quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Flea Market - Oporto Fest

A edição de dia 17 Setembro do Flea Market do Porto tem como novidade a primeira edição do Oporto Fest
O evento começa à 15h00, com mercado FleaMarket, no espaço exterior do Palacete e ao mesmo tempo, no interior do edifício misturam-se artes como pintura, fotografia - com a exposição "Fé nos Burros" do fotógrafo João Pedro Marnoto, serigrafia e até workshops, reservadas a projectos criativos portuenses, assim como algumas performances realizadas por alunos da ESMAE, ESAD, Get Set Art Festival e vários DJs.
À noite, a partir das 20h00 sobem ao palco os Best Youth, John is Gone, Slimmy e X-Wife. A partir das 00h30 todas as actividades passarão para o interior do edifício com actuação de vários Djs, distribuídos por 2 pisos.

Dispersões Coloidais


É nos dias 22 e 23 de Setembro que o Festival Dispersões Coloidais vai decorrer em Lisboa, mais concretamente na Calçadado Lavra, nos Restauradores.
Este Festival "é organizado por um grupo ligado a algumas bandas mas que tem como principal objectivo a divulgação da musica nacional". Com uma apresentação destas, é evidente que eu só tinha que o apoiar.
As bandas que vão participar são as seguintes:
Dia 22 - Quinta Feira temos Lucas Bora Bora, Salto, Mendes & João Só e Os Pontos Negros
Dia 23 - Sexta Feira há Asterisco Cardinal Bomba Caveira, Samuel Úria, Os Velhos e O Rapaz do Sul do Céu
Os bilhetes custam 5€ para um dia e 8€ para os dois, portanto, não é por causa do preço que os meus amigos Lisboetas têm desculpa para não ir.
Um naipe de músicos assim tão interessante, merece a atenção de todos aqueles que gostam de música portuguesa.
Não Faltem!

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Noites Ritual 2011 - Dia 2

 Como é tradição nas Noites Ritual, o segundo dia, tal como o primeiro, começou à hora certa no PR com um concerto dos Thee Chargershttp://www.myspace.com/theechargers - banda composta por por Nuno Gomes (The Mean Devils, 49 Special) na bateria, Filipe Leite (Clash City Rockers) na guitarra, Óscar Gomes (The Mean Devils, Capitão Fantasma) na guitarra e contaram com a participação do Nuno Silva d’Os Tornados no baixo. 
Ao abrigo do anonimato oferecido por máscaras de Wrestling Mexicano, esta banda serviu-nos um excelente Garage/Surf Rock que serviu para animar todos aqueles que iam chegando e se iam chegando, ao ouvirem e reconhecerem alguns dos temas, maioritariamente instrumentais, que iam desfilando.
 “Girls on the Road” foi o primeiro de nove temas que me deixaram com vontade conhecer mais coisas desta banda, seguiu-se “Take it Off”, inspirado no tema “Peter Gunn” e “Istambul”. Depois veio uma versão do clássico “O Vento Mudou” seguido de “Rough Diamond” e do também já clássico “Sheena is a Punk Rocker” dos Ramones que muito me agradou por fim tocaram “The Rise and Fall of Flingel Bunt” e para acabar o set “Tijuana Boots” e “Ants in My Pants”.
Fiquei com vontade de ver um concerto maior e me divertir ao som deste grupo.
Pouco depois e já com muito mais gente a chegar, começava o concerto dos Terrakota no P1. Esta era sem dúvida a noite de sons mais diversificados das Noites Ritual.
 A abertura veio logo com “É Verdade”, um daqueles temas deste grupo que põe logo as pessoas a pensar e ao mesmo tempo a dançar, isto sempre com um permanente apelo às coisas positivas.
O tema seguinte foi “Bolomakoté” e com ele uma passagem pelo Reggae, depois veio o tema que dá nome ao seu mais recente álbum “World Massala” que traz os sons da Índia e em que a cítara tem uma forte predominância. Para acabar foram tocados os temas “Métisses” que fala desta mestiçagem da qual todos fazemos parte, e “Kay Kay” fechou o concerto com um ritmo agradável e imparável.
 Foi um concerto curto mas intenso, onde o apelo à dança foi irresistível, esta banda, principalmente pela alegria e energia positiva que transmite, ficou na minha lista de grupos a rever mais vezes.

Os The Underdogs que se seguiram no PR, rapidamente mostraram a mais valia do seu belíssimo E.P, de estreia – “Silence” – tocando cinco temas do disco,“It is Not Plain to See”, “The Misty Line”, o single “She is La”, o esgalhado e meu preferido, “Stonewalkers” e “Ode for Queens”.
 Por fim e sem mostrarem qualquer tipo de intimidação por estarem a tocar num dos melhores festivais de bandas portuguesas, arrancaram uma excelente versão de “Lust for Life”, tema do grande Iggy Pop que foi tocado com mestria. Vou gostar de continuar a assistir à evolução desta banda que ainda vai dar muito mais boa música, nos anos que aí vêm.
Foto de Miguel Pereira
Mais uma subida da rampa em direcção ao P1, desta vez para o ritmo hip hop dos Mind Da Gap numa formação alargada com o Baterista André Hollanda, o Teclista Sérgio Freitas e o DJ Slimcutz, que se juntam à “tríade nuclear”.
Actualmente com 5 álbuns e 2 Eps editados, este concerto teve como base o álbum “A Essência”, mas que não deixou de fora clássicos como “Não Stresses”, “Dedicatória” e “Todos Gordos”, tema com que encerraram o concerto e temas esses que eram acompanhados em uníssono pela maioria dos presentes, numa noite de autêntica celebração.
 Os D3ö que fechavam as actuações no PR, provaram que não são um novo talento, mas sim uma confirmação. Já existem há alguns anos, fazem Rock a sério e preparam-se para lançar em breve mais um álbum, do qual apresentaram alguns temas neste concerto, mas claro que, como são mais conhecidos, foi com “Wanna Hold You” e "Couldn't Care At All"que o público “explodiu”.
Continuo a admirar esta banda que cada vez que toca ao vivo deixa tudo em palco e mostra como se deve agarrar um público de Rock.
Foto de Miguel Pereira
Os Orelha Negra tiveram a honra de encerrar os concerto das Noites Ritual no P1. Uma enorme plateia, igual à dos outros anos, ficou para ouvir os sons da bateria, teclas, baixo e guitarra que passam por vários estilos musicais como o Jazz, o Soul, o Funk, o Groove e o Hip-Hop, isto tudo cruzado com excertos de temas de bandas como os Chemical Brothers, Beyonce, MC Hammer e Beastie Boys, entre outros, contagiam todos para a dança como se de uma enorme discoteca se tratasse e, à semelhança do que já tinha no concerto do Alive, o espírito de festa impôs-se e não deixou ninguém parar.
Foi mais um grande concerto desta banda que está cada vez melhor ao vivo.
Fico à espera de mais coisas novas para o futuro.

Assim terminou em grande, mais uma edição das Noites Ritual, só foi pena que a parte de luzes não tivesse conseguido acompanhar o profissionalismo da restante organização. É que não me lembro de estar num local a ver e a tentar fotografar um concerto, com a sensação de estar às escuras.
Espero que em futuras edições se faça Luz, se não for em palco, que seja ao menos nalgumas “cabeças pensadoras”!

Agora que venha a 21ª Edição das Noites Ritual!

Texto escrito com a colaboração de Maria João de Sousa
Fotos de Mind da Gap e Orelha Negra gentilmente cedidas por Miguel Pereira

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Guta Naki - Blues

"Blues" é o segundo single extraído do primeiro álbum dos Guta Naki, a canção é lindíssima e o vídeo está muito giro.
Como tal, eu não podia deixar de o divulgar aqui.

Noites Ritual 2011 - Dia 1

No passado dia 26 de Agosto iniciou-se a vigésima edição das Noites Ritual, estas noites costumam encerrar o verão musical mostrando alguns dos melhores nomes da música portuguesa da actualidade.
Quem teve a honra de abrir a primeira noite no Palco Ritual (PR), foi Dan Riverman, músico de Santo Tirso, dono de uma voz grave e profunda que acompanhando de uma competentíssima banda, vai debitando sons ora melancólicos ora um pouco mais mexidos.
Este som classificado como indie, foi encantando quem o ouviu e nesta noite foram muitos os que ouvindo, como eu, pela primeira vez, foram sendo cativados, na meia hora de concerto, pelo imaginário das suas canções.
Logo de seguida, já com uma plateia bem maior, foram os Linda Martini que abriram o Palco 1 (P1) e que abertura.
 Grande quantidade de fãs, quase em êxtase, cantaram em conjunto com a banda alguns temas como “Dá-me a Tua Melhor Faca”, “Amor Combate”, “Belarmino VS” e “Cem Metros Sereia” que assim cantados por tantos, já se parecem mais com hinos que com “simples” canções.
Electricidade foi coisa que não faltou nesta muito agradável actuação da banda que fez quase o pleno dos maiores festivais do País e vai aumentando cada vez mais o seu “exército” de seguidores.
 Cumprindo religiosamente o horário era no PR que esperava a “nova sensação” de Air Play das rádios, são os We Trust, uma quase super banda, liderada por André Tentúgal e que conta nas suas fileiras, entre outros, com um membro dos Long Way to Alaska, com Rui Maia e Nuno Sarafa dos X-Wife que iriam tocar logo a seguir e João André (ex- Bandemónio e actual Varuna).
O concerto foi um pouco morno e deu-me a sensação que as pessoas do público estavam todas à espera do single “Time (better not stop)”, mas talvez se os voltar a ver mais uma vez eu perca a sensação de estar perante uma One Hit Wonder.
Quase a correr para o P1 (tal como o Rui Maia e o Nuno Sarafa), foram todos aqueles que não queriam perder a actuação dos X-Wife, banda que estava nitidamente a “jogar em casa” e tinha um álbum novo, “Infectious Affectional” para mostrar.
 Foi uma actuação maioritariamente baseada neste disco de onde vieram temas como “I Live Abroad”, “Long Distance”, “Little Love” ou “Keep on Dancing”, mas cujos temas anteriores que os tornaram conhecidos, não foram esquecidos, tais como “Ping Pong”, “On the Radio” ou “Fireworks”. Os ritmados sons eléctricos deixaram a plateia a dançar e a pedir por mais.
Tal não era possível pois no PR iam começar os Guta Naki, banda composta por Dinis Pires, Cátia Sá Pereira e Nuno Palma.
 Eu já tinha escrito sobre eles aqui no blog, mas faltava vê-los ao vivo para saber se passavam no “Exame”, o certo é que passaram e com distinção.
Os temas que cantaram foram “Novo Mundo”, o primeiro single de Guta Naki e belíssimo álbum de estreia da banda, “Clark Nova/Metal House”, “Cantiga de Amigo”, “Margarida”, “Morna” tema novo e “Loseyland” a encerrar.
O encanto que senti com o som da banda foi imediato e a voz da Catia deixa qualquer um de “cara à banda”. Este foi sem dúvida o melhor concerto desta noite no PR, foi tão bom que soube a pouco.
Gostei tanto que entretanto já comprei o disco e ando a ouvi-lo regularmente, espero em breve voltar a vê-los, mas a tocar um concerto completo e de preferência perto de Aveiro (se não for pedir muito).
Foi já com a “Alma Cheia” que fui até ao P1 para ver os Zen, era o regresso desta banda aos grandes palcos e eu não podia perder.
 A banda conta agora com o vocalista original Rui Gon, com o Miguel Barros no baixo, Marco Nunes na guitarra e André Hollanda na bateria. O que eles juntos conseguem fazer é mostrar que passados cerca de dez anos os Zen continuam com as suas músicas actuais e com a mesma força que tinham nos primeiros tempos da banda.
A banda ao vivo dá-nos a sensação de estar no meio de um “furacão” de Funk-Blues e Rock, o vocalista é um autêntico show man que encarna este espírito na perfeição e a banda é de alto nível, poucas são as coisas que falham nesta máquina de fazer boa música.
 “True Funk” abriu as hostilidades, logo seguido do enérgico “Redog”, depois vieram “Greensquare”, “Trouble Man” o mosh em rente ao palco já era generalizado, pena que haja malta que não saiba que o mosh é uma maneira de dançar e não de agredir as pessoas à volta.
O entusiasmo do público era evidente e correspondido pela banda, particularmente pelo vocalista que ia apresentando as músicas e puxando por todos.
 “Relativland”, “Downtown” e “Mutant” um dos primeiros temas do grupo, foram os temas que se seguiram. 
Foi mais ou menos por esta altura que o vocalista saltou para o meio do público para um “stage dive” épico, a coisa podia era ter corrido mal, pois ao voltar para o palco o homem foi atirado para o chão e caiu com as costas de chapa no piso empedrado, ficando assim prostrado no chão a tentar respirar, cheguei a temer que o concerto acabava ali, mas ele depressa se recompôs e veio novamente para cima do palco continuar a festa.
 “Air” tema escrito para o disco da Expo 98 “Tejo Beat” não faltou, seguiram-se “Price of a Better Life”, “Power is Evil”, “Porno Love”, “Mass”, “Golden Fools” e “Time Cross Flow” mantiveram os índices de energia em alta.
Mas foi com “Step On” que começou um pico “infernal” que nos ia levar até ao fim do concerto, não sem antes haver mais um stage dive do Rui Gon que desta vez correu bem melhor, “Not Gonna Give Up” e claro “UNLO” que contou com todos a cantar o “Lailalala” a acompanhar a banda, por fim foi “11 a.m.” que encerrou “em grande” este fantástico e inesquecível concerto.
 Dá para dizer que os Zen estão vivos e recomendam-se ou como dizia o vocalista “Zen somos todos nós!

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Aniversário da Editora Cakes & Tapes

É na sexta-feira que o Mercado Negro acolhe o 1º aniversário da editora Cakes & Tapes.
Vamos ter direito a um concerto dos A Jigsaw, a DJ Set's de Renatto e de The Paperwares e outras coisas mais.
As entradas são gratuitas e tenho a certeza que vai valer a pena ir até lá.
Aliás, só que fosse para rever os A Jigsaw cá em Aveiro, já valia a pena!

At Fredy's House (Finalmente Vou Ver ao Vivo)

Foto de Maria João de Sousa
É já no próximo sábado que um dos meus músicos portugueses preferidos, At Freddy's House, vem até ao Centro Cultural da Gafanha da Nazaré. As entradas custam 5€ e o concerto está marcado para as 22h.

Não percam esta oportunidade, garanto-vos que o concerto é imperdível, além de nos trazer as canções do seu álbum de estreia "Lock Full Version", Freddy vem também apresentar algumas canções do seu futuro álbum "09 Roads" que tem saída prevista para Outubro.

Aqui fica uma amostra daquilo que vamos ver:

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Rock'Art 2011

É já no próximo fim-de-semana que vai decorrer a segunda edição do Rock'Art. Desta vez a localização mudou para Anadia e o profissionalismo também.
Vão ser dois palcos, seis bandas seguidos de dj's no after-hours no primeiro dia e sete bandas mais dj's no segundo dia.
As entradas custam 5€ (3€ para estudantes) por dia ou 8€ para os dois dias.
Aqui fica o programa e o horário completo:
Apareçam!

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Entremuralhas 2011 - Dia 3


 O último dia voltou iniciou-se, tal como os outros nas ruínas da Igreja da Pena, com aquele que terá sido o mais adequado espectáculo para aquele local. 
 A estreia do duo catalão Narsilion, de Sathorys Elenorth e Lady Nott, que se apresentou com uma formação reforçada com duas das colaboradoras dos Sol Invictus e Cecília dos Arcana. O pequeno espaço ficou repleto para ouvir uma sonoridade neo-clássica de toada ambiental, pontificada por elementos característicos da música medieval e darkwave.
 A última noite do palco Alma ficou reservada a outra banda catalã. Os Trobar de Morte e a sua sonoridade medieval folk, apresentou-se, também, pela primeira vez em Portugal com Lady Morte na Voz, Armand (na Percussão e baixo), Jose Luis Frías (Gaita de Foles, flautas), Fernando Cascales (guitarra), Marta Ponce (violino). As referências ao mundo mitológico medieval são uma constante, pairando pelo ar as sombras de dragões, elfos e batalhas ancestrais. Fábulas que encantaram todos. 
 A despedida do palco Alma no Entremuralhas deste ano ficou a cargo dos suecos Arcana. Este concerto para além de ser mais uma estreia em território lusitano, tinha como atractivo especial o facto de ser o único que a banda deu este ano. Em jeito de retribuição, ambos os elementos dos Narsilion, integraram a banda. O concerto apesar de um inicio um pouco morno, rapidamente as sonoridades claramente de dark folk e os ambientes medievais, associados às magníficas vozes, quer do Peter Bjärgö, quer da Ann-Mari e da Cecilia conquistaram todos. Só foi pena a curta duração deste inesquecível espectáculo.
Finalizada a simplicidade e o brilhantismo dos Arcana o último destino foi ouvir os alemães Diary of Dreams, numa actuação tecnicamente irrepreensível, mas sem qualquer chama emotiva muito tipicamente germânico. Talvez o concerto menos interessante deste Festival que se assume como uma verdadeira alternativa às sonoridades dos Festivais de Verão que se tornam todos tão iguais e desinteressantes, ou, utilizando as palavras de um reconhecido organizador desses festivais: este é que é um Festival com sal e sem pó. Um obrigado à Fade In por tão conseguida organização e até ao próximo ano, para que continuemos a dizer que são rosas senhor, são rosas! 

Texto e Fotos gentilmente cedidas por Ângelo Fernandes 

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Entremuralhas 2011 - Dia 2


 Nas ruínas da Igreja da Pena, iniciaram os leirienses Brainderstörm, o segundo dia do festival. Esta é uma banda com claras influências da dark-folk de bandas como Death In June e Current 93, entre outras e mostraram que sabiam bem a lição. Ficamos à espera que editem o primeiro álbum, pois mostraram qualidades superiores a muitos dos projectos que aparecem de todo o lado com estas sonoridades. 
 Sieben é o projecto de Matt Howden, colaborador de inúmeros projectos, dos quais se destaca o saudosos Raindogs. Sózinho em palco, deu um dos mais energéticos e brilhante concerto deste festival. Tendo como instrumento um violino, vai gravando, em loop, construindo as suas músicas juntando as diferentes camadas da “cebola” até esta se apresentar completa. Pelo meio o arco do violino vai rodando entre os dedos a grande velocidade, a barba por fazer ajuda a criar sons ao roçar no violino e a sua voz é, por vezes, direccionada para o interior do violino criando efeitos sonoros únicos. Momento alto foi quando, do seu violino extrai os acordes para uma versão magistral de “Transmission” da Joy Division, o qual foi acompanhado em coro por todo o público.
 A estreia mais aguardada veio seguidamente. Os franceses ROSA CRVX, eram segundo as palavras do mentor da Fade In, Carlos Matos, uma velha ambição. E valeu a pena esperar para assistir a este já mítico espectáculo dos Rosa Crvx. 
 Não faltou nada daquilo que torna este espectáculo (o mais gótico de todos os apresentados): A precursão robótica, o latim, o carrilhão com dez sinos e “La Danse de la Terre”. Um autêntico ritual, espécie de missa negra dividida em vários actos, capaz de suscitar sensações únicas de deslumbre e de estupefacção. 
 Este foi sem qualquer dúvida, o concerto do festival e esta foi a sua grande noite.
Para a finalizar o segundo dia, um contratempo. Os agendados Suicide Commando cancelaram o concerto por doença do seu vocalista. Em sua substituição, o palco Corpo recebeu o projecto leiriense ESC - Eden Synthetic Corps. Depois de recentemente terem sido muito bem recebidos pelo público do Festival Treffen de Leipzig, este foi um momento em que os ESC, de G. Diesel e IDK (Vocais), Chainheart e Hypecrash (Teclados), puderam confirmar-se como um dos projectos com mais potencial. A ver pela reacção dos presentes esta é uma música que impede qualquer um de estar quieto, talvez "o mal", na forma de doença para o belga Johan van Roy, até tenha vindo por "bem".

Texto e Fotografias Gentilmente Cedidas por Ângelo Fernandes