Finalmente saiu para download gratuito a segunda série da Optimus Discos. São mais seis discos do mais novo que se faz em Portugal e que passaram pelo "crivo" do Henrique Amaro. Quero desde já destacar o "Tell The People" do Mazgani, que com uma primeira audição conquistou logo os meus ouvidos. Ok eu já tinha ouvido alguns temas por altura do S.I.R.E.N.E.S., mas este EP já supera as minhas expectativas.
A primeira vez que ouvi Sergent Garcia foi na colectânea "Fuerza", onde estava este tema:
Mais tarde encontrei este disco, "Sin Fronteiras", cheio de Reggae, Ska e outros ritmos alegres, mas que não deixe de nos chamar a atenção para outros problemas, como por exemplo este "Desaparecidos", tema que em momento de regresso dos Golpes de Estado à América Latina, não deixa de vir a propósito.
Foi graças a uma pergunta sobre eles que eu ganhei um bilhete para ir ao Festival de Paredes de Coura de 2000. A foto dos Walkabouts, fui eu que tirei. O tema que eu mais gosto e que quero lembrar hoje é o "The Light Will Stay On" do álbum Devil's Road de 1996, já tem uns anitos mas continua a ser uma grande canção.
Depois de dois dias de preparação em Massamá em que a única música que se ouviu foi The Cure, o grande dia tinha finalmente chegado. No metro já se viam dezenas de “Robert Smiths”, era incrível a negritude que invadiu a zona da Alameda, praticamente não se viam outras cores que não o preto e o branco. Com uma máquina gentilmente emprestada por uma amiga, lá íamos fazendo o registo do que víamos. Deu até para fotografar um desacato entre um punk daqueles a sério e um mal-educado automobilista que tentou forçar passagem pelo meio daquela massa de fãs, nas imediações do estádio, era um mau dia para se ter pressa naquela zona de Alvalade. A única pressa era a de querer que se iniciasse o concerto há tanto tempo esperado. Depois dessas peripécias, lá começámos a entrar para o recinto, revista à entrada, nem uma garrafinhas de água nos deixaram levar. Ao irmos para o relvado encontrámos logo um grupo de malta do Sardoal que iria ficar connosco o resto da noite, passado pouco tempo juntou-se o Zé e Carla, estava então o grupo reunido para a grande noite. As hostilidades foram abertas pelos Shelleyan Orphan que serviram de “aquecimento” para o que vinha depois, é sempre ingrato para uma banda fazer a primeira parte de um concerto assim, eu por exemplo não me lembrava das músicas desta banda, mas agora, graças à internet tenho aqui este vídeo do single do álbum que eles editaram em 89 e que, seguramente, cantaram naquela noite.
Depois vieram então os The Cure, tinha sido para os ver que mais de vinte mil almas se tinham reunido naquele local, a abertura foi esta:
O alinhamento foi este: Plainsong Encore 1: Pictures of You Lullaby Closedown Close to Me Kyoto Song Let’s Go To Bed A Night Like This Why Can’t I Be You Just Like Heaven Last Dance Encore 2: Fascination Street Hot Hot Hot Cold Three Imaginary Boys Charlotte Sometimes Boys Don’t Cry The Walk A Forest Encore 3: In Between Days Homesick The Same Deep Water as You Untitled Prayers for Rain Faith Disintegration
A tal máquina fotográfica desapareceu para sempre naquele relvado, ainda procurámos bastante, mas foi impossível encontrá-la, ainda vai valendo a memória visual para lembrar o momento. Depois do concerto ainda houve uma tentativa frustrada de ir a uma discoteca e acabámos a jogar poker de dados, até de madrugada na casa de Massamá. Hoje cumprem-se exactamente vinte anos desde essa noite inesquecível.
Foi ontem que me desloquei a Coimbra, ao TAGV, para assistir ao, por mim esperado, concerto dos Tiguana Bibles. Este concerto estava integrado no âmbito da exposição "Espelho Meu" - História do Rock Português em 39 pinturas, por Sardine & Tobleroni. E que bela exposição, uma pequena viagem pelo que é e foi a "música moderna Portuguesa" dos últimos anos, para mim foi uma experiência gira pois ao ver os quadros, recordava-me das músicas (desde ontem que ando a pensar na estrofe "sou um Cão Vadio (...) e mordo a quem me pisa na cauda!"), e de alguns grupos que entretanto desapareceram, qualquer dia escrevo um artigo sobre eles. Falando do concerto em si, confesso que antes de começar estava com um certo receio, pois o EP só tem 5 temas e pensava eu que iríamos ter um concerto muito curto ou uma série de covers para "encher". Não podia estar mais enganado. Que grande concerto foi "servido" a uma casa quase cheia de admiradores e amigos, os Tiguana estavam nítidamente a "jogar em casa", mas nem por isso deixaram os seus créditos por mãos alheias, além dos já conhecidos temas do EP, tivémos direito a um par de temas novos, muito bons por sinal, e a dois instrumentais. Para mim esta banda está muito bem ao vivo, a voz da Traci Vandal é encantadora e vê-se que é dela e não fruto de alguma produção em estúdio, e depois claro com os excelentes músicos que acompanham o resultado só podia ser bom. Fiquei surpreendido e agradado pela forma como foi feita a saída de palco em que um a um, após um pequeno solo final, ia saindo em apoteose. É um espectáculo que aconselho vivamente, fica agora a faltar um álbum para comprovar esta qualidade já mostrada.
Já é o terceiro ano consecutivo que a fnac nos permite contribuir para a AMI-Assistência Médica Internacional, ainda por cima, passamos a conhecer 33 projectos novos de grupos portugueses, basta comprar-mos este CD Duplo-Novos Talentos Fnac 2009 por apenas 4 €. Este ano, como só adquiri ontem o disco, numa primeira audição destaco os The Ratazanas, Márcia e O Governo, no primeiro disco e os Diabo Na Cruz, At Freddy's House e The Supervisors, no segundo. Claro que após de audições mais atentas vou encontrar ais motivos de destaque, não nos podemos esquecer que estas edições novos talentos já nos trouxeram Mazgani, Rita Redshoes, Sean Riley & The Slowriders, Peixe Avião, Os Pontos Negros, Tiguana Bibles, Olive Tree Dance, Freddy Locks, Deolinda, etc, etc, etc. O importante mesmo é não deixar de comprar este disco, ajudar a AMI e ficar a conhecer o que de interessante e novo se anda a fazer no nosso País, a nível musical.
Acabo de chegar de um grande concerto, mais tarde vou contar como foi. Quero apenas aconselhar as pessoas, que andarem por perto destes locais, a irem ver os Tiguana Bibles. Não percam! Vale mesmo a pena!