Na 2ª noite de concertos do Festival St Culterra’11, pouco depois das 21h30 sobem ao palco os Hot Pink Abuse. Banda inicialmente composta por: Vítor J. Moreira, Geraldo Eanes e Miss Tish e que se estreou precisamente neste Festival na edição de 2008 com o seu álbum: “Nowadays” e que actualmente conta com uma nova vocalista: Rebecca Moradalizadeh e com Ricardo Neto na bateria.
Apenas conhecia dois ou três temas, mas era o "Hit Me And Run", que há muito me despertava o interesse.
Foi um concerto cheio de pop e sobretudo de muita electrónica e vários eram os que ali estavam a desfrutar da música, mas eu pessoalmente, continuo a preferir apenas aquele tema.
http://www.myspace.com/hotpinkabuse http://facebook.com/hotpinkabuse
As pessoas que aos poucos ia chegando distribuíam-se entre a frente do palco e as bancadas, o que não dava para conseguir ter uma noção precisa da quantidade de público ali presente.
A noite prossegue com mais um concerto e ouvem-se os primeiros acordes dos The Eleanors, uma banda Rock da Maia, com um Ep editado em 2009 intitulado: “Back to lies and Tv shows” e composta por: Miguel Rizzo (voz e guitarra), Hugo Marques (teclados), Tiago Barrigana (baixo) e Manuel Ferreira (bateria).
Encontrei esta frase no facebook da banda:
"Se ouvir as músicas apenas uma vez, nós garantimos que as vai cantar mais tarde. Este é o efeito dos The Eleanors. É rock, é movimento, é alegria e paixão." E sem dúvida que assim foi!
Além da boa presença em palco, as músicas têm um bom ritmo, as letras dão vontade de acompanhar e o público manifestava-se com agrado. Foram para mim uma agradável surpresa e parecia serem já muitos os conhecedores deste projecto.
Gostei bastante do concerto e comprovo o efeito, pois todas as músicas que gravei, canto-as (ou pelo menos tento)
http://www.theeleanors.com http://www.myspace.com/theeleanorsofficial
Já com uma plateia maior, começa o que para a maioria seria o concerto esperado The Chameleons Vox.
A 2ª banda internacional do Festival e mais uma estreia para mim.
Os ChameleonsVox são: Mark Burgess, baixista, vocalista e letrista da banda dos anos 80 “The Chameleons” (UK) terminada em 2003, que juntamente com outros músicos tem como objectivo manter vivas as músicas da banda original.
Se dúvidas haviam quanto à qualidade desta banda, para mim, que sou um pouco céptica em relação a estes revivalismos, dado algumas desilusões, essas rapidamente se desfizeram.
Este é um dos exemplos em que o tempo passa, mas a idade só prova experiencia e embora com outra formação a qualidade está toda lá:
a qualidade vocal, a presença em palco e os músicos de excelência fizeram as delícias do público.
Houve um momento em que Mark Burgess de joelhos e enquanto se balançava ao som da música que começava, admirava toda a plateia e a saudava. Um encore (e não apenas de uma música) não foi o suficiente e afirmações como: “Thank you very much all of you”…,”…very special place, special country” e “fantastic place, fantastic people…”, foram feitas de braços abertos e acompanhadas por um grande sorriso!
http://www.chameleonsvox.co.uk
De salientar a qualidade do local, felicitar os responsáveis pelo Festival por toda a organização e pelas bandas que ali levam.
Este ano optaram por menos bandas e por dois nomes internacionais, mas foi um festival com a grande qualidade habitual!
Gostava também de referir o aspecto que achei menos positivo, que foi a nível de som.
Nas edições de 2009 e de 2010 achei o som muito superior.
Nestas duas noites notaram-se algumas falhas em praticamente todos os concertos e embora na 2ª noite o som já estivesse muito melhor, mantinha-se demasiado alto; em algumas bandas retirava-lhes até alguma qualidade e só parecia aceitável nas bancadas. Com o palco naquele local a distancia entre este e as mesmas era bastante, o que não seria de todo agradável para as bandas estarem a tocar para um público assim tão retirado, já para não falar da minha “aversão” a concertos sentados, sobretudo com bandas nestes estilos musicais!
Esperamos pela edição de 2012, com muito boa música.
Texto e Fotos de: Maria João de Sousa
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terça-feira, 9 de agosto de 2011
St Culterra 2011 - Dia 2
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terça-feira, 12 de julho de 2011
St Culterra 2011
É já daqui a pouco mais de uma semana que se vai realizar mais uma edição do St Culterra. O local é novamente o Parque da Rabada em Santo Tirso, as entradas são gratuitas e os concertos têm início às 21h30m.
Este ano a "acção" vai decorrer apenas num palco, mas mesmo assim é um excelente programa.
Senão vejamos, na sexta as bandas são: Madame Godard, Utter e Shout Out Louds.
Para a noite de sábado há: Hot Pink Abuse, The Eleanors e The Chameleons Vox.
Não há desculpas para não ir, aqueles que não puderem mesmo, podem sempre ler como foi aqui n'A Certeza da Música que este ano é parceiro oficial do festival.
Aqui fica o video da banda que vai abrir as "hostilidades" no primeiro dia:
Este ano a "acção" vai decorrer apenas num palco, mas mesmo assim é um excelente programa.
Senão vejamos, na sexta as bandas são: Madame Godard, Utter e Shout Out Louds.
Para a noite de sábado há: Hot Pink Abuse, The Eleanors e The Chameleons Vox.
Não há desculpas para não ir, aqueles que não puderem mesmo, podem sempre ler como foi aqui n'A Certeza da Música que este ano é parceiro oficial do festival.
Aqui fica o video da banda que vai abrir as "hostilidades" no primeiro dia:
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Utter
sábado, 5 de setembro de 2009
Como Foram as Noites Ritual 2009
No passado sábado tive o prazer de cumprir um desejo antigo, finalmente fui às Noites Ritual que este ano celebram a sua 18ª edição.Não pude ir na sexta-feira, logo não assisti a uma enchente de cerca de 15000 pessoas, não só para verem particularmente os Deolinda, surpreendente fenómeno de vendas (sim ainda há grupos que vendem discos) e popularidade em Portugal, mas também para ver Manuel Cruz, com o seu projecto Foge Foge Bandido, Dead Combo que vieram apresentar o seu último álbum “Lusitânia Playboys” e claro os grupos do Palco Ritual com Peltzer, Noiserv e One Man Hand. As imagens dessa noite podem ser vistas aqui.
Queria dar primeiro uma palavra sobre a organização que esteve irrepreensível, tudo me pareceu correr bem, horários cumpridos e opção de “entremear” as actuações dos dois palcos, pareceu-me bastante boa, evitou qualquer tipo de tempos mortos e assim qualquer espectador podia assistir a todos os concertos.
Gosto muito do conceito deste Festival que consegue fechar a época do verão com chave de ouro e ainda por cima só com grupos portugueses.
A noite que eu vi tinha no Palco Ritual os Hot Pink Abuse, o Paul da Silva e o grupo Andrew Thorn, todos projectos interessantes e que se devem seguir com atenção.
No Palco Principal as honras de abertura foram dadas aos Os Pontos Negros, banda que está a ficar mais adulta, fruto de uma maior rodagem ao vivo. Eu já os tinha visto a tocar no Mercado Negro, com o seu reduzido espaço, e já tinha gostado, mas agora gostei de ver que eles não se deixam intimidar com plateias maiores, o tira teimas vai ser o concerto dos trinta anos dos Xutos (que eu conto ir ver e depois contar). Como o tempo e actuação não era muito, a banda tocou praticamente todos os temas mais conhecidos, para agrado de um já aguerrido grupo de conhecedores na primeira fila que não deixou de cantar os temas e de apoiá-los.
A segunda banda deste palco foram os Blind Zero, grupo que estava de regresso a casa e foi muito bem recebida pelo público. A introdução à actuação foi feita com o tema “Blue Velvet” da banda sonora do filme com o mesmo nome, e o alinhamento completo dos temas foi: Trashing the Beauty / Shine On / Tree / Slow Time Love / Where is My Mind (versão do tema dos Pixies) / Uma nova, do próximo disco prestes a sair / Skull e a terminar a, ainda, grande canção Big Brother.
Foi um dos melhores concertos deles que vi, penso que a banda está a ficar ainda melhor ao vivo e com um historial que permite fazer um concerto quase só com “singles” que toda a gente conhece.Durante a actuação foi também feita uma referência à possível privatização do Palácio de Cristal, decisão polémica que tem posto muita gente, do Porto e não só a mexer-se contra esta ideia, saibam mais e se concordarem assinem a petição aqui.

Por fim a banda mais esperada da noite, os Mão Morta. Este grupo, com mais de vinte anos de carreira, continua a dar excelentes concertos, por mim estão a ficar cada vez melhores, chama-se a isto saber “envelhecer”.
É claro que Adolfo Luxúria Canibal não podia ficar alheio à situação do futuro do Palácio de Cristal e que deliciosa foi a referência que ele fez, em jeito de prosa declamada, em que nos contou toda a história do Palácio até aos dias de hoje e que serviu de introdução ao tema “As Tetas da Alienação”.O alinhamento completo foi:
Aum / Budapeste / As Tetas da Alienação / E Se Depois / Tu Disseste / Bófia / Em Directo Para a Televisão / Barcelona / 1º de Novembro / Quero Morder-te as Mãos / Vamos Fugir / Cão da Morte – Chabala / Charles Manson (com a letra actualizada para Putin) e a rematar o tema Anarquista Duval.
Assim remataram os Mão Morta a sua actuação, tive pena que não tocassem o Ou’blá e o Lisboa, mas pronto, não se pode ter tudo. Foi mais um grande concerto, coisa que já é habitual. Espero apenas que continuem por mais vinte anos e que nos brindem com mais discos e bons de preferência.
Assim acabaram estas Noites Ritual que eu também espero que continuem por muitos anos e de preferência no mesmo sítio.
Quero agradecer especialmente ao Ivo do Blog A Imagem do Som a disponibilização das imagens, "I think this is the beginning of a beautiful friendship".
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