A tarefa de escolher nunca é fácil, muito menos quando se trata de escolher os melhores discos do ano da música portuguesa, dada a qualidade, cada vez maior, daquilo que os nosso músicos vão fazendo.
Mas nunca deixa de ser um prazer fazer uma lista, que se propõe a resumir um ano de tanta e tão boa música.
Aqui ficam os 30 que mais gostei em todo o ano de 2016:
1ºSeñoritas - Acho que é Meu Dever Não Gostar
2ºLinda Martini - Sirumba
3ºSean Riley & The Slowriders - Sean Riley & The Slowriders
"Sol" é já o terceiro álbum de Celina da Piedade, saído no último trimestre, é mesmo um pouco de sol que nos entra pelo coração adentro, cada vez que ouvimos as suas bonitas canções.
Canções biográficas, canções de amar e canções de embalar, de tudo um pouco encontramos por aqui. Depois é fácil deixarmo-nos envolver nesta quase magia sonora. Tem menos acordeão que nos discos anteriores, mas é com o tema "Neruda" que atinge a excelência.
Todo o disco é para descobrir e leva um Muito Bom!
Este é "Assim Sou Eu" o tema que abre o disco:
Podem também ler a newsleter que apresenta o disco:
Foi no passado sábado dia 10 de Dezembro que os MOKI – banda de
Moki Mendes na voz, Alexandre Bernardo na guitarra, Pedro Gerardo na bateria e
Diogo Vargas nas teclas – vieram ao Auditório da Associação Cultural Mercado
Negro para apresentar “Talks” o seu belíssimo E.P. de estreia (que está em downloadgratuito no bandcamp).
A voz da Mónica tem a capacidade de encantar, como se de o
cântico de uma sereia se tratasse, as malhas do Alex, fizeram o resto.
Quem viu,
ficou conquistado e toda a gente ficou à espera de mais. O concerto foi, naturalmente, curtinho, mas muito bom e aqui
por Aveiro os MOKI já deixaram uma série de fãs.
Resta agora esperar pelo álbum
que há-de ver a luz do dia no próximo ano, boas canções e gente talentosa, não
lhes falta.
Festa de lançamento do disco Obra Camiliana, Popular Alvalade, 22 horas.
Depois de ter lançado, com o apoio da Antena 3, os singles Sangram os Dias e Equilibrismo, José Camilo apresenta ao vivo o disco que acabou de sair com o nome de Obra Camiliana.
Para tal contará com o apoio da sua nova banda de suporte: Os Cúmplices. Estes são os músicos que têm a responsabilidade de passar as canções escritas e gravadas em disco por José Camilo para um espectáculo ao vivo.
A quem comparecer no concerto ser-lhe-á oferecido um exemplar de "Obra Camiliana".
Deixo-vos o magnífico vídeo do tema "Equilibrismo", o tal que pode ser adaptado para Hino Nacional.
Em tempos a música tinha um formato físico, o vinil era o mais usual e havia singles, pequenos discos de 45 rotações que continham, normalmente, uma canção no lado A e outra no lado B. Serviam a um evento único (one hit wonders) ou como apresentação de álbuns (Longa duração ou LP). No final de cada ano, as editoras publicavam um LP duplo que continha todos os singles, mais ou menos relevantes que ilustravam cada ano musical. Claro que também haviam as colectâneas (mix-tapes), feitas por amigos e gravadas em cassetes de crómio (à partida as melhores), com 90 min de duração e que permitiam também colocar um LP completo de cada lado da cassete.
Hoje em dia o formato físico conta pouco, apesar de alguns “maluquinhos” (nos quais me incluo) que ainda compram CD’s ou, com uma renovada importância, discos em Vinil. O que está massificado ainda, é o download, mais ou menos legal ou a visualização no youtube. Que veio dar ao vídeoclip ou teledisco (como se dizia antigamente) uma importância bem maior que a conseguida nos (defuntos) canais de música. Com isto a audição de álbuns completos, tem vindo a ser posta de parte, salvo raras excepções, logicamente.
Como tal e como chegámos à tradicional época de listas, começo as minhas com uma selecção de singles que me ajudam a ilustrar este ano de 2016:
Já aqui tinha escrito no blog sobre o primeiro álbum deste trio de folk da Coruña. Cruzei-me com eles novamente neste mês de Novembro, num brilhante concerto em Goian e tive oportunidade de ouvir temas novos deste segundo disco de originais.
Como já vinha sendo habito nesta formação, brindam-nos com uma hora do melhor e mais carismático som da província da Galiza.
Numa viagem original num tradincerto, percorrendo a Galiza rural onde vão buscar as histórias, em versões originais contadas pelos próprios. Como “A Sentoleira” tradicional de Ons ou a “Muiñeira Pei Shen Qian”, todos numa roupagem muito própria.
Um excelente disco para ouvir a qualquer momento, seja Verão ou Inverno, acompanhados de amigos!
Nota: Excelente
Foi no passado dia 9 de Novembro que o, Enorme, Arnaldo Antunes veio ao Teatro Aveirense abrir a parte portuguesa da sua Eurotour que serviu para apresentar a edição portuguesa de “Já É”, o seu mais recente álbum.
A sala, não estava esgotada como devia, mas estava muito bem composta e o espectáculo que nos foi servido, foi bastante acima da média. Dá para quem lá esteve poder dizer com orgulho:
Eu Vi!
"Her" é o nome do novo álbum da Rita Redshoes que vai ser apresentado este sábado no Teatro Aveirense. "Life is Huge" foi o primeiro single a ser mostrado:
Os bilhetes custam 10€ para a plateia e 8€ para o balcão.
2016 ficará sem dúvida marcado, pelo regresso da banda Velhos aos discos. Trocaram uma das guitarras por um teclado, "abaladaram-se" um pouco, mas continuam a fazer grandes discos.
É em: http://velhos.bandcamp.com/releases que poderão ouvir o disco na totalidade e descarrega-lo gratuitamente. São nove faixas, completamente fora de "moda" que sabem muito bem ouvir.
Mas não podem deixar de o comprar e ficar assim com a última peça editada pela, defunta, Amor Fúria. A edição é partilhada com a Flor Caveira que pega assim no testemunho das edições de Roque em Português.
O disco, que está uma pequena maravilha e leva a classificação de Muito Bom, vai ser apresentado amanhã no Music Box em Lisboa.
Fiquem com o vídeo de "Manso", um dos singles já lançados:
Fiquem, também, com o texto que o Tiago Guillul escreveu sobre eles:
O Luís Peixoto é um músico de enorme valor que tem colaborado em várias bandas e ou projectos. A sua genialidade musical é indiscutível, mas para poder rematar o seu primeiro disco em nome próprio, precisa da ajuda de todos os que o admiram e encontram valor na sua música.
Está a decorrer um crowdfunding que vai tornar possível a edição do disco.
Para isso podem ser muitos a contribuir com pouco ou poucos a contribuir com muito. Basta que sigam este link e vejam como a coisa funciona: http://ppl.com.pt/pt/prj/assimetrico
Têm pouco mais que uma semana para poder ajudar!
Fiquem aqui com uma amostra do que ele está a preparar:
O novo disco do Noiserv, além de, mais uma vez, ser uma excelente peça de colecção, vem pôr o "contador de tudo aquilo que conhecemos sobre ele" a zeros. Talvez por isso a escolha do nome do disco não seja inocente.
"Oxalá" é o novo disco dos Terrakota, preenchido com a habitual alegria sonora que nos leva desde Lisboa até África, com passagens obrigatórias pelas Américas, pelas Ásias e até pelo Alentejo, temos um disco que nos vai alegrando a cada audição, mas que ao mesmo tempo vai deixando um rasto de preocupação.
“Mergulho em Loba” é o novo disco da Joana Barra Vaz, ele faz parte de uma trilogia que começou com Flume e, como eu disse na reportagem do concerto que ela deu no Cânticos de Sereia, se desvia corajosamente dos padrões mainstream.
Em vez de “simples” canções pop, temos três suites e cinco canções. Em todas temos a belíssima voz da Joana que nos vai encantando, como se de uma sereia se tratasse, e uma série de instrumentos pouco usuais na pop a que estamos habituados. Há também uma suave electrónica que cativa e não satura.
Parece que já começa a ser um, bom, hábito a “sociedade aveirense” encher a plateia do teatro da sua cidade, para assistir à apresentação de um disco de músicos seus concidadãos.
Desta vez foi o caso dos Souq e da apresentação de “Dynamite Sisters” o final de uma trilogia da qual já só falta o primeiro volume.
“Eu” é o nome do disco de estreia de Ela Vaz (Micaela Vaz) que foi apresentado no passado dia 22 de Outubro no Teatro Aveirense.
Quem encheu a plateia, teve o privilégio de o ouvir na íntegra e, como bónus, ainda teve a presença dos convidados – Rui Oliveira e Rão Kyao - que participam nele, a actuar ao lado desta grande voz da música feita a partir de Aveiro para o Mundo.
Primeiro disco da Robalo Music, editora independente dedicada em exclusivo ao jazz. Demian cria universos próprios a cada passagem, neste disco mais biográfico. Dedicado ao pai, os seis temas reúnem uma nostalgia a uma dor que não desaparece. Libertando-se de amarras a uma figuração própria, dentro de uma denominação comum do jazz, onde o piano de Leo Genovese é uma forte presença, contando ainda com um ritmo quente de Jeff Williams. O trio goza de um bem-estar, influenciado por todo um espaço central da Avenida dos Aliados, onde foram registados todos os temas em formato “live”.
Para acompanhar um momento de tranquilidade, junto da lareira, em momentos íntimos com amigos. O disco perfeito para socializar num qualquer espaço acolhedor.
Nota: Bom.
É já quinta-feira dia 27 que os Souq vão apresentar o seu disco“The Dynamite Sisters - Volume Three Of The Red Desert Saga”, a partir das 21.30h no Teatro Aveirense.
O bilhete custa 10€ mas inclui a oferta do disco. Não Percam!
Aqui vos deixo um pequeno aperitivo:
Há quem pense, eu incluído, que a grande prova de fogo de um músico ou de uma banda é a marca do terceiro álbum. Quando se chega aí, é que dá para perceber se se trata de uma aposta que correu mal ou se estamos perante um valor seguro.
Ora o Senhor Vulcão (Bruno Pereira fora da música) tornou-se um valor seguro logo no primeiro álbum, não foi à toa que escolhi “Montanha”, o Vol. Nº1 desta verdadeira saga, como melhor disco do ano de 2014. Estatuto que com a edição dos Vol. Nº2 – “Canções do Bandido” e Nº3 – “Flores do Bem”, fica mais que confirmado.
No passado dia 8 de Outubro a honra de inaugurarem o renovado Auditório da Associação Cultural Mercado Negro, coube aos Ditch Days.
A banda lisboeta veio apresentar “Liquid Springs”, o seu disco de estreia inspirado nas sonoridades que podemos catalogar como Indie Dream Pop.A plateia não era tanta como a que eu desejava, mas para quem começou há tão pouco tempo, até que não foi nada má.
O mais importante mesmo, foi que a banda saiu daqui com mais admiradores que tinha quando chegou.