sexta-feira, 19 de outubro de 2012

The Underdogs no C.C.C. de Aveiro

O dia 15 de Setembro, dia em que o País acordou, e que vai ficar marcado pela maior manifestação de sempre, contra as políticas dementes que nos estão a levar todos os cidadãos ao desespero. Foi também o dia em que os The Underdogs – Victor Hugo (Voz, guitarra e Harmónica), Alexandre Mano (Baixo), João Maia (Bateria e Voz) - apresentaram o seu álbum – Songs For The Few - à cidade, no Centro Cultural e de Congressos de Aveiro.



Foi, mais uma, “prova de fogo” para a banda aveirense que foi passada com distinção, pois, apesar de não terem esgotado todos os lugares disponíveis, conseguiram ter uma plateia muito bem composta, por gente interessada em vê-los e a pagar bilhete.
O disco que foi tocado na íntegra e seguindo a sua ordem original, é uma excelente evolução em relação ao EP “Silence” e mostra que está dado mais um passo na evolução do grupo que tem muito para dar. Foi também apresentado “Gamblin’Sam” como membro efectivo da banda e que traz uma voz extra e a sua gaita-de-beiços (harmónica) para enriquecer o seu som.
Cada tema que desfilava, era acompanhado por imagens projectadas num painel por trás dos músicos, o que provou que nenhum pormenor foi esquecido neste concerto, que se tornou numa noite inesquecível que ainda ia ter continuação no Cais do Paraíso com uma festa e mais um showcase.
As canções do novo disco que foi gravado em registo ao vivo em estúdio, são todas muito fortes. Para já, o meu destaque vai para o tema escolhido para single, “Pocket Full of Smoke”, para “Song for the Few” e para “Poets and Saints”. Mas isto dos gostos depende de cada um, por isso só terão de ouvir e escolher as vossas preferências.
Quem comprar o disco, tem ainda direito a um dvd com um concerto gravado ao vivo no Performas, espaço cultural que fechou recentemente em Aveiro.
O que vos garanto é que levando o disco para casa têm a garantia que lá dentro está Rock do melhor, não fica nada atrás do que se faz lá por fora, e está muito bem cantado e melhor tocado!
O alinhamento do concerto foi:
Cigarettes, Cheese & Wine
Green Slumbers
Deck of Jokers
Walls of Doubt
Poets and Saints
Song for the Few
Pocket Full of Smoke
Time to Age
Pebbles on the Ground
House on the Hillside

Não percam a oportunidade de verem The Underdogs ao vivo e levem o disco para casa, não se vão arrepender!

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Agenda - JP Simões no CTE


Ele já andou pelos Pop Dell’Arte e fundou os Belle Chase Hotel, nunca vou esquecer o seu “Rais Parta!” orgulhoso, enquanto abria a noite de domingo no Paredes de Coura de 98, passou pelo Quinteto Tati e em 2007 lançou-se a solo com "1970".
JP Simões, amanhã vai estar no Bar do CTE, pelas 23h num Solo para Guitarra e Máscara, em que seguramente irá cantar canções dos discos anteriores, mas também vai apresentar algumas das novas do disco que há-de vir.
Por mim até podia vir apenas sentar-se, conversar e beber um copo, que o momento já seria imperdível, mas como vem cantar, tanto melhor.
Vou lá estar para ouvir qualquer coisa, mas se puder escolher uma, peço-lhe que cante esta:

Minho Reggae Splash 2012

Cerveira transformou-se no vale dos sorrisos no passado dia 15 de Setembro. Foi nesse fim-de-semana que teve lugar a terceira edição do Minho Reggae Splash. Um festival transfronteiriço, com a simbiose da raia com o reggae, numa mistura com os verdes espaços que a vila proporciona.
É desta multiculturalidade, mística de respeito e convívio, onde o movimento universal do reggae marca musicalmente este festival minhoto.
Festivaleiros maioritariamente galegos que se deslocaram nas suas auto-caravanas, e carrinhas adaptadas, acolheram em massa ao festival, que a cada edição que passa se afirma como um dos festivais temáticos mais fortes do alto Minho, ou diria mesmo do sul da Galiza.
O Reggae não tem fronteiras, “porque somos livres, mano!” como argumenta Angie V dos Urbanvibsz.
A noite começou com os madrilenos Blueskank Acoustic Set, seguidos dos One desta feita da cidade da Coruña.
Novamente na Galiza e de Vigo - os Transilvanians, talvez pela proximidade geográfica foram os mais aclamados da noite, muito pela hora de actuação, onde a maioria dos festivaleiros ainda há pouco tinha terminado o repasto.

Os Urbanvibsz, banda do Barreiro, cativaram o público para a festa raggae com sabor mais luso.
Antes da retirada do recinto, ainda tempo para ouvir o “old School” Earl Sixteen, Jamaicano que transpira o reggae em cada um dos poros. Incontornavel no circuito, este veterano terminou em beleza os live acts com o mais puro reggae com fusão ao dub.
Um ritmo imparável de festa, onde a dança e a boa disposição marcam o evento minhoto, nem mesmo o pé de chumbo consegue ficar quieto!

Texto e Fotos de Miguel Estima

Festival B - Global

A mentira da mentira e o Adam Cohen

O Parque da Ponte em Braga, acolheu nos passados dias 14 e 15 de Setembro o B-Global. O festival multidisciplinar onde existiam propostas que passavam pela performance, artes plásticas, cinema e claro a música.
O inicio da noite, do dia 14, deu-se com os Bark vindos da Suécia, que aqueceram o ambiente para aquele que seria uma das fortes propostas do cartaz – Adam Cohen.
Filho do conhecidíssimo Leonard Cohen, o musico tem o feeling da música a percorrer-lhe as veias e isso foi o mote, mais do que suficiente para agarrar o público durante a parca hora de actuação, isto porque soube a pouco.
Antes da retirada do recinto ainda tive tempo para ouvir o Trio Pagú, grupo de bossa nova formando por elementos dos Budda Power Blues e dos Monstro Mau, que continuaram a festa em ritmo mais suave.
O resto da festa continuou noite fora, com os alemães Berlinski Beat, mas esses já não deu para ver...

Texto e Fotos de Miguel Estima

Moonshiners no Riff Café Bar

No passado dia 6 de Setembro, os Moonshiners, trio aveirense de Blues, composto por Gamblin'Sam (The Underdogs), Victor Hugo (The Underdogs) e Susie Filipe, foram até ao Riff Café Bar em Aveiro, apresentar a sua música.


Foi com um repertório composto não só por versões de alguns clássicos de Blues Rock, mas também de temas como Buena dos Morphine que já se poderá chamar de clássico e alguns originais que se fez o concerto.
Foram os seus originais – Moonshiners, Broken Eyes e Repent - que me chamaram mais a atenção. Acho que o caminho da banda deve ir por aí, aumentar os originais e reduzir as versões que, mesmo tocadas de uma forma que parecem ser originais deles, não deixam de ser versões. Pode ser defeito meu, mas eu vou sempre preferir os originais.
As regras básicas dos Blues estão lá, com a guitarra, a bateria e a gaita-de-beiços a serem tocados com muito feeling, por vezes com a participação do saxofone tocado por um músico convidado, que “caiu que nem ginjas”, é no jogo de vozes que se passa entre o Victor e o Sam que se sente a força da sua música. Gostei bastante do concerto e gostei do local.
O único sinal menos positivo vai para um problema que é recorrente nos bares com música ao vivo, é que parte do público não parou de falar durante um momento que fosse, acabando por incomodar os muitos que lá estavam para ouvir a música da banda. Espero em breve poder voltar a vê-los com um público mais bem-educado.

A Naifa nas Noites Ritual

Para o último concerto das Noites Ritual veio A Naifa que, tal como anteriormente os Paus, tiveram a sua estreia nesta grande celebração da música portuguesa, provavelmente também a mais antiga. E fez todo o sentido, de início, não sabia bem como o público iria reagir depois do “power” que foi o concerto anterior, mas a reacção não podia ter sido melhor.
Para este concerto, tivemos direito a uma passagem por toda a discografia do grupo, a abertura foi com de 3 Minutos Antes da Maré Encher, logo seguido de Émulos e Talvez a Injecção Letal, ambos do mais recente, Não Se Deitam Comigo Corações Obedientes.
Com Monotone, Esta Depressão que Me Anima e Filha de Duas Mães, vieram os primeiros grandes aplausos, dado o maior conhecimento dos temas, mas na verdade, todos os temas foram sempre bem recebidos por todos. Todo o alinhamento estava muito bem equilibrado entre as novas canções e as dos discos anteriores, já mais conhecidas.
Ficou provado que a música d’A Naifa também vai bem com os grandes espaços ao ar livre, assim aconteceu, segundo li, no Bons Sons e no Crato, aqui também não foi excepção. Mesmo nas canções que exigem um pouco mais de introspecção e silêncio o público correspondeu sempre positivamente. A voz quente da Mitó, a guitarra do Varatojo, o baixo da Sandra e a bateria do Samuel, prenderam a atenção de todos do princípio ao fim.



A presença do João sente-se sempre, a ele “o Nosso Camarada João Aguardela”, foi dedicado o tema Libertação, que tem letra de David Mourão Ferreira e se tornou conhecido quando cantada por Amália Rodrigues.
A Verdade Apanha-se Com Enganos foi cantada com a colaboração de todos, e foi mais um dos grandes momentos do concerto que terminou com Aniversário.
Para o encore veio Rapaz a Arder, Música e Señoritas a tal canção que conta um diálogo com um Russo que só quer saber das ditas.
Mais um estrondoso aplauso e ainda deu para mais um encore, só possível com este novo formato das Noites Ritual, em foram cantados dois temas que não são originais d’A Naifa, mas que levam o toque deles de tal forma que ficam como se fossem. Subida aos Céus, original dos Três Tristes Tigres e para acabar em altas a Desfolhada Portuguesa, com letra de José Carlos Ary dos Santos e música de Nuno Nazareth Fernandes que foi tornada famosa por Simone de Oliveira e que faz parte da memória musical de todos.
Foi um final com chave d’ouro para as Noites Ritual, arrisco-me até dizer que terá sido o melhor concerto dos dois dias.
Aqui fica o alinhamento completo:

Podem encontrar mais fotos de todos os concertos seguindo o link do facebook deste blog - https://www.facebook.com/media/set/?set=a.490405890987012.122808.114288168598788&type=3

Mais uma vez a organização está de parabéns por ter conseguido cumprir mais um Ritual e fico já a contar os dias para o próximo.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Paus nas Noites Ritual

O segundo dia das Noites Ritual abriu com Paus que munidos do seu álbum de estreia fizeram a festa.

Mais uma vez tive a confirmação que a música desta banda se dá muito bem com os grandes palcos e com o ar livre, onde soam bem melhor que num cine-teatro com as “opressoras” cadeiras, o público correspondeu muito bem ao som de Paus.
Sente-se muitas vezes o apelo da dança, outras dá apenas vontade de ficar parado a ouvir e a sentir. Uma coisa é certa, não dá para ficar indiferente, quanto mais se ouve, mais nos sentimos desafiados. Muita batida, muito baixo e poucas palavras, mas um grande som que nos enche as medidas.
Foi a terceira vez, em relativamente pouco tempo que tive o prazer de os ver ao vivo e fiquei a gostar cada vez mais, após cada audição.
Agora que venha o próximo disco que já vem sendo tempo.
O alinhamento completo foi:
Língua Franca
Mundo Surdo
Malhão
Deixa-me Ser
Muito Mais Gente
Mete as Mãos à Boca
Ouve Só
Descruzada
Tronco Nu
Pelo Pulso

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Agenda - Estrada da Palha em Estarreja

Sábado, dia 6 de Outubro, vai ser exibido no Cine Teatro de Estarreja, o "Western à Portuguesa" - Estrada da Palha. Em simultâneo, Rita Redshoes e The Legendary Tiger Man tocam a sua banda sonora. O Filme concerto começa às 22h e os bilhetes custam 10€ para a plateia e 8€ para o balcão.
Não percam esta experiência única.
Aqui fica o trailer do filme:

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Agenda - The Parkinsons no Mercado Negro

Foto de João Peça

É já na sexta-feira dia 5 de Outubro que os The Parkinsons vêm até ao Mercado Negro, pelas 23h30m mostrar o seu mais recente disco "Back to Life".
Os bilhetes comprados antecipadamente custam 5€ e no próprio dia custam 6€.
Podem fazer reservas, deixando o nome e o contacto telefónico, para o mail: mercadonegro.correio@gmail.com
Para quem ainda não sabe bem o que são os The Parkinsons deixo aqui o texto de Hugo Ferro, que ajuda a conhecê-los melhor:
Os The Parkinsons estão de regresso à vida, oito anos depois da última gravação. O novo disco, Back To Life, foi gravado no Loudstudio, em Coimbra, durante o mês de Abril e chega às lojas em Setembro. A edição é da Garagem, mítica promotora de 1996.
  Aos três elementos originais, Afonso “Al Zheimer”, Victor Torpedo e Pedro Chau, junta-se agora o baterista Kaló (Bunnyranch, Tiguana Bibles, 77, Tédio Boys) que já tem integrado as últimas actuações da banda, ao vivo. O disco é composto por dez faixas que rompem com o passado da banda e deve ser ouvido à moda antiga, do princípio ao fim.
 Para os seguidores da banda, a primeira audição pode ser difícil, mas a adaptação é rápida. Muito para além de qualquer rótulo, a atitude é a mesma de sempre e temas como “Back to Life”, “In The Wee Hours”, “So Lonely” ou o primeiro single “Good Reality” têm tudo para se tornarem nos próximos hinos dos The Parkinsons.
Se em termos sonoros há uma nítida mudança em relação ao passado da banda, em termos líricos a identidade continua intocável mantendo-se a mesma linha de sempre, quase niilista, numa aversão constante a uma sociedade sem rumo.
Back To Life chega na altura certa e promete agitar o conformismo do panorama musical português, tal como aconteceu na década anterior com a edição de Down To The Old World (Rastilho Records) ou A Long Way To Nowhere (Fierce Panda), que apanhou de surpresa uma Inglaterra adormecida. A responsabilidade da composição das músicas é de Victor Torpedo que é também, uma vez mais, o responsável pelo artwork e por todas as componentes visuais que acompanham a edição deste disco.

Deixo-vos o video de Good Reality, só para abrir o apetite:

 

Agenda - Festival O Gesto Orelhudo 2012


É já quarta-feira que começa a 11ª Edição do Festival O Gesto Orelhudo, desta vez regressa a casa e vai decorrer no Espaço D'Orfeu.
Eis aqui o calendário e o texto de apresentação:
QUARTA 3 OUTUBRO
21h30 “Piano Tour” - Divinas (Catalunha, Espanha)
22h45 “Push!” - The Slampampers (Holanda)
QUINTA 4 OUTUBRO  
21h45 “Tim Tim por Tim Tum” (Portugal)
23h15 “Obrigado!” - Quico Cadaval & Narf (Galiza, Espanha)
SEXTA 5 OUTUBRO
21h45 “Vintage” - Vozes da Rádio (Portugal)
23h15 “Humor in Concert” - Gogol & Max (Alemanha)
SÁBADO 6 OUTUBRO
21h45 “Fados, Fantasmas e Folias” - Zeca Medeiros (Portugal)
23h15 “Muito Riso, Muito Siso” - d'Orfeu (Portugal) - incluído no 16º OuTonalidades - http://www.dorfeu.pt/outonalidades
Pela 11ª vez, os gestos ganham orelhas! O Gesto Orelhudo é um festival de musicomédia, termo nascido da orelhuda ideia de casar a música e o humor.
Depois da especial edição, a décima, realizada na antiga Junta dos Vinhos, o festival regressa a casa. É no Espaço d'Orfeu que o Gesto é mais Orelhudo.
Este festival é uma iniciativa conjunta da d'Orfeu Associação Cultural e da Câmara Municipal de Águeda, parceria ininterrupta desde 2006.
O Gesto Orelhudo é uma marca de Águeda! Faça dele também uma marca sua!
BILHETES
 Passe Orelhudo [válido para todos os espectáculos] - 20€ Preço por noite - 6€ Desconto 50% para crianças até aos 12 anos e todos os portadores cartão d'Orfeu.
 Desconto para entidades parceiras: PédeXumbo, Oficina de Música de Aveiro, ACERT, Teatro Aveirense, ESTGA, I-Zone, Cartão Cultura Sábado, INATEL e Future Balloons.
A bilheteira funciona no local, nas noites do festival, a partir de 45 minutos antes do primeiro espectáculo.
Bilhetes à venda a partir do dia 24 de Setembro (apenas Passe Orelhudo).
Todos os espectáculos para M/6.
Não se interditará, mas desaconselha-se a entrada a bebés e crianças pequenas.
Nesses casos, solicita-se a melhor cooperação de pais ou acompanhantes para o bom decorrer dos espectáculos.
Para saberem mais visitem o site: http://www.dorfeu.pt/programacao/ogestoorelhudo/ogestoorelhudo2012



Todos os dias rematam com animação de DJ's, estando eu (DJ JohnnyRed) encarregue da festa de encerramento.
Apareçam!