segunda-feira, 11 de maio de 2009

Comprem, Comprem, Comprem!!!

Inevitávelmente tenho de voltar a falar dos OqueStrada é que finalmente tenho o disco "Tasca Beat" na minha posse. Pedi ao meu amigo Suiças para me trazer da Fnac de Coimbra pois, por incrível que pareça, estava mais barato ali que no Jumbo. Mas o que importa é que o disco é ainda melhor do que eu estava à espera, ainda não parei de o ouvir desde que o tenho e é mesmo um Grande Disco.
Comprem-no pois vale mesmo a pena, é que não é um simples disco, é uma viagem, este disco consegue levar-nos de tasca em tasca, leva-nos de Lisboa a Paris, passando por Almada e chega a ter uns toquezinhos de Rumba de Barcelona.
Parafraseando um amigo, este disco é a "Loucura dentro da própria Loucura!", ou como diria outro amigo este disco é "Para Além de Bom!!!!".

Festival de Música Aveirense II

Foi nos passados dia 24 e 25 de Abril que decorreu no Teatro Aveirense, o Festival de Música Aveirense, evento que pretendeu e conseguiu apresentar projectos musicais a que pertencem pessoas com ligações, mais ou menos directas, a esta cidade. É uma iniciativa interessante pois raramente estes grupos "da casa" têm oportunidade de tocar neste palco.
No primeiro dia, o espectáculo foi aberto por Rui Pedro "Andarilho" aqui a solo, uma boa entrada, que com pena minha, começou um pouco mais tarde que o programado e ainda com pessoas a entrar na sala, é de lamentar esta falta de respeito por artistas e pelas pessoas que fazem para chegar a horas. Continuo sem perceber a dificuldade que o público aveirense tem para chegar à hora marcada aos eventos. Também não me aguarda a condescendência das organizações que atrasam o início das actuações.
Seguiu-se o Nuno Costa Quinteto que nos brindou com três ou quatro temas e dos quais eu destaco o tema "El Dorado" que gostei particularmente.
Depois veio o rock de fusão dos "Souq", projecto novo que conta com o guitarrista Jorge Deus Loura, fiquei surpreendido com a actuação e com a maturidade da banda, apesar de o som não ter estado nas melhores condições.

Por fim tivemos mais uma boa actuação desta vez com os "Lazy Lizard", banda que conseguiu suplantar a dificuldade de não ter feito "sound check", como era pretendido, e que se apresentou pela primeira vez neste Teatro, apesar de quase lhes terem estragado o final, pois tinham ainda três temas para finalizar o set quando receberam o sinal para terminar, coisa que foi ligeiramente emendada, quando a banda regressou para tocar dois temas. Parece-me que, se o espectáculo tivesse começado a horas, talvez este percalço não tivesse acontecido no final.
No primeiro dia a assistência rondou os duzentos e vinte espectadores, nada mau tendo em conta os restantes espectáculos que estavam a decorrer pela cidade. Já o segundo dia contou com talvez metade do público do dia anterior. Este dia começou à hora marcada e com um regresso a casa do "Jorge Cruz", músico aveirense agora radicado em Lisboa, que trouxe a sua boa música, apenas acompanhado da sua viola. A sua actuação foi curta e soube a pouco. Talvez seja interessante trazer cá novamente este músico mas com banda completa.
Seguiram-se os "Icon Vadis", banda já com bastantes anos de luta e que eu tenho pena que os seus elementos não tenham possibilidade de desenvolver ainda mais, dado as ocupações profissionais de cada um. A sua actuação foi honesta e conseguiu animar o público, numa noite que ainda ia ser longa.
Após um pequeno intervalo assistimos ao Quad Quartet, quarteto de saxofones que tocou algumas peças interessantes.
A última actuação estava guardada para os "Fado Morse", banda do programador do Festival, que fez um grande concerto (cerca de hora e meia).
Em resumo,não me pareceu bem que o promotor do festival fosse também o apresentador e que a sua banda tocasse no mesmo evento, dando a ideia que os grupos de sábado estavam apenas a fazer a primeira parte dos Fado Morse. Seja como for, penso que é uma iniciativa a repetir, talvez com outras datas e com um alinhamento mais equilibrado.
Eu sugeria que se fizesse o Festival ao ar livre,em vários pontos da cidade e com os grupos organizados por géneros musicais.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Encontro de Amigos

Já cheguei ao dia em que vou rever amigos, é assim que já me refiro quando tenho a oportunidade de ver Luar Na Lubre em concerto. Já os conheço há alguns anos, já os vi várias vezes ao vivo, mas poder revê-los é sempre motivo de alegria. O que espero para o espectáculo de hoje em Àgueda é simplesmente um grande concerto e casa cheia. Luuummeeeeee!

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Kaja Bucalho, O Tradicional Reinventado

Sempre ouvi dizer que a melhor publicidade é o passa-palavra, foi assim que estes Kaja Bucalho me chegaram, encontro um amigo e ele diz "hás-de procurar uns tais de Kaja bocalho, não sei se é com K, deram um grande concerto no Avante!". Eu claro, fui procurar e encontrei logo, gostei imediatamente da maneira como "subvertem" os ritmos tradicionais, da maneira como criam novos instrumentos para acompanhar as letras que também são interessantes. É sempre bom ver que afinal a música de inspiração tradicional não pára de se reinventar e consegue sempre apresentar sons renovados que nos sabem bem ouvir. Aqui fica o video de apresentação do grupo.
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quarta-feira, 6 de maio de 2009

Os Tornados - Catraia

Já se chamaram "Conjunto Contrabando" agora são "Os Tornados" , chamaram a minha atenção com o single que saiu nos Novos Talentos Fnac de 2008, fazem lembrar os "fabulosos anos Sixties" e cantam em português. Agora têm em estreia este "Catraia" que vai animando enquanto não chega o álbum.

101

Como é lógico eu tinha de aproveitar a minha mensagem 101 para lembrar este disco/dvd que me acompanha já há tantos anos, eles já têm material novo mas este disco é daqueles que ficam para toda a vida.

terça-feira, 5 de maio de 2009

O Ano das Utopias

Hoje quando vejo cartazes e "outdoors" de Semanas Académicas, colados por empresas de publicidade a preços "talvez " elevados, não posso deixar de me lembrar de um tempo onde as coisas eram diferentes e onde o, tão fora de moda, amor à camisola ainda existia. Preparar uma semana académica implicava gastar muitas horas em reuniões, que começaram no início de Março, a programar tudo e a definir quem e como se podia colaborar na organização.
É claro que nessa época o contributo dos, já referidos noutros artigos, Marinheiros foi imediato. Eram precisas equipas para colar cartazes? a malta aparecia, montar uma tenda de Circo? há pessoal, e claro tudo muito amador mas como muito gosto. Isto para chegar a menos de uma semana do evento e ainda não termos a certeza da disponibilidade de ter Pavilhão no Recinto das Feiras, já por isso é que tinhamos recorrido à tenda, mas esta não dava para todos os eventos.
As reuniões com o então vereador da cultura da Câmara Municipal de Aveiro, eram muito duras e a vontade de disponibilizar os pavilhões em tempo útil era pouca ou nenhuma, já nessa altura a inabilidade da cidade, na pessoa dos autarcas, lidar com os estudantes era grande. É que dá sempre jeito ter estudantes universitários a pagar quartos sem factura, a contribuir para o desenvolvimento económico da cidade no consumo feito em restaurantes ou nas lojas de roupa ou nos jornais,etc., mas quando se trata de organizar uma festa anual, que dura uma semana, em que se vai fazer um pouco de barulho fora de horas, já se trata de um bando de arruaceiros, que querem incomodar o povo da cidade. Actualmente a solução é mandar os estudantes da cidade para perto do "Elefante Branco", leia-se Estádio Municipal de Aveiro, enfim.
Voltando à semana daquele ano, sem a ajuda da câmara mas com a colaboração inexcedível da Abimota, na pessoa do seu presidente, que tinha uma exposição de motas a terminar no domingo, lá conseguimos ter o pavilhão principal pronto para montar o palco dos The House of Love que vinham para um concerto único em Portugal e que tinham uma lista de exigências nunca vistas, desde um valor de temperatura ambiente do camarim pré-estabelecido, até uns sumos de fruta 100% que na época eram caríssimos pois só existiam importados, ah e tinha de estar tudo pronto para o check sound (teste de som) na terça de manhã, sem falta. Como é evidente a montagem do palco começou na véspera, à uma da manhã, após uma grande trabalheira, já com o palco montado é que reparámos em dois enormes buracos na frente do palco. Primeiro o pânico invadiu-nos, estamos tramados, quando chegar o manager dos gajos não vai haver concerto, estamos mesmo tramados! De repente e à portuguesa, alguém se lembrou de ir buscar as alcatifas dos stands da exposição das motas, só posso dizer que foi sem dúvida o palco mais bonito e confortável que os "Camónes" alguma vez viram. E o gozo que deu ver o tal manager a inspeccionar tudo armado em polícia e ouvir as únicas palavras simpáticas para o magnífico palco que tínhamos arranjado.
O concerto infelizmente não teve a audiência ambicionada mas foi um grande concerto, aqui ficam dois videos dessa banda que ainda gosto muito.


segunda-feira, 4 de maio de 2009

Fim do Dia

Ai o que me apetecia estar numa esplanada, podia ser esta na Praia da Barra, a ver o Mar e a ouvir este som:

WOK em Aveiro

Ou muito me engano ou esta é a primeira vez que vamos ter os WOK em Aveiro, até que enfim!
Consegui ficar a saber procurando na net pois cartazes ainda nada, também ainda é só dia 9 de Maio.
Enfim coisas à moda de Aveiro, ver aqui o anúncio e vejam este video.



Aconselho toda a gente a vir ver o espectáculo, que me parece ser "à borla", pois vale a pena ver.

sábado, 2 de maio de 2009

Private Joke III

Quando pensas que a vida te corre mal e que nada está bem, lembra-te que mau mesmo é ir ao primeiro Vilar de Mouros da era moderna, para ver uma banda que se gosta muito, e passar o concerto a dormir na tenda.