Já há algum tempo atrás, falei do fantástico disco Tejo Beat neste blog, podem ler sobre ele aqui - http://acertezadamusica.blogspot.pt/2011/05/tejo-beat.html
A publicação recente de um documentário sobre o disco, no youtube, faz-me voltar a ele.
Aqui o partilho para que todos possam desfrutar desta belíssima recordação:
Aproveito para recordar a participação dos Ornatos Violeta no disco, com Tempo de Nascer, atravéz de um vídeo captado no concerto deles no coliseu do Porto, vale a pena:
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quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
Tejo Beat - Doc.
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segunda-feira, 16 de maio de 2011
Tejo Beat
No ano da Expo 98, Exposição Mundial que tinha como tema os Oceanos, e com o apoio financeiro de quem a organizou, a partir de uma ideia de Henrique Amaro, nasceu o Tejo Beat, um disco cujo nome era inspirado no Mangue Beat, movimento musical brasileiro liderado por Chico Science & Nação Zumbi, e que pretendia mostrar um pouco do melhor que havia na nova música portuguesa.
Cada banda convidada entrava com uma canção original que iria ser gravada no estúdio de Mário Barreiros e depois produzida por Mário Caldato Jr. (produtor brasileiro conhecido por ter trabalhado com os Beastie Boys).
O disco abria com o som de um comboio a chegar a uma estação, tal como o início de “Mudam-se os Tempos Mudam-se as Vontades” de Zé Mário Branco, só que desta vez, em vez da Gare de Austerlitz, era a Gare do Oriente, estação que se inaugurava na altura.
O primeiro tema falava dessa mesma mudança e era um original dos Cool Hipnoise com “change”, depois havia Da Weasel que iam no seu segundo álbum e contribuíam com o seu “produto habitual”, os Primitive Reason, banda composta por elementos de vários países e que na altura era uma das “coqueluches” da música portuguesa, trazia “quando uno pisa un caracol”, Ithaka, projecto do californiano Darin Pappas que na época vivia em Portugal, com Arkham Hi*Fi, traziam “the day was hot”, Boss AC trazia o seu hip-hop com “it’s all right”, os Flood, banda que eu adorava, tocavam “viaje universal”, os Blasted Mechanism a darem os seus primeiros passos discográficos tinham "thick tongue", os Zen que tinham acabado de editar “The Privilege of Making the Wrong Choice”, entravam com “air”, os Blind Zero já tinham dois ábuns bem sucedidos e traziam”the wire” e os Ornatos Violeta contribuíam com “tempo de nascer” um ano antes do sucesso estrondoso de “O Monstro Precisa de Amigos”.
Já passaram 13 anos desde o lançamento deste disco, mas posso garantir que ainda sabe muito bem ouvi-lo de uma ponta à outra.
Para o provar deixo aqui um vídeo, que descobri recentemente, com os Zen a cantar o seu tema “air” a 15 e Setembro de 1998 no palco 6 da Expo – aquele palco onde tocaram quase todos os projectos portugueses da altura e com o que o Henrique Amaro (e muitos daqueles que como nós, gostam de música portuguesa) sonhou um dia ter “em cada uma das nossas capitais de distrito”.
Aproveito para lembrar que esta banda de culto vai dar um concerto que se prevê grande no Hard Club dia 4 de Junho, vejam toda a informação aqui.
Cada banda convidada entrava com uma canção original que iria ser gravada no estúdio de Mário Barreiros e depois produzida por Mário Caldato Jr. (produtor brasileiro conhecido por ter trabalhado com os Beastie Boys).
O disco abria com o som de um comboio a chegar a uma estação, tal como o início de “Mudam-se os Tempos Mudam-se as Vontades” de Zé Mário Branco, só que desta vez, em vez da Gare de Austerlitz, era a Gare do Oriente, estação que se inaugurava na altura.
O primeiro tema falava dessa mesma mudança e era um original dos Cool Hipnoise com “change”, depois havia Da Weasel que iam no seu segundo álbum e contribuíam com o seu “produto habitual”, os Primitive Reason, banda composta por elementos de vários países e que na altura era uma das “coqueluches” da música portuguesa, trazia “quando uno pisa un caracol”, Ithaka, projecto do californiano Darin Pappas que na época vivia em Portugal, com Arkham Hi*Fi, traziam “the day was hot”, Boss AC trazia o seu hip-hop com “it’s all right”, os Flood, banda que eu adorava, tocavam “viaje universal”, os Blasted Mechanism a darem os seus primeiros passos discográficos tinham "thick tongue", os Zen que tinham acabado de editar “The Privilege of Making the Wrong Choice”, entravam com “air”, os Blind Zero já tinham dois ábuns bem sucedidos e traziam”the wire” e os Ornatos Violeta contribuíam com “tempo de nascer” um ano antes do sucesso estrondoso de “O Monstro Precisa de Amigos”.
Já passaram 13 anos desde o lançamento deste disco, mas posso garantir que ainda sabe muito bem ouvi-lo de uma ponta à outra.
Para o provar deixo aqui um vídeo, que descobri recentemente, com os Zen a cantar o seu tema “air” a 15 e Setembro de 1998 no palco 6 da Expo – aquele palco onde tocaram quase todos os projectos portugueses da altura e com o que o Henrique Amaro (e muitos daqueles que como nós, gostam de música portuguesa) sonhou um dia ter “em cada uma das nossas capitais de distrito”.
Aproveito para lembrar que esta banda de culto vai dar um concerto que se prevê grande no Hard Club dia 4 de Junho, vejam toda a informação aqui.
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quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
Figuras Musicais do Ano
Continuando os balanços do ano musical, decidi criar uma rúbrica para as "figuras" que tiveram mais destaque e importância na música portuguesa.
As minhas escolhas vão em primeiro lugar para
Henrique Amaro porque mais uma vez, continuou a sua "luta" de há muitos anos, pela música feita por portugueses e pela sua divulgação. Destaco-o juntamente com a Optimus Discos porque desde o ano passado, tem sido esta iniciativa a dar voz a muitas bandas e projectos musicais portugueses. Só este ano foram lançados 22 EP’s de download gratuito e ainda tem levado muito desses músicos a tocar ao vivo em vários festivais pelo país.
Ora quem defende assim a nossa música, merece todo o apreço de todos aqueles que, como eu, gostam da música portuguesa.
A segunda figura a merecer destaque é o "incontornável" B Fachada músico que vai despertando “amores e ódios” pelo país, mas cuja criatividade e dinâmica é inegável.
Depois do álbum homónimo ter sido aclamado pela crítica no ano passado, este ano trouxe “Há Festa na Moradia”, lançado no início do Verão em download gratuito (mais de dez mil descargas contabilizadas) e remata o ano lançando um disco – “É Pra Meninos”, desta vez em Trio.
Depois de se ouvirem com atenção estes três últimos trabalhos, só com alguma má-fé é que não se pode reconhecer, pelo menos, uma enorme capacidade de produção, de "adivinhar" aquilo que os seus fãs gostam e ao mesmo tempo conseguindo surpreendê-los, como é o caso deste disco mais recente que vêm "disfarçado" de disco infantil, mas que me parece ser mais indicado para os pais.
Eu particularmente fiquei convencido depois de ver em dois concertos na mesma semana, um a solo no St Culterra e outro em Trio no Bons Sons, o efeito de "sedução involuntária" que ele exerce sobre o público que fica completamente "na sua mão" e acaba a cantar com ele a maioria das suas canções.
A terceira figura do ano só podia ser o incansável Paulo Furtado/The Legendary Tigerman
Depois da edição do fantástico “Femina” no ano passado que já o levou a dezenas de locais no nosso País e no estrangeiro (chegou a fazer a primeira parte de uma mini tour de Jarvis Cocker dos Pulp por França e Benelux), dando concertos memoráveis, sendo algumas vezes acompanhado pelas cantoras que participam no disco em pessoa ou nos ecrans que o acompanham onde também são projectadas pequenas curtas metragens realizadas por ele e que ilustram as suas canções.
A sua edição em França este ano já o colocou no top dos melhores do ano da revista Les Inrockuptibles. No Festival Optimus Alive foi responsável pela programação de um dia, numa das tendas.
O concerto das Noites Ritual que acabou com um jovem do público a tocar bateria, vai ficar muitos anos na memória de todos.
E o ponto mais alto para este disco, vai ser atingido, merecidamente em Janeiro com os concertos nos Coliseus de Lisboa e Porto. Nada que eu não tivesse já "vaticinado e previsto" neste artigo de Fevereiro deste ano.
Ah e entretanto o próximo disco dos Wray Gunn já deve estar todo gravado e vai ser lançado provavelmente no primeiro semestre de 2011 o que nos dá a garantia de termos o Paulo como figura musical, por muitos e bons anos.
As minhas escolhas vão em primeiro lugar para
Henrique Amaro porque mais uma vez, continuou a sua "luta" de há muitos anos, pela música feita por portugueses e pela sua divulgação. Destaco-o juntamente com a Optimus Discos porque desde o ano passado, tem sido esta iniciativa a dar voz a muitas bandas e projectos musicais portugueses. Só este ano foram lançados 22 EP’s de download gratuito e ainda tem levado muito desses músicos a tocar ao vivo em vários festivais pelo país.
Ora quem defende assim a nossa música, merece todo o apreço de todos aqueles que, como eu, gostam da música portuguesa.
A segunda figura a merecer destaque é o "incontornável" B Fachada músico que vai despertando “amores e ódios” pelo país, mas cuja criatividade e dinâmica é inegável.
Depois do álbum homónimo ter sido aclamado pela crítica no ano passado, este ano trouxe “Há Festa na Moradia”, lançado no início do Verão em download gratuito (mais de dez mil descargas contabilizadas) e remata o ano lançando um disco – “É Pra Meninos”, desta vez em Trio.
Depois de se ouvirem com atenção estes três últimos trabalhos, só com alguma má-fé é que não se pode reconhecer, pelo menos, uma enorme capacidade de produção, de "adivinhar" aquilo que os seus fãs gostam e ao mesmo tempo conseguindo surpreendê-los, como é o caso deste disco mais recente que vêm "disfarçado" de disco infantil, mas que me parece ser mais indicado para os pais.
Eu particularmente fiquei convencido depois de ver em dois concertos na mesma semana, um a solo no St Culterra e outro em Trio no Bons Sons, o efeito de "sedução involuntária" que ele exerce sobre o público que fica completamente "na sua mão" e acaba a cantar com ele a maioria das suas canções.
A terceira figura do ano só podia ser o incansável Paulo Furtado/The Legendary Tigerman
Depois da edição do fantástico “Femina” no ano passado que já o levou a dezenas de locais no nosso País e no estrangeiro (chegou a fazer a primeira parte de uma mini tour de Jarvis Cocker dos Pulp por França e Benelux), dando concertos memoráveis, sendo algumas vezes acompanhado pelas cantoras que participam no disco em pessoa ou nos ecrans que o acompanham onde também são projectadas pequenas curtas metragens realizadas por ele e que ilustram as suas canções.
A sua edição em França este ano já o colocou no top dos melhores do ano da revista Les Inrockuptibles. No Festival Optimus Alive foi responsável pela programação de um dia, numa das tendas.
O concerto das Noites Ritual que acabou com um jovem do público a tocar bateria, vai ficar muitos anos na memória de todos.
E o ponto mais alto para este disco, vai ser atingido, merecidamente em Janeiro com os concertos nos Coliseus de Lisboa e Porto. Nada que eu não tivesse já "vaticinado e previsto" neste artigo de Fevereiro deste ano.
Ah e entretanto o próximo disco dos Wray Gunn já deve estar todo gravado e vai ser lançado provavelmente no primeiro semestre de 2011 o que nos dá a garantia de termos o Paulo como figura musical, por muitos e bons anos.
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