quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Vidal & The RoadRunners no Armazém do Chá - 11/11/2011


Na primeira noite das Noites Ritual, conheci o Pedro Vidal, actual guitarrista dos Wraygunn. No seguimento da conversa fiquei a saber que me tinham enviado a reportagem do concerto que aqui publico. Ainda tentei contradizer a Maria João, mas abri logo a possibilidade que se veio a confirmar. O envio foi feito na data em que recebi o primeiro aviso de que a minha saúde não andava bem e como tal o mail andou por ali perdido na minha caixa de gmail. Hoje venho repor essa falha, primeiro porque o Vidal é um fixe e a sua música também, depois porque esta reportagem acaba por ser para mim um autêntico marco histórico, pela data em que a recebi, e depois porque era uma grande falha deste blog ainda não ter nada de Vidal & The RoadRunners, publicado.
Aqui vai:
Pedro Vidal, guitarrista em vários projectos, tais como: Jorge Palma e os Demitidos; Blind Zero; Wraygunn; Clash City Rockers; Funkalicious; …, (alguns dos quais constam da minha lista de preferências das bandas nacionais); faz parte da colectânea “Novos Talentos Fnac 2009”com o tema:”One is too Much

A 11 de Novembro de 2011 apresentou-se no Armazém do Chá, no Porto, naquele que foi o primeiro concerto do seu projecto a solo como Vidal & The RoadRunners.
Pedro Vidal na Voz e Guitarra, subiu ao palco acompanhado por Miguel Barros no Baixo, (músico dos extintos “No Creative Solution”, dos regressados “Zen”, ex “Jorge Palma e os Demitidos” e actual “Pedro Abrunhosa e Comité Caviar”) e por Alexandre Frazão na Bateria, (músico que já colaborou/colabora com Maria João e Mário Laginha, Bernardo Sassetti, Von Freeman. Pedro Abrunhosa, Pólo Norte, Rui Veloso, Camané, Ala dos Namorados, Rão Kyao, Resistência, Júlio Pereira, Dead Combo, Carlos do Carmo, … e muitos outros).
Entre os muitos presentes para assistir a esta estreia, reconheci vários ligados ao panorama musical, mas no geral acho que todos estavam ali para apoiar e verificar a qualidade deste projecto, que nos ofereceu uma grande noite de puro rock!
Teria resultado melhor, num espaço diferente, onde a música e voz pudessem ser ouvidas e apreciadas na perfeição, mas ali verificamos que este projecto tem “pernas para andar”, com muita música e energia para dar! Este trio demonstrou-se muito poderoso, além do já conhecido contributo individual que dão noutros projectos, ali verificou-se que funcionam em conjunto, que suam a camisola, comunicam com o olhar e para rematar: tocam para “caramba”!!!
O álbum sairá “um dia”, como referiu Pedro Vidal ao apresentar o tema: “Moon Waltz”, tema este, que será a balada desse mesmo álbum.
Do alinhamento fizeram parte os temas “One is too Much” (último tocado antes do encore) e “A sweet litle lie”, que podem ser ouvidos no myspace: www.myspace.com/vidalmusic e ainda uma versão do tema “War Pigs” dos Black Sabbath!!!

Texto e Fotos de Maria João de Sousa

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Bons Sons - Dia 18 de Agosto

Depois de “encher a alma” com o concerto da Márcia, fui até à Igreja. Sim Eu fui à Igreja, mas porque no Bons Sons se transformou em Palco da Música Portuguesa a Gostar Dela Própria, e ainda cheguei a tempo de ver um pouco do concerto de Gobi Bear.
Já conhecia a beleza das suas canções, pois já o tinha visto no Mercado Negro em Aveiro, mas a oportunidade de o ver com casa cheia, num local com tão boa acústica, foi ainda melhor. O seu sorriso perante tal plateia, diz tudo. Ah, e como ele não para, anunciou que em breve vai haver álbum. Finalmente, digo eu. Findo este concerto, decidi desfrutar da aldeia, visitar alguns dos vários pontos com artesanato e também o canto da AEPGA – Associação para o Estudo e Protecção do Gado Asinino que além de jogos tradicionais e passeios de burro organizados, acompanhados devidamente por gaita-de-foles, tinham também um menu de comidas, muito interessante.
Entretanto foi gozar de uma sombra no recinto do Palco Eira enquanto não começava o concerto dos Mikado Lab, um projecto que conta com Pedro Gonçalves (Dead Combo) no baixo, Ana Araújo nos teclados e Marco Franco na bateria, ao princípio estranhei, pois não estou muito habituado a este tipo de sons mais jazzísticos e experimentais, mas depressa gostei do que ouvi, foi uma excelente banda sonora para aquele momento.
Perdi a Joana Espadinha, os Canto Hondo e a Joana Sá e pelo que me descreveram, sei que fiz mal, mas depois das emoções de sexta, precisava de um sábado ligeiramente mais calmo.
Optei por jantar no restaurante da região Templária, interrompi a minha dieta e não me arrependo de nada, uma sopa da pedra feita com enchidos locais, seguida de uns bocados de farinheira assada, souberam-me pela vida e foram uma excelente pausa antes de mais música, até deu para ouvir o relato do Glorioso a espaços e sofrer um bocadinho e tudo.
Com o estômago cheio e cabeça fresca, fui até ao Palco Lopes Graça para ver os Atma, banda composta por Hugo Claro na Voz, Guitarra Clássica, Guitarra Portuguesa, Bandolim e Acordeão; Jorge Machado no Cajón, Darbuka, Frame Drum, Udu Drum, Tambor d' Água, Percussões e Taças Tibetanas; Berta Azevedo na Voz e Pequenas Percussões e José Sebastião no Baixo e Coros, que conjugam sons que passeiam por África, India e Sul de Espanha, por via do flamenco, com a guitarra portuguesa que consegue “aportuguesar” muito bem a sua música.
Em palco também foram ajudados por uma belíssima bailarina que deu um toque ainda mais exótico ao que víamos. Rapidamente o público foi conquistado, chegando até a vir alguns deles para o palco dançar, dando uma animação maior ao concerto. Gostei também bastante do cruzamento das vozes de Hugo e de Berta, foi um excelente início de noite.
O concerto que se seguiu foi o d’Os Velhos no Palco Eira, foi o único concerto Roque da noite, e foram competentíssimos, grandes malhas, boas letras e um baterista acima da média. A maioria do público não os conhecia, mas havia um pequeno grupo de verdadeiras fãs que sabiam as letras todas de cor e cantaram todas as canções do princípio ao fim. Pena que me pareceu um “amor” não correspondido, fiquei com uma estranha sensação de que a maioria dos elementos da banda não estava ali.
Parecia que não estavam a sentir o que estavam a tocar, as vezes “só” boas canções não fazem um bom concerto, e é pena. Terei de os ver novamente para perceber afinal se o que se passou é “defeito ou feitio”.
Para terminar a minha noite faltava-me ver Maria João & Mário Laginha no Palco Lopes Graça. Só o sorriso dela iluminava todo o largo da aldeia de Cem Soldos, e depois aquela voz, acompanhada por aqueles músicos, a forma como foi comunicando com o público, chegando a dizer que era raro tocar para público a vê-los de pé, enfim, nem sei que diga.

Foi muito bom, mesmo! Fui até casa de sorriso nos lábios, já não deu para ficar para o DJ Set do João Gomes que a noite estava mesmo longa…

Márcia no Bons Sons

O meu segundo dia de Bons Sons começou logo em beleza, com a Márcia no Palco Giacometti. Primeiro só com a sua viola a enfrentar o sol de frente e com o público, rua acima, sentado e a escolher a sombra, enquanto podia.
Foi com Sem Nome que começou um dos últimos concertos do álbum Dá, e de repente comecei-me a lembrar que a 19 de Novembro de 2010, fui ao lançamento do disco ao Porto no Passos Manuel, ainda não dava para adivinhar o sucesso que ia ser, mas dava para ver a enorme qualidade da música, e agora estava a acompanhar as despedidas e já a ansiar novo disco.
Depois foi tocado O Segredo a que se seguiu, O Mais Humano Sentimento São, a cantora não deixou de lembrar que já tinha cantado aquela canção com Samuel Úria que se encontrava ao lado do palco, “mas que não queria subir para cantar”. Claro que de imediato se fizeram ouvir os pedidos do público, aos quais o Samuel não conseguiu resistir e lá tivemos, uma excelente versão para esta canção.
Entretanto, já colocada um pouco mais à sombra, tocou o primeiro single, Pra Quem Quer,logo seguido do segundo, Cabra Cega, acompanhado do princípio ao fim pelas palmas de todos que ajudaram ao ritmo alegre da canção, seguiu-se o quarto single, Misturas que contou com a colaboração do Filipe Monteiro, que talvez conheçam de tocar guitarra na banda de Rita Redshoes, e que a acompanhou até ao final do concerto tocando slide-guitar, baixo e cantando.
Seguiu-se O Novelo e um tema novo de nome Brilha que foi tocado pela segunda vez ao vivo, “da primeira vez estava grávida e tudo me parecia bem, vamos ver como sai hoje”, creio que todos os que lá estavam o ouviram pela primeira vez e é um tema muito bom, já deixa água na boca para o disco que há-de vir.
Quase a terminar foi tocada A Espera, Pudera Eu e A Pele que Há em Mim, o grande terceiro single, que na segunda edição do disco tem uma versão mais longa devido à participação de JP Simões, mas essa não foi a que ouvimos, pois “ele não está cá”.
O final deste belíssimo concerto deu-se com o tema Vem que deixou todos numa onda de paz e “boa onda”, tal como é o espírito do Bons Sons.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Agenda - The Underdogs Apresentam Songs For The Few

É no sábado dia 15 de Setembro às 22h 30m, no Centro Cultural de de Congressos de Aveiro que os The Underdogs vêm mostrar o seu primeiro álbum "Songs for the Few" às gentes da sua terra.
As entradas serão gratuitas e preve-se casa cheia para esta noite que se adivinha de grande festa e de muito Rock'n'Roll.
Depois do concerto ainda haverá um DJ Set no Cais do Paraíso

Agenda - 1º Festival Vicious Hip-Hop


É já no próximo dia 15 de Setembro, sábado, que o Coliseu do Porto abre portas para receber a primeira edição do Festival Vicious Hip-Hop, organizado pela recém-criada produtora Vicious Events.
O Festival, que coincide com a reabertura oficial do Coliseu do Porto, serve de apresentação à Vicious, a primeira produtora portuguesa inteiramente dedicada ao hip-hop e à cultura urbana, e terá como ponto alto o preview oficial de alguns dos temas que constam do alinhamento do próximo disco dos Mind da Gap " Regresso ao Futuro", que tem edição oficial no dia 01 Outubro.
No line-up da Vicious Hip-Hop constam os nomes cimeiros da velha e nova escola do hip-hop português, num evento de características únicas, marcado por êxitos de carreira e colaborações ao vivo. A garantia é a de uma noite de nostalgia para as gerações mais antigas do movimento e uma viagem no tempo para a nova linhagem de amantes do hip-hop.
No arranque da noite estará a coqueluche portuense do freestyle Deau, seguido do reencontro exclusivo dos veteranos Sagas, D-Mars e Dj Nelassassin que compõe os Micro; e da atuação de NBC, membro da antiga família do hip-hop purista “Filhos D’1 Deus Menor”, agora num registo mais funk & soul, sendo um elemento que transborda musicalidade seja a rimar ou a cantar.
O alinhamento prossegue com o concerto unicamente elaborado para o festival de Mundo Segundo do coletivo "dilemático" em interação com o rei dos beats Sam the Kid, onde ambos cantarão os seus temas de maior destaque.
Os Dealema revisitarão os grandes clássicos da discografia e do seu novo álbum “Grande Tribulação”. Os inconfundíveis Mind da Gap farão a antevisão do novo disco, nomeadamente os que têm como convidados, Sam The Kid, Rey, e os Dealema. Como sempre presentearão o público com músicas que fazem parte do imaginário e da história do RAP nacional, acompanhados com a sua "nova formação" em formato "banda".

Abertura de portas | 19h00
Festival | 20h00 - 02h00
Local de Venda: Bilheteira do Coliseu | 20€ (iva incluído) | Informações Coliseu do Porto

Agenda - D'Bandada Optimus

É já sábado que vai decorrer na cidade do Porto, mais um D'Bandada Optimus - Bandas Por Todo o Lado.
São mais de 40 bandas a mostrar a sua música em vários locais da cidade. Vão haver algumas sobreposições de horários, por isso o ideal é escolher que bandas ver, onde e a que horas.
Aqui ficam os horários discriminados por local:













Agenda - Festival da Vidigueira 2012

Sexta e Sábado, vai decorrer o Festival da Vidigueira, uma excelente oportunidade de ver muito boa música portuguesa ali naquela região.

Agenda - 2º Aniversário da Cakes & Tapes

É já esta sexta-feira que se comemora o 2º Aniversário da editora Cakes & Tapes.
Esta comemoração conta com um concerto de entrada gratuita, a cargo de Mandrax Icon e um DJ Set de Yarr!
A festa vai ser no Mercado Negro e começa a partir das 23h.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Batida no Bons Sons

A noite de sexta terminou no Palco Lopes Graça ao som irrequieto de Batida. O grupo Luso-Angolano serviu a sua receita de ritmos electrónicos misturados com sons tradicionais e outros sons anteriores à guerra colonial. Tudo isso acompanhado por muita dança, por vezes alegre, outras vezes denunciando temas mais sérios e por imagens que ilustram bem a sua mensagem.
A imagem do todo-poderoso- ditador-novamente eleito não faltou, como que a lembrar todos que a falta de liberdade que por lá existe, a qualquer momento pode passar para cá. Da forma como o nosso País se vende não admira que em breve isso aconteça.

Não sei se àquela hora a mensagem política passou, mas a da dança passou seguramente, pois bastava olhar em volta e por todo o largo havia alguém a arriscar o seu abanar de ancas.


Foi uma excelente forma de terminar esta noite que já ia longa e cheia de boa e diversificada música, como é a imagem de marca do Bons Sons.
Eu fui para casa, cansadíssimo, mas a pensar que valeu a pena o esforço para assistir a este dia que não estava nas minhas previsões.

Paus no Bons Sons

Sem mostras de cansaço a “romaria” voltou para o Palco Eira, desta vez para ver os “quase campeões dos Festivais”  - Paus.
Quando os vi no Teatro Aveirense fiquei logo com a sensação que seria muito melhor ouvir a sua música ao ar livre e não me enganei.
Em Cem Soldos, logo no final do primeiro tema, obtive essa confirmação. Confirmei ainda outra coisa, não há público como o do Bons Sons para dar apoio a projectos recentes da nossa música.
Uma banda que “apenas” conta com um EP e um álbum na sua discografia, já arrasta uma multidão para os ver, o som é apelativo, particularmente para a faixa etária mais nova e como se costuma dizer “Eles partiram tudo”.

 
A sintonia foi tal que mesmo em temas em que não há letra, mas sim sons vocais, o público acompanhou sempre afinado. Criou-se uma enorme “boa onda”.
A certa altura e seguindo as instruções do autêntico Mestre-de-cerimónias que é Quim Albergaria, todos os que tinham os “púcaros ecológicos”, uma das novidades do merchandising do Bons, usaram-no como instrumento de percussão acompanhando o grupo num tema.

A explosão sonora dos Paus deixou, pela segunda vez neste recinto, uma enorme nuvem de pó. Esta passou a ser a “unidade de medida” da adesão do público às bandas que tocam naquele local.
Com estas reacções, os sorrisos em palco eram bem visíveis, não só por parte da banda, mas também pelos Charles Bronsons – nome carinhoso com que foram batizados os You Can’t Win Charlie Brown, aquando da tour Roque Beat 4 – que estavam sentados no lado esquerdo do palco a assistir a tudo. Houve até uma pequena dedicatória a David Santos (Noiserv) por este ter “finalmente, cortado a sua rasta”, como referiu Albergaria.
Para terminar esta autêntica “celebração tribal”, no último tema, o baixista Makoto, não se conteve e fez uma espécie de crowd surf em pé enquanto o resto da banda “aguentava” o último tema e ainda veio a tempo de o terminar.
Este concerto foi mais um grande momento deste Bons Sons que irá ficar na memória de todos.