” e “Cem Metros Sereia” que assim cantados por tantos, já se parecem mais com hinos que com “simples” canções.
Electricidade foi coisa que não faltou nesta muito agradável actuação da banda que fez quase o pleno dos maiores festivais do País e vai aumentando cada vez mais o seu “exército” de seguidores.
Cumprindo religiosamente o horário era no PR que esperava a “nova sensação” de Air Play das rádios, são os We Trust, uma quase super banda, liderada por André Tentúgal e que conta nas suas fileiras, entre outros, com um membro dos Long Way to Alaska, com Rui Maia e Nuno Sarafa dos X-Wife que iriam tocar logo a seguir e João André (ex- Bandemónio e actual Varuna).
O concerto foi um pouco morno e deu-me a sensação que as pessoas do público estavam todas à espera do single “Time (better not stop)”, mas talvez se os voltar a ver mais uma vez eu perca a sensação de estar perante uma One Hit Wonder.
Quase a correr para o P1 (tal como o Rui Maia e o Nuno Sarafa), foram todos aqueles que não queriam perder a actuação dos X-Wife, banda que estava nitidamente a “jogar em casa” e tinha um álbum novo, “Infectious Affectional” para mostrar.
Foi uma actuação maioritariamente baseada neste disco de onde vieram temas como “I Live Abroad”, “Long Distance”, “Little Love” ou “Keep on Dancing”, mas cujos temas anteriores que os tornaram conhecidos, não foram esquecidos, tais como “Ping Pong”, “On the Radio” ou “Fireworks”. Os ritmados sons eléctricos deixaram a plateia a dançar e a pedir por mais.
Tal não era possível pois no PR iam começar os Guta Naki, banda composta por Dinis Pires, Cátia Sá Pereira e Nuno Palma.
Eu já tinha escrito sobre eles aqui no blog, mas faltava vê-los ao vivo para saber se passavam no “Exame”, o certo é que passaram e com distinção.
Os temas que cantaram foram “Novo Mundo”, o primeiro single de Guta Naki e belíssimo álbum de estreia da banda, “Clark Nova/Metal House”, “Cantiga de Amigo”, “Margarida”, “Morna” tema novo e “Loseyland” a encerrar.
O encanto que senti com o som da banda foi imediato e a voz da Catia deixa qualquer um de “cara à banda”. Este foi sem dúvida o melhor concerto desta noite no PR, foi tão bom que soube a pouco.
Gostei tanto que entretanto já comprei o disco e ando a ouvi-lo regularmente, espero em breve voltar a vê-los, mas a tocar um concerto completo e de preferência perto de Aveiro (se não for pedir muito).
Foi já com a “Alma Cheia” que fui até ao P1 para ver os Zen, era o regresso desta banda aos grandes palcos e eu não podia perder.
A banda conta agora com o vocalista original Rui Gon, com o Miguel Barros no baixo, Marco Nunes na guitarra e André Hollanda na bateria. O que eles juntos conseguem fazer é mostrar que passados cerca de dez anos os Zen continuam com as suas músicas actuais e com a mesma força que tinham nos primeiros tempos da banda.
A banda ao vivo dá-nos a sensação de estar no meio de um “furacão” de Funk-Blues e Rock, o vocalista é um autêntico show man que encarna este espírito na perfeição e a banda é de alto nível, poucas são as coisas que falham nesta máquina de fazer boa música.
“True Funk” abriu as hostilidades, logo seguido do enérgico “Redog”, depois vieram “Greensquare”, “Trouble Man” o mosh em rente ao palco já era generalizado, pena que haja malta que não saiba que o mosh é uma maneira de dançar e não de agredir as pessoas à volta.
O entusiasmo do público era evidente e correspondido pela banda, particularmente pelo vocalista que ia apresentando as músicas e puxando por todos.
“Relativland”, “Downtown” e “Mutant” um dos primeiros temas do grupo, foram os temas que se seguiram.
Foi mais ou menos por esta altura que o vocalista saltou para o meio do público para um “stage dive” épico, a coisa podia era ter corrido mal, pois ao voltar para o palco o homem foi atirado para o chão e caiu com as costas de chapa no piso empedrado, ficando assim prostrado no chão a tentar respirar, cheguei a temer que o concerto acabava ali, mas ele depressa se recompôs e veio novamente para cima do palco continuar a festa.
“Air” tema escrito para o disco da Expo 98 “Tejo Beat” não faltou, seguiram-se “Price of a Better Life”, “Power is Evil”, “Porno Love”, “Mass”, “Golden Fools” e “Time Cross Flow” mantiveram os índices de energia em alta.
Mas foi com “Step On” que começou um pico “infernal” que nos ia levar até ao fim do concerto, não sem antes haver mais um stage dive do Rui Gon que desta vez correu bem melhor, “Not Gonna Give Up” e claro “UNLO” que contou com todos a cantar o “Lailalala” a acompanhar a banda, por fim foi “11 a.m.” que encerrou “em grande” este fantástico e inesquecível concerto.
Dá para dizer que os Zen estão vivos e recomendam-se ou como dizia o vocalista “Zen somos todos nós!”
Quem teve a honra de abrir a primeira noite no Palco Ritual (PR), foi Dan Riverman, músico de Santo Tirso, dono de uma voz grave e profunda que acompanhando de uma competentíssima banda, vai debitando sons ora melancólicos ora um pouco mais mexidos.
Este som classificado como indie, foi encantando quem o ouviu e nesta noite foram muitos os que ouvindo, como eu, pela primeira vez, foram sendo cativados, na meia hora de concerto, pelo imaginário das suas canções.
Logo de seguida, já com uma plateia bem maior, foram os Linda Martini que abriram o Palco 1 (P1) e que abertura.
Grande quantidade de fãs, quase em êxtase, cantaram em conjunto com a banda alguns temas como “Dá-me a Tua Melhor Faca”, “Amor Combate”, “Belarmino VS” e “Cem Metros Sereia” que assim cantados por tantos, já se parecem mais com hinos que com “simples” canções.
Electricidade foi coisa que não faltou nesta muito agradável actuação da banda que fez quase o pleno dos maiores festivais do País e vai aumentando cada vez mais o seu “exército” de seguidores.
Cumprindo religiosamente o horário era no PR que esperava a “nova sensação” de Air Play das rádios, são os We Trust, uma quase super banda, liderada por André Tentúgal e que conta nas suas fileiras, entre outros, com um membro dos Long Way to Alaska, com Rui Maia e Nuno Sarafa dos X-Wife que iriam tocar logo a seguir e João André (ex- Bandemónio e actual Varuna).
O concerto foi um pouco morno e deu-me a sensação que as pessoas do público estavam todas à espera do single “Time (better not stop)”, mas talvez se os voltar a ver mais uma vez eu perca a sensação de estar perante uma One Hit Wonder.
Quase a correr para o P1 (tal como o Rui Maia e o Nuno Sarafa), foram todos aqueles que não queriam perder a actuação dos X-Wife, banda que estava nitidamente a “jogar em casa” e tinha um álbum novo, “Infectious Affectional” para mostrar.
Foi uma actuação maioritariamente baseada neste disco de onde vieram temas como “I Live Abroad”, “Long Distance”, “Little Love” ou “Keep on Dancing”, mas cujos temas anteriores que os tornaram conhecidos, não foram esquecidos, tais como “Ping Pong”, “On the Radio” ou “Fireworks”. Os ritmados sons eléctricos deixaram a plateia a dançar e a pedir por mais.
Tal não era possível pois no PR iam começar os Guta Naki, banda composta por Dinis Pires, Cátia Sá Pereira e Nuno Palma.
Eu já tinha escrito sobre eles aqui no blog, mas faltava vê-los ao vivo para saber se passavam no “Exame”, o certo é que passaram e com distinção.
Os temas que cantaram foram “Novo Mundo”, o primeiro single de Guta Naki e belíssimo álbum de estreia da banda, “Clark Nova/Metal House”, “Cantiga de Amigo”, “Margarida”, “Morna” tema novo e “Loseyland” a encerrar.
O encanto que senti com o som da banda foi imediato e a voz da Catia deixa qualquer um de “cara à banda”. Este foi sem dúvida o melhor concerto desta noite no PR, foi tão bom que soube a pouco.
Gostei tanto que entretanto já comprei o disco e ando a ouvi-lo regularmente, espero em breve voltar a vê-los, mas a tocar um concerto completo e de preferência perto de Aveiro (se não for pedir muito).
Foi já com a “Alma Cheia” que fui até ao P1 para ver os Zen, era o regresso desta banda aos grandes palcos e eu não podia perder.
A banda conta agora com o vocalista original Rui Gon, com o Miguel Barros no baixo, Marco Nunes na guitarra e André Hollanda na bateria. O que eles juntos conseguem fazer é mostrar que passados cerca de dez anos os Zen continuam com as suas músicas actuais e com a mesma força que tinham nos primeiros tempos da banda.
A banda ao vivo dá-nos a sensação de estar no meio de um “furacão” de Funk-Blues e Rock, o vocalista é um autêntico show man que encarna este espírito na perfeição e a banda é de alto nível, poucas são as coisas que falham nesta máquina de fazer boa música.
“True Funk” abriu as hostilidades, logo seguido do enérgico “Redog”, depois vieram “Greensquare”, “Trouble Man” o mosh em rente ao palco já era generalizado, pena que haja malta que não saiba que o mosh é uma maneira de dançar e não de agredir as pessoas à volta.
O entusiasmo do público era evidente e correspondido pela banda, particularmente pelo vocalista que ia apresentando as músicas e puxando por todos.
“Relativland”, “Downtown” e “Mutant” um dos primeiros temas do grupo, foram os temas que se seguiram.
Foi mais ou menos por esta altura que o vocalista saltou para o meio do público para um “stage dive” épico, a coisa podia era ter corrido mal, pois ao voltar para o palco o homem foi atirado para o chão e caiu com as costas de chapa no piso empedrado, ficando assim prostrado no chão a tentar respirar, cheguei a temer que o concerto acabava ali, mas ele depressa se recompôs e veio novamente para cima do palco continuar a festa.
“Air” tema escrito para o disco da Expo 98 “Tejo Beat” não faltou, seguiram-se “Price of a Better Life”, “Power is Evil”, “Porno Love”, “Mass”, “Golden Fools” e “Time Cross Flow” mantiveram os índices de energia em alta.
Mas foi com “Step On” que começou um pico “infernal” que nos ia levar até ao fim do concerto, não sem antes haver mais um stage dive do Rui Gon que desta vez correu bem melhor, “Not Gonna Give Up” e claro “UNLO” que contou com todos a cantar o “Lailalala” a acompanhar a banda, por fim foi “11 a.m.” que encerrou “em grande” este fantástico e inesquecível concerto.
Dá para dizer que os Zen estão vivos e recomendam-se ou como dizia o vocalista “Zen somos todos nós!”
Etiquetas:
Concertos,
Dan Riverman,
Guta Naki,
Linda Martini,
Noites Ritual,
We Trust,
X-Wife,
Zen
Subscrever:
Mensagens (Atom)




