O concerto de encerramento da tour comemorativa dos 30 anos de carreira da Sétima Legião foi no Coliseu do Porto no passado dia 11 de Outubro, uma noite de quinta-feira um pouco chuvosa.
Já próximo das 21h30 as luzes começaram a baixar e o coliseu já estava mais composto, mas não cheio, iniciou-se o concerto e com ele, como que um regresso ao passado.
Gosto imenso destes concertos com público que já ouve Sétima Legião desde o início e público que cresceu a ouvir Sétima Legião. Eu ouvia Sétima Legião desde pequenina, mas nunca tinha ido a um concerto deles, recordei tantas coisas boas nesta noite…
Havia a promessa de revisitar toda a discografia da banda nesse concerto, bem como a participação de convidados especiais (os Gaiteiros de Lisboa em “Caminhos de Santiago” e “Reconquista” e a colaboração de Manuel Paulo na guitarra) e assim foi.
O início deu-se com “O Baile (Das Sete Partidas) ” e os aplausos começaram de imediato; foi um desfilar de boa música, onde não faltaram os grandes êxitos.
Creio que ao quarto tema: “Sete Mares”, levantámo-nos das cadeiras, cantámos e aplaudimos do princípio ao fim da música, foi lindo e o Coliseu também ficou mais bonito, pois nesse momento houve quem aproveitasse para ocupar alguns lugares mais à frente que estavam vazios e assim ficou uma plateia bem mais agradável.
Depois foi um senta/ levanta durante todo o concerto, havia temas em que saltávamos de imediato das cadeiras e “Por quem não esqueci”, foi novamente um deles. Meu Deus, para mim foi o momento mais marcante da noite, parecia que todos cantávamos ainda mais alto e aplaudíamos com mais força!
Por entre os originais, houve lugar para uma versão da "Atmosphere" dos Joy Division, que julgo ter sido também um grande momento para muitos dos presentes.
Tanto a “Sete Mares” como a “Por quem não esqueci” voltaram a ser tocadas num dos dois ou três encores (perdi-me), é que o público aplaudia e chamava efusivamente de cada vez que os músicos abandonavam o palco, que mesmo cerca das 23h00 aquando do fim do concerto, os aplausos ainda continuaram durante algum tempo e faziam voltar para trás alguns que já estavam fora da sala, mas vinham certificar-se de que já não havia ninguém em palco.
Já tinha saudades de estar no meio de um público como este: pessoas que estavam ali para ouvirem e viver aquele concerto!
Esta foi sem dúvida, uma noite para guardar no sítio das boas recordações!
Texto e Fotos de Maria João de Sousa e fenther.net
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
Sétima Legião no Coliseu do Porto
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The Parkinsons no Mercado Negro
Foi a 5 de Outubro que os The Parkinsons vieram ao Mercado Negro apresentar Back to Life o álbum que marca o seu regresso depois de alguns anos de silêncio.
Este autêntico “Dream Team”, como Victor Torpedo (guitarras, voz, letras e etc.) lhes chamou, em declarações recentes à revista Blitz, ao referir a entrada do baterista Kaló para a formação que conta ainda com Pedro Chau no baixo e Afonso Pinto como vocalista, deu um concerto muito acima da média, nesta sala aveirense.
Além de vários temas do último disco que está carregado de grandes canções, foram tocados temas da vida anterior do grupo, dos tempos em que chegaram a ser um caso sério de popularidade, ali nos primeiros anos deste século.
Eles, sem qualquer tipo de peneira ou complexo, tocaram como se fosse a primeira vez, deram o litro e mostraram que quem faz as coisas com gosto, toca em qualquer palco e sempre com garra.
Na sua carreira tocaram em Festivais como o T in the Park, Glastonbury ou Reading, ainda no início deste Verão estiveram no Optimus Alive e este Inverno andam por salas mais pequenas, a mostrarem o que valem, e valem muito. Carregados de boas canções, eles sabem bem, como “fazer a festa”, seja para centenas, ou para dezenas, o que importa é o Rock.
Foi uma noite cheia de suor e muito rock’a’abrir”, à qual, para ser a noite perfeita, apenas lhe faltou um bocado mais de “loucura” por parte do público que pareceu um pouco apático e pouco interventivo.
Vale a pena ver os The Parkinsons ao vivo, quanto mais não seja para aprender como se faz um grande concerto.
Mais fotos aqui.
Este autêntico “Dream Team”, como Victor Torpedo (guitarras, voz, letras e etc.) lhes chamou, em declarações recentes à revista Blitz, ao referir a entrada do baterista Kaló para a formação que conta ainda com Pedro Chau no baixo e Afonso Pinto como vocalista, deu um concerto muito acima da média, nesta sala aveirense.
Além de vários temas do último disco que está carregado de grandes canções, foram tocados temas da vida anterior do grupo, dos tempos em que chegaram a ser um caso sério de popularidade, ali nos primeiros anos deste século.
Eles, sem qualquer tipo de peneira ou complexo, tocaram como se fosse a primeira vez, deram o litro e mostraram que quem faz as coisas com gosto, toca em qualquer palco e sempre com garra.
Na sua carreira tocaram em Festivais como o T in the Park, Glastonbury ou Reading, ainda no início deste Verão estiveram no Optimus Alive e este Inverno andam por salas mais pequenas, a mostrarem o que valem, e valem muito. Carregados de boas canções, eles sabem bem, como “fazer a festa”, seja para centenas, ou para dezenas, o que importa é o Rock.
Foi uma noite cheia de suor e muito rock’a’abrir”, à qual, para ser a noite perfeita, apenas lhe faltou um bocado mais de “loucura” por parte do público que pareceu um pouco apático e pouco interventivo.
Vale a pena ver os The Parkinsons ao vivo, quanto mais não seja para aprender como se faz um grande concerto.
Mais fotos aqui.
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sexta-feira, 2 de novembro de 2012
Optimus D'Bandada 2012
A Baixa do Porto, voltou a encher-se de música por todo o lado, na II Edição da Optimus D’Bandada.
Desde bares, ruas, praças, coretos, barbearias e varandas, muitos foram os lugares que se prepararam para receber as bandas.
Foi no dia 15 de Setembro que a festa da música arrancou às 15h e prolongou-se pela noite dentro. Mais de 50 concertos gratuitos com a presença de artistas Optimus Discos, assim como registos musicais como jazz, música clássica e músicas do mundo, através das parcerias com a Porto-Jazz e a Casa da Música. Como é impossível assistir a tudo e ainda ficamos sujeitos à lotação dos espaços, optei por traçar um roteiro bastante reduzido e com o que realmente queria ver. É que com tanta coisa, acabo por deixar para trás projectos que desconheço, pois aqueles de que realmente gosto, quero sempre voltar a ver.
Já só cheguei ao inicio da noite e comecei pelos Sensible Soccers no Café au Lait, que de portas abertas permitia ver (além de ouvir) aos muitos que se encontravam na rua.
Segui para o jardim da Cordoaria, queria uma boa posição para o concerto dos The Poppers no coreto. Apesar da curta duração, este concerto foi mesmo bom. Lamento ainda só ter sido a segunda vez que os vi, mas tenho a certeza de que a mais quero ir. A boa música deles, ganha mais vida ao vivo. Desta vez o baixo não esteve aos comandos de Nuno Pardal, no entanto esteve bem entregue.
Houve também a participação de três fãs na guitarra e ainda assistimos ao Rai (guitarra e voz dos The Poppers) a percorrer o coreto por cima das grades!
O público ainda era muito para o concerto d’Os Pontos Negros também no Coreto, ouvi apenas 3 temas e rumei ao Armazém do Chá.
Pelo caminho ouvi Souls of Fire na Praça dos Leões, com uma grande multidão em frente ao palco e com muita animação.
Chegada ao Armazém do Chá as coisas estavam atrasadas e por isso Pedro Cardoso ainda estava a actuar; o aperto e calor já eram muitos e veio a aumentar.
Com o espaço já lotado, seguiu-se-lhe Samuel Úria, também ele apenas acompanhado pela guitarra. Foi muito bom voltar a ouvi-lo cantar, uma vez mais lamento o tão curto tempo.
A música continuou com Nuno Prata que começou com o “Cala-te e come”, mas já não aguentava tanto calor e tive que sair do Armazém do Chá.
A festa da música estava por todo o lado e muitos eram os que estavam a divertir-se ao som passado pelos Youth Culture no Restaurante Divan (turco), outros junto à Barbearia Veneza com a música de Hello Atlantic e ainda junto ao Estúdio Andrew Howard com Mirror People.
Próxima paragem: Alto! no Plano B. Quando consegui descer as escadas o concerto já tinha começado e estava tudo cheio, pouco vi a banda e para tal precisei da ajuda da máquina fotográfica, mas conseguia ouvir bem, o som estava bom e a sala cubo estava ao rubro.
Terminei aqui a minha D’Bandada, mas a música ainda continuava e a festa terminaria na Garagem GarePorto.
Gostei de ter conseguido ver tudo o que tinha programado e muito mais ainda pela qualidade que tiveram.
Texto e Fotos de Maria João de Sousa
Foi no dia 15 de Setembro que a festa da música arrancou às 15h e prolongou-se pela noite dentro. Mais de 50 concertos gratuitos com a presença de artistas Optimus Discos, assim como registos musicais como jazz, música clássica e músicas do mundo, através das parcerias com a Porto-Jazz e a Casa da Música. Como é impossível assistir a tudo e ainda ficamos sujeitos à lotação dos espaços, optei por traçar um roteiro bastante reduzido e com o que realmente queria ver. É que com tanta coisa, acabo por deixar para trás projectos que desconheço, pois aqueles de que realmente gosto, quero sempre voltar a ver.
Já só cheguei ao inicio da noite e comecei pelos Sensible Soccers no Café au Lait, que de portas abertas permitia ver (além de ouvir) aos muitos que se encontravam na rua.
Segui para o jardim da Cordoaria, queria uma boa posição para o concerto dos The Poppers no coreto. Apesar da curta duração, este concerto foi mesmo bom. Lamento ainda só ter sido a segunda vez que os vi, mas tenho a certeza de que a mais quero ir. A boa música deles, ganha mais vida ao vivo. Desta vez o baixo não esteve aos comandos de Nuno Pardal, no entanto esteve bem entregue.
Houve também a participação de três fãs na guitarra e ainda assistimos ao Rai (guitarra e voz dos The Poppers) a percorrer o coreto por cima das grades!
O público ainda era muito para o concerto d’Os Pontos Negros também no Coreto, ouvi apenas 3 temas e rumei ao Armazém do Chá.
Pelo caminho ouvi Souls of Fire na Praça dos Leões, com uma grande multidão em frente ao palco e com muita animação.
Chegada ao Armazém do Chá as coisas estavam atrasadas e por isso Pedro Cardoso ainda estava a actuar; o aperto e calor já eram muitos e veio a aumentar.
Com o espaço já lotado, seguiu-se-lhe Samuel Úria, também ele apenas acompanhado pela guitarra. Foi muito bom voltar a ouvi-lo cantar, uma vez mais lamento o tão curto tempo.
A música continuou com Nuno Prata que começou com o “Cala-te e come”, mas já não aguentava tanto calor e tive que sair do Armazém do Chá.
A festa da música estava por todo o lado e muitos eram os que estavam a divertir-se ao som passado pelos Youth Culture no Restaurante Divan (turco), outros junto à Barbearia Veneza com a música de Hello Atlantic e ainda junto ao Estúdio Andrew Howard com Mirror People.
Próxima paragem: Alto! no Plano B. Quando consegui descer as escadas o concerto já tinha começado e estava tudo cheio, pouco vi a banda e para tal precisei da ajuda da máquina fotográfica, mas conseguia ouvir bem, o som estava bom e a sala cubo estava ao rubro.
Terminei aqui a minha D’Bandada, mas a música ainda continuava e a festa terminaria na Garagem GarePorto.
Gostei de ter conseguido ver tudo o que tinha programado e muito mais ainda pela qualidade que tiveram.
Texto e Fotos de Maria João de Sousa
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Mazgani no PortoSounds
No passado dia 08 de Setembro, realizou-se mais uma edição do PortoSounds (no Porto); desta feita na Praça dos Poveiros, tendo Mazgani como cabeça de cartaz.
Pouco depois das 23h30, hora a que estava marcado o início do concerto, sobem ao palco: Mazgani (voz e guitarra), acompanhado por Vítor Coimbra (baixo e contrabaixo), João Vítor Contente (bateria) e Sérgio Mendes (guitarras).
Em altura de preparação de novo álbum, tocaram temas novos e alguns dos mais antigos achei-os diferentes, senti que estavam mais eléctricos, mas também e tal como o próprio disse, arriscaram tocar 2 temas que não funcionaram ali. Não sei se se referia aos mesmos que eu achei, mas houve uns mais “calminhos”, que pareciam perder-se ali num espaço tão aberto e em que a maioria dos presentes simplesmente disparou a conversar.
Os aplausos não faltaram ao longo de todo o concerto, mas o público não era propriamente “fácil” e a atitude de Mazgani que habitualmente oscila entre a “timidez” e o provocatório, naquela noite parecia incidir mais sobre o provocatório e até algo “sarcástico”.
Nem toda a gente o percebeu e julgo que, quem não está habituado até poderá ter interpretado mal.
Eu simplesmente achei que “gozava” connosco, ao mesmo tempo que gozava com ele próprio. Entendi isso, como uma procura de mais reacção da nossa parte e não como pretensão de ofender quem por ali apelava à reciclagem.
Sou até da opinião de que tal não devia ser feito durante os concertos, mas sim entre os mesmos, penso que aquele movimento por entre o público acaba por distrair um pouco.
Não considero que este tenha sido “o” concerto de Mazgani (já receava um pouco isso), mas foi muito bom e uma vez mais deliciei-me ao ouvi-lo cantar, é mesmo poderoso na forma como canta e em todos os seus movimentos, os restantes músicos também dão um forte contributo com uns pormenores que simplesmente me arrepiam na maioria das músicas.
Após a “Mercy”, com que finalizou o concerto,
o público pediu mais e eles voltaram para um encore com o tema “Moonless Garden”, embora alguns (como eu), tenham pedido a “Strike Your Drum”...
Texto Fotos e Video de Maria João de Sousa
Pouco depois das 23h30, hora a que estava marcado o início do concerto, sobem ao palco: Mazgani (voz e guitarra), acompanhado por Vítor Coimbra (baixo e contrabaixo), João Vítor Contente (bateria) e Sérgio Mendes (guitarras).
Em altura de preparação de novo álbum, tocaram temas novos e alguns dos mais antigos achei-os diferentes, senti que estavam mais eléctricos, mas também e tal como o próprio disse, arriscaram tocar 2 temas que não funcionaram ali. Não sei se se referia aos mesmos que eu achei, mas houve uns mais “calminhos”, que pareciam perder-se ali num espaço tão aberto e em que a maioria dos presentes simplesmente disparou a conversar.
Os aplausos não faltaram ao longo de todo o concerto, mas o público não era propriamente “fácil” e a atitude de Mazgani que habitualmente oscila entre a “timidez” e o provocatório, naquela noite parecia incidir mais sobre o provocatório e até algo “sarcástico”.
Nem toda a gente o percebeu e julgo que, quem não está habituado até poderá ter interpretado mal.
Eu simplesmente achei que “gozava” connosco, ao mesmo tempo que gozava com ele próprio. Entendi isso, como uma procura de mais reacção da nossa parte e não como pretensão de ofender quem por ali apelava à reciclagem.
Sou até da opinião de que tal não devia ser feito durante os concertos, mas sim entre os mesmos, penso que aquele movimento por entre o público acaba por distrair um pouco.
Não considero que este tenha sido “o” concerto de Mazgani (já receava um pouco isso), mas foi muito bom e uma vez mais deliciei-me ao ouvi-lo cantar, é mesmo poderoso na forma como canta e em todos os seus movimentos, os restantes músicos também dão um forte contributo com uns pormenores que simplesmente me arrepiam na maioria das músicas.
Após a “Mercy”, com que finalizou o concerto,
o público pediu mais e eles voltaram para um encore com o tema “Moonless Garden”, embora alguns (como eu), tenham pedido a “Strike Your Drum”...
Texto Fotos e Video de Maria João de Sousa
terça-feira, 30 de outubro de 2012
Festival O Gesto Orelhudo 2012
3 de Outubro ficou marcado por ser o dia do início da 11ª edição do Festival O Gesto Orelhudo que desta vez “regressou às origens” e decorreu no espaço D’Orfeu.
As Divinas - Irene Ruiz, Carla e Marta Mória, nas vozes, acompanhadas por Bernat Font ao Piano e Gabriel Amargant no Clarinete - vieram da Catalunha para nos levaram na sua máquina do tempo até aos “swingantes” anos 50.
Das suas belas vozes brotaram temas das Andrew Sisters, temas de Blues, Boogie-Woogie, leram-se conselhos para mulheres datados de 1958, houve sapateado e imitaram-se as emissões de rádio da época. Ouviu-se o Hey Big Spender, Mr. Sandman e até as Águas de Março que encerraram o concerto, num portunhol quase perfeito.
O segundo espectáculo da noite foi entregue aos, já repetentes, The Slampampers que vieram da Holanda e trouxeram uma enorme alegria para cima do palco que contagiou toda a audiência. Eles no fundo tocam Jazz, mas dão-lhe um toque muito seu em que mesmo os temas mais difíceis parecem extremamente fáceis.
Por vezes parecem autênticos bonecos animados, usam muito humor físico e por vezes escatológico, mas conseguem arrancar gargalhadas, mesmo do mais sério que os esteja a ver.
Foi com muitos sorrisos que encerrou a primeira noite de concertos do F.O.G.O. de 2012 que continuou com o DJ Set de Pedro e o Lobo, mas para o qual só veio o Lobo e que permitiu esquecer da melhor forma o que de mau se passa “lá por fora”.
Para o dia 4 vieram os Tim Tim por Tim Tum, seguidos de Quico Cadaval & Narf da Galiza e por fim o DJ Set D’Orfmind Sound System.
A abrir veio o quarteto de excelentes bateristas composto por José Salgueiro, Alexandre Frazão, Bruno Pedroso e Marco Franco, todos músicos de excelência que deram um espectáculo acima da média. Musicalmente é difícil de catalogar aquilo que fazem, só sei dizer que é muito bom e que vale mesmo a pena vê-los ao vivo.
Num registo completamente diferente daquilo a que estamos habituados, aqui a bateria é a rainha e ver o que estes verdadeiros mestres conseguem fazer com ela, é uma coisa fora do normal.
Também há momentos em que o próprio corpo serve de percussão e em que as palmas do público fazem o acompanhamento devido ao que se passa no palco, mostrando uma enorme sintonia, depois também aparece o Kazoo num momento de brincadeira e dialogo sonoro que encantou todos os que assistiram.
O bom momento seguinte, veio dos Galegos Quico Cadaval, conhecido actor e conta-contos, acompanhado do seu amigo Narf, nome artístico do guitarrista de Afro-blues- Fran Perez, que nos deram cerca de uma hora de belíssimas histórias muito bem interrompidas ou acompanhadas pelas guitarras e canções de Fran.
Os que ainda não sabiam, ficaram finalmente a perceber que o nosso português nasce mesmo do Galego, venha contesta-lo quem quiser, e que esta língua quando usada para contar estas histórias que por vezes parecem locais, mas que o Quico bem as soube adaptar e tornar universais.
Todas as histórias tinham um final triste, isso já tem razões históricas que não vale a pena explicar, mas que acabavam por saber muito bem ouvir, mesmo assim…
Para fazer a festa no final tivemos o DJ Set da malta da casa que animou todos os que resistiram à noite que foi de encanto e já ia longa. Arrisco-me até a dizer que a nível de espectáculos, foi talvez, a melhor noite de todo o Festival, se é que dá para avaliar dessa forma.
Nota: Ao dia 5 não pude assistir, mas pelo que sei, os Vozes da Rádio e os alemães Gogol & Max foram responsáveis pela noite que teve mais público e deram ambos excelentes espectáculos e o DJ Set do António Pires foi muito bom, não ouvi, mas sei!
O dia 6 de Outubro abriu com Zeca Medeiros que trouxe os seus Fados Fantasmas e Folias, acompanhado de Gil Alves nas Flautas, Rogério Cardoso no Baixo e Guitarra, Jorge Silva no Piano e Manuel Rocha no Violino. Estes músicos que o acompanham, além de excelentes, são autênticos cúmplices na sua actuação.
O Zeca Medeiros vai entrando e saindo de cada personagem que canta, em cada um dos seus temas, nos intervalos das canções ou usando as letras de algumas mesmo, vai fazendo avisos e chamando a atenção para a realidade que nos rodeia. Há momentos autobiográficos e por vezes aparece a veia de contador de histórias que se chega a sobrepor à de cantador. No concerto todos brilham e deixam brilhar, fazendo de cada concerto uma noite única e inesquecível.
Este belo início de noite foi só a confirmação do belíssimo concerto que já tinha visto no Mercado Negro este ano. Só tenho pena que seja tão difícil encontrar os seus discos à venda, para poder disfrutar da sua música por mais vezes.
A seguir veio Muito Riso, Muito Siso, um espectáculo interpretado por Luís Fernandes que em palco teve a participação de um dos que fundou o espectáculo há dez anos atrás. Uma excelente escolha de textos que a brincar, vão falando de coisas sérias ou a sério vão brincando, pondo todos a sorrir e a pensar e fechando assim com chave d’Ouro, mais uma edição do Festival O Gesto Orelhudo.
Pela noite dentro ainda houve a música do DJ Johnny Red que dando uma volta por Portugal e o Resto do Mundo, pôs os mais resistentes a dançar até ao fim.
Podem encontrar mais fotos aqui.
Agora que venha a 12ª Edição e que pelo menos seja tão boa como esta que agora acaba.
As Divinas - Irene Ruiz, Carla e Marta Mória, nas vozes, acompanhadas por Bernat Font ao Piano e Gabriel Amargant no Clarinete - vieram da Catalunha para nos levaram na sua máquina do tempo até aos “swingantes” anos 50.
Das suas belas vozes brotaram temas das Andrew Sisters, temas de Blues, Boogie-Woogie, leram-se conselhos para mulheres datados de 1958, houve sapateado e imitaram-se as emissões de rádio da época. Ouviu-se o Hey Big Spender, Mr. Sandman e até as Águas de Março que encerraram o concerto, num portunhol quase perfeito.
O segundo espectáculo da noite foi entregue aos, já repetentes, The Slampampers que vieram da Holanda e trouxeram uma enorme alegria para cima do palco que contagiou toda a audiência. Eles no fundo tocam Jazz, mas dão-lhe um toque muito seu em que mesmo os temas mais difíceis parecem extremamente fáceis.
Por vezes parecem autênticos bonecos animados, usam muito humor físico e por vezes escatológico, mas conseguem arrancar gargalhadas, mesmo do mais sério que os esteja a ver.
Foi com muitos sorrisos que encerrou a primeira noite de concertos do F.O.G.O. de 2012 que continuou com o DJ Set de Pedro e o Lobo, mas para o qual só veio o Lobo e que permitiu esquecer da melhor forma o que de mau se passa “lá por fora”.
Para o dia 4 vieram os Tim Tim por Tim Tum, seguidos de Quico Cadaval & Narf da Galiza e por fim o DJ Set D’Orfmind Sound System.
A abrir veio o quarteto de excelentes bateristas composto por José Salgueiro, Alexandre Frazão, Bruno Pedroso e Marco Franco, todos músicos de excelência que deram um espectáculo acima da média. Musicalmente é difícil de catalogar aquilo que fazem, só sei dizer que é muito bom e que vale mesmo a pena vê-los ao vivo.
Num registo completamente diferente daquilo a que estamos habituados, aqui a bateria é a rainha e ver o que estes verdadeiros mestres conseguem fazer com ela, é uma coisa fora do normal.
Também há momentos em que o próprio corpo serve de percussão e em que as palmas do público fazem o acompanhamento devido ao que se passa no palco, mostrando uma enorme sintonia, depois também aparece o Kazoo num momento de brincadeira e dialogo sonoro que encantou todos os que assistiram.
O bom momento seguinte, veio dos Galegos Quico Cadaval, conhecido actor e conta-contos, acompanhado do seu amigo Narf, nome artístico do guitarrista de Afro-blues- Fran Perez, que nos deram cerca de uma hora de belíssimas histórias muito bem interrompidas ou acompanhadas pelas guitarras e canções de Fran.
Os que ainda não sabiam, ficaram finalmente a perceber que o nosso português nasce mesmo do Galego, venha contesta-lo quem quiser, e que esta língua quando usada para contar estas histórias que por vezes parecem locais, mas que o Quico bem as soube adaptar e tornar universais.
Todas as histórias tinham um final triste, isso já tem razões históricas que não vale a pena explicar, mas que acabavam por saber muito bem ouvir, mesmo assim…
Para fazer a festa no final tivemos o DJ Set da malta da casa que animou todos os que resistiram à noite que foi de encanto e já ia longa. Arrisco-me até a dizer que a nível de espectáculos, foi talvez, a melhor noite de todo o Festival, se é que dá para avaliar dessa forma.
Nota: Ao dia 5 não pude assistir, mas pelo que sei, os Vozes da Rádio e os alemães Gogol & Max foram responsáveis pela noite que teve mais público e deram ambos excelentes espectáculos e o DJ Set do António Pires foi muito bom, não ouvi, mas sei!
O dia 6 de Outubro abriu com Zeca Medeiros que trouxe os seus Fados Fantasmas e Folias, acompanhado de Gil Alves nas Flautas, Rogério Cardoso no Baixo e Guitarra, Jorge Silva no Piano e Manuel Rocha no Violino. Estes músicos que o acompanham, além de excelentes, são autênticos cúmplices na sua actuação.
O Zeca Medeiros vai entrando e saindo de cada personagem que canta, em cada um dos seus temas, nos intervalos das canções ou usando as letras de algumas mesmo, vai fazendo avisos e chamando a atenção para a realidade que nos rodeia. Há momentos autobiográficos e por vezes aparece a veia de contador de histórias que se chega a sobrepor à de cantador. No concerto todos brilham e deixam brilhar, fazendo de cada concerto uma noite única e inesquecível.
Este belo início de noite foi só a confirmação do belíssimo concerto que já tinha visto no Mercado Negro este ano. Só tenho pena que seja tão difícil encontrar os seus discos à venda, para poder disfrutar da sua música por mais vezes.
A seguir veio Muito Riso, Muito Siso, um espectáculo interpretado por Luís Fernandes que em palco teve a participação de um dos que fundou o espectáculo há dez anos atrás. Uma excelente escolha de textos que a brincar, vão falando de coisas sérias ou a sério vão brincando, pondo todos a sorrir e a pensar e fechando assim com chave d’Ouro, mais uma edição do Festival O Gesto Orelhudo.
Pela noite dentro ainda houve a música do DJ Johnny Red que dando uma volta por Portugal e o Resto do Mundo, pôs os mais resistentes a dançar até ao fim.
Podem encontrar mais fotos aqui.
Agora que venha a 12ª Edição e que pelo menos seja tão boa como esta que agora acaba.
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quinta-feira, 25 de outubro de 2012
20 te Dizer em Estarreja
A 28 de Setembro, começaram as noites do Outonalidades – Circuito Português de Música ao Vivo, no Bar do Cine Teatro de Estarreja.
Esta primeira noite foi composta pela actuação de 20 te Dizer, um espectáculo da Acert que tem José Rui Martins na declamação e contou com Luísa Vieira musicando magistralmente com a sua flauta transversal, vários poemas de vários autores lusófonos que conseguiram encantar todos os que se deslocaram àquele espaço, tornando bem bonita esta noite de Outono.
Eu não estava preparado para o que ia ver, mas o que vi foi uma bela surpresa. Tudo começou com um cerimonial acender de velas que representavam cada um dos poemas que ia ser interpretado e que iria ser apagada após cada declamação.
A temática dos poemas foi escolhida a dedo e foi fazendo uma viagem pela beleza da nossa língua escrita por portugueses, africanos e brasileiros. Surgiram poemas de Mia Couto, Alberto Porfírio e até António Carlos Jobim. Os ritmos iam sendo pontuados pela flauta e também cantados em dueto, foram usados diversos sotaques que enriquecem o nosso português de uma forma deliciosa e nos intervalos do temas ia sendo dada uma pequena explicação ou desabafo sobre a situação actual do país.
Houve até alguns poemas foram ligeiramente adaptados, tendo em conta a situação actual como aconteceu no poema Rico e Pobre que explica a diferença entre um e outro e chega à conclusão que o Rico que assiste ao espectáculo “está a aumentar o seu nível cultural e o Pobre está a reduzir o tempo em que a Troika queria que ele estivesse a produzir”.
Foi cantando o Eu sei que vou-te Amar, o Poema Matemático e até um poema em que o personagem, “talvez parecido com algum conhecido”, chega a falsificar o próprio óbito para ficar com o dinheiro que lhe confiaram.
O poema que mais me emocionou, veio com ritmos africanos e é da autoria do moçambicano Luís Bernardo Honwana, chama-se As Mãos dos Pretos e foi declamado de tal forma que me deixou com um nó na garganta.
Houve momentos para sorrir, outros para pensar e outros ainda de sentimentos bem mais fortes, mas acima de tudo tivemos momentos, como disse o Zé Rui, “para compensar estes tempos em que diariamente nos tiram algo”.
Nesta noite, o Outonalidades pela mão de 20 te Dizer, ofereceu-nos algo de muito bom que ficará sempre na minha memória e creio que na de todos que tiveram a sorte de assistir ao espectáculo no bar do Cine Teatro de Estarreja.
Mais fotos do Outonalidades aqui.
Esta primeira noite foi composta pela actuação de 20 te Dizer, um espectáculo da Acert que tem José Rui Martins na declamação e contou com Luísa Vieira musicando magistralmente com a sua flauta transversal, vários poemas de vários autores lusófonos que conseguiram encantar todos os que se deslocaram àquele espaço, tornando bem bonita esta noite de Outono.
Eu não estava preparado para o que ia ver, mas o que vi foi uma bela surpresa. Tudo começou com um cerimonial acender de velas que representavam cada um dos poemas que ia ser interpretado e que iria ser apagada após cada declamação.
A temática dos poemas foi escolhida a dedo e foi fazendo uma viagem pela beleza da nossa língua escrita por portugueses, africanos e brasileiros. Surgiram poemas de Mia Couto, Alberto Porfírio e até António Carlos Jobim. Os ritmos iam sendo pontuados pela flauta e também cantados em dueto, foram usados diversos sotaques que enriquecem o nosso português de uma forma deliciosa e nos intervalos do temas ia sendo dada uma pequena explicação ou desabafo sobre a situação actual do país.
Houve até alguns poemas foram ligeiramente adaptados, tendo em conta a situação actual como aconteceu no poema Rico e Pobre que explica a diferença entre um e outro e chega à conclusão que o Rico que assiste ao espectáculo “está a aumentar o seu nível cultural e o Pobre está a reduzir o tempo em que a Troika queria que ele estivesse a produzir”.
Foi cantando o Eu sei que vou-te Amar, o Poema Matemático e até um poema em que o personagem, “talvez parecido com algum conhecido”, chega a falsificar o próprio óbito para ficar com o dinheiro que lhe confiaram.
O poema que mais me emocionou, veio com ritmos africanos e é da autoria do moçambicano Luís Bernardo Honwana, chama-se As Mãos dos Pretos e foi declamado de tal forma que me deixou com um nó na garganta.
Houve momentos para sorrir, outros para pensar e outros ainda de sentimentos bem mais fortes, mas acima de tudo tivemos momentos, como disse o Zé Rui, “para compensar estes tempos em que diariamente nos tiram algo”.
Nesta noite, o Outonalidades pela mão de 20 te Dizer, ofereceu-nos algo de muito bom que ficará sempre na minha memória e creio que na de todos que tiveram a sorte de assistir ao espectáculo no bar do Cine Teatro de Estarreja.
Mais fotos do Outonalidades aqui.
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terça-feira, 23 de outubro de 2012
Ponte Party People 2012
Setembro começou da melhor maneira no Ponte Party People. Um festival urbano, que já conta com quatro edições, sendo este ano uma referência nas actividades da cidade de Braga que acolhe a Capital Europeia da Juventude.
Braga é símbolo de juventude e o festival é a mostra disso. Bandas emergentes da cena musical. Uma efervescência a mostrar o que anda a acontecer, com alguns nomes que já marcam os roteiros de muitos dos festivais nacionais.
Com a chegada ao recinto já tarde não tive oportunidade de ver os Bed Legs, mas começamos com um nome que já tinha visto em Moledo no Sonic Blast – os Killimanjaro, banda que anda a dar que falar nos circuitos rock deste país. E isso notou-se pelo enorme grupo de fãs que acorreram ao concerto. A saída da piscina tornou-se quase obrigatória e a malta começou a juntar-se, para ouvir o bom rock que vem de Barcelos.
Ansiosos por entrar em palco estavam os Blac Koyote, mais uma vez acompanhados por Stereoboy, o trio mostrou mais uma vez como se faz boa música electrónica em terras nortenhas. Se o anterior concerto que visionei não me puxou muito a atenção desta feita foi fantástico. Talvez pelo formato mais duro, já que não contava com os visuais, foi de música e esta estava no seu ponto de rebuçado. O festival não se faz só de música, e a provar foram os Plim Plam Plum grupo de teatro que fez a ponte entre os palcos e entre o dia e a noite. Tempo para aproveitar para saciar a fome com umas boas sandochas de porco no espeto. Não era uma receita cinco estrelas, mas serviu para muitos para compor o organismo com as energias necessárias para continuar no recinto.
Com o panorama emergente de bandas que Braga tem, a primeira banda da noite teve que percorrer poucos metros para subir ao palco. Os Smix Simox Simux não encantaram, mas motivaram o festivaleiro a começar a marcar presença perto do palco árvore.
Vindos de Leiria, os Nice Weather for Ducks subiram ao palco já passava das 22h. O grupo de amigos que cresceram a ouvir musica na internet, criaram uma atmosfera mais dream-pop com alguma sonoridade rock. Valeu-lhes um grupo de amigos fervorosos junto ao palco a degustar o som. Sem assunto foram os Shivers, banda da margem sul (do Tejo), fizeram festa com o pimba rock que muito sucesso deve fazer. Com sonoridade tosca e letras brejeiras, partiram a loiça toda e criaram uma festa surreal. Vazios de conteúdo mas com forte presença em palco, construíram a festa possível.
A terminar a permanência no belo recinto do parque da Ponte ainda tempo para os Memória de Peixe. Projecto do guitarrista Miguel Nicolau e do baterista Nuno Oliveira. Uma dupla fantástica que explora ambiências rítmicas com loops de guitarra. Um final de estada fantástico certamente a reter mais do que a própria memória dos peixes.
Texto e Fotos de Miguel Estima
Braga é símbolo de juventude e o festival é a mostra disso. Bandas emergentes da cena musical. Uma efervescência a mostrar o que anda a acontecer, com alguns nomes que já marcam os roteiros de muitos dos festivais nacionais.
Com a chegada ao recinto já tarde não tive oportunidade de ver os Bed Legs, mas começamos com um nome que já tinha visto em Moledo no Sonic Blast – os Killimanjaro, banda que anda a dar que falar nos circuitos rock deste país. E isso notou-se pelo enorme grupo de fãs que acorreram ao concerto. A saída da piscina tornou-se quase obrigatória e a malta começou a juntar-se, para ouvir o bom rock que vem de Barcelos.
Ansiosos por entrar em palco estavam os Blac Koyote, mais uma vez acompanhados por Stereoboy, o trio mostrou mais uma vez como se faz boa música electrónica em terras nortenhas. Se o anterior concerto que visionei não me puxou muito a atenção desta feita foi fantástico. Talvez pelo formato mais duro, já que não contava com os visuais, foi de música e esta estava no seu ponto de rebuçado. O festival não se faz só de música, e a provar foram os Plim Plam Plum grupo de teatro que fez a ponte entre os palcos e entre o dia e a noite. Tempo para aproveitar para saciar a fome com umas boas sandochas de porco no espeto. Não era uma receita cinco estrelas, mas serviu para muitos para compor o organismo com as energias necessárias para continuar no recinto.
Com o panorama emergente de bandas que Braga tem, a primeira banda da noite teve que percorrer poucos metros para subir ao palco. Os Smix Simox Simux não encantaram, mas motivaram o festivaleiro a começar a marcar presença perto do palco árvore.
Vindos de Leiria, os Nice Weather for Ducks subiram ao palco já passava das 22h. O grupo de amigos que cresceram a ouvir musica na internet, criaram uma atmosfera mais dream-pop com alguma sonoridade rock. Valeu-lhes um grupo de amigos fervorosos junto ao palco a degustar o som. Sem assunto foram os Shivers, banda da margem sul (do Tejo), fizeram festa com o pimba rock que muito sucesso deve fazer. Com sonoridade tosca e letras brejeiras, partiram a loiça toda e criaram uma festa surreal. Vazios de conteúdo mas com forte presença em palco, construíram a festa possível.
A terminar a permanência no belo recinto do parque da Ponte ainda tempo para os Memória de Peixe. Projecto do guitarrista Miguel Nicolau e do baterista Nuno Oliveira. Uma dupla fantástica que explora ambiências rítmicas com loops de guitarra. Um final de estada fantástico certamente a reter mais do que a própria memória dos peixes.
Texto e Fotos de Miguel Estima
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Mandrax Icon no Mercado Negro
A 14 de Setembro comemorou-se o aniversário da Editora Cakes & Tapes no Mercado Negro.
O convidado musical foi Mandrax Icon, alter-ego de Márcio Cunha um, espero que por pouco tempo, ilustre desconhecido algarvio, que veio até ao norte mostrar a sensibilidade da sua música inspirada no folk americano dos anos 20/30 do século passado.
Munido apenas da sua viola e da sua genuína timidez, Mandrax Icon, serviu-nos cerca de uma dezena de canções que nos fizeram viajar um pouco por paisagens cheias de bons sentimentos e que sugerem grandes planícies sonoras.
Mesmo sem os instrumentos que o acompanham no disco que foi lançado em vinil pela Nostril records e em cassete pela Cakes and Tapes, mas que também se pode obter em download gratuito aqui.
Foi um início de noite muito bem passado que nos permitiu conhecer mais um músico a fazer algo de muito bom e interessante. Oxalá consiga quebrar as barreiras que costumam impedir que estes projectos avancem.
Mandrax Icon é sem dúvida um nome a conhecer e acompanhar de perto.
A festa depois continuou com o DJ Set de Yarr, o colectivo da Cakes & Tapes que animou muito bem o resto da noite.
O convidado musical foi Mandrax Icon, alter-ego de Márcio Cunha um, espero que por pouco tempo, ilustre desconhecido algarvio, que veio até ao norte mostrar a sensibilidade da sua música inspirada no folk americano dos anos 20/30 do século passado.
Munido apenas da sua viola e da sua genuína timidez, Mandrax Icon, serviu-nos cerca de uma dezena de canções que nos fizeram viajar um pouco por paisagens cheias de bons sentimentos e que sugerem grandes planícies sonoras.
Mesmo sem os instrumentos que o acompanham no disco que foi lançado em vinil pela Nostril records e em cassete pela Cakes and Tapes, mas que também se pode obter em download gratuito aqui.
Foi um início de noite muito bem passado que nos permitiu conhecer mais um músico a fazer algo de muito bom e interessante. Oxalá consiga quebrar as barreiras que costumam impedir que estes projectos avancem.
Mandrax Icon é sem dúvida um nome a conhecer e acompanhar de perto.
A festa depois continuou com o DJ Set de Yarr, o colectivo da Cakes & Tapes que animou muito bem o resto da noite.
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sexta-feira, 19 de outubro de 2012
Dazkarieh - Eterno Retorno Tour
Os Dazkarieh estão de volta aos discos, neste caso o seu 6º, com "Eterno Retorno".
O disco já começou a ser rodado na Alemanha e por cá, mas vai agora ser apresentado oficialmente por cá e já tem as seguintes datas para concertos:
Dia 20 de Outubro -Teatro Loucomotiva -Taveiro/ Coimbra
Dia 3 de Novembro - Hard Club - Porto
Dia 16 de Novembro - Teatro Sá da Bandeira - Santarém
Dia 23 de Novembro - (Local a confirmar) - Lisboa
Nos dias 2 e 3 de Novembro, também haverão showcases nas Fnac's do Porto, estejam atentos.
Eu, da minha parte, vou tentar ir até ao Teatro Loucomotiva para ver in loco como está o disco.
Aqui fica o video de "Primeiro Olhar" o primeiro single de apresentação:
O disco já começou a ser rodado na Alemanha e por cá, mas vai agora ser apresentado oficialmente por cá e já tem as seguintes datas para concertos:
Dia 20 de Outubro -Teatro Loucomotiva -Taveiro/ Coimbra
Dia 3 de Novembro - Hard Club - Porto
Dia 16 de Novembro - Teatro Sá da Bandeira - Santarém
Dia 23 de Novembro - (Local a confirmar) - Lisboa
Nos dias 2 e 3 de Novembro, também haverão showcases nas Fnac's do Porto, estejam atentos.
Eu, da minha parte, vou tentar ir até ao Teatro Loucomotiva para ver in loco como está o disco.
Aqui fica o video de "Primeiro Olhar" o primeiro single de apresentação:
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