Mostrar mensagens com a etiqueta Sitiados. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Sitiados. Mostrar todas as mensagens

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Tributo a João Aguardela - Report


Tributo a João Aguardela - 17 de Fevereiro
S. Domingos de Rana - ICMAV
Texto de Maria Miguel Marques
Fotos de Philipe Coutinho
Creio que já é do conhecimento de todos, mas nunca é demais relembrar que este blog nasceu como homenagem à "estrela cadente musical" João Aguardela, homem que nunca deixou de me encantar como pessoa e músico genial que era.
Imaginem agora a alegria e o orgulho que sinto, ao estar a publicar a reportagem da Maria Miguel que, na impossibilidade de eu estar lá pessoalmente, conseguiu pôr-me lá.
Sem mais delongas, fiquem com as palavras e as imagens dela.

domingo, 18 de setembro de 2011

João Aguardela - Esta Vida de Marinheiro

Estou a acabar de ler a biografia de João Aguardela - "João Aguardela - Esta Vida de Marinheiro" , escrita pelo jornalista e amigo do músico, Ricardo Alexandre, e editado pela Quetzal - e quero aconselhar vivamente a sua leitura.
De início estava com receio que o livro fosse uma espécie de "beatificação" do músico, mas não é nada disso.
O que vem lá escrito é a verdade, não há ali nada escondido, penso que isso é o melhor que se pode dizer de uma biografia.
Os meus parabéns ao autor.
Aproveito e deixo um video de uma das canções que mais gosto dos Sitiados:

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Auxiliares de Memória XXXVII

James Ao Vivo em Portugal
A relação de amor entre os fãs portugueses e os James já tem mais de vinte anos, vem pelo menos de 1988 com o álbum "Strip-Mine" de onde saiu o single “What For” que passou com alguma regularidade nas rádios da época.
No início de noventa com o álbum “Gold Mother” e tema “Sit Down” que de início não fazia parte do disco e que saiu posteriormente na sua reedição, esse amor tornou-se incondicional.
Se não estou em erro, foi a partir de “Seven” de 1992 ou de “Laid” de 1993 que eles começaram a vir regularmente até cá, sempre com grande sucesso e milhares de seguidores.
Por exemplo em 93, eles vieram a Coimbra ao Pavilhão da Académica (Reportagem do Sete na foto) para tocar no Festival Energia que marcava a inauguração da rádio com esse nome naquela região, para infelicidade minha, eu não pude ir a esse concerto que contou ainda com Sitiados e Xutos a abrir a noite, mas alguns colegas meus foram e adoraram, claro.
Para vos dar ainda uma melhor ideia do que já era a força dos James na altura, relembro que em Novembro eles voltaram para tocar nos Coliseus de Lisboa e Porto, com “uns tais” de Radiohead a fazer a primeira parte.
Entretanto já perdi a conta às vezes que eles vieram tocar ao nosso país, mas o que é certo é que eles são sempre bem-vindos e têm sempre muita gente à sua espera.
Eu vi-os pela primeira vez na tournée de “Hey Ma” – disco que marcou o seu regresso, depois do interregno que durou de 2001 a 2007 – em 2008 em Coimbra, para mim foi uma coisa “mística” que serviu para compensar o facto de não os ter visto na mesma cidade, uns anos antes.
Quando chegou a esta canção, que me acompanha desde pouco tempo antes de entrar na Universidade, a emoção que senti fez-me viajar no tempo, até aquela noite em que não pude estar presente…

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Auxiliares de Memória XXIII

Em Janeiro de 1991 nascia a revista Ritual - para quem não sabe é daqui que vem o nome para as noites Ritual no Porto.
Em Aveiro a revista foi apresentada no bar do Restaurante Pizzarte (na Rua Eng. Von Haff), quem hoje em dia lá vai se calhar não sabe que ali havia um dos poucos e melhores bares da cidade.
Ao fim de semana essas noites eram animadas pelo Dj Rui Mig que ainda pode ser ouvido, de vez em quando no Bar Clandestino. Era um tempo em que um Dj de bar tinha liberdade de apresentar música nova e os clientes iam lá para aprender mais alguma coisa.
Não era como hoje nos bares mais "popularuchos", em que qualquer pessoa com duas ou três colectâneas "Now" e mais duas ou três colectâneas dos anos oitenta e munido ainda dos (infelizmente) costumeiros cd's de música pimba, se auto-intitula de "dj" e decide usar o caminho mais fácil, mas que não "enriquece" a sabedoria de ninguém.
Na altura era preciso perceber alguma coisa de música e havia vontade de mostrar aos outros uma imensidão de coisas novas. É certo que também havia vontade, por parte da clientela, de conhecer as coisas que os dj apresentavam. Agora anda tudo no facilitismo do que já se conhece e está mais que "requentado" na esperança que ao ouvir o que se ouvia há 20 anos atrás lhes devolvam a "juventude perdida", é o que está "na moda", vão-me dizendo, o problema é que as modas passam rapidamente...
Já pareço um "velho do Restelo" mas a verdade é que, salvo raras e boas excepções, já se ouviu muito melhor música na noite de Aveiro.
Mas voltando à apresentação da revista, aquilo era excelente para amantes da música portuguesa, como eu e dois amigos que me acompanharam nesse dia.
Finalmente um prologamento escrito de programas de rádio como o Luso-Clube e de TV como o saudoso Pop-Off (referênciado logo neste nº1), que acompanhávamos, enfim era uma revista que fazia falta, fomos então ao bar da Pizzarte para ouvir boa música e para adquirir em primeira mão este que é hoje um objecto de colecção.
Eu já tinha visto ao vivo os Sitiados, os meus amigos não, mas a reportagem sobre eles nesta página, acabou por mudar as nossas vidas para sempre, ou pelo menos pelos tempo que durou a nossa vida académica.
Foi neste encontro de factores quiçá "místicos" que se deu o "segundo acto" da génese de um grupo de amigos que iria ter o nome de "Confraria dos Marinheiros", tal como foi falado aqui.
Assim, pela música, começou uma bela amizade...

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Megafone 5

É assim que começa a apresentação da Associação Megafone 5:
"Megafone 5 é o nome de um projecto sem fins lucrativos que tem como objectivo celebrar, homenagear e difundir o trabalho e as ideias de João Aguardela. Nasce, informalmente, entre um grupo de amigos, companheiros e admiradores do seu trabalho".
Naturalmente, como admirador que sou, não podia deixar de aderir imediatamente à iniciativa.
Vocês tamém podem aderir, basta que visitem o sítio do João Aguardela-Megafone 5.
Lá podem encontrar praticamente tudo sobre o que foi o João e sobre tudo aquilo em que ele acreditava. Entre outras coisas podem ouvir o fantástico programa de homenagem feito pela Antena 1.
Esta iniciativa de 4 de Novembro é a primeira de muitas que a Associação pretende levar a cabo, eu cá estarei para divulgar tudo aquilo que irá acontecer.
De todas as recordações que tenho do João, faltava-me contar uma:
Foi já no longínquo verão de 1991, mais uma vez no Tramagal, havia festa e os Sitiados vinham lá tocar. As cúmplicidades entre os Sitiados e várias pessoas do Tramagal, fazia com que nenhum convite fosse recusado.
Desta vez houve um problema, que eu não cheguei a saber qual foi, que fez com que eles só tocassem por volta da uma e tal, duas da manhã.
A maioria das pessoas já tinha abandonado o recinto, um pequeno grupo de fãs convictos (eu incluído), resistiu a todos os atrasos e esperou até quase não haver esperança de os ver.
O que é certo é que eles, mostrando um grande respeito por aqueles que ficaram lá, entraram no palco e em jeito de protesto contra a organização, decidiram tocar sentados.
A malta não se importou, fomos todos para a frente do palco, dispostos a divertir-nos à grande.
Apesar das contrariedades, o concerto foi espectacular e teve uma particularidade (que mostra bem aquilo que era o João), a certa altura ele fica com sede e pede cerveja para o palco, ao ver que a esta demorava, o bom do João não faz mais nada, pede uma grade, puxa de dinheiro do seu próprio bolso, paga a respectiva grade, serve-se e pousa a grade no palco em frente aos "últimos resistentes" e oferece cerveja para todos.
Claro que ninguém se fez de rogado e a galhofa foi completa, eu tratei de ir abrindo garrafas para o pessoal e claro "quem parte e reparte..."
Conclusão, ficou toda a gente com um copo a mais e acabou tudo numa daquelas "conversadas" intermináveis pela madrugada dentro.
Até hoje nunca mais vi nenhum elemento de banda nenhuma a oferecer uma grade de minis ao público...

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

O Fotógrafo Sou Eu V


Estávamos no ano de 1992, o primeiro álbum dos Sitiados tinha saído em Fevereiro, eu já o tinha comprado na loja "Estudio 1" e já conhecia de cor todas as canções. Já não era a primeira vez que via o grupo, mas foi a primeira vez que os vi a tocar numa "matiné".
Aveiro tem destas particularidades, o recinto era o exterior dos antigos Pavilhões das Feiras onde, por ocasião da Feira de Março, foi possível assistir a este concerto.
Claro que houve "mochada", mas de dia não é a mesma coisa, ainda por cima com gente pouco habituada a estas coisas a ver uns "tolinhos" a dançar porrada.
Mas lá que foi divertido, foi, ainda por cima, graças ao programa de rádio do Vasco, acabámos no Backstage a entrevistar a banda, a recordar os concertos do Tramagal e a "conviver etílicamente".

Enfim uma excelente matiné para mais tarde recordar...

terça-feira, 10 de março de 2009

Concertos com Causas

Já passou muito tempo, mas ainda me lembro bem da primeira vez em que não vi Sitiados ao vivo. Foi em abril de 1990, no tempo em que se organizavam concertos com boas causas e, neste caso particular, organizar um concerto contra o S.M.O. (Serviço Militar Obrigatório), no Tramagal, a pouquíssimos Km do quartel de Santa Margarida, era de "Homem". Vi a tocar nessa noite os "Clandestinos"onde o João Marques, mais tarde baixista dos Sitiados, tocava, os "Ex-Votos" do Zé Leonel, primeiro vocalista dos Xutos e os já referidos Sitiados.O Teatro Tramagelense estava quase cheio de gente com vontade de ver estas bandas.
Primeiro tocaram os Clandestinos com o seu rock de intervenção e também tocavam uma versão do "Kiss" do Prince. Os Ex-Votos eram uma festa e ver essa "lenda viva" a cantar o "Subtilezas Porno Populares", posteriormente conhecido como "Pimba", ao mesmo tempo que "galava" uma menina do público era ainda mais divertido. Devido ao adiantado da hora tivemos de ir embora para Abrantes antes de tocarem os Sitiados e, além de ter perdido essa actuação, perdi também a entrada de rompante no lobby do Teatro de um louco e o seu jipe, que queria mostrar estar contra os "comunas" que eram contra a tropa (que como toda a gente sabe, é uma fábrica de Homens, ou não...)Só os consegui ver, ainda no mesmo ano, noutro concerto por uma boa causa, pela mesma organização mas, ao contrário do que vem escrito no bilhete, em Montalvo e não no Tramagal, por divergências com a junta de freguesia, enfim portuguesisses.
Aí tocaram novamente os "Clandestinos" uma banda local que tinha participado num concurso de televisão, os "Vírus Amigos" e finalmente os Sitiados. Não estava muita gente mas os que estavam eram bons, só não deu para ouvir "A Noite" porque o Aguardela nesta altura já tinha embirrado com ela definitivamente.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Auxiliares de Memória


Amanhã os Sétima Legião dão um concerto no Porto, gostava mesmo de lá ir. Fala com aquele colega que também gosta de música portuguesa. Tu é que és o Pedro que gosta de música? Sim sou eu, ouve lá e que tal irmos ao Porto ver o concerto dos Sétima? Eu gostava de ir mas não posso, mas fala ali com aquele caloiro do Porto que ele é capaz de ir. Como é que ele se chama? Tiago parece. Tiago alinhavas numa ida ao Porto ver os Sétima? Até gostava mas não posso. Pois mas sozinho também não vou, nem sequer conheço a cidade, com vocês ainda ia agora assim.
Foi mais ou menos assim que se começou a criar um grupo de amigos em Aveiro. Através de um gosto musical comum. Desde este dia os conhecimentos foram-se desenvolvendo e a amizade foi aumentando. Todos gostávamos de música, principalmente de grupos portugueses, o grupo foi baptizado com o nome de Confraria dos Marinheiros, influenciado pela famosa canção “Vida de Marinheiro” do álbum dos Sitiados que saiu no início de 92.
Quem gosta de música sabe que os melhores auxiliares de memória para datas e eventos, são os lançamentos de discos ou épocas em que ouvíamos determinadas bandas. Podemos até dizer que a música é uma verdadeira máquina do tempo a funcionar dentro de nós.
Acompanhar com:
Sétima Legião: “Auto de Fé”-CD ao Vivo
Sitiados : “Vida de Marinheiro” - Single

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Três Anos e Três Dias

A coisa já estava falada há algum tempo , mas naquele dia tínhamos de decidir . Era o dia do Concerto (30 de Abril de 1990). Oportunidade única, havia dinheiro, vontade e autorização dos pais .Temos de ir para Lisboa hoje à tarde, ainda por cima a professora vai faltar. A que horas sai o expresso? A que horas chegamos ? Não há problema a Elsa está à nossa espera na Casal Ribeiro e de lá seguimos para o Coliseu. ´Bora lá.
Conseguimos chegar a tempo, a malta do Tramagal já lá estava e comprou os bilhetes. Vou comer qualquer coisa ali na tasca, têm lá um feijão -frade com atum que me está a chamar, até já . Vamos para a plateia, Coliseu cheio, grande produção, com calhambeque em palco e tudo.
Estes GNR não deixam nada ao acaso, por incrível que pareça, à hora marcada começava o concerto. Era a gravação do que iria ser famoso “In Vivo” .
Muito bom tocaram as antigas e tudo, até tocaram aquela da série de televisão, maravilha! Festa em grande, deu para ficar quase rouco e tudo.
Depois da festa tinha-mos de ocupar o tempo até à hora do comboio, a Patrícia encontrou o João Marques , dos Clandestinos, juntámos o resto do pessoal e saímos. O João disse, vamos até ao Bairro Alto que está lá o João.
O espírito era de visita de estudo, estávamos no Bairro certo com alguém que conhecia verdadeiramente a zona, conhecidos a passar nas ruas, visitas aos lugares que os Peste & Sida cantavam.
No Gingão a Elsa teve direito a declamações etílicas de Camões feitas por dois clientes habituais. A mistura de tribos neste local era gira. Seguimos para outro bar, passando pelo Avião, onde os metaleiros compravam litradas de cerveja para beber na rua.
Finalmente encontrámos o João Aguardela. Simpatia e humildade ao natural e ainda me pagou um copo, foi uma honra. Falámos de música, política, tudo. Na minha conversa com ele descobri que era mais velho que eu três anos e três dias.
Os bares foram fechando e nós seguimos a festa para as Palmeiras. O Mário tinha a chave da sede e nós íamos ficar por lá até à hora do comboio. Logicamente ninguém dormiu, com batalha de cubos de gelo e cantorias, foi uma noite muito bem passada.
Aqui foi onde ouvi a melhor versão do “Terça Feira” do Sérgio Godinho alguma vez cantada até hoje, é claro foi cantada pelo João Aguardela, conosco todos a fazer coro. Ainda hoje me arrepio a pensar nesse dia e noite.
Nunca o João ficou a saber que mais tarde iria nascer um grupo de amigos em Aveiro, auto intitulados de “Os Marinheiros” em homenagem à sua canção “Vida de Marinheiro”, mas isso é outra história…

Acompanhar esta leitura ao som de :
GNR – In Vivo, se for a 1ª edição é porque têm muita sorte
SERGIO GODINHO – Terça – Feira
SITIADOS – “A Noite” e “Sitiados”