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terça-feira, 25 de setembro de 2012

Dead Combo e a Royal Orquestra das Caveiras nas Noites Ritual 2012

Nos passados dias 31 de Agosto e 1 de Setembro, decorreu a vigésima edição das Noites Ritual. Bonita idade para um festival que contra ventos e marés, teima em aguentar-se e continuar o seu caminho de divulgação do que há de melhor na música portuguesa.
Desde que as Noites Ritual começaram já muitos outros festivais nasceram e morreram, mas mesmo com uma edição em formato mais reduzido no número de bandas, a qualidade manteve-se e o público não deixou de aderir ao evento.
Perdeu-se na quantidade, senti até, alguma falta da descoberta dos novos valores que apareciam, como é tradição na concha, mas ganhou-se em concertos mais completos, com direito a encores e tudo, no palco Ritual, por isso o balanço não deixa de ser positivo.
Para a primeira noite tivemos direito a dois dos projectos mais estimulantes da música actual, primeiro com Dead Combo e a Royal Orquestra das Caveiras e depois com Wraygunn.
O Concerto de Dead Combo começou com Pedro Gonçalves e Tó Trips sozinhos em palco a tocar Rumbero, de Vol.1 o primeiro disco deles, para logo depois, já com os membros da Orquestra, Ana Araújo no piano, João Cabrita no saxofone, João Marques no trompete, Jorge Ribeiro no trombone e Alexandre Frazão na bateria, já em palco, tocarem Sopa de Cavalo Cansado de Lusitânia Playboys e Anadamastor de Lisboa Mulata, Cuba 1970, o tema que mais gosto de ouvir com a Orquestra, Manobras de Maio 06 e Desert Diamonds/Enraptured With Lust, trouxeram-nos de volta a Lusitânia, para entrarmos de seguida no Vol.2 ao som de Mr. Eastwood.
O público que já enchia o recinto ia pontuando cada final de tema com grandes aplausos, entretanto aparece a “desbunda” de Temptation, tema original de Tom Waits que os Dead Combo facilmente tornam como deles, voltam a Lusitânia Playboys para tocar o tema com este nome e Old Rock’N’Roll Radio, para passarem pelo Vol.2 com Rodada.

Tendo Paulo Furtado como convidado muito especial, tocam Blues da Tanga do último álbum, um dos momentos especiais da noite, seguido daquele que já se pode considerar um hit, salvo seja, Lisboa Mulata que deu para por toda a gente a abanar com aquele fortíssimo ritmo de inspiração africana.
Para acabar veio a Marchinha de Santo António que aumentou ainda mais a marca lisboeta nesta noite portuense e que acabou com o personagem de Pedro Gonçalves a “expulsar” todos os músicos do palco.
Claro que teve de haver encore, o público assim o exigiu, e entraram com aquele cheiro a fado de Esse Olhar Que Era Só Teu em que a guitarra parece que canta e arrepia, mesmo o mais insensível. A terminar vieram os temas Cacto do primeiro álbum e Malibu Fair do terceiro que terminaram em beleza um excelente concerto que encantou todos os encheram o recinto.
Foi um excelente arranque para duas que se adivinhava que iam ser de pura magia.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Agenda - Noites Ritual 2012

No ano em que se comemoram os 20 anos de existência das Noites Ritual elas mudam parcialmente de forma e abrem-se ainda mais à cidade do Porto.
Ao contrário das outras edições em que tinhamos 12 bandas a tocar em dois palcos no Palácio de Cristal, durante dois dias, desta vez teremos apenas 4 bandas, mas com uma série de actividades paralelas a decorrer já a partir de hoje e até dia 1 de Setembro no Hard Club.

As Noites no Palácio de Cristal vão ter:

31 de Agosto
22h - Dead Combo e a Royal Orquestra das Caveiras
00h - Wraygunn

1 de Setembro
22h Paus
00h A Naifa

Durante as duas noites, à semelhança dos outros anos vai haver o Mercado Ritual, Animação de Rua e Performance na Concha.

O programa do Hard Club é o seguinte:

27 Ago a 2 Set - das 10h00 às 22h00 [entrada livre]
exposição - “Espelho Meu – História do Rock Português em 38 Pinturas” de Sardine & Tobleroni
27 Ago; das 15h00 às 18h00 e das 20h00 às 24h00 [entrada livre]
graffiti pelo writer “Third”
27 Ago das 18h00 às 20h00 [entrada livre]
workshop - O Vídeo e a Internet não Mataram a Rádio”
Desafios e ideias para a rádio dos tempos 2.1 - por Álvaro Costa
27 Ago das 22h00 às 22h45 [entrada livre]
rituais musicias - DJ Osir.
27 Agodas 23h00 às 23h45 [entrada livre]
rituais musicias - Grito Cru

28 Ago das 18h00 às 19h30 [entrada livre]
workshop de guitarra - por Paulo Barros.
28 Ago das 22h00 às 22h45 [entrada livre]
rituais musicais - Drop Etnica
28 Ago das 23h00 às 23h45 [entrada livre]
rituais musicais - SoulRichard.

29 Ago das 18h00 às 20h00 [entrada livre]
workshop de didgeridoo - por Renato Oliveira
29 Ago das 22h00 às 23h15 [entrada livre]
rituais musicais - DJ RSound
29 Ago das 23h30 às 00h30 [entrada livre]
rituais musicais - DJ Siraiva

30 Ago das 18h00 às 20h00 [entrada livre]
conferência -Conversas Ritual” - com Adolfo Luxuria Canibal (Mão Morta), Ace (Mind da Gap), André Tentúgal (WeTrust), Paulo Furtado (Wraygunn e Legendary Tigerman)
Moderador: Artur Silva.
30 Ago das 22h00 às 22h40 [entrada livre]
rituais musicais - Mano
30 Ago das 23h00 às 23h45 [entrada livre]
rituais musicais - Sacapelástica

1 Set das 00h00 às 06h00
rituais musicais - Ritual Late Night DJ’S.

Para saberem mais basta irem à página das Noites Ritual onde poderão obter informação mais detalhada.

"O Ritual Vai-se Cumprir!"

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Dead Combo & Royal Orquestra das Caveiras no Theatro Circo

 O Theatro Circo de Braga, foi construído em 1915 para entrar para a história, por ter a sala de espectáculos mais glamourosa de Portugal e pela qualidade excepcional de sua programação; passados longos anos foi minuciosamente reformado e reabriu em 2006.
 No passado dia 22 de Outubro, em fim-de-semana que antecedia a comemoração do 5º aniversário de reabertura do mesmo, este uma vez mais, recebe uma grande banda e proporciona uma noite fantástica.
 Tó Trips (Guitarras), Pedro Gonçalves (Contra Baixo, Guitarras, Melódica e Theremin): apenas dois homens e vários instrumentos em palco, pouca luz e a mistura de vários elementos peculiares, desde flores, malas, rádios e Tv’s antigas, onde o theremin se confunde com as antenas de um dos rádios, tudo isto, juntamente com a sua indumentária, criam um cenário único e capaz de levar o nosso imaginário a ambientes um pouco distintos.
Esta dupla que forma os Dead Combo comunica através da música e pouco usa as palavras.

Tó Trips fala essencialmente na apresentação dos temas e desta vez Pedro Gonçalves, para além de agradecer ao público, também tomou a palavra no mínimo por três vezes, para apresentar os músicos que a eles se juntaram em vários temas durante o concerto: Ana Araújo, Alexandre Frazão, João Marques, João Cabrita e Jorge Ribeiro (um piano, um saxofone, um trompete, um trombone e uma bateria), são eles a Royal Orquestra das Caveiras, que os acompanhou por diversas vezes desde 2009.
Este concerto como que misturou o encerramento do ciclo de “Lusitânia Playboys” (álbum de 2008), com a apresentação do seu 4º álbum recém-editado: “Lisboa Mulata”.
Este álbum conta com as colaborações de: Sérgio Godinho (escreveu uma letra), Camané que diz essa mesma letra e Marc Ribot com a participação em quatro temas.
O nome do álbum, surgiu aliado ao facto de fazerem questão de referir que são de Lisboa sempre que tocam no exterior e pela coincidência da existência de uma guitarra acústica mais pequena que o normal e que pertencia à mãe do Pedro,
Guitarra essa usada na maioria dos temas e que descobriram que foi fabricada em 1969, por Duarte Costa, senhor este, que teve uma escola de guitarra clássica, em Lisboa e Coimbra, entre os anos 50 e 60, e criou este modelo chamado: Mulata (guitarras acústicas, mas mais pequenas por serem para os miúdos).
Em Lisboa Mulata, os Dead Combo regressam às "raízes da banda": composições com poucos arranjos e melodias simples, numa mescla de fado, música de westerns, blues e world music, para partir em busca de uma "Lisboa africana". (…) a dupla troca a melancolia pela sensualidade, quais cowboys no encalço de uma Lisboa com rosto e corpo de mulher mulata.
 E foi assim que a belíssima sala do Theatro Circo, com a plateia praticamente lotada, se “transformou” numa Lisboa Mulata, recheada de beleza de ritmos e sensações.

Texto e Fotos gentilmente cedidas por Maria João de Sousa, conteúdo de http://www.fenther.net/

terça-feira, 19 de abril de 2011

Dead Combo e a Royal Orquestra das Caveiras em Aveiro

Na passada quinta-feira o Teatro Aveirense encheu para assistir a um grandessíssimo concerto, os “culpados” foram o Tó Trips e o Pedro Gonçalves, que formam os Dead Combo, e a Royal Orquestra das Caveiras, constituída pela Ana Araújo no piano, Alexandre Frazão na bateria, João Cabrita no saxofone, João Marques no trompete e Jorge Ribeiro no trombone, que enriquecem e de que maneira as já bonitas músicas do duo. Às vezes dá vontade de lhes chamar canções, é que aquela guitarra parece que tem voz própria e canta para nós.
O som que eles tocam é muito cinematográfico, Clint Eastwood é evocado com um tema que lembra os seus westerns, Vasco Santana inspirou “Assobio” que é um dos temas mais conhecidos e aplaudidos, mas depois também há Lisboa que aparece no “Manobras de Maio” que lembra o Fado de Amália e também no “Lusitânia Playboys” que mete músicos de Jazz à pancada com marinheiros no Cais do Sodré.
As músicas foram sendo apresentadas por um muito bem-humorado Tó Trips que quase se desmanchava a rir ao tentar assobiar e que ia mandando uma ou outra inspirada “boca”, sobre a situação que o nosso País atravessa. Em relação a isso, o que nos vai valendo é a magia da música, que acaba por nos ajudar a esquecer esses problemas por momentos, e a música dos Dead Combo cumpriu muito bem essa função.
Adorei ouvir, ainda mais que as outras, o “Cuba 1970” que fica excelente com o acompanhamento da Orquestra, a “Canção do Trabalho” e a abertura do encore, muito exigido, que se chama “Entre Lisboa e Berlim” e que foi escrita em conjunto com o Carlos Bica, depois ainda foi tocado “Cacto” uma das primeiras músicas da sua carreira e tudo acabou com “Malibu Fair”.
Este foi o alinhamento de uma noite que vai ficar na minha memória por muito tempo:
Agora que os vi com a Orquestra e sem ela, fiquei com um dilema: não sei de qual versão é que mais gosto, acho que vou ter de repetir a “dose”, muitas e muitas vezes!