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quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Agenda - We Trust na Gafanha da Nazaré

É já na sexta-feira dia 30 de Outubro, pelas 22h que André Tentúgal irá apresentar as canções dos seus We Trust no Centro Cultural da Gafanha da Nazaré.
Estão previstas algumas surpresas pois, no início da semana, o mentor da banda esteve a ensaiar com os alunos do 5º ano da escola EB 2.3 da Gafanha da Nazaré.
Aqui deixo uma pequena pista para o que poderão assistir:
Vai ser uma belíssima noite.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

O Meu Alive - 2012

Como já se está a tornar um hábito, mais uma vez, consegui ir até Oeiras para assistir a um dia do Festival Optimus Alive e desta vez escolhi o dia 14. Escolhi-o particularmente, porque queria ver Mumford & Sons, uma banda que já sigo desde 2010, o ano em que Florence and the Machine veio pela primeira vez a este Festival para tocar no Palco Super Bock e na altura ainda não tinha os milhares de fãs que tem agora. Como a vi nesse ano, não fiquei muito chateado com o cancelamento do seu concerto, fiquei até com a sensação de “problema resolvido”, pois assim pude ver na íntegra o concerto de Tricky que nunca tinha visto e andava curioso para ver.
Como já referi noutros artigos não gosto muito de andar a fazer “zapping” entre concertos, mas foi um pouco isso que fiz quando cheguei ao recinto.
foto de Lino Silva
Comecei pelos Big Deal, no Palco Heineken (P.H.), e até achei alguma piada ao seu som Indie, mas já está um pouco visto - Rapaz+Rapariga+duas guitarras – mas foi bom para começar o dia que ia ser longo.
Saltei dali para ver a banda portuguesa do momento, os We Trust, no Palco Optimus (P.O.) desta vez como tinha visto nas imagens do Optimus Primavera Sound, com secção de sopros incluída, vi os dois primeiros temas e fui até ao Coreto Vintage.
A novidade neste palco é que a animação era da responsabilidade do Cais Sodré Cabaré e neste dia, pela tarde, havia dança apresentada pelo grupo de Lindy Hop Portugal, e foi, para mim, um dos grandes momentos da tarde, com malta do público a participar na dança e a aprender este estilo (Lindy Hop).
Depois pela noite havia música dos 50’s 60’s com Joe Brew and the Six-Pack Two e 49 Special, banda de Country & Western portuguesa+CSC.
foto de Carlos Rodrigues
Depois da dança, fui até ao P.H. para rever os Here We Go Magic, banda que eu já tinha tido o prazer de ver da primeira vez que vieram a Portugal, na única edição do Festival Curvo no Teatro Aveirense, e que perdeu a sensual baixista da altura, mas não perdeu a qualidade.
Acabado este concerto fui até ao P.O. para espreitar Noah and the Whale, uma banda que desconhecia e que me pareceu ser uma espécie de “Pop/Folk”. A mim, deu para bater o pezinho, mas os milhares de ingleses e inglesas que estavam por lá pareceram ter gostado muito.
 
PedrodeCastroPhotography
Finalmente chegou o momento que eu mais aguardava, a estreia em Portugal dos Mumford & Sons. Foi bom porque nenhuma das minhas expectativas foi defraudada pois eles deram um excelente concerto. Não faltou nenhum dos grandes temas do álbum de estreia que os lançou para a ribalta, ouviu-se Litle Lion Man, Winter Winds, White Blank Page ou Roll Away Your Stone, para gáudio de todos os que se chegaram ao P.O. para os ver.
PedrodeCastroPhotography
Este concerto apenas pecou por ser curto, mas serviu para me deixar, a mim e creio eque a muitos dos que lá estavam, com o desejo de os rever num Coliseu num concerto em nome próprio. Basta que o sucesso do segundo álbum seja semelhante ao excelente primeiro disco.
foto de Filipe Ferreira
Aproveitei o tempo entre o final deste concerto e o início do de Tricky para comer enquanto via Joe Brew and the Six Pack-Two que deram um belíssimo concerto e animaram bem o Palco do Coreto.
foto de Lino Silva
Para Tricky o meu receio era apenas um “o rapaz vai-se passar e estraga tudo ou então, não”. Para minha alegria foi a segunda hipótese que ocorreu e logo a abrir soou o Feeling Good de Nina Simone, que já era bom sinal, a banda que o acompanha era composta por uma baixista, um guitarrista, um baterista e uma senhora com uma excelente voz que até o chegou a substituir nas partes em que ele ficava apenas a sentir a música e o público que soube conquistar desde início.
Ao terceiro tema, uma bela versão de Ace of Spades dos Mothorhead, vejo-o a dirigir-se a um segurança e receio o pior, mas eis senão que de repente, começa a subir público para o palco que imediatamente se põe a dançar a tirar fotos com ele e a cumprimenta-lo efusivamente, aí fiquei com a certeza que ele ainda está em excelente forma e ia dar um concerto ao nível do que já tinha feito noutras visitas por cá e que alguns amigos já tinham partilhado. A partir daqui ele podia fazer o que lhe apetecia, pois tinha toda agente na mão, a banda e o público.
foto de Lino Silva
Tocou Realy Real, You Don’t Wanna, e Puppy Toy, entre outras e teve uma entrega total ao concerto. Ele deixa tudo em palco e a sua presença é tão magnética que praticamente ofusca os restantes elementos que tocam com ele. Mas dá para ver que sem eles a “festa” não se fazia.
Uma versão longa de Past Mistakes do álbum Knowle West Boy, novamente acompanhado por centenas de pessoas do público, foi um final apoteótico do concerto que recordarei sempre como o melhor do Optimus Alive de 2012.
foto de Carlos Rodrigues
Depois disto, fui até ao P.O. para rever The Cure, quem acompanha o blog e/ou me conhece, sabe que fui um dos afortunados que os viu na Tour do Disintegration em 1989.
Depois disso tive sempre receio de os voltar a ver para não “estragar o milagre”. Nesta noite fiquei com a certeza de já não ser o fã que era.
Depois daquele álbum, nunca mais ouvi nenhum álbum completo que eles tenham lançado. Foi como se quisesse perpetuar a memória dos excelentes discos que eles fizeram até aquela data e desde aí desliguei-me deles. O concerto teve as duas primeiras músicas exactamente iguais às de 89 em Alvalade, Plainsong e Pictures of You, depois ainda os ouvi até ao A Forest.
Eles são competentíssimos em palco, eu é que mudei um pouco os meus gostos e depois de cerca de uma hora e meia de concerto, fui-me embora.
Tinha uma viagem até Aveiro para fazer e já estava com a “alma cheia” depois do que vi no Coreto, dos Mumford e do Tricky.
Para o ano, seguramente, haverá mais Optimus Alive e eu espero vir aqui contar como foi.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

We Trust na Bienal de Cerveira

A noite caiu em Cerveira e com ela veio da banda “nova sensação” das rádios portuguesas, os We Trust. André Tentugal, reconhecido no como realizador de videoclipes de bandas como - Azeitonas – Em boa companhia eu vou, Sizo – First, X-Wife “On The Radio", juntou os amigos criados ao longo de anos de trabalho com algumas destas bandas entre eles Rui Maia e Nuno Sarafa (X-Wife), Gil Amado (Long Way to Alaska), João André (Bandemónio) e Sérgio Freitas (Zany Dislexic Band).
Deram um concerto soberbo, que deixou a grande maioria dos presentes prestes a sair da cadeira, transmitindo uma energia renovada na forma de fazer música indie-pop.
Não serão certamente uma banda a ficar derretida no verão, e a confirmar isso mesmo é o movimento de fans que aguardam pelo lançamento do primeiro registo de originais que verá a luz do dia em finais de Outubro.
O concerto teve a sua apoteose com o single “Time (better not stop” contudo a mais de hora de actuação teve os seus momentos altos com “Gone” ou já no final com “Surrender”, confirmando que o multifacetado artista está para durar, marcando de forma indelével a cena musical portuguesa.

Texto e Fotos Gentilmente cedidos por Miguel Estima

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Noites Ritual 2011 - Dia 1

No passado dia 26 de Agosto iniciou-se a vigésima edição das Noites Ritual, estas noites costumam encerrar o verão musical mostrando alguns dos melhores nomes da música portuguesa da actualidade.
Quem teve a honra de abrir a primeira noite no Palco Ritual (PR), foi Dan Riverman, músico de Santo Tirso, dono de uma voz grave e profunda que acompanhando de uma competentíssima banda, vai debitando sons ora melancólicos ora um pouco mais mexidos.
Este som classificado como indie, foi encantando quem o ouviu e nesta noite foram muitos os que ouvindo, como eu, pela primeira vez, foram sendo cativados, na meia hora de concerto, pelo imaginário das suas canções.
Logo de seguida, já com uma plateia bem maior, foram os Linda Martini que abriram o Palco 1 (P1) e que abertura.
 Grande quantidade de fãs, quase em êxtase, cantaram em conjunto com a banda alguns temas como “Dá-me a Tua Melhor Faca”, “Amor Combate”, “Belarmino VS” e “Cem Metros Sereia” que assim cantados por tantos, já se parecem mais com hinos que com “simples” canções.
Electricidade foi coisa que não faltou nesta muito agradável actuação da banda que fez quase o pleno dos maiores festivais do País e vai aumentando cada vez mais o seu “exército” de seguidores.
 Cumprindo religiosamente o horário era no PR que esperava a “nova sensação” de Air Play das rádios, são os We Trust, uma quase super banda, liderada por André Tentúgal e que conta nas suas fileiras, entre outros, com um membro dos Long Way to Alaska, com Rui Maia e Nuno Sarafa dos X-Wife que iriam tocar logo a seguir e João André (ex- Bandemónio e actual Varuna).
O concerto foi um pouco morno e deu-me a sensação que as pessoas do público estavam todas à espera do single “Time (better not stop)”, mas talvez se os voltar a ver mais uma vez eu perca a sensação de estar perante uma One Hit Wonder.
Quase a correr para o P1 (tal como o Rui Maia e o Nuno Sarafa), foram todos aqueles que não queriam perder a actuação dos X-Wife, banda que estava nitidamente a “jogar em casa” e tinha um álbum novo, “Infectious Affectional” para mostrar.
 Foi uma actuação maioritariamente baseada neste disco de onde vieram temas como “I Live Abroad”, “Long Distance”, “Little Love” ou “Keep on Dancing”, mas cujos temas anteriores que os tornaram conhecidos, não foram esquecidos, tais como “Ping Pong”, “On the Radio” ou “Fireworks”. Os ritmados sons eléctricos deixaram a plateia a dançar e a pedir por mais.
Tal não era possível pois no PR iam começar os Guta Naki, banda composta por Dinis Pires, Cátia Sá Pereira e Nuno Palma.
 Eu já tinha escrito sobre eles aqui no blog, mas faltava vê-los ao vivo para saber se passavam no “Exame”, o certo é que passaram e com distinção.
Os temas que cantaram foram “Novo Mundo”, o primeiro single de Guta Naki e belíssimo álbum de estreia da banda, “Clark Nova/Metal House”, “Cantiga de Amigo”, “Margarida”, “Morna” tema novo e “Loseyland” a encerrar.
O encanto que senti com o som da banda foi imediato e a voz da Catia deixa qualquer um de “cara à banda”. Este foi sem dúvida o melhor concerto desta noite no PR, foi tão bom que soube a pouco.
Gostei tanto que entretanto já comprei o disco e ando a ouvi-lo regularmente, espero em breve voltar a vê-los, mas a tocar um concerto completo e de preferência perto de Aveiro (se não for pedir muito).
Foi já com a “Alma Cheia” que fui até ao P1 para ver os Zen, era o regresso desta banda aos grandes palcos e eu não podia perder.
 A banda conta agora com o vocalista original Rui Gon, com o Miguel Barros no baixo, Marco Nunes na guitarra e André Hollanda na bateria. O que eles juntos conseguem fazer é mostrar que passados cerca de dez anos os Zen continuam com as suas músicas actuais e com a mesma força que tinham nos primeiros tempos da banda.
A banda ao vivo dá-nos a sensação de estar no meio de um “furacão” de Funk-Blues e Rock, o vocalista é um autêntico show man que encarna este espírito na perfeição e a banda é de alto nível, poucas são as coisas que falham nesta máquina de fazer boa música.
 “True Funk” abriu as hostilidades, logo seguido do enérgico “Redog”, depois vieram “Greensquare”, “Trouble Man” o mosh em rente ao palco já era generalizado, pena que haja malta que não saiba que o mosh é uma maneira de dançar e não de agredir as pessoas à volta.
O entusiasmo do público era evidente e correspondido pela banda, particularmente pelo vocalista que ia apresentando as músicas e puxando por todos.
 “Relativland”, “Downtown” e “Mutant” um dos primeiros temas do grupo, foram os temas que se seguiram. 
Foi mais ou menos por esta altura que o vocalista saltou para o meio do público para um “stage dive” épico, a coisa podia era ter corrido mal, pois ao voltar para o palco o homem foi atirado para o chão e caiu com as costas de chapa no piso empedrado, ficando assim prostrado no chão a tentar respirar, cheguei a temer que o concerto acabava ali, mas ele depressa se recompôs e veio novamente para cima do palco continuar a festa.
 “Air” tema escrito para o disco da Expo 98 “Tejo Beat” não faltou, seguiram-se “Price of a Better Life”, “Power is Evil”, “Porno Love”, “Mass”, “Golden Fools” e “Time Cross Flow” mantiveram os índices de energia em alta.
Mas foi com “Step On” que começou um pico “infernal” que nos ia levar até ao fim do concerto, não sem antes haver mais um stage dive do Rui Gon que desta vez correu bem melhor, “Not Gonna Give Up” e claro “UNLO” que contou com todos a cantar o “Lailalala” a acompanhar a banda, por fim foi “11 a.m.” que encerrou “em grande” este fantástico e inesquecível concerto.
 Dá para dizer que os Zen estão vivos e recomendam-se ou como dizia o vocalista “Zen somos todos nós!