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segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Os Melhores Álbuns de 2016

A tarefa de escolher nunca é fácil, muito menos quando se trata de escolher os melhores discos do ano da música portuguesa, dada a qualidade, cada vez maior, daquilo que os nosso músicos vão fazendo.
Mas nunca deixa de ser um prazer fazer uma lista, que se propõe a resumir um ano de tanta e tão boa música.
Aqui ficam os 30 que mais gostei em todo o ano de 2016:

Señoritas - Acho que é Meu Dever Não Gostar
 2º Linda Martini - Sirumba
Sean Riley & The Slowriders - Sean Riley & The Slowriders

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Velhos - Velhos

2016 ficará sem dúvida marcado, pelo regresso da banda Velhos aos discos. Trocaram uma das guitarras por um teclado, "abaladaram-se" um pouco, mas continuam a fazer grandes discos.
É em: http://velhos.bandcamp.com/releases que poderão ouvir o disco na totalidade e descarrega-lo gratuitamente. São nove faixas, completamente fora de "moda" que sabem muito bem ouvir.
Mas não podem deixar de o comprar e ficar assim com a última peça editada pela, defunta, Amor Fúria. A edição é partilhada com a Flor Caveira que pega assim no testemunho das edições de Roque em Português.
O disco, que está uma pequena maravilha e leva a classificação de Muito Bom, vai ser apresentado amanhã no Music Box em Lisboa.
Fiquem com o vídeo de "Manso", um dos singles já lançados:


Fiquem, também, com o texto que o Tiago Guillul escreveu sobre eles:

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Bons Sons - Dia 18 de Agosto

Depois de “encher a alma” com o concerto da Márcia, fui até à Igreja. Sim Eu fui à Igreja, mas porque no Bons Sons se transformou em Palco da Música Portuguesa a Gostar Dela Própria, e ainda cheguei a tempo de ver um pouco do concerto de Gobi Bear.
Já conhecia a beleza das suas canções, pois já o tinha visto no Mercado Negro em Aveiro, mas a oportunidade de o ver com casa cheia, num local com tão boa acústica, foi ainda melhor. O seu sorriso perante tal plateia, diz tudo. Ah, e como ele não para, anunciou que em breve vai haver álbum. Finalmente, digo eu. Findo este concerto, decidi desfrutar da aldeia, visitar alguns dos vários pontos com artesanato e também o canto da AEPGA – Associação para o Estudo e Protecção do Gado Asinino que além de jogos tradicionais e passeios de burro organizados, acompanhados devidamente por gaita-de-foles, tinham também um menu de comidas, muito interessante.
Entretanto foi gozar de uma sombra no recinto do Palco Eira enquanto não começava o concerto dos Mikado Lab, um projecto que conta com Pedro Gonçalves (Dead Combo) no baixo, Ana Araújo nos teclados e Marco Franco na bateria, ao princípio estranhei, pois não estou muito habituado a este tipo de sons mais jazzísticos e experimentais, mas depressa gostei do que ouvi, foi uma excelente banda sonora para aquele momento.
Perdi a Joana Espadinha, os Canto Hondo e a Joana Sá e pelo que me descreveram, sei que fiz mal, mas depois das emoções de sexta, precisava de um sábado ligeiramente mais calmo.
Optei por jantar no restaurante da região Templária, interrompi a minha dieta e não me arrependo de nada, uma sopa da pedra feita com enchidos locais, seguida de uns bocados de farinheira assada, souberam-me pela vida e foram uma excelente pausa antes de mais música, até deu para ouvir o relato do Glorioso a espaços e sofrer um bocadinho e tudo.
Com o estômago cheio e cabeça fresca, fui até ao Palco Lopes Graça para ver os Atma, banda composta por Hugo Claro na Voz, Guitarra Clássica, Guitarra Portuguesa, Bandolim e Acordeão; Jorge Machado no Cajón, Darbuka, Frame Drum, Udu Drum, Tambor d' Água, Percussões e Taças Tibetanas; Berta Azevedo na Voz e Pequenas Percussões e José Sebastião no Baixo e Coros, que conjugam sons que passeiam por África, India e Sul de Espanha, por via do flamenco, com a guitarra portuguesa que consegue “aportuguesar” muito bem a sua música.
Em palco também foram ajudados por uma belíssima bailarina que deu um toque ainda mais exótico ao que víamos. Rapidamente o público foi conquistado, chegando até a vir alguns deles para o palco dançar, dando uma animação maior ao concerto. Gostei também bastante do cruzamento das vozes de Hugo e de Berta, foi um excelente início de noite.
O concerto que se seguiu foi o d’Os Velhos no Palco Eira, foi o único concerto Roque da noite, e foram competentíssimos, grandes malhas, boas letras e um baterista acima da média. A maioria do público não os conhecia, mas havia um pequeno grupo de verdadeiras fãs que sabiam as letras todas de cor e cantaram todas as canções do princípio ao fim. Pena que me pareceu um “amor” não correspondido, fiquei com uma estranha sensação de que a maioria dos elementos da banda não estava ali.
Parecia que não estavam a sentir o que estavam a tocar, as vezes “só” boas canções não fazem um bom concerto, e é pena. Terei de os ver novamente para perceber afinal se o que se passou é “defeito ou feitio”.
Para terminar a minha noite faltava-me ver Maria João & Mário Laginha no Palco Lopes Graça. Só o sorriso dela iluminava todo o largo da aldeia de Cem Soldos, e depois aquela voz, acompanhada por aqueles músicos, a forma como foi comunicando com o público, chegando a dizer que era raro tocar para público a vê-los de pé, enfim, nem sei que diga.

Foi muito bom, mesmo! Fui até casa de sorriso nos lábios, já não deu para ficar para o DJ Set do João Gomes que a noite estava mesmo longa…

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Dispersões Coloidais


É nos dias 22 e 23 de Setembro que o Festival Dispersões Coloidais vai decorrer em Lisboa, mais concretamente na Calçadado Lavra, nos Restauradores.
Este Festival "é organizado por um grupo ligado a algumas bandas mas que tem como principal objectivo a divulgação da musica nacional". Com uma apresentação destas, é evidente que eu só tinha que o apoiar.
As bandas que vão participar são as seguintes:
Dia 22 - Quinta Feira temos Lucas Bora Bora, Salto, Mendes & João Só e Os Pontos Negros
Dia 23 - Sexta Feira há Asterisco Cardinal Bomba Caveira, Samuel Úria, Os Velhos e O Rapaz do Sul do Céu
Os bilhetes custam 5€ para um dia e 8€ para os dois, portanto, não é por causa do preço que os meus amigos Lisboetas têm desculpa para não ir.
Um naipe de músicos assim tão interessante, merece a atenção de todos aqueles que gostam de música portuguesa.
Não Faltem!

quarta-feira, 10 de março de 2010

Uma Editora Portuguesa Concerteza!


"A AMOR FÚRIA parte do espírito Roque éne Role com o objectivo de criar novas linguagens Pópe. Desafiamos o futuro através da vontade de novas experiências, de novos confrontos.
Assumimos o apoio, divulgação e promoção de projectos artísticos que de alguma maneira se inserem naquilo que António Variações anunciou há 25 anos atrás: A fusão entre as raízes portuguesas e a sensualidade das formas Pópe anglo-saxónicas.
O nosso empenho é a defesa e valorização do património cultural português, o apoio à criação artística e a aposta na educação e formação de novos públicos.
"

Assim é parte do texto de apresentação da editora independente - Amor Fúria. O projecto tem todo o meu apoio e quero aqui contribuir com a apresentação de alguma das bandas com que eles trabalham.
Primeiro os
Banda ainda sem trabalhos editados mas que já podem ser ouvidos aqui. Pelos dois temas já disponíveis uma coisa já está garantida - é a diversão sem limites que me faz sentir saudades da praia. Parece-me que estes Capitães vão dar que falar.

Com os
a minha reacção inicial não foi das melhores, confesso, a primeira coisa que me veio à cabeça foi - este rapaz estava tão bem a escrever!
Agora, depois de um "empurrão" do Suiças que já tinha postado qualquer coisa e de um mail recebido recentemente, decidi ouvir novamente e qual não é o meu espanto, passei a gostar muito mais da banda. Como dizia o poeta - "primeiro estranha-se depois entranha-se", as canções podem ser ouvidas aqui e o video está muito bom:


Prometo não me deixar envolver novamente por ideias pré-concebidas.
Provavelmente o grupo que mais gosto da AF neste momento são estes os

Podem ouvi-los aqui e aproveitar para descarregarem gratuitamente o seu EP que está bem bom. Há pessoas como eu que não gostam muito de "dobragens", mas tenho de reconhecer que achei o tema "O Céu é um Lugar na Terra" que depois de ouvido trás muitas recordações a quem já foi teenager como eu, só não sei se boas ou más, mas sei que a versão está gira. Resta esperar pelo álbum para ver se as minhas boas expectativas se confirmam.
Os
São o outro "caso" que por uma pequena "embirração" me estava a fazer perder a visão. Quem me conhece sabe que gosto bastante de "Heróis do Mar" e também sabe que sou particularmente anti-monárquico, ora quando vi pela primeira vez este video:

não fiquei lá muito agradado, como podem imaginar. O que é certo é que a música d'Os Golpes até que merece toda a atenção e merece ser ouvida, mais sem ideias pré-concebidas. Afinal que mal é que tem uma banda assumir que as suas influências são uma banda como os Heróis do Mar, não vejo mal nenhum em quem segue bons exemplos. Ora se também há dezenas de "Joy Divisions" na música internacional e ninguém costuma dizer nada contra isso, porque é que não podem os grupos portugueses assumir influências de outros grupos também portugueses? A música acaba por ser sempre uma reinvenção e se for "em bom", tanto melhor. Para o fim deixei a única banda da editora que não é de Lisboa, são os bracarenses - o facto de eles serem de Braga e eu ser adepto do Benfica, não teve qualquer influência neste posicionamento - Este trio toca um Rock divertido e descomprometido que vale a pena ver ao vivo. As amostras disso estão no seu myspace e este é o video de apresentação:

Estão ainda a decorrer contactos entre a Amor Fúria e os Feromona que chegando a "bom porto", significarão a edição do segundo álbum dos segundos pelos primeiros.
Quero também saudar este espírito desta editora que assim "sem medos" consegue dar voz a tantos projectos que de outra forma ficariam pela garagem.
Esta capacidade de lutar faz com que a Amor Fúria tenha o meu apoio incondicional.
Como se diz cá pelo Norte: "Ide Em Frente!"