quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Ufa! Já passou!


Foi difícil, mas consegui. Consegui passar a época do Carnaval sem ouvir o “meu amigo Charlie Brown” e outras brasileirices que tais. Principalmente agora que se juntou o Carnaval e as suas máscaras, com os trajes que sobraram do último “Halloween” , outra data daquelas que não consigo perceber, a não ser pelo seu interesse puramente comercial, tal como o dia dos namorados, outro daqueles dias que os importadores de corações made in China adoram.
Podia-se fazer um esforço e, em vez de importarem o Carnaval do Brasil que é pouco adequado ao nosso clima, praticar o nosso Entrudo que vai resistindo por essas terras de Portugal e Galiza, como podem ver aqui e aqui.
Se os meus amigos gostarem de andar mascarados e dançar, podem dançar ao som dos Pé na Terra que andam a fazer umas coisas bem giras de música portuguesa.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Músicos Que Prevêem o Futuro II



A crise económica continua na ordem do dia. Principalmente toda a teia de trafulhices que envolve o nosso BPN ou mesmo toda a pulhice levada a cabo por um, muito credível, Madoff. Facilmente se encontraram dois culpados para o que se passa no mundo. Andam é todos muito esquecidos que os clientes deles é que acreditaram em taxas de juro fabulosas, acreditaram que em pouco tempo e com pouco trabalho se arranjava muito dinheiro. Enfim deixaram-se levar pela ganância e com isso estão agora a prejudicar o mundo inteiro.
Todos estes acontecimentos me fazem lembrar um tema de uma banda que gosto muito e que vem a Portugal brevemente, os Depeche Mode que já cantavam:"The grabbing hands grab all they can/All for themselves after all”, no seu tema “Everithing Counts” no álbum “Constrution Time Again” de 1983.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Num sítio Solitário


Conta-se aqui que ela o contratou para assistente no escritório onde trabalhava, antes de ser cantora, e que um dia teve de o despedir. Ele foi para a música e no primeiro álbum “Especially for You” da sua banda, The Smithereens, compôs este tema e convidou-a para cantar com ele.
Ouvi esta música pela primeira vez num documentário sobre ela, que deu na Rtp2. Ainda por cima naquela idade em que até o Oceano Pacífico ouvia-mos pois era uma forma de mostrar sensibilidade às raparigas. Agora ainda me parece uma linda música e, como sempre digo, não é preciso andar sempre à procura de novidades, existem coisas já inventadas que são muito boas, como podemos comprovar neste “In a Lonely Place” de 1986.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Private Joke





Tempos houve em que perguntar:

Ouve lá tu conheces EINSTUERZENDE NEUBAUTEN ?

Era uma frase de Engate.

Não é novo mas é Bom, Muito Bom!




Hoje em dia, com as novas tecnologias, é possível fazer quase tudo. Podes ver vídeos do que quiseres à hora que quiseres. Podes sacar todas as músicas possíveis e imaginárias. Basta que estejam no ciberespaço.
O problema, às vezes, é que tanta quantidade, pode fazer com que tenhas horas de música que chegam para ouvir até depois de morto, mas que podem fazer com que não dês a devida atenção a um ou outro disco que vai aparecendo.
Quase que me acontecia isso com este disco “Boxer” dos The National. Ouvi o primeiro single, numa colectânea da revista Blitz, com os melhores de 2007.O que é facto é que o tema “Fake Empire” , é a primeira faixa do disco e eu mal reparei nele.
Só quando chegámos aos Festivais de Verão e transmitiram uma parte do concerto da banda na net é que me despertou a atenção. Que disco Fabuloso! Dá para ouvir repetidamente e com ele encontrar sempre algum pormenor novo, um dedilhar de piano ou umas cordas enfim, dá vontade de ouvir e ouvir e ouvir.
Dá para corações apaixonados, dá para corações partidos, dá para ouvir no Verão, dá para ouvir no Inverno, enfim aconselho a toda a gente uma audição atenta a este disco.

Vamos sempre a tempo de ouvir bons discos, não precisa de ser só quando é novidade.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Nada a Esconder


Tive o prazer de assistir a um concerto deles a 26 de Abril de 2008, na Semana do Enterro do ano em Aveiro. Os Wonderland e o David Fonseca tocaram primeiro, ficando eles para o encerramento de uma grande noite. Eu já tinha lido descrições sobre os concertos deles mas só depois de ver é que fiquei mesmo convencido. Eles sabem mesmo fazer uma festa, com o público a ajudar melhor. Claro que só a experiência do João Ribas acumulada, nos Kus de Judas e nos Censurados, já era enorme, ao somarmos os Catorze (14) anos dos Tara Perdida então o respeito tem de ser ainda maior.
É para comemorarem esses catorze anos de carreira que eles vão fazer duas datas muito importantes, o Coliseu de Lisboa a 20 de Fevereiro e o Cinema Batalha a 27. Não vou poder ir provavelmente, mas quero dar os meus parabéns a esta banda. Quero também deixar uma ligação para verem o vídeo do tema “Sentimento Ingénuo”. Todo o vídeo é um tratado de subversão, mas gosto particularmente dos “saldos de 100%”, na loja de roupa cara.
Espero que continuem “punkar” por muitos mais anos.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Caía Para o Lado


Fiquei a conhecer esta voz no programa "Cantante" do Luis Montez da Rádio Comercial.No tempo em que esta rádio era a melhor do país pois ainda não existia a Antena 3.
Quando ouvi esta "Sweet Jane" pela primeira vez, p'raí em 1989, nunca mais fui o mesmo.O disco é todo bom de uma ponta a outra mas este tema é que fica para toda a vida.
Todas as pessoas sabem que se me aparecer alguém a cantar-me ao ouvido assim, eu caio imediatamente para o lado e fico derretido no chão!

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Quem Vê Capas Não Vê Corações


Às vezes acontecem destas coisas. Um designer mais louco ou com mais pressa ou um amigo da artista ou a própria artista, passam-se e fazem uma capa destas. Há gostos para tudo mas, para mim, esta é uma das capas mais feias que pude ver nos últimos tempos. É que nem consigo olhar para ela muito tempo. Mas isso não invalida que estejamos perante um grande disco. Este Santogold cantado por Santogold , que agora parece que se quer chamar Santigold, coisas de Artista, é daqueles discos que é possível ouvir várias vezes seguidas sem cansar e a descobrir coisas novas. Eu pelo menos até descobri na faixa seis, de nome “My Superman”, pois desde que o CD foi inventado as canções perderam os nomes e ganharam números, descobri nesta faixa uma forte parecença com a Siuoxsie. Pode ser impressão minha mas parece a mesma voz.
Mais uma vez repito vale a pena ouvir com atenção este grande disco de estreia.
Mas sem olhar para a capa!

Que se Dane o Roque Enrole, isto é Folclore II

Algumas fotos do concerto tiradas pelo meu telemóvel, coisas que nos meus tempos de miúdo seriam ficção científica...




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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Que se dane o Roque Enrole, isto é Folclore


Foi ontem no Mercado Negro em Aveiro que assisti ao concerto do Tiago Guillul. Marcado para as 22h30, o concerto iniciou-se cerca das 23h15, foi-me dito que tem de ser assim pois antes dessa hora não há público. Eu até posso entender isso, embora não concorde, pois se for criado o hábito de começar à hora marcada as pessoas chegam mais cedo. Por exemplo, numa sala de cinema ou numa peça de teatro as apresentações têm hora marcada e o público que quer ver, está lá para ver a essa hora.
Em relação ao concerto propriamente dito foi divertido, uma viagem que vai da igreja Batista até África, passa por Nova York e pelo Porto e aterra em Aveiro só pode ser divertida. Por momentos parecia que o fantasma do António Variações pairava no ar. Pudemos ouvir grande parte do último álbum do artista o “IV”, deu ainda para matar saudades dos Heróis do Mar com o tema “Alegria” e também dos GNR com o tema” USA”, com dedicatória especial ao pessoal Norte.
É bom saber que ainda há projectos refrescantes como este a usar a língua portuguesa, só não gosto tanto da parte religiosa, embora me pareça que se os temas fossem cantados em inglês, ninguém reparava.