terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Balla - Equilíbrio

Equilíbrio é o nome do mais recente disco de Balla, lançado oficialmente na passada sexta-feira, este é provavelmente o disco mais equilibrado de Armando Teixeira.
Este disco está cheio de cumplicidades musicais e de escrita.
Na música colaboram: João Rato nas guitarras, Nuno Espírito Santo no baixo e guitarras, Liliana Carvalho na voz, Vasco Duarte nas guitarras, Luís Varatojo com a sua guitarra portuguesa, Samuel Úria na voz, Paulo Souza nas guitarras, Ricardo Vasconcelos nos teclados, Joana Dinis Fonseca na voz, João Portelas nas guitarras.
A escrita traz ilustres como Pedro Mexia, José Luís Peixoto e o regressado às bonitas canções, Miguel Esteves Cardoso.
Desde o primeiro tema “Montra” que “subverte” o "Rapaz do Caleidoscópio" dos UHF que o apelo à dança é quase imediato.

Em “Queda “ e “Tempestade”, ambas com letra e musica de Armando Teixeira, a linha mantém-se, batidas fortes e guitarras sempre presentes a “embrulhar” as letras ritmadas e de refrão cativante, por vezes esta mistura de sons faz recordar um pouco os Depeche Mode, o que é sempre agradável.
Com “Lixo” aparece pela primeira vez a guitarra portuguesa de Varatojo, que acrescenta um toque de melancolia a esta “balada negra” que relata o fim de uma relação – “tu não cabes nesta cama”/e agora é verdade – escrita por Pedro Mexia.
Da mão de José Luís Peixoto vem “Noite em Creta” que descreve a procura de um caminho para encontrar outro alguém como ninguém – …Quero mapas para te ver, /um caminho para te encontrar… – e que conta novamente com a guitarra portuguesa que aparece aqui bem mais enrolada na electrónica de Armando Teixeira que escreveu e musicou o “Misteriosa Velocidade” e “Equilíbrio?” que conta com a colaboração de Samuel Úria nas vozes.
O instrumental “Modular” não me agradou particularmente, mas faz uma espécie de intervalo nas canções, como a querer dar um espaço para respirar antes das três canções que encerram o disco. E estas são: “Fogo Exemplar” que tem um balanço quase funky, “Ao Deus – Dará” aquela que marca o regresso de M.E.C. à escrita de canções e que serviu de primeiro avanço do álbum.

E por fim temos “Estranhos” que traz novamente José Luís Peixoto em que já temos o encontro final entre duas personagens, enquadradas por sons misteriosos e quase fantasmagóricos, que encerram o disco que seguramente vai entrar na minha lista de melhores do ano.

3 comentários:

José disse...

Muito bom, ainda estou a começar a ouvir.
Em relação a constar em listas, sabes como é, dão muito trabalho a fazer e acho que precisava de um rolo de papel muito muito grande. É que foi um ano de muita música que foi desde o Congo, passando pela Costa Rica dando a volta pela Ásia e passando pelo Norte da Europa, e acabando aqui. Haja ouvidos para tantas coisas boas...
Abraço
jb

Ana disse...

Gosto muito de josé L. Peixoto e ainda mais de Miguel E. Cardoso... Mas Balla não convence estes ouvido, por nada!

Joao Nuno Silva disse...

Com o tempo talvez, ele(s) têm vindo a melhorar de disco para disco, :)