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terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Mi Casa Es tu Casa - 22 Dez 2012

“Mi casa es tu casa”, uma iniciativa de Fernando Alvim, que após o sucesso da 1ª edição realizada a 28 de Janeiro, voltou a acontecer no passado dia 22 de Dezembro, inserida nas “48 horas de Guimarães 2012”, encerramento da Capital Europeia da Cultura. Muitas foram as bandas e projectos que se deslocaram até Guimarães, para oferecer música, teatro, poesia, …a todos os que estavam disponíveis a andar de casa em casa e tentar a sua sorte!
Chegada a Guimarães já perto das 15h00, hora marcada para o inicio de alguns dos concertos, precisava encontrar a casa mais próxima do local onde havia estacionado. Após andar um bocadinho perdida, acabei por encontrar e foi mesmo sorte que tive, pois ao chegar à porta, disseram-me para entrar rápido, que o concerto estava mesmo a começar. Subi as escadas, recebi as boas vindas por parte do anfitrião e fui convidada a entrar na sala que já estava cheia e mais ficou, quando os que se encontravam na varanda também entraram para que se fechassem as portas e começasse o concerto de Noiserv (www.noiserv.net/)
 Num cantinho da sala de estar e com menos instrumentos que o habitual, começou um desfilar de músicas já bem conhecidas por mim, mas a que nunca tinha assistido num ambiente assim simples, descontraído e intimista; era o público que pedia para aumentar ou baixar alguma coisa nos instrumentos e /ou da voz e até o facto do dono da casa fazer anos naquele dia, assemelhava ainda mais o concerto a uma reunião/ celebração de amigos.
Os comentários elogiosos eram mais que muitos e no final foi bastante requisitado para autografar alguns dos seus trabalhos ali adquiridos. O início tinha sido em grande, agora era procurar outra casa que me recebesse. Passei por uma já esgotada, era Minta que estava lá dentro: cheguei tarde.
Segui para nova casa e já na fila fomos informados que o concerto estava atrasado. Quando percebi quem iria actuar ali e como não era do meu agrado, sai e fui bater a outra porta. A fila já continha o número de pessoas previstas para a lotação da casa, mas havia a possibilidade de o dono permitir a entrada a mais. Abriu-se a porta e lá fiquei eu, a aguardar a esperada autorização para entrar, autorização que não tardou em chegar.
 Desta vez era Márcia - www.myspace.com/fraiseavantgarde - que nos aguardava com a sua guitarra. Após um pequeno “contratempo” por falta de um travessão (transpositor), que foi resolvido graças à presença de um engenheiro entre o público, começou a música e foi mais um momento intenso da tarde, tal era a proximidade entre artista e público, a música ganhava ainda mais força.
A emoção era bem visível no rosto de Márcia e a ocasião tornou-se mais especial, quando se lhe juntou Samuel Úria. É incrível o poder da amizade, a força que esta transmite e a emoção que faz transparecer nos temas. Estava mesmo a sentir-me em casa.
 Na porta ao lado o início estava marcado para as 18h30, como ainda não eram 18h00 avancei mais uma e lá encontrei nova fila já com o número de publico atingido. Novamente teria que aguardar à porta por autorização para entrar. Chegada a mais uma sala, encontrei Celina da Piedade com o seu acordeão www.celinadapiedade.com/.
Além da sua colaboração habitual com Rodrigo Leão, apenas conhecia um tema do seu recente trabalho a solo! Ao acordeão juntava-se uma belíssima voz e interpretava temas populares de outros e alguns originais. Dona de uma enorme simpatia que partilhava a cada olhar, a cada sorriso, conseguiu que grande parte dos presentes cantasse (um pouco a medo) um dos temas. A ela também se juntou Samuel Úria, para o tema que este lhe escreveu “Rua da Amargura”. Pouco faltava para as 19h00 e terminava o 3º concerto, estava a ser muito bom, mas era certo que pouco mais conseguiria ver.
  Nova partida e desta vez para uma das casas mais retiradas do centro. À entrada encontro Samuel Úria (www.myspace.com/samueluria), era a 3ª vez que nos encontrávamos, mas agora não era como “convidado”, mas como o protagonista!
A entrada acontece em tom descontraído e como o próprio disse sentia-se como que a invadir uma ceia de Natal em ambiente familiar. Era mais uma sala cheia e com público de diferentes faixas etárias, com expressões que demonstravam satisfação (pelos menos, nos rostos que conseguia ver, era assim). À incrível voz e guitarra, Samuel Úria juntava algumas histórias/ piadas, incluindo a si próprio. Celina da Piedade e Alex …também se lhe juntaram, foi uma tarde de “intercâmbio” musical entre eles.
Já era noite e os próximos eram às 20h e 20h30. Desci até à rua Rainha, a lotação era elevada e quando cheguei verifiquei que tinha lugar garantido e fiquei para o quinto e último concerto a que conseguia assistir neste dia.
 Era a vez dos The Macaques (www.facebook.com/THEMACAQUES), algo completamente desconhecido para mim. Logo ao entrar esqueci a música e pensei “era esta casa que eu queria para mim”, gosto imenso de Guimarães e do centro histórico, e aquela casa correspondia na perfeição aos meus gostos.
Devaneios à parte, a entrada era feita já com a banda a dar-nos música e mesmo com o rosto “pintado”, parecia-me reconhecer um dos elementos, suspeita que aumentou quando o ouvi falar. No final do concerto ele negava, mas tal como eu, outros reconheceram nele o “Bruno Aleixo”. Um quarteto, com guitarras, voz, percussão e alguma “electrónica”; apresentam-se como “os mais alternativos” e fazem “rock ciclónico”. Letras super reduzidas e repetitivas, uma maneira de cantar com entoação “à Bruno Aleixo” e pinturas faciais/corporais associadas a algum ritmo indígena, não nos deixam ficar indiferentes.
 Era impossível não sorrir / rir, a animação era geral; foi um momento de pura descontracção / animação!
A noite estava muito agradável e resolvi ficar para o espectáculo de La Fura dels Baus na praça do Toural, praça cheia onde assisti a um belo espectáculo de música, projecção de imagem, fogo e algumas performances suspensas, incluindo a declamação de um belo poema de Jorge de Sena.
 Depois de momentos como este, estava à espera de um final em grande, mas achei que terminou de forma algo estranha. Houve como que um compasso de espera que fazia antever algo mais, mas apenas surgiu uma voz a anunciar que a festa continuaria na Praça da Oliveira…
 Segui para a praça que aos poucos se enchia e a festa recomeçou pouco depois com Fernando Alvim a meter discos, foi uma verdadeira viagem no tempo levada pela música.
A animação prometia festa noite dentro tanto ali, como noutros pontos, mas para mim terminava ali o meu sábado (já inicio de domingo).
 Encontram mais fotos aqui.

Texto e Fotos de Maria João de Sousa

The Hipshakers no Oporto Sound - 21 Dez 2012

"The Hipshakers são um power trio de Gondomar que pratica um Rock insolente, nascido na garagem entre três amigos. Fazem um diálogo natural que cruza sonoridades Blues com descargas de Reverb e laivos de Rock 'n Roll.
Sem pretensões, procuram apenas alimentar a sede de um palco vivo, em festa. São uma banda de Garagem, adaptável a qualquer ambiente, interpretando originais com nomes como “Hipshaker”, “Suck me", "I'm Hard” ou “My love wears black”, invocando gigantes como The Gun Club, The Cramps ou mesmo The Doors. Temas simples, melodias poderosas e uma energia desmesurada do tamanho de todos os palcos, é assim este trio"
 Os The Hipshakers (http://thehipshakers.wix.com/thehipshakers), uma banda formada em 2012, são:
João Castro, Rodrigo IV e Dário Gandra e no passado dia 21 de Dezembro deram o último concerto do ano (2012), no Oporto Sound.
Após ter assistido a um showcase deles na Fnac, gostei muito de os rever num espaço mais amplo e bastante agradável. Funcionou mais como um café/concerto e talvez não seja ainda o local mais favorável, para mostrarem a sua verdadeira garra em palco dada a limitação do espaço pela existência de mesas, mas mesmo assim, tal não foi impedimento para que João Castro e Rodrigo IV se expandissem.
 Foi sem dúvida um bom concerto!

Em 2013, eles pretendem gravar o seu primeiro trabalho onde todos podemos fazer parte:
http://ppl.com.pt/pt/hipshakers

Texto e Fotos de Maria João de Sousa

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

The Clash City Rockers no Armazém do Chá - 22 Dez 2012

Em Dezembro, por altura do aniversário da morte de Joe Strummer (22 Dez.’02) vocalista e guitarrista da banda The Clash ; Xinas (Thee Chargers, Fat Freddy,…), Pedro Vidal (Vidal & The RoadRunners, Wraygunn, ex Blind Zero,…), Marco Nunes (Pedro Abrunhosa, Zen e ex Blind Zero), Zé Pedro (Xutos & Pontapés) e André (Bilan) reúnem-se como The Clash City Rockers (http://www.myspace.com/clash.city.rockers), para uma pequena série de concertos de tributo aos The Clash!

Desta feita fui à “reunião” no Armazém do Chá, no passado dia 20 de Dezembro’12, foi o terceiro ano que os vi!
A noite de quinta-feira algo fria e chuvosa e não impediu que a casa ficasse muito bem composta, o concerto começou já passava da uma da manhã e durou mais de uma hora, com muito punk rock e algum reggae à mistura.
Abriu com “London’s Burning” e fechou com “Brand New Cadillac”, eis aqui o alinhamento completo:
Foi uma verdadeira homenagem em que desfilaram vários temas bem conhecidos de todos os presentes, temas cuja audição, continua a dar muito prazer.
Podem encontrar mais fotos aqui.

Texto e Fotos de Maria João de Sousa

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Mind da Gap em Estarreja

                               Texto em Breve




A Jigsaw no Mercado Negro

                                                                    Texto em Breve




sábado, 15 de dezembro de 2012

Os Melhores de 2011 (não é engano)

Estava eu todo “lampeiro” a começar a preparar a lista dos melhores discos de 2012, quando reparei que, por via do meu início de ano atribulado (devido a problemas de saúde já superados), tinha ficado por fazer a lista dos melhores de 2011.
Ora como eu não quero ser injusto para com aqueles que, tão brilhantemente, foram alegrando esse ano e seguintes, decidi hoje reparar esse dano.
Sendo assim, aqui fica a lista dos meus discos favoritos de 2011:
1º Dead Combo – Lisboa Mulata 
2º Diego Armés – Canções Para Senhoras 
3º Osso Vaidoso – Animal 
4º Sérgio Godinho – Mútuo Consentimento 
5º Sean Riley & The Slowriders – It’s Been a Long Night 
6º A Jigsaw – Drunken Saylors & Happy Pirates 
7º You Can’t Win, Charlie Brown – Chromatic 
8º Paus – Paus 
9º Quinta do Bill – Sete 
10º Os Tornados – Dinamite! (EP) 
11º Xícara – Xícara (EP) 
12º Luisa Sobral – The Cherry on My Cake 
13º Tiguana Bibles – In Loving Memory Of… 
14º Frankie Chavez – Family Tree 
15º Diabo a Sete – Tarara 
16º Fausto Bordalo Dias – Em Busca das Montanhas Azuis 
17º Dazkarieh – Ruído do Silêncio 
18º Trêsporcento – Hora Extraordinária 
19º DoisMileOito – Pés Frios 
20º Kaviar – Beluga 
21º The Underdogs – Silence (EP) 
22º Melech Mechaya – Aqui em Baixo Tudo é Simples 
23º Clã – Disco Voador 
24º Prana – Trapo Trapézio 
25º Novos Talentos Fnac 2011 – Que merece sempre uma menção especial, pois por aqui vão aparecendo editados pela primeira vez, muitos daqueles que depois nos vão encantando nos tempos seguintes. 

Quanto a concertos, também tive a sorte de assistir a muita coisa boa, os que quero destacar mais, de bandas portuguesas, são:
Mão Morta em Sever do Vouga 
Diabo na Cruz no Alive 
Orelha Negra no Alive 
Lufa-Lufa no Mercado Negro 
At Freddy’s House no Centro Cultural da Gafanha da Nazaré
 6º Os Tornados no Armazém do Chá 
Sérgio Godinho no Centro Cultural de Ílhavo 
Guta Naki nas Noite Ritual 
Linda Martini nas Noites Ritual 
10º Zen nas Noites Ritual 

Das bandas estrangeiras que vi, este é o meu top:
The National no Coliseu do Porto 
Manu Chao La Ventura no Festival Marés Vivas 
Trio Joubran no Cine Teatro de Estarreja (Festim) 
Pulp em Paredes de Coura 
Warpaint em Paredes de Coura 

Está assim, reposta a justiça, em breve colocarei as minhas preferências do ano de 2012.

Agenda - Indiegente 15 Anos no Armazém do Chá

Dia 22 de Dezembro, é a vez do Porto receber as comemorações do 15º Aniversário do Programa Indiegente. a festa vai ser no Armazém do Chá e vai contar com concertos dos Thee Chargers e dos Asimov (banda que está incluída no duplo vinil que comemora o aniversário do programa), e ainda vai contar com DJ Set's do próprio Nuno Calado, o autor do programa e de Ace com o Serial, membros dos Mind Da Gap.
Prevejo Festa da Boa, aliás, como é usual nesta casa portuense!
Aqui fica um video dos Thee Chargers, registado aquando da sua passagem pelo programa Planeta Música - mais um exemplo de serviço público de televisão que, infelizmente, foi destruído e/ou suspenso - só para dar uma ideia do que vai haver por lá:

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Minta & The Brook Trout no Mercado Negro

O Mês de Dezembro começou, para mim, da melhor maneira, pelo menos no que à música diz respeito. Logo no dia 1 fui ao auditório do Mercado Negro para um concerto de Minta & The Brook Trout, que mesmo com formação reduzida, só veio a Francisca Cortesão e a Mariana Ricardo, souberam dar bem conta de si.
 A sala estava muito bem composta e toda a gente se deixou encantar pela apresentação em formato mais acústico e intimista de tanta canção bonita. Com discos editados desde 2008, o alinhamento passou por todos eles, com maior incidência, claro, no mais recente Olympia. Mas não faltaram inclusive temas dos They’re Heading West, grupo que formaram antes da criação de Olympia e que lhes permitiu mostrar a sua música nos Estados Unidos.
  Enfim, foi uma belíssima noite de boa música que me deixou a desejar ver esta banda mais vezes, quer seja neste formato ou com banda completa.
O alinhamento completo foi:
To Disappear
The Right Boulevards
A Song to Celebrate Our Love
Your Swan
From the Ground
Blood and Bones
Future Me
Large Amounts
Old Habits
Falcon
Family
Para o encore, já com a Mariana no público, veio
Devil We Know
Person Person

O próximo concerto agendado é dia 22 de Dezembro em Guimarães, apareçam e deixem-se encantar.

Agenda - 3º Dias de Murmürio no Mercado Negro


O 3º Ciclo de Música Independente - Dias de Murmürio, está de volta ao Mercado Negro. Começa sexta dia 14 com os New Kind of Mambo e continua no sábado com Alicia Edelweiss.
São duas propostas completamente diferentes, mas bastante interessantes, vale a pena ir conhecer.
Aqui fica um video dos New Kind of Mambo:


E podem ouvir a Alicia Edelweiss por aqui.

Agenda - Mind Da Gap em Estarreja

É já amanhã que os Mind da Gap vão estar no Bar do Cine Teatro de Estarreja a apresentar o seu mais recente álbum Regresso ao Futuro.
Este é o último concerto, nesta sala, do OuTonalidades deste ano e espero que seja um fecho com "chave de ouro", depois aqui contarei como foi.
Por agora deixo aqui o mais recente video, em jeito de aperitivo:

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Agenda - Marcelo Johnson em Aveiro

Marcelo Johson vai dar o concerto de apresentação do seu álbum, no sábado, dia 8 de dezembro, pelas 22h, no Estaleiro Teatral de Aveiro.
UM PASSO À FRENTE é um álbum que fala de evolução, de transformação e de tudo quanto encontramos, aceitamos e desfrutamos no movimento natural da vida. É o resultado da escolha “de buscar o novo, e ser tudo de novo”.
 Podem comprar os bilhetes antecipadamente na Oficina da Música.
Podem ouvir e conhecer melhor o seu disco em http://marcelojohnson.bandcamp.com/

Agenda - X-Wife em Estarreja

Sábado, dia 8, é a vez dos X-Wife irem até ao Cine Teatro de Estarreja, cumprir mais uma etapa da Tour que comemora os 10 anos de carreira do grupo. Os bilhetes custam 10€ para a plateia e 8€ para o balcão e depois ainda haverá um DJ Set dos membros da banda, no bar do Cine Teatro.
Aqui fica uma das que me fez reparar neles, já há alguns anos atrás.

Agenda - Rita Braga em Estarreja

Sexta-Feira, integrado no OuTonalidades, vamos ter o concerto de Rita Braga no Bar do Cine Teatro de Estarreja.
A primeira vez que a vi foi no Festival Curvo que decorreu no Teatro Aveirense em 2010 e aqui escrevi sobre o seu concerto. Depois disso, já ela fez a abertura do concerto do The Legendary TigerMan no Coliseu e tudo.
Estou curioso para a rever pois o que vi gostei e agora num palco mais intimista, vai ser ainda mais interessante, de certeza.

Agenda - A Jigsaw no Mercado Negro

É já amanhã, às 23 h, e com entrada gratuita que os A Jigsaw vêm ao Mercado Negro para nos encantar com mais um concerto. Apareçam que vai valer a pena!
Este é o seu mais recente video que conta com a belíssima voz de Ruby Ann:

sábado, 1 de dezembro de 2012

A Jigsaw em Estarreja

Os A Jigsaw cumpriram na passada sexta, dia 23 de Novembro, mais uma etapa da tour de “Drunken Sailors & Happy Pirates”. Desta vez foi com um concerto integrado no OuTonalidades que decorreu no Bar do Cine-Teatro de Estarreja.
À espera deles estava um espaço de repleto de gente desejosa de ouvir estas canções de “Piratas Felizes e Marinheiros Bêbados”.
A formação dos A Jigsaw apresentou-se num formato alargado, pois contou com Guilherme Pimenta, também baterista dos Booster, nas percussões que se integrou muito bem com o João Rui nas vozes guitarras, bandolim e harmonica, a Susana Ribeiro no violino, xilofone e outros e o Jorri - multi-instrumentista, e correspondeu na perfeição às expectativas do público.


As canções vieram quase todas deste disco mais recente, mas também passaram por Like the Wolf, o álbum anterior e ainda tocaram uma versão de Lost Words, um tema original dos Tiguana Bibles que foi editado, juntamente com outras cinco canções, pela Cakes & Tapes numa edição limitadíssima de 50 cassetes.
 Pelo meio, houve lugar para pequenas histórias e intervenções do João Rui com que facilmente consegue arrancar sorrisos até ao mais sério da plateia, o que é sempre bom, pois ajuda a aliviar a “negritude” de muitas das canções.
 Nos concertos deles fico sempre com a sensação que é tudo fácil, até que vejo a quantidade de instrumentos que são tocados para obter o som pretendido e a concentração que é necessária, para que tudo pareça mesmo fácil.
Aqui fica o alinhamento deste belíssimo concerto:
My Name is Drake 
I’ve Been Away For So Long 
Even You 
Dreams & Feathers 
Red Pony 
Lovely Vessel (que pena não estar a Tracy Vandal a cantar com eles como no disco)
Rooftop Joe (para quem não sabe é o nosso bem português Zé do Telhado) 
The Strangest Friend 
He’s Secret 
Crow Covered Tree 
No More 
God Was Sleeping 
The Last Waltz 
Para encore : 
Lost Words 
Crashing Into a Harbour 

Encontram mais fotos deste concerto aqui e aqui

 No momento em que escrevo, sei que eles já deram mais um passo para o reconhecimento que merecem e ainda lhes falta no nosso País, pois ontem tocaram no CCB em Lisboa e sei que correu bastante bem.
Sei que com a capacidade criativa demonstrada e a capacidade de trabalho que têm, o futuro deles só poderá ser risonho.
Eles vão estar com concerto quase até ao Natal, podem consultar as datas e locais aqui e dia 5 de Dezembro podem vir vê-los ao Mercado Negro em Aveiro. 
 Eu vou lá estar de certeza!

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Stereoboy n'O Canto do Bau

Pela segunda vez em pouco tempo, tive o prazer de ver os Stereoboy com a sua Tour “Amor na Tua Sala”. Desta vez foi n’ O Canto do Bau - uma loja de material artístico que também é oficina e atelier, situada perto da Sé de Aveiro – que a banda espalhou magia e simpatia.



O concerto deles, mais uma vez, foi muito bom e a novidade foi o acompanhamento que teve. Enquanto tocavam, duas artistas iam pintando três telas, inspiradas pela música que ouviam. No final a obra estava praticamente terminada.
Foi um excelente final de tarde que também serviu para conhecer melhor os elementos da banda e ficar a saber que para o próximo ano, haverão novidades editoriais, mas por agora não adiantaram muito mais.
O que poderão fazer é ir ouvindo e descarregar gratuitamente na Optimus Discos o Bubble Pop Core e na Bandpage da banda o EME

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Cowboy Junkies no CCB

17 de Novembro.
Ano 2012.
Cidade: Lisboa
Local: CCB
Hora: 21h30
Bilhetes: comprados há meses.
Banda de Culto: Cowboy Junkies
Vozeirão: Margo Timmins
 Foi sentados, a partir de uma cadeira da frente, numa plateia repleta de gente adulta, na maioria, com mais de 35/40 anos que os vimos entrar em palco. Uma ovação. Uns acordes. E começa aquela voz quente, avassaladora e triste, que, de imediato, nos transporta 20 anos para trás nas nossas vidas.
Se eu soubesse que iria, hoje, estar aqui a escrever isto, teria, durante o espectáculo, tirado as minhas notas, os meus apontamentos, para não me falhar A CERTEZA DA(S) MÚSICA(S) e não passar, agora, pela vergonha deste aperto de não conseguir reproduzir exactamente a ordem das canções tocadas e, pior, não me lembrar dos temas do encore.
Adiante, o testemunho basta e quem quiser que lá tenha estado, nessa noite, se entender, que acrescente o que houver para acrescentar.
 A banda canadiana apresentou-se no CCB, no âmbito do MISTY FEST e trouxe consigo, para dar aos fãs, um concerto constituído por duas partes.
Na primeira parte, ouvimos temas dos quatro álbuns, os mais recentes, da NOMAD SERIES (Remnin Park|2010, Demons|2011, Sing in My Meadow|2011, The Wilderness|2012) entre os quais, Stranger Here, I Cannot Sit Sadly By Your Side, Fairytaile, Misguided Angel, Damaged From the Start, Wrong Piano, entre outras. Margo Timmins intercalou, a espaços, alguma conversa com o público, sobre Lisboa e Cristiano Ronaldo, da crise financeira, à exortação para a compra de álbuns dos Cowboy Junkies, introduzindo, dessa forma, os temas que se seguiam.
Um intervalo, para sair e comprar os álbuns ou, sobretudo, para uma grande parte do público, para ficar na sala, no conforto do ambiente quente e agradável, à espera daquilo que estava para vir.
Uma segunda parte, anunciada e prometida desde o começo, completamente revivalista, ofertou ao público daquela sala as tão aguardadas canções da memória e da nostalgia.
E foram, entre outras, estas as mais emblemáticas, pela voz de Margo Timmins: Angel Mine, o esperado Sweet Jane, Blue Moon (revisited), Common Disaster, A Horse in the Contry, Powderfinger e Don’t Let It Bring You Down (ambas originais de Neil Young), entre outras, que mereceram os aplausos entusiasmados do público.

Texto "arrancado a ferros" de Margarida Teodoro
Fotos de gentimente cedidas pela Ana Pereira e pela Fenther.net