23 de Fevereiro - 21.30h - Casa da Cultura de Ílhavo
É já esta sexta-feira que Cristina Branco vem à Casa da Cultura de Ílhavo apresentar "Branco", o seu mais recente disco.
Neste disco, à semelhança dos anteriores, traz uma série de colaborações que a "libertam" do espartilho do fado e tornam a sua música numa outra coisa.
Outra coisa essa que torna obrigatória a nossa presença no seu concerto, até porque quase que é mais fácil vê-la na Holanda que por cá. Por isso, aproveitem e venham encantar-se.
Em jeito de aperitivo, deixo-vos o vídeo de "Este Corpo", o primeiro single do disco que conta com letra e música do Filipe Sambado.
Mazgani era uma das propostas mais aliciantes deste primeiro fim de semana de Fevereiro no Theatro Circo. Veio apresentar o mais recente disco The Poet's Death lançado no passado ano.
Os músicos que o acompanharam em Braga foram: Vítor Coimbra no baixo, Isaac Achega na bateria, Manuel Dordio na guitarra, tendo como convidado especial o guitarrista Peixe.
O apoteótico concerto durou cerca de hora e meia, começou com The Faintest Light, e terminou com Broken Tree.
Para o encore, escolheram os temas "Blow Wind" e "Strike Your Drum", este já cantado no meio da plateia.
A festa, que até conseguiu colocar os mais sisudos assistentes de sala quase em estado de sitio, foi bonita e deixou o público completamente rendido e de sorriso no rosto.
Lançado no passado dia 10 de Fevereiro, este novíssimo disco do César Cardoso, músico que lançou recentemente o livro ” Teoria do Jazz”, para além de ser mentor da Orquestra de Jazz de Leiria e integrar o colectivo Desbundixie.
Aqui em formato quarteto com os músicos Bruno Santos na guitarra, Demian Cabaud no contrabaixo e André Sousa Machado na bateria. O quarteto contou com a participação especial do saxofonista Porto Riquenho Miguel Zenón, um músico notável e líder dos San Francisco Jazz Collective, que ainda em 2016 marcaram presença no 25º aniversário do Guimarães Jazz.
O disco conta com essa pitada de toque americano, que por vezes sentimos necessidade para quem está deste lado do Atlântico. O jazz tem um ritmo mais brilhante, sendo mais complexo musicalmente falando, contudo é um disco com uma forte componente melódica. Sentimos uma necessidade de voltar a ouvir novamente, de tão suave que entra a cada instante no nosso universo auditivo. Coincidência ou não e estar a fazer a critica no dia de São Valentim, este disco é um excelente disco para ouvir a dois, num momento mais relaxado, como companhia perfeita para desfrutar o momento.
Mais um disco que será nos irá figurar numa lista de melhores de 2018!
Já desconfiava que era a primeira vez que o PZ - provavelmente o cantor de intervenção mais contemporâneo que temos - vinha pela primeira vez a Aveiro.
Para vosso bem, não percam este concerto!
O texto de apresentação do evento, confirma-o. PZ e a sua Tour do "Império Auto-Mano" chegam finalmente a Aveiro, mais concretamente ao Maravilhas, no âmbito das Strings Clubbing Sessions. Dizem que a Veneza portuguesa nunca terá visto nada assim. Os stocks de croquetes prometem esgotar e os Chewbaccas estão já em sentido! O início de actuação do PZ será às 00hrs seguindo-se os djs sets de Fulano47 e Nave Mãe. Com PZ quem ganha é você! Condições de Acesso:
6strings c/ bebida de oferta (cápsula / cerveja / sumos) 23pm às 6am
Para esta sessão do Há Quinta no Estúdio, a Covil convidou os :Papercutz. Espero que o novo hábito de encher esta sala à quinta-feira se mantenha. Não percam!
"Os :PAPERCUTZ tem vindo a desvendar a sua nova sonoridade em festivais entre Ásia e Estados Unidos. A nova vocalista, Catarina Miranda conhecida pelo seu trabalho como Emmy Curl, é um dos elementos responsáveis por essa nova abordagem sonora, evocando harmonias pop e motivos corais encontrados em geografias não ocidentais. Polirritmia e melodias interpretadas por sintetizadores analógicos, batidas urbanas, texturas ambientais e percussões de raiz tribal são outros dos elementos que se dispersam pela estética renovada do projecto Portuense."
Preço:
3€
Adoro bandas com história e os OIOAI são um caso desses. Ao terceiro álbum a formação original - constituída por Pedro Puppe, João Neto, Bernardo Barata e João Pinheiro e agora com o João Gil a fazer parte também, edita o seu primeiro disco em conjunto, e só isso, já valia a pena celebrar.
Já lançaram "Ela Melhora", e na semana passada, presentearam-nos com "Pintar o Mar". Eu já tinha saudades de ouvir canções que "dizem coisas", canções com causas, que nos agarram, não só pela música, mas com uma letra cheia de significado. Fico contente por serem estes "maduros" a fazê-lo.
A história da canção é assim contada, na primeira pessoa, pelo Pedro:
"Esta canção escrevi-a de seguida, depois de ir a uma sessão de esclarecimento sobre o tema. Senti que a questão ainda não tinha chegado à maior parte das pessoas e que precisava de se tornar mais pública. Lembrei-me do que se fez pelas gravuras de Foz Côa... Meses mais tarde acabou por ser uma das organizações integrantes dessa sessão a fazer com que este vídeo exista, a Quercus na pessoa do Jorge Infante. Espero que mais de nós acordem para esta triste realidade que põe em causa o futuro, não se trata só do Algarve mas do mundo inteiro. O aquecimento global é uma realidade que temos de enfrentar AGORA. Seremos todos Trumpes?"
O excelente vídeo é este:
O disco vai sair a 23 de Fevereiro e o concerto de lançamento está marcado para 3 de Março no Musicbox em Lisboa.
Estejam atentos ao "X", desconfio que vai valer a pena.
Pois é, dois anos depois, já estão prestes a editar o seu segundo álbum. Para nos irem aguçando a curiosidade, lançam "Who Are These People", o primeiro avanço do que se prevê facilmente, vir a ser um grande disco.
É ao vivo que eles se sublimam e, nesta altura do ano, já levam seis concertos cumpridos (três em Portugal, dois na Galiza e um em Espanha).
Até Março ainda os poderão ver nas seguintes datas e locais:
9 de Março/ Maus Hábitos, Porto 17 de Março/ Sede BMA, Amarante 29 de Março/ CAE, Portalgre 30 de Março/ Salão Brazil, Coimbra
Depois sairão muito mais datas, pois desconfio que este será o ano deles.
Ainda estou a "digerir" os discos que 2017 nos trouxe e já começam a sair em catadupa, muitas das novidades que nos vão alegrar este novo ano.
Uma delas é a passagem, pelo menos temporária de Nick Nicotine para as canções na nossa língua.
O primeiro avanço é perdido que surpreende, ao mesmo tempo que diverte. É um pouco estranho vê-lo neste registo, mas ao mesmo tempo, dá gosto ver.
O álbum sairá a 13 de Abril e o primeiro concerto está agendado para o dia 27 desse mês no Music Box.
Fiquem com o, divertido, vídeo de "Perdido".
É já esta quinta-feira que Benjamim regressa a Aveiro. Com ele vêm, não só, as canções do seu álbum mais recente - "1986" - feito em parceria com o inglês, Barnaby Keen, mas também algumas de "Auto-Rádio", o seu disco de estreia como Benjamim.
A acompanha-lo neste concerto, vem o cúmplice do costume - António Vasconcelos Dias - e também o Nuno Lucas e o João Correia, que o acompanham quando ele pode tocar em "formato grande".
Vai ser sem dúvida um concerto memorável para o qual restam pouquíssimos bilhetes.
Os bilhetes custam 5€, mas se englobarem o bilhete para os Papercutz, ficam com dois concertos por 6€.
Para treinarem deixo o vídeo da sua participação no, já saudoso, programa No Ar.
Um dos melhores discos que me chegou neste mês de Janeiro, foi este “Red” dos Lithium. Um disco transversal em nacionalidades já que o quarteto é composto por três finlandeses e ainda com o “nosso” André Fernandes. Na tour ainda vão contar o saxofonista Gianni Gagliardi, catalão mas radicado em Nova Iorque.
O disco tem um toque limpo, com as camadas certas de ritmo e harmonia. Nem exageros, nem grandes artefactos, contudo estamos perante um brilhante disco que conta com uma energia contagiante. Desde o Bruin Bay escrito pelo pianista Alexi Tuomarila, o disco vai num viagem no tempo por um Falling do baterista Joanne Taavitsainen, mas a bateria é muito mais vibrante no tema seguinte Interstellar.
Mas se os três primeiros temas já nos deixam rendidos, o restante do disco é uma pura degustação gourmet destes brilhantes músicos. Sou suspeito a falar do André Fernandes (guitarrista) porque admiro a forma como tem vindo a progredir como músico e a presença em grupos internacionais, mas surpresa vai para o pianista Alexi Tuomarila que tem uma forma muito peculiar de tornar cada acorde, criando um momento único nos temas.
Está muito bem misturado já que a presença da bateria do Joanne Taavitsainen e o baixo do Joonas Tuuri, não entram em conflito. Uma das coisas que me agradou mesmo muito foi a brilhante mistura, sem um destaque a nenhum instrumento e tudo a soar muito bem, o é um caso cada vez mais raro. Este será um disco para nos acompanhar ao longo deste ano, que promete ser um profícuo ano de jazz.