sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Megafone 5

É assim que começa a apresentação da Associação Megafone 5:
"Megafone 5 é o nome de um projecto sem fins lucrativos que tem como objectivo celebrar, homenagear e difundir o trabalho e as ideias de João Aguardela. Nasce, informalmente, entre um grupo de amigos, companheiros e admiradores do seu trabalho".
Naturalmente, como admirador que sou, não podia deixar de aderir imediatamente à iniciativa.
Vocês tamém podem aderir, basta que visitem o sítio do João Aguardela-Megafone 5.
Lá podem encontrar praticamente tudo sobre o que foi o João e sobre tudo aquilo em que ele acreditava. Entre outras coisas podem ouvir o fantástico programa de homenagem feito pela Antena 1.
Esta iniciativa de 4 de Novembro é a primeira de muitas que a Associação pretende levar a cabo, eu cá estarei para divulgar tudo aquilo que irá acontecer.
De todas as recordações que tenho do João, faltava-me contar uma:
Foi já no longínquo verão de 1991, mais uma vez no Tramagal, havia festa e os Sitiados vinham lá tocar. As cúmplicidades entre os Sitiados e várias pessoas do Tramagal, fazia com que nenhum convite fosse recusado.
Desta vez houve um problema, que eu não cheguei a saber qual foi, que fez com que eles só tocassem por volta da uma e tal, duas da manhã.
A maioria das pessoas já tinha abandonado o recinto, um pequeno grupo de fãs convictos (eu incluído), resistiu a todos os atrasos e esperou até quase não haver esperança de os ver.
O que é certo é que eles, mostrando um grande respeito por aqueles que ficaram lá, entraram no palco e em jeito de protesto contra a organização, decidiram tocar sentados.
A malta não se importou, fomos todos para a frente do palco, dispostos a divertir-nos à grande.
Apesar das contrariedades, o concerto foi espectacular e teve uma particularidade (que mostra bem aquilo que era o João), a certa altura ele fica com sede e pede cerveja para o palco, ao ver que a esta demorava, o bom do João não faz mais nada, pede uma grade, puxa de dinheiro do seu próprio bolso, paga a respectiva grade, serve-se e pousa a grade no palco em frente aos "últimos resistentes" e oferece cerveja para todos.
Claro que ninguém se fez de rogado e a galhofa foi completa, eu tratei de ir abrindo garrafas para o pessoal e claro "quem parte e reparte..."
Conclusão, ficou toda a gente com um copo a mais e acabou tudo numa daquelas "conversadas" intermináveis pela madrugada dentro.
Até hoje nunca mais vi nenhum elemento de banda nenhuma a oferecer uma grade de minis ao público...

1 comentário:

José disse...

Pois é... da parte da grade não me lembro.
Mas lá que virámos muitas virámos...
Abraços