quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Sérgio Godinho no Centro Cultural de Ílhavo

 Foi no sábado passado que Sérgio Godinho veio apresentar o seu novo trabalho, “Mútuo Consentimento”, a um esgotadíssimo Centro Cultural de Ílhavo.As expectativas eram grandes e de maneira alguma, foram defraudadas.
 O concerto começou, tal como começa o disco, ao som de “Mão na Música”, com o cantautor sentado a declamar uma bela descrição do que é a música. Depois, já de pé, veio um dos mais fortes temas deste novo disco, de nome “Bomba Relógio” uma bem ritmada e alegre descrição do que é sentir o amor de outra pessoa, “Vai Lá” foi outro dos novos temas que foi tocado e que já parecia um clássico SG.
Clássico mesmo foi o tema seguinte que continua com uma temática actualíssima, “Arranja-me Um Emprego", aqui com numa versão musical actualizada. Essa é também uma realidade nas canções de SG, é que as letras (algumas infelizmente) mantêm-se actuais e a as músicas foram reformuladas de tal maneira que parece que foram escritas ontem. “É Tão Bom” trouxe-nos à memória outras idades em que as preocupações do dia a dia eram bem mais simples. SG, introduzindo o tema seguinte, lá foi dizendo que “só neste País, é que se diz só neste País” que é o mote da canção do “Só Neste País” que pertence ao disco de 2006 “Ligação Directa”, nessa altura já eu estava a pensar nas saudades que tinha de ouvir novas canções deste grande músico.
O novo disco regressou com “Em Dias Consecutivos” uma valsa feita por Bernardo Sasseti que faz lembrar a música de filmes de terror e que conta o “Terror” de alguns quotidianos, logo seguido de “Mútuo Consentimento” uma música de curta duração, feita por Francisca Cortesão dos Minta & the Brook Trout e para a qual Sérgio fez uma letra lindíssima, a que se seguiu o forte “Eu Vou a Jogo” que fala de encontros e desencontros que muitos vão tendo ao longo da vida.
 O tema “Liberdade” levou-nos a um passado cada vez mais presente e claro sempre com os arranjos modernos do Nuno Rafael, apresentado já há alguns anos, como o director musical dos Assessores, o grupo de excelentes músicos que acompanha Sérgio Godinho e que é composto pelo Nuno que toca guitarra eléctrica, acústica e outras coisas, o Miguel Fevereiro na guitarra, o José Cardoso nas teclas, o Nuno Espírito Santo no baixo, o Sérgio Nascimento na bateria, que em Ílhavo foi substituído pelo José Vilão, a Sara Corte Real nas vozes e o João Cabrita no Saxofone.
O “Velho Samurai” deu para acalmar um pouco a nível de ritmos, por pouco tempo, pois logo a seguir veio “O Acesso Bloqueado” o single do novo disco que fala da dificuldade de adivinhar o presente, e “Linhagem Feminina”, também das novas, que parece uma espécie de “lenga-lenga arockalhada”.
Daqui para a frente vieram aquelas canções que já todos conhecem, mas que sabe sempre bem ouvir, até pela quantidade de renovações que foram sendo feitas à música.
Assim ouvimos “Espectáculo”, “Primeiro Dia”, após este tema os Assessores foram saindo do palco, ao mesmo tempo que viravam uns painéis que continham algumas das imagens que se podem ver no inlay do disco, para deixar o Mestre sozinho a cantar “Lisboa que Amanhece”.
 O “Elixir da Eterna Juventude” foi tocado já com todos de volta e foi logo seguido do festivo “Quatro Quadras Soltas” que encerrou o concerto.
Claro que exigir um encore era a obrigação do público que assim o fez e foi correspondido. Após uma pequena introdução musical de “Mão na Música” foi tocado o lindíssimo “Primeiro Gomo da Tangerina”, seguido do enérgico “Homem Fantasma” e rematou com “Democracia”.
 Rapidamente foi exigido um segundo encore de dois temas “Brilhozinho nos Olhos” e “Noite Passada” que remataram mais uma noite inesquecível proporcionada por Sérgio Godinho e os seus Assessores.
 Após o concerto ainda tivemos direito a contactar pessoalmente com o cantautor que “enfrentou” a enorme fila para autógrafos com grande simpatia.
Esta noite não me soube a pouco e espero ainda vir a ter muitas mais destas!

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Mão Morta - Pelux in Motion

Foi anunciada a nova Tour dos Mão Morta, chama-se Pelux in Motion e conta com oito datas, aqui ficam as datas e os locais:

01 Outubro - Lisboa - Sala TMN ao vivo
06 Outubro - Coimbra – Teatro Académico Gil Vicente
15 Outubro - Castelo Branco - Cine Teatro Avenida
20 Outubro - Faro - Teatro das Figuras
21 Outubro - Portalegre - CAE
29 Outubro - Famalicão - Casa das Artes
31 Outubro - Viana do Castelo - Teatro Sá de Miranda
04 Novembro - Ílhavo - Centro Cultural

Eu conto ir pelo menos ao concerto de Ílhavo.
Deixo também o mais recente video para o novo single de "Pesadelo em Peluche" - "Teoria da Conspitação"

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Concerto Triplo no Mercado Negro

 Um serão com três concertos era a proposta do Mercado Negro para a noite do passado dia 23 de Setembro. Uma tournée em terras lusas da equipa formada pelos espanhóis Diminuto Cielo, os portugueses Peltzer e a terminar os espanhóis Minimarket.
 A abrir as hostes veio o Victor Herrera, o jovem das ilhas Canárias que se apresenta como Diminuto Cielo. Podemos considerar que o ritmo frenético tomou logo conta da sala, e manteve a batida até ao último segundo que esteve em palco. Influenciado pelos movimentos indie-pop e pós-punk das ilhas Canárias o som eclético transpira um conjunto de sensações de amor e ódio visíveis no set de imagens que vão sendo projectadas ao longo do concerto.
 Após um curto intervalo subiram ao palco os Peltzer, banda portuguesa formada inicialmente por Rui Gaio com o VJ Pedro Gonçalves, deixando de ser uma one-man-band para se tornar num trio quando se juntaram Cato Calado e Paulo Barreto. Numa base essencialmente electrónica o projecto lançou em 2010 o primeiro ep intitulado “Outdated”. O auditório do Mercado presenciou um momento volátil, denso na essência da uniformidade criada pelos músicos a juntar a forte componente visual que se manteve do primeiro ao último minuto do concerto. Despojado de más intenções, todo o movimento estava síncrono, deixando transparecer um clima de festa, criada pela batida continuada e constante.
 Uma electrónica subtil e brilhante para quem esteve neste momento triplo.
O Mercado continua de parabéns por criar verdadeiras noites de fusão de estilos, possíveis pelo fabuloso ambiente que se vem sentindo.

 Texto e Fotos Gentilmente Cedidas por Miguel Estima

Don’t Shoot At The Saxophe Player no Performas

 O jovem músico Aveirense Henrique Portovedo fundiu-se com o encenador Filipe Pereira, a fim de produzirem uma performance. Da mistura destes artistas seria de esperar algo soberbo e foi o caso do “Don’t Shoot At The Saxophe Player” apresentado no Estúdio Performas nos passados fins-de-semana de Setembro.
Com uma possante presença em palco o musico contracena com Miguel Rosas criando uma dinâmica de espaço, substancialmente preenchida com um jogo de luz e cor gerado pela excelente equipa técnica e enriquecido pelos vídeos de Daniela Vidal Ferreira.
 Não me abstenho que estava à espera de uma performance onde a componente musical teria uma dominante forte, e foi o caso. Surpreendi-me com a mistura entre o lado mais dançável de todo o espectáculo misturado com os vários instrumentos de sopro que o Henrique ia executando a contracenar com o actor criando uma mistura funcional do espaço cénico, este despojado de grandes artefactos, o que ajudava a ter uma percepção maior de todo o universo físico. A completar, o visualismo experimental onde a mistura de footage ao estilo vintage, com referencias a movimentos pop-art e film noir, intensamente marcados por uma dominante contrastada da imagem. O parco público presente, manteve uma entusiasmada e contagiante presença, impulsionada pela batida constante, resultando por vezes complicado ficar sentado na cadeira.
 Poderia quase afirmar que a qualidade da performance é inversamente proporcional à assistência presente. Infelizmente este trabalho de uma qualidade técnica notável ainda não é facilmente absorvido pelo público. “Ouvido duro e vista curta”, diria eu, ou menos receptivos a novas tendências estéticas, a afirmação deste tipo de espectáculos é ainda um desafio para uma equipa que mantém uma fasquia alternativa.

Texto e Fotos Gentilmente Cedidas por Miguel Estima

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Coelho Radioactivo+Plutónios no Teatro Aveirense

Quinta-Feira dia 29 de Setembro, o Teatro Aveirense, antecipa um fim de semana recheado de boa música.
É que nesse dia vai actuar o Coelho Radioactivo com Os Plutónios e ainda vão contar com a colaboração do Cão da Morte.
Vai ser com certeza, uma maneira de acabar a semana de uma forma musicalmente bem animada.
Aqui fica um pequeno exemplo:

Noiserv no Cine Teatro de Estarreja

Este sábado dia 1 de Outubro, marca o regresso de David Santos, mais conhecido por Noiserv, ao Cine Teatro de Estarreja.
Desta vez o espectáculo vai decorrer no Auditório e vai contar, além da magia da música do David, com a Diana Mascarenhas na ilustração digital.
Os bilhetes custa 7,5€ e na minha opinião são muito bem aplicados.
Aqui fica uma pequena amostra do que vai ser o concerto:

Como podem ver é uma excelente sugestão para passar o sábado com boa música, bem perto de Aveiro.

Festival Frenesi Garage & Stage

É já no sábado dia 1 de Outubro que se vai realizar, no Palco Exterior do espaço Breyner 85, o 1º Festival Frenesi Garage & Stage.
A animação tem o seguinte alinhamento:
Set Frenesi
15h00 - The Afternoon
15h45 - Tea Time Mother Juice
16h30 - Nagoya
17h25 - Lazy Faithful
Set Acústico
18h30 - Francisco Rua
19h15 - O Cão da Morte
Set Garage & Stage
20h30 - Touro
22h00 - Feromona

Depois ainda há after party no bar interior do Breyner 85.

Os Bilhetes custam 8€ em venda antecipada e 10€ se forem comprados no dia.
Aqui está uma excelente desculpa para ir até ao Porto.

Eu só por estes rapazes já ia:

We Trust na Bienal de Cerveira

A noite caiu em Cerveira e com ela veio da banda “nova sensação” das rádios portuguesas, os We Trust. André Tentugal, reconhecido no como realizador de videoclipes de bandas como - Azeitonas – Em boa companhia eu vou, Sizo – First, X-Wife “On The Radio", juntou os amigos criados ao longo de anos de trabalho com algumas destas bandas entre eles Rui Maia e Nuno Sarafa (X-Wife), Gil Amado (Long Way to Alaska), João André (Bandemónio) e Sérgio Freitas (Zany Dislexic Band).
Deram um concerto soberbo, que deixou a grande maioria dos presentes prestes a sair da cadeira, transmitindo uma energia renovada na forma de fazer música indie-pop.
Não serão certamente uma banda a ficar derretida no verão, e a confirmar isso mesmo é o movimento de fans que aguardam pelo lançamento do primeiro registo de originais que verá a luz do dia em finais de Outubro.
O concerto teve a sua apoteose com o single “Time (better not stop” contudo a mais de hora de actuação teve os seus momentos altos com “Gone” ou já no final com “Surrender”, confirmando que o multifacetado artista está para durar, marcando de forma indelével a cena musical portuguesa.

Texto e Fotos Gentilmente cedidos por Miguel Estima

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Sérgio Godinho em Ílhavo

É já amanhã que Sérgio Godinho vem até ao Centro Cultural de Ílhavo para apresentar o seu mais recente disco "Mútuo Consentimento".
Escusado será dizer que o concerto é Imperdível.
Fica aqui o video do primeiro single - O Acesso Bloqueado - só para abrir o apetite.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

At Freddy's House no Centro Cultural da Gafanha da Nazaré

 Foi no passado dia 10 de Setembro que At Freddy’s House, acompanhado de três grandes músicos, veio até ao Centro Cultural da Gafanha da Nazaré, para nos encantar e mostrar o seu excelente álbum de estreia, “The Lock Full Version” e também o seu sucessor, de nome “09 Roads” que está já na calha. Deu ainda para várias surpresas que mais pareciam homenagens a alguns dos seus/nossos heróis musicais.
A plateia era de quantidade inferior ao que merecia, mas não impediu a banda de mostrar aquilo que vale, deixando todos conquistados com a sua música.
Tudo começou com “Box With Dancing Dolls”, tema que faz parte do primeiro álbum, a que se seguiu “How to Remember”, tema do álbum sucessor, “Just a Mile Ahead” foi o tema que se seguiu. “Road to Rebellion” e “The Knot” aqui apresentado em roupagens diferentes do que vem no disco, como o músico gosta de fazer, trouxeram-nos de novo a “The Lock”.
Entre os temas, Fred ia falando dos músicos e das canções que ia tocar, mostrando ser um grande Mestre-de-cerimónias, a primeira homenagem da noite veio com “Disarm” tema dos Smashing Pumpkins, banda que marcou o músico e, a ver pelas reacções, também muitos dos presentes.
My Falling House” e “A Gunman’s Bullet” foram os temas que se seguiram, depois vieram os novos “Evil Ways” e “Windows and Curtains” single de apresentação do futuro disco.
Tempest Girl” antecedeu “Dancing in the Dark”, canção do “Boss” Bruce Springsteen, que foi tocada numa lindíssima versão em piano.

Foi com um bluesy “Handmade Shoes”, engatado em “Personal Jesus”, canção original dos Depeche Mode, aqui tocada ao jeito da versão do mítico Johnny Cash, que Fred se despediu do público.
Rapidamente voltaram ao palco, respeitando a vontade e os pedidos do público, para tocarem “On Sacred Ground” (em chão sagrado), dizendo, com algum humor, que “não tinha nada a ver com Braga!”, cidade donde os músicos são provenientes.
 Foi com uma excelente versão de “Rock in the Free World”, um original do grande Neil Young, que acabou em grande, uma grande noite de música que satisfez e me deixou a desejar voltar a ver este grupo, o mais breve possível.
No fim ainda houve tempo para ver Fred a espalhar simpatia, deixando-se fotografar, conversando e dando autógrafos a todos os que os solicitaram.