


Tal como eu fiquei muito grato com semelhante oferta, seria lógico que todas as pessoas presentes estivessem igualmente gratos por poder disfrutar, num espaço tão intimista, da presença de Mazgani e da sua música.
Infelizmente as "borlas" podem ser injustas e permitem a entrada de autênticos "paspalhos" que não são dignos desse tipo de oferta e que ainda por cima têm a lata de incomodar os músicos e inclusivé a maioria do público presente, apenas para assistir a este evento.
O meu conselho à organização é que para a próxima seja mais selectiva a escolher os convidados, de forma a que estejam presentes os verdadeiros admiradores dos grupos, penso que assim estariam a prestar um bom serviço aos músicos e à marca patrocinadora.
Poto o desabafo e voltando ao concerto em si, esta foi a terceira vez que vi o Mazgani ao vivo. A primeira tinha sido só com ele e a sua guitarra acústica, numa sala do Teatro Aveirense. A segunda foi no Festival S.I.R.E.N.E.S. em Estarreja, já acompanhado pelo Pedro Gonçalves e finalmente agora, acompanhado por Sérgio Mendes na guitarra e por Vitor Rodrigues Coimbra no contrabaixo.
E que bela "equipa" se juntou a dar-nos música, tivémos aqueles temas calmos que nos põem a pensar e também tivémos direito a uma actuação de "raiva" a fazer lembrar um qualquer pregador que costumamos ver em filmes americanos.
Surpreendeu-me bastante esta veia mais "rebelde" que já se notava no EP "Tell The People", mas que ao vivo é, e muito bem, ampliada.
Quero dar os parabéns a todos os músicos por terem conseguido manter o "sangue frio" em relação aos tais "paspalhos" que referi.
Numa perspectiva dos males que vêm por bem, talvez a má educação de alguns dos presentes, tenha contribuido para esta actuação mais "visceral" e que muito me agradou.
Foram tocados cinco temas novos que virão a fazer parte do futuro álbum que vai sair no próximo ano, mas primeiro, já está a decorrer o lançamento holandês de um álbum de apresentação que mistura o primeiro disco, com temas do EP e ainda com um dos temas novos que creio ser o "Slaughter House of Love".
Deixo-vos o alinhamento do concerto e o meu desejo de ver novamente Mazgani, mas para uma platéia exclusiva senão de admiradores, pelo menos que seja uma platéia de gente interessada.

Sem comentários:
Enviar um comentário