Já faltam pouco mais de 24 horas para este ano acabar, as razões para festejar não são muitas pois o que está para vir não augura grande coisa. Mesmo assim Eu continuo a sonhar com o fim do mundo como nós o conhecemos e a desejar que o novo ano nos traga algo muito melhor. Ao menos que traga mais liberdade, solidariedade, igualdade e paz, Ah e aquela fantástica expressão: "Saúdinha, o que é preciso é saúdinha!" Para acompanhar esta passagem até ao novo ano deixo o video da canção que mais se adequa a estes meus desejos e que eu gosto sempre de ouvir nesta altura, "It's The End Of The World As We Know It, And I Feel Fine!" dos Grandes R.E.M.
Como é normal no final de cada ano, as listas dos melhores de cada ano vão aparecendo um pouco por todas as publicações escritas ou no "ciber-espaço". Pelo que tenho visto estão a cometer um erro imperdoável, estão a esquecer este fantástico disco dos Dazkarieh que se dá pelo nome de "Hemisférios". Este é provavelmente um dos melhores discos do ano e dá-me idéia que não é falado porque talvez seja difícil de catalogar, é folk, é rock, é quase pop e ainda vai buscar influências ao tradicional, mas pronto, por cá as coisas são assim, o que é bom nem sequer passa na rádio (excepção feita à Antena 1, não me lembro de ouvir nada deste disco noutra estação qualquer), é pena pois por aqui estão a perder um belo disco que afirma uma banda que já vai no seu terceiro trabalho e sempre a melhorarem. Deve ser por tanta falta de atenção que os Dazkarieh acabam por tocar mais no estrangeiro (principalmente Alemanha) do que em Portugal, se calhar é porque têm a idéia "maluca" de cantar em português... Para os que ainda possam dúvidar do potencial deste interessante projecto, deixo aqui um video que mostra vários temas gravados ao vivo no São Jorge e que mostram a força do disco e do grupo em concerto (e já agora vejam lá se o primeiro tema não dava para passar na Antena 3)
Em 1987 já se faziam filmes de vampiros (agora de novo na moda) com jovens actores, neste "The Lost Boys" onde encontramos, entre outros, o sr. Kiefer "24" Suntherland em início de carreira ou um Jason Patrick também a iniciar-se nesta coisa do cinema. Todos têm de começar por algum lado e estes actores também deram a sua perninha nas "mordidelas em pescoços alheios e fora-de-horas".
Bem mais interessante que o filme era a sua banda sonora que contava com "People Are Strange", canção original dos The Doors (banda pela qual eu tenho uma "embirração de estimação"), aqui apresentada pelos grandes Echo And The Bunnymen numa excelente versão.
Tenho a certeza que nunca vi este filme completo, sei que a história se passa durante e no pós Segunda Guerra Mundial ", tem um título que se adequa a esta época e conta com a participação de David Bowie como actor, para saberem mais sobre o "Merry Christmas Mr. Lawrence" basta clicarem aqui. Saber se o filme é ou não bom, não é muito importante. Importante mesmo são os dois temas que fazem parte da banda sonora, o belo "Forbidden Colours" cantado por David Sylvian
Em 2007 um dos melhores e mais divertidos grupos de música folk galega - Os Cempés - anúnciavam o seu fim, com muita pena minha e de muitos fãs. Eu ainda tive o prazer de os ver duas vezes ao vivo no ano de 04, uma no Festival do Mundo Celta de Ortigueira e outra na festa da Carballeira de Zás em Agosto. Nesta festa tive ainda tive ainda o prazer de conhecer pessoalmente Sérgio Cés e Óscar Fernandez, duas excelentes pessoas além de grandes músicos desta banda. Lembro-me particularmente de um pequeno episódio com o Sérgio, em que após eu lhe ter referido que o tema "Que non Volvan" (parte integrante da colectânea - Nunca Mais - que continha canções de vários artistas galegos e evocava a tragédia do Prestige), me fazia lembrar um pouco as canções do Zeca, ele imediatamente me agradeceu dizendo que era um tremendo elogio, dado ele era um grande fã do músico português. Foi apenas mais uma das situações em que me apercebi da importância que Zeca Afonso tem na Galiza e nos músicos galegos, ao contrário do que tão pouco se fala dele e da sua música por cá. Ao vivo eles não eram só de festa pura, as referências ao problemas da Galiza e dos galegos nunca eram esquecidos o que só tornava os espectáculos ainda mais interessantes, notava-se o seu orgulho em também serem (pelo menos o Sérgio) apanhadores de percebes e a alegria em palco era sempre muito contagiante. Decidi falar deste grupo porque hoje se comemoram os dois anos do concerto que marcou o fim da banda, deixo aqui um video que resume essa actuação com excertos de alguns dos temas mais "emblemáticos", deixo também o meu desejo de "Que Vólvan Os Cempés!"
Em Junho de 1987 é lançado o álbum "If i Should Fall From Grace With God" dos The Pogues, entre vários temas que ainda hoje animam qualquer "Fiesta" que se preze, estava aquela que eu considero a melhor canção de Natal de todos os tempos, a belíssima "Fairytaile of New York" cantado num inesperado dueto de Shane McGowan com a bela voz de Kirsty MacColl. Depois desta canção os Natais nunca mais foram iguais.
A história deste filme vem muito a propósito desta época natalícia, é um exercício hilariante sobre um tal de Brian que nasce no mesmo dia de Jesus, mas na caverna ao lado. A partir deste principio os Monty Python, servem-nos uma espécie de vale tudo, onde entram milagreiros, grupos terroristas suicidas e outras subversões (ou observações) que tais. Enfim, é um filme imperdível em qualquer altura do ano. O video que mostro é o da canção com que o filme termina e que chega a ser cantada nos estádios de futebol ingleses, pelos fãs, quando os seus clubes estão a perder. Esta canção tem a vantagem de animar qualquer pessoa e ajudá-la a olhar para o lado bom da vida ("Always look on the bright side of life!), um lema que devemos de usar sempre, de forma a não nos deixarmos abater por crises, corrupções e nem por patrões que querem por as pessoas a trabalhar 60 horas por semana...
O espectáculo Três Cantos explicado pelos próprios fica ainda mais bonito.
Muito interessante é também a entrevista que Fausto deu ao culturagalega.org, fico contente por saber que somos muitos a ter esta afinidade com a Galiza.
Num tempo em que semanalmente saem centenas ou milhares de músicas ou discos novos que provavelmente nunca vamos ouvir, eu prefiro recuperar a memória de um gande disco que faz hoje 30 Anos e ainda se ouve muito bem. Fica o video da canção que deu nome ao disco e que me traz à memória também, o tempo em que canções destas se ouviam em discotecas ou em qualquer festa de garagem que se "prezasse".