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terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Lithium – Red


Disco apreciado por Miguel Estima

Um dos melhores discos que me chegou neste mês de Janeiro, foi este “Red” dos Lithium. Um disco transversal em nacionalidades já que o quarteto é composto por três finlandeses e ainda com o “nosso” André Fernandes. Na tour ainda vão contar o saxofonista Gianni Gagliardi, catalão mas radicado em Nova Iorque.
 O disco tem um toque limpo, com as camadas certas de ritmo e harmonia. Nem exageros, nem grandes artefactos, contudo estamos perante um brilhante disco que conta com uma energia contagiante. Desde o Bruin Bay escrito pelo pianista Alexi Tuomarila, o disco vai num viagem no tempo por um Falling do baterista Joanne Taavitsainen, mas a bateria é muito mais vibrante no tema seguinte Interstellar.
Mas se os três primeiros temas já nos deixam rendidos, o restante do disco é uma pura degustação gourmet destes brilhantes músicos. Sou suspeito a falar do André Fernandes (guitarrista) porque admiro a forma como tem vindo a progredir como músico e a presença em grupos internacionais, mas surpresa vai para o pianista Alexi Tuomarila que tem uma forma muito peculiar de tornar cada acorde, criando um momento único nos temas.
Está muito bem misturado já que a presença da bateria do Joanne Taavitsainen e o baixo do Joonas Tuuri, não entram em conflito. Uma das coisas que me agradou mesmo muito foi a brilhante mistura, sem um destaque a nenhum instrumento e tudo a soar muito bem, o é um caso cada vez mais raro. Este será um disco para nos acompanhar ao longo deste ano, que promete ser um profícuo ano de jazz.

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Paulo Silva Trio - Mãe

Disco apreciado por Miguel Estima

O disco já não é assim muito recente, mas como habitualmente, interessa mais falar de um disco quando ele nos preenche. Se temporalmente ele já foi lançado há alguns meses, isso são meras questões temporais que podem ficar desligadas e submetidas para segundo plano.
 Paulo Silva esse baterista Brasileiro que anda por Santiago de Compostela a espalhar um bocado da sua magia, cruzou-se pelo caminho com um já habitual das minha resenhas discográficas o Valentin Caamano na guitarra e juntou-se ao Alberte Rodriguez em Fevereiro de 2016, num estúdio e tocaram temas, uns originais como 6:26 do Valentim, Quatro do Alberte e Praiaba do Paulo, os restantes temas são adaptados pelo trio e gravados neste álbum.
 A poesia da língua, está neste encontro entre a musica e a simplicidade. Despojada de grandes ruídos alheios, e de floreados a mais, o disco do Paulo é um reflexo do melhor que um artista pode fazer, mostrar-se, não ter receio de ir, e se juntar com os amigos e gravar o disco. Esse encontro, que se torna uma ode às mães, pela simplicidade com que cada bocadinho do disco cabe no nosso mundo. Sabe bem e conforta-nos ouvir o disco do Paulo. E isso deve ser um bom prenúncio de um brilhante futuro que estará nos horizontes.

Ricardo Formoso – Origens


Disco apreciado por Miguel Estima

Existe algo de mágico em cada embalagem de vinte por vinte que o carimbo (editora da Associação Porta-Jazz) coloca em cada edição. Faz com que cada disco seja único, não só por ser de edição numerada, como pelo formato pouco convencional para CD.
 Este Origens é o quadragésimo primeiro disco. Veio cheio de energia, com uma sonoridade muito própria. O Ricardo é da Corunha, estudou no conservatório da cidade natal, e seguiu estudos na ESMAE, gostou tanto do nosso país que decidiu descer mais um bocadinho e está neste momento nas margens do Mondego a desenvolver a sua actividade como músico e docente no Curso Profissional de Jazz do Conservatório de Coimbra.
O disco pretende ser auto-biográfico. Começando logo num bebop com “Povo Celta”, não poderia estar melhor o titulo para alguém que sabe de onde vem. Neste disco conta com o mestre Carlos Azevedo no piano, o José Carlos Barbosa no contrabaixo, o Marcos Cavaleiro na bateria, e ainda a participação especial do André Fernandes na guitarra em dois temas.
É um disco riquíssimo instrumentalmente, deste jovem trompetista que mostra uma maturidade muito própria ao longo dos sete temas, numa afirmação no Jazz sem um rotulo muito concreto, essas coisas de Europeu ou Ibérico tem um valor pouco determinante no momento que estamos a ouvir um disco. Tem um toque especial, o Ricardo absorveu como uma esponja um pouco da cultura desde a sua cidade natal, passando pela invicta e não descurando a nobre Coimbra. Com uma pitada de swing no ultimo tema do disco que promete ser um desvio para o rapaz certinho e atinadinho do jazz dos seis primeiro temas, elevando o disco para outro patamar mais funky.
Estamos perante um Brilhante trabalho que merece ser ouvido ao vivo num club onde o jazz seja devidamente valorizado. Porque a verdadeira essência do jazz está num ambiente próprio! E disso tenho a certeza que o Ricardo Formoso cria bons momentos com seu quarteto pelos clubs onde vão passando.

André Rosinha – Pórtico

Disco apreciado por Miguel Estima

Contrabaixo é capaz de ser um dos instrumentos que a nível pessoal mais me cativam dentro do jazz, depois o vibrafone, o saxofone, o piano. E poderia ir numa escala de instrumentos que aprecio mais ou menos. Poderia falar de muita coisa, como estar a escrever a critica naquele que é considerado o dia mais triste do ano. Mas porra, o disco é alegre, então?
André Rosinha, lançou no inicio deste ano o primeiro disco de originais “Pórtico”, pela Robalo Music. A editora indie do jazz, que revela a cada instante um grande nome do jazz, que anda meio escondido, ou diria, desculpem a minha ignorância ou falta de apreciação, escondido atrás de outros músicos que são mais reconhecidos. Quando estava a preparar esse texto fui cuscar para escrever alguma coisa de jeito e reparei que já fotografei o moço, esteve em Vilar de Mouros, com o Júlio e Salvador. E assim vai a cena, um dia sobem aos holofotes com um disco como líder e os escribas que se amanhem com a falta de esperteza de não os terem descoberto antes.
Pórtico é um disco singelo, com sete temas todos eles melodicamente bem executados, já que conta com uma base forte do vibrafone do Eduardo Cardinho, um toque do tradicional com o acordeão do João Barradas, o saxofone do Albert Cirera e uma bateria muito sublime do Bruno Pedroso. Num ritmo calmo, sem grande imposição André Rosinha e o seu contrabaixo, respiram de uma forma muito natural.
 Ele desliza calmamente ao longo do tempo, é fresco e suave, faz-nos sentir bem num dia de inverno, fica perfeito como banda sonora, com chuva ou nevoeiro, como à beira do rio Minho quando comecei a pensar neste texto.
 Se o ano de 2017 foi muito profícuo, 2018 começou de uma forma particularmente interessante com este “Pórtico”.

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Valentin Caamaño Trio - The Blind Wrestler

Apreciação de Miguel Estima

Pareceu-me quase prenda de sapatinho mas antes uns dias do Natal recebi mais um disco do Valentin Caamaño. O profícuo guitarrista Compostelano, editou mais um disco. Desta vez com produto interno, deixando uma marca forte do trajecto que tem vindo a criar no jazz da capital Galega.
Depois de Joy, este disco entra num universo mais complexo e livre ao mesmo tempo. Com os companheiros desta já longa jornada Alfonso Calvo no contrabaixo e o exímio LAR Legido na bateria, contado ainda com a participação especial de Xosé Miguélez no saxo tenor. Um disco que vive de uma experiencia colectiva muito rica, onde o free jazz colide com o swing, numa ambivalência que perdura no tempo, como um malte acastanha ao longo dos anos no barril.
 É neste respirar denso que se vive em Santiago que tão bem sentimos logo dos primeiros acordes, e que na audição ao longo dos sete temas, vão acontecendo flutuações, que por vezes transmitem uma quebra, mas bem conseguida. “O lutador cego”, é certamente um ponto de quebra de rotinas e de um jazz levezinho, porque nem todo o jazz é fácil de ser ouvido e de nos agarrar à primeira audição.

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Gonçalo Leonardo Quarteto - East 97th

Apreciação de Miguel Estima
A verdade é que tenho andado a ouvir tanta música ao vivo, que não tenho andado muito atento ao que vai acontecendo de lançamento jazzisticos. Este despertou-me logo o interesse, por ter um dos mais brilhantes pianistas que conheço o Yago Vásquez, e por ter sido gravado em Nova Iorque, onde a fama do jazz é mais vincada. E mais um pilha de coisas boas. Meti conversa com o Gonçalo e logo de imediato enviou-me o disco. E vim a descobrir este quarteto fantástico.
Logo de inicio da audição, deparamos com uma sonoridade claramente lusitana. Tem aquele toque de saudade, intrínseco, que percorre os vários segundos como de passos de tratasse numa caminhada pelas ruas da capital. É desse melancolismo, por vezes quebrado pelo piano do Yago como em “easy going”, que esta jornada nos transporta. O contrabaixo do Gonçalo é calmo, sem mostrar uma pujança de líder, conduz o quarteto de uma forma muito bem trabalhada, como em “Train Talk” ou num “Spring Beat”. O clima de festa instala-se no “Just a Folk Song”, terminando este disco com Loken, onde proliferam as improvisações colectivas de todos os participantes sendo eles: André Matos na guitarra e Tommy Crane na bateria, o já mencionado Yago Vázquez no piano e rhodes e o Gonçalo Leonardo no contrabaixo.
Mais um brilhante disco da Robalo Music, a editora mais indie dentro do jazz nacional, que merece todo o nosso carinho pelas excelentes propostas que nos vai apresentando.

Nota: Muito Bom

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Sílvia Pérez Cruz no Teatro Aveirense - Report


Sílvia Pérez Cruz – 26 de Junho 
Teatro Aveirense 
Desde que a descobri e soube que vinha ao Teatro Aveirense, fui espalhando, pela minha “rede” de amigos e não só, que provavelmente ia ser o melhor concerto do ano. Mal sabia eu que as minhas, já altas expectativas, ainda iriam ser superadas.
A sala ficou praticamente esgotada, o que me fazia antever que não era só eu a pensar assim. As caras que fui encontrando deram-me a entender que o Aveirense, nesta noite, era "A" sala da não só da cidade, não só do distrito, mas de toda a região.

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Daniel Pereira Cristo na Fábrica das Ideias - Report


Daniel Pereira Cristo – Apresentação de “Cavaquinho Cantado
 9 de Junho - 23 Milhas - Fábrica das Ideias 
A Fábrica das Ideias encheu-se para ver a apresentação do “Cavaquinho Cantado” o excelente disco de Daniel Pereira que, seguindo os sábios conselhos do grande Júlio Pereira e do produtor Hélder Costa, juntou a sua voz ao instrumento de sua preferência.
 Acompanhado por dois ilustres Gafanhões, o André Ramos na Viola Braguesa e o Diogo Riço na Bandola e Guitarra, Catarina Valadas na Flauta e Voz, Ana Conceição no Violoncelo e Voz, David Estevão no Contrabaixo e no Baixo, André NO na Bateria e nas Percussões e João Conceição na Percussão, deram um enorme recital de música tradicional a transitar para linguagens bem mais modernas. O espectáculo não seria tão bom, não fora também o trabalho de Diogo Cocharro no som e Sérgio Lajas nas luzes.

quinta-feira, 23 de março de 2017

Noiserv 12 Anos

Há quem diga que as boas coisas vêm em caixas pequenas, e a maneira que o Noiserv arranjou para comemorar os seus 12 anos de carreira, são a prova disso.
O multi-instrumentista decidiu presentear-nos com uma pen de 4 gigas que replica a mala que o tem acompanhado, desde que começou a espalhar a sua magia musical pelo mundo.
Excepcionalmente até à meia-noite de dia 24 de Março, podem comprar a peça, por 10€ e recebê-la com a sua discografia completa. É caso para dizer que ele é que comemora e nós é que recebemos a prenda. Saibam como aqui.   
A partir daí, se comprarem a peça por 10€, têm direito a um disco à escolha, em MP3. Se for por 20€, levam todos os discos na Flight-Case Pen Drive.
A mim, resta-me desejar-lhe, pelo menos, mais 12 anos de carreira.
Deixo um vídeo daquela que terá sido a canção que o colocou no meu "radar":

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Pedro Neves Trio - 05:21


Conheci o Pedro Neves no Imaxinasons em Vigo! Conhecia desde início do anoo seu primeiro disco de originais “Ausente”, lançado com o carimbo do PortaJazz em 2013.
Como é usual, ao vivo, os temas do trio ganham uma dimensão muito maior do que aquilo que se encontrava no disco. Notou-se uma clara e notória evolução, desde a criação destes temas em Dezembro de 2013 até ao verão de 2016. E fruto dessa experiência constante, que vem engrossar a sapiência do músico, vem este 05:21.

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Bode Wilson - 26


Já é habitual no jazz a facilidade como se criam afinidades musicais, explorando vivências comuns, ainda mais quando compartilham espaços semelhantes. Bode Wilson é o trio composto por João Pedro Brandão no Saxofone, Demian Cabaud no Contrabaixo e Marcos Cavaleiro na Bateria. Editaram em 2014 “26”. O nome do trio - Bode - surgiu por ser um animal do campo, mutável e energético, ao qual deram o nome de Wilson.
Nota-se em “26” uma liberdade de expressão dos três músicos. Ao longo dos doze temas do álbum, a música flui, fruto de uma prolífica mistura de três excelentes músicos de jazz do Porto.
Nota: Bom

Apreciação de Miguel Estima 

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Sindicato da Noite


Sindicato da noite é um projeto alternativo de fusão entre a pop e o jazz, com forte acento de música latina, já que é liderado pelo contrabaixista cubano José Manuel Días. Tem os camaradas habituais da jornada: Felipe Villar na guitarra, Máx Gomez na bateria, Alex Salgueiro nos teclados e conta com a voz doce da Su Garrido.
O nome surge desse conjunto de trabalhadores nocturnos, em que a noite faz parte do horário habitual de trabalho e o cd vem ajudar a manter esse grupo de noctívagos despertos, actuando como antídoto para uma qualquer tentativa de sono que possa surgir. São canções de amor, tentação, rebeldia, onde facilmente entramos num maravilhoso mundo cheio de sensações.
 Este riquíssimo trabalho é de uma clara leveza. Com uma delicada poesia, os temas são ainda mais adocicados pela voz da Su Garrido. Conta, ainda, com uma produção cuidada, o que demonstra todo o carinho e empenho do José Manuel na criação deste primeiro cd.

Texto de Miguel Estima

Carlos López – Mandala


Sob o selo de Jazz Activist, Carlos López, baterista galego radicado em Amesterdão, lança o seu quinto disco de originais. Gravado entre Amesterdão e Berlim, o disco conta com a colaboração de onze músicos emergentes da nova sonoridade jazzística Europeia. Criando, assim, uma atmosfera muito carismática, absorvendo um manancial muito peculiar de sons da velha Europa, com toque das Américas, num free jazz, com toques vocais.
Este disco segue uma linha arriscada no crescimento crescente de um artista, que demonstra um sentido irrequieto. Ouvir Carlos López no nosso sofá ou num concerto é sempre um tempo muito bem entregue. O Galego elevou-se com “Mandala”, consagrando-se como um dos mais brilhantes jovens criadores de jazz. Executando a bateria de uma forma muito peculiar e juntando às suas criações brilhantes músicos.
Nota: Muito bom
Apreciação de Miguel Estima

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Mónica de Nut – Raíces Aéreas


Onze temas, inspiradores da cultura popular galega. Estamos perante um excelente trabalho de recolha de materiais no campo, no interior denso da Galiza. “Cantos de mulheres que transmitem toda a força ancestral; Cantos crus e poderosos, que nos conectam à raiz do saber das nossas origens e da nossa essência”.

Nani Garcia Trio – Cinematojazzía


Nani Garcia trilha um percurso sólido ao longo de mais de duas décadas em bandas sonoras. Sendo uma referência ibérica nesse domínio, muitos temas de séries e programas de televisão são desenhados acusticamente por este mestre da Corunha.

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Miguel Ângelo Quarteto – A Vida de X


“A vida de X” foi lançado nos jardins do palácio de Cristal, no passado sábado, 10 de Setembro, depois de uma pré estreia no festival Canjazz, em Cangas, na Galiza.
Este é o segundo disco do contrabaixista portuense, Miguel Ângelo, depois de ter lançado “Branco” (Carimbo Porta-jazz 2013), um disco muito aclamado pela imprensa especializada,reconhecendo o mérito do contrabaixista nortenho.

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Agenda - Señoritas no Teatro Aveirense

Não poderia haver melhor despedida para o mês de Setembro que um concerto de Señoritas no Teatro Aveirense.
Desde que assisti ao primeiro concerto da carreira desta banda - http://acertezadamusica.blogspot.pt/2016/05/senoritas-no-cafe-au-lait-report.html - e que elas me disseram que viriam apresentar o disco a Aveiro que fiquei à espera deste dia.
O disco - "Acho que é meu dever não gostar" -  sai já no dia 23, mas é a 30 que elas começam em Aveiro a sua Tour de Apresentação.
Os bilhetes para o concerto no T.A. custam 10€, escusado será dizer que aconselho vivamente que venham todos ver este duo maravilhoso.

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Talabarte - Talabarte


Após o concerto fantástico que deram no Folk Celta deste ano, solicitei o disco à banda. O seu primeiro registo de originais, gravado entre Setembro de 2008 e Fevereiro de 2011, demonstra logo, que não existiram pressas para cozinhar o disco. Os treze temas que fazem parte do álbum são, em grande parte, do cancioneiro tradicional galego, tendo também temas de Quim Farinha (ex-Berrogüetto, entre outros), o violinista da formação, de Pedro Pascual (Marful), que se reveza entre o acordeão diatónico e a concertina e de Kin Garcia (Susana Seivane), contrabaixista da banda, também dá o seu contributo no tema “Fendendo Achas”.

Começamos a ouvir o álbum e a magia é quase imediata. Entramos numa esfera do folk, da dança. Quando damos por isso, temos um movimento arrebitado do pé, a marcar a batida dos temas. Recordamos o verão, o calor e os longos bailes no meio de uma rua, numa calle qualquer de uma povoação galega. Estamos perante um álbum de alma galega e celta. Enquanto se espera pelo tão aguardado segundo disco desta formação da Corunha, vamos ouvindo esta verdadeira preciosidade galega.

Nota: Muito Bom

Apreciação de Miguel Estima 

terça-feira, 28 de junho de 2016

The Soul Jazz Beat – Vol 2


Saiu, recentemente, do “forno”, este segundo volume do The Soul Jazz Beat. Um disco do trio liderado por Telmo Fernandez na guitarra, que conta com Phil Wilkson no Hammond e Casper St. Charles na bateria.
O trio começou a trabalhar em conjunto em 2014, tendo actuado no NigranJazz e gravado o primeiro disco, nesse mesmo ano. Destaca-se no soul jazz com uma batida certa e constante.
Os músicos de jazz, por norma, não conseguem ficar quietos. Pouco tempo depois do lançamento do primeiro disco, voltaram a reunir-se e para um conjunto de concertos, surgindo uma sessão de estúdio em Barcelona, em Dezembro passado.
Gravaram, assim, estes dez temas, onde se misturam os originais e as versões, resultando numa mescla simpática e cheia de groove, que tão bem os caracteriza.
Fluidez criativa em estado de forte conspiração, esta dupla é constituída por Telmo de Santiago de Compostela na Galiza, e por Phil de Notthingham, na Inglaterra, (mas, actualmente a viver em Malaga).
Transmitem uma vibração calorosa a cada acorde, num beat festivo. A sonoridade soul dá a pitada final a um disco cheio de energia positiva.

Nota: Muito Bom

Apreciação de Miguel Estima