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segunda-feira, 23 de março de 2020

César Cardoso Ensemble - Dice of Tenors


Disco apreciado por Miguel Estima


O novo álbum de César Cardoso, a ver a luz do dia no próximo mês de Abril, recorre ao clássico universo do jazz e dá-lhe uma nova roupagem. O saxofonista de Leiria, foi buscar temas a alguns dos tenores de referência do passado, como Benny Golson, John Coltrane, Joe Henderson, Hank Mobley, Dexter Gordon e Sonny Rollins, e criou o seu próprio ensamble com Jason Palmer, Miguel Zenón, Massimo Morganti, Jeffery Davis, Óscar Marcelino da Graça, Demian Cabaud e Marcos Cavaleiro, diríamos mesmo uma formação de luxo. Para além dos temas clássicos, o disco vem acompanhado de dois temas de criação do próprio César Cardoso, dando um toque especial ao disco de titulo “Dice Of Tenors”.
Estamos assim perante um disco fantástico de jazz, com excelentes interpretações, muito bem produzido, e isso mais do que a audição nos permite, sente-se! 
Quando um disco ultrapassa a barreira do lado mais clássico e se reinventa. Vai buscar mais alguma coisa que incorpora e dá mais brilho. Este “novo corpo” a temas clássicos do jazz, faz com que um bom ouvinte de jazz se entusiasme e provoque uma boa sensação quando o colocamos no nosso leitor de CD.  

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

César Cardoso – interchange

Disco apreciado por Miguel Estima 

Lançado no passado dia 10 de Fevereiro, este novíssimo disco do César Cardoso, músico que lançou recentemente o livro ” Teoria do Jazz”, para além de ser mentor da Orquestra de Jazz de Leiria e integrar o colectivo Desbundixie.
Aqui em formato quarteto com os músicos Bruno Santos na guitarra, Demian Cabaud no contrabaixo e André Sousa Machado na bateria. O quarteto contou com a participação especial do saxofonista Porto Riquenho Miguel Zenón, um músico notável e líder dos San Francisco Jazz Collective, que ainda em 2016 marcaram presença no 25º aniversário do Guimarães Jazz.
O disco conta com essa pitada de toque americano, que por vezes sentimos necessidade para quem está deste lado do Atlântico. O jazz tem um ritmo mais brilhante, sendo mais complexo musicalmente falando, contudo é um disco com uma forte componente melódica. Sentimos uma necessidade de voltar a ouvir novamente, de tão suave que entra a cada instante no nosso universo auditivo. Coincidência ou não e estar a fazer a critica no dia de São Valentim, este disco é um excelente disco para ouvir a dois, num momento mais relaxado, como companhia perfeita para desfrutar o momento. Mais um disco que será nos irá figurar numa lista de melhores de 2018!