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terça-feira, 9 de agosto de 2011

St Culterra 2011 - Dia 2

Na 2ª noite de concertos do Festival St Culterra’11, pouco depois das 21h30 sobem ao palco os Hot Pink Abuse. Banda inicialmente composta por: Vítor J. Moreira, Geraldo Eanes e Miss Tish e que se estreou precisamente neste Festival na edição de 2008 com o seu álbum: “Nowadays” e que actualmente conta com uma nova vocalista: Rebecca Moradalizadeh e com Ricardo Neto na bateria.
Apenas conhecia dois ou três temas, mas era o "Hit Me And Run", que há muito me despertava o interesse.
Foi um concerto cheio de pop e sobretudo de muita electrónica e vários eram os que ali estavam a desfrutar da música, mas eu pessoalmente, continuo a preferir apenas aquele tema.
http://www.myspace.com/hotpinkabuse http://facebook.com/hotpinkabuse
As pessoas que aos poucos ia chegando distribuíam-se entre a frente do palco e as bancadas, o que não dava para conseguir ter uma noção precisa da quantidade de público ali presente.
A noite prossegue com mais um concerto e ouvem-se os primeiros acordes dos The Eleanors, uma banda Rock da Maia, com um Ep editado em 2009 intitulado: “Back to lies and Tv shows” e composta por: Miguel Rizzo (voz e guitarra), Hugo Marques (teclados), Tiago Barrigana (baixo) e Manuel Ferreira (bateria).
Encontrei esta frase no facebook da banda:
"Se ouvir as músicas apenas uma vez, nós garantimos que as vai cantar mais tarde. Este é o efeito dos The Eleanors. É rock, é movimento, é alegria e paixão." E sem dúvida que assim foi!
Além da boa presença em palco, as músicas têm um bom ritmo, as letras dão vontade de acompanhar e o público manifestava-se com agrado. Foram para mim uma agradável surpresa e parecia serem já muitos os conhecedores deste projecto.
Gostei bastante do concerto e comprovo o efeito, pois todas as músicas que gravei, canto-as (ou pelo menos tento)
http://www.theeleanors.com http://www.myspace.com/theeleanorsofficial
Já com uma plateia maior, começa o que para a maioria seria o concerto esperado The Chameleons Vox.
A 2ª banda internacional do Festival e mais uma estreia para mim.
Os ChameleonsVox são: Mark Burgess, baixista, vocalista e letrista da banda dos anos 80 “The Chameleons” (UK) terminada em 2003, que juntamente com outros músicos tem como objectivo manter vivas as músicas da banda original.
Se dúvidas haviam quanto à qualidade desta banda, para mim, que sou um pouco céptica em relação a estes revivalismos, dado algumas desilusões, essas rapidamente se desfizeram.
Este é um dos exemplos em que o tempo passa, mas a idade só prova experiencia e embora com outra formação a qualidade está toda lá:
a qualidade vocal, a presença em palco e os músicos de excelência fizeram as delícias do público.
Houve um momento em que Mark Burgess de joelhos e enquanto se balançava ao som da música que começava, admirava toda a plateia e a saudava. Um encore (e não apenas de uma música) não foi o suficiente e afirmações como: “Thank you very much all of you”…,”…very special place, special country” e “fantastic place, fantastic people…”, foram feitas de braços abertos e acompanhadas por um grande sorriso!
http://www.chameleonsvox.co.uk
De salientar a qualidade do local, felicitar os responsáveis pelo Festival por toda a organização e pelas bandas que ali levam.
Este ano optaram por menos bandas e por dois nomes internacionais, mas foi um festival com a grande qualidade habitual!
Gostava também de referir o aspecto que achei menos positivo, que foi a nível de som.
Nas edições de 2009 e de 2010 achei o som muito superior.
Nestas duas noites notaram-se algumas falhas em praticamente todos os concertos e embora na 2ª noite o som já estivesse muito melhor, mantinha-se demasiado alto; em algumas bandas retirava-lhes até alguma qualidade e só parecia aceitável nas bancadas. Com o palco naquele local a distancia entre este e as mesmas era bastante, o que não seria de todo agradável para as bandas estarem a tocar para um público assim tão retirado, já para não falar da minha “aversão” a concertos sentados, sobretudo com bandas nestes estilos musicais!

Esperamos pela edição de 2012, com muito boa música.

Texto e Fotos de: Maria João de Sousa

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

St Culterra 2011 - Dia 1

Depois de ter descoberto o ST Culterra no ano passado, este ano não podia deixar de ir. Mesmo com um formato um pouco diferente, menos um palco e menos três bandas por noite, o programa era bastante atractivo.
Na primeira noite a abertura coube aos Madame Godard, banda de Viana do Castelo, composta por Juvenal Vieira na Voz e Theremin, Pedro Amaro nas Guitarras e Tompete, Paulo Oliveira nas Teclas e Violino, Paulo Gonçalves no Baixo e José Ribeiro na Bateria, que se eu tiver de classificar a sua música, terei de dizer que é uma espécie de Pop-Rock-Indie muito divertida e “enxuta”. Têm um EP, “Aurora” editado pela Optimus Discos e no ano passado lançaram o álbum “Galapagos”.
Eu só conhecia o EP de onde se destacava o tema “Love is Poker” e o single, “Atlas 1977” do primeiro álbum, que não faltaram no alinhamento. A minha surpresa veio de uma excelente versão de “Spanish Bombs” dos The Clash que aqui quase parece um original dos Madame Godard, o que eu acho que é o melhor que se deve dizer duma versão.
Além destes temas ainda houve tempo para apresentarem duas canções novas e “Ok for Ko” e mais um tema no final, do qual não sei o nome.
O concerto, infelizmente, foi curto, mas durou o tempo suficiente para eu ficar fã e com vontade de os ver mais vezes ao vivo.
A segunda banda da noite foram os Utter, banda de Braga que veio rodar “Empty Space”, o seu mais recente álbum. Notei que já são seguidos já por muitos fãs que os apoiam e gostam bastante do seu som inspirado em bandas como os Dead Can Dance, Radiohead e Sigur Rós. Os Utter souberam corresponder ao apoio dos seus seguidores e deram um concerto competente que agradou à maioria dos presentes.
Os Shout Out Louds eram os cabeças de cartaz e vieram até Santo Tirso espalhar boa música, simpatia e ao mesmo tempo mostrar que são muito mais que “a banda da canção do anúncio dos telemóveis”. Com uma carreira que já vem de 2003 e com três álbuns editados, não lhes faltou matéria-prima para darem um grande concerto.
Com muito mais gente a vê-los que no início da noite, os Suecos conseguiram deixar toda a gente cativada com a sua Indie Pop agradável que faz lembrar muitas bandas que todos nós conhecemos e que nos têm acompanhado ao longo dos anos.
Não posso deixar de agradecer à 1Bigo pela enorme ajuda que tem dado a este blog e ao Miguel Pereira pela cedência da foto dos Utter.

terça-feira, 12 de julho de 2011

St Culterra 2011

É já daqui a pouco mais de uma semana que se vai realizar mais uma edição do St Culterra. O local é novamente o Parque da Rabada em Santo Tirso, as entradas são gratuitas e os concertos têm início às 21h30m.
Este ano a "acção" vai decorrer apenas num palco, mas mesmo assim é um excelente programa.
Senão vejamos, na sexta as bandas são: Madame Godard, Utter e Shout Out Louds.
Para a noite de sábado há: Hot Pink Abuse, The Eleanors e The Chameleons Vox.
Não há desculpas para não ir, aqueles que não puderem mesmo, podem sempre ler como foi aqui n'A Certeza da Música que este ano é parceiro oficial do festival.
Aqui fica o video da banda que vai abrir as "hostilidades" no primeiro dia:

terça-feira, 17 de agosto de 2010

St Culterra - Dia 2 - Alinhamentos

Para fãs aqui ficam os alinhamentos que consegui no segundo dia.
Tiguana Bibles
e Rita Redshoes

St Culterra - Dia 2

O segundo dia abriu com B Fachada que foi, provavelmente, a maior surpresa da noite. Começou logo por ter uma plateia bem composta, além disso já bastante conhecedora das suas músicas, não foram raros os temas em que o Bernardo cantou sozinho.Este B Fachada começa a ser um caso sério de popularidade, provavelmente impulsionado com o facto de ser fácil chegar às suas canções, pois mesmo quando não as pode oferecer por descargas gratuitas, o preço praticado quando as vende, é bastante acessível. A empatia entre ele e o público é enorme e genuína, a certa altura do concerto ouviu-se a frase “Eu sou donos dos meus discos e quando posso, gosto de oferece-los” que imediatamente arrancou vários aplausos da plateia.
O concerto foi composto maioritariamente por temas do seu primeiro álbum homónimo e no mais recente EP “Há festa na moradia” com descargas gratuitas ou numa edição limitada que se pode comprar em vinil, como ele nos lembrou.Deste último ouvimos canções como “Quem quer casar com B Fachada” e “As canções do Sérgio Godinho”, a seguir a este tema foi tocada uma versão de “Etelvina” que para os “puristas” é capaz de chocar mas que a mim e a muitos dos presentes agradou bastante. Antes disso já tinham sido tocadas “A Velha Europa” e aquela que provavelmente é a canção dele que mais passa na rádio: “ Estar à espera ou procurar”.O desfilar de canções continuou com algumas dedicadas às crianças presentes, no fim quando foi pedido um encore e dada a impossibilidade de o mesmo ser feito em palco, o Bernardo saltou do palco para o fosso e cantou sem microfone o excelente “Tempo para cantar” (canção que mais gosto do seu álbum), foi assim um final em apoteose que seguramente conquistou ainda mais admiradores para a sua música.No palco dois começava o concerto dos tirsenses Falei por Falar que apresentaram os seus temas originais em português e que mostrou já bastante maturidade, com um som bastante agradável e que possivelmente, em breve, os levará para maiores plateias.
Voltei ao palco um para assistir a mais um concerto dos Tiguana Bibles, finalmente eles começam a tocar para grandes audiências, é merecido, uma banda destas deve ser ouvida por muita gente.A abertura veio com o instrumental “Snake byte”, logo seguido da versão “fast” do single, do primeiro EP, “Lost Words”, ao terceiro tema “Child of the moon” já estavam todos mais atentos às qualidades desta banda. A beleza da voz de Tracy Vandal encantou os presentes e os temas foram desfilando, ainda se ouviu “Against the Law” “Don´t be to long” e claro, o single mais recente “Rebound”, também foi tocado.A sonoridade dos Tiguana leva-nos para paisagens inóspitas e põe-nos a pensar em amores e desamores, ilusões e desilusões, quedas e recuperações, enfim são uma excelente banda sonora para a vida. Com “Devil” e a versão lenta de “Lost Words” terminou mais um excelente concerto.
Voltei ao palco dois para mais uma bela surpresa, o concerto de Noiserv.No ano passado não consegui ver a sua actuação nas Noites Ritual, mas finalmente agora isso foi possível. Com um novo EP – “ A Day in Day of The Days” – para apresentar, o concerto foi bastante interessante e teve, seguramente, a maior assistência deste palco no conjunto dos dois dias, o que mostra bem da legião de fãs que David Santos já tem à sua volta. Larguei a ideia que esta música é só para recintos fechados e mais intimistas, aqui ao ar livre resultou muito bem, basta que no público estejam pessoas interessadas em ouvir. Por vezes tenho receio dos concertos gratuitos, pois acaba por não haver muito respeito por quem tocam, mas no St Culterra esse não foi o caso.
Vou continuar a seguir Noiserv com mais atenção, pois fiquei completamente conquistado pela força das melodias aparentemente simples e pela voz grave que nos descrevem “o dia no dia dos dias”.
No palco um ia iniciar-se o concerto mais esperado da noite, Rita Redshoes que trouxe na “bagagem” o novo e bastante aclamado “Lights & Darks”.Desde a primeira vez que a vi ao vivo fiquei fascinado, a aparência frágil de Rita desaparece em palco, ali ela fica “enorme” a comandar a banda competentíssima que a acompanha, não há uma falha, todo o concerto decorre como uma “máquina” muito bem afinada.
Claro que para dar bons concertos, além de bons músicos, é preciso ter boas canções e isso é coisa que não falta nos dois discos da cantora.
A abertura foi feita com “Jungle 81” seguido de “Hearted Man” a terceira canção foi “Beginning Song” de Golden Era e se dúvida houvesse, já estavam todos a cantarolar, fazendo prova do sucesso deste primeiro disco que pôs Rita no nosso “radar”. A partir daqui todo o concerto foi um triunfo, a rematar o tema “It’s a Honneymoon” lá se ouviu a frase ”I love you just the way you are” que sai duma maquineta que veio o ano passado dos Estados Unidos e que se ouviu pela primeira vez em Estarreja.
É verdade, gostamos da Rita da maneira como ela é, mesmo daquele lado mais escuro como canta em “Which one is the Whitch?” ou quando se refere aos sapatos da cantora da banda anterior, comentário que não fez muito sentido e foi um pouco despropositado.O desfile de bonitas canções foi continuando, no final tocou uma versão de “You Can’t Hurry Love” das Supremes que antecedeu o encore que com “Dream On Girl” e “Hey Tom”que encerrou “em grande” o concerto e este St Culterra.
Agora que venha o quinto e que seja pelo menos tão bom como este…

St Culterra - Dia 1 - Alinhamentos

Para os fãs aqui deixo os alinhamentos que consegui.
Os Tornados
e Orelha Negra

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

St Culterra - Dia 1

O magnífico cartaz do St Culterra – IV Festival Multicultural de Santo Tirso, fez-me ir até ao belo Parque Urbano da Rabada para duas noites de excelente música.
No primeiro dia foram os MU que tiveram as honras de abertura. O pouco público àquela hora presente não desmotivou em nada o grupo que apresentou vários temas do seu já grande repertório e conseguiu animar os que estavam e os que iam chegando.
Os temas dos MU levam-nos por várias paisagens onde os ritmos chegam a pontos quase frenéticos, ao som dos quais é impossível, pelo menos, não “bater o pé”.O alinhamento do concerto foi composto por: Kal El, Pássaros, Jangada, Mudjah, Nupcial Croata, Katan, Lidairada, Vinavata, e rematou com Oinagori.
Logo de seguida no palco dois tocaram os portuenses Nine22 que com o seu Rock de inspiração Grunge e maioritariamente cantado em português, conseguiram já por muita cabeça a abanar.Depois voltei ao palco um, gosto destes festivais que permitem ver todos os grupos presentes, para ver mais um excelente concertos d’ Os Tornados. Posso parecer suspeito por ser fã do grupo desde a primeira audição, mas o que é certo é que este rock “à lá sixties” não deixa ninguém indiferente e eles com cada vez mais “pedalada”, estão a dar ainda melhores concertos.A apresentação do primeiro álbum “Twist do Contrabando” continua e eles já incluem temas de um futuro disco a sair no próximo ano, tais como o “Baby Baby”.Gosto de vê-los a chegar cada vez a mais gente e a fazer cada vez mais concertos, o futuro pertence-lhes e eles merecem.
No segundo palco tocaram os Karrosssel que com a sua música de inspirada no tradicional português e que com a prestação preciosa de Diana Azevedo pôs toda a gente a dançar.Juntou-se um grande grupo de interessados que ia seguindo todas as instruções para dançar correctamente os temas que iam desfilando.
Foi um belo momento de animação e bastante participado.A fechar a primeira noite encerrou com o fantástico concerto dos Orelha Negra, eu e as centenas presentes ficámos conquistados.Um concerto deste grupo de virtuosos sai fora dos padrões “normais” de uma banda. Quem comunica com o público, são os samplers, o “diálogo” é feito com a música e as pessoas vão sendo conquistadas em crescendo.
De repente aparece um ou outro sample mais conhecido que vai fazendo parte dos temas apresentados, o “Groove” vai pondo os corpos a mexer com nítidos sinais de felicidade.
Nunca tinha visto um concerto deste género e creio que muitos dos presentes também não, mas o que é certo é que saiu dali toda a gente maravilhada. Uns momentos mais acelerados em temas como “Lord” ou a soul que acalma e embala de “M.I.R.I.A.M.” são apenas o exemplo de um concerto fantástico que rematou “em grande” com os mais conhecidos “Blessed” e “Cura”.Caso tenham a oportunidade, não deixem de ver ao vivo os Orelha Negra, vão sair de lá bastante satisfeitos.
Foi assim com “chave d’ouro” que fechou este primeiro dia de concertos do St Culterra, ficava por saber se o segundo dia ia estar à altura das emoções deste.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Agenda

É já este fim-de-semana que vai decorrer, no Parque Urbano da Rabada - Burgães, o IV Festival Multicultural de Santo Tirso.
O programa está muito atractivo e justifica perfeitamente uma "saltada" até lá, senão vejamos:
No primeiro dia há Orelha Negra, Os Tornados, MU, Karrossel e Nine 22.
No segundo dia temos Rita Redshoes, Tiguana Bibles, B Fachada, Noiserv e Falei Por Falar.
As entradas são gratuitas, por isso não há desculpas...