quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

James ao Vivo no Porto

A lotação esgotada uma semana antes, já fazia prever uma grande noite, a expectativa era enorme e os James não deixaram os seus créditos por mãos alheias.
O concerto começou, com a última canção tocada no concerto do “interregno” em 2001, “Sit Down” anunciada pelo característico trompete de Andy Diagram, foi tocada numa versão acústica com Tim Booth a cantar a partir de uma das bancadas laterais do Pavilhão Rosa Mota e com Larry Gott a tocar guitarra a partir do palco.
O público, ainda mal refeito da surpresa, ficou completamente arrebatado e cantou logo em coro com o vocalista.

Depois, já com todos (Jim Glennie no baixo, Saul Davies na guitarra, violino e etc, David Baynton-Power na bateria e Mark Hunter nos teclados) no palco, veio “Getting Away With It” que manteve todos a cantar e a dançar, seguido de “Seven” e “Tomorrow”.
Uma banda com uma carreira de tantos anos e com tantos momentos altos e agradáveis, poderia fazer um concerto apenas com temas conhecidos, mas o James são desde sempre uma banda que não tem medo de arriscar e experimentar coisas novas. Por isso ainda este ano eles lançaram dois EP’s – The Night Before e The Morning After – dos quais tocaram “Crazy”, “Dust Motes” e “Tell Her I Said So”, de “Hey Ma” de 2008 veio o “I Want to Go Home” o que só por si mostra a vitalidade da banda (isto para aqueles que pensam que os James vivem do passado).
Do passado mesmo veio ainda “Stutter” tema que dá nome ao primeiro álbum do grupo, mas que só saiu no primeiro ao vivo “One Man Clapping” de 1989 e “Jam J” – que faz parte do muito experimental “Wah-Wah” de 1994 feito a partir de improvisos saídos das gravações do muito bem sucedido “Laid” – e que Tim dedicou “àqueles que pensam que somos apenas uma banda pop”. Claro que estes temas mais desconhecidos da maioria foram intercalados por “Born of Frustration” que pôs toda a gente aos saltos e a cantar “uhuhuhuhuhu”.
Com “Out to Get You” veio uma pequena pausa que foi quebrada com o regresso ao palco para cantar “Come Home”, “Say Something”, “Ring the Bells" e “Sound” que deixaram todos os presentes num quase êxtase de alegria e dança.
Para um último encore, exigido com muita veemência, veio “Sometimes” cujo refrão – que fala de uma tempestade lá fora, batia certo com o que se estava a passar fora do Rosa Mota – foi cantado por todos com um enorme entusiasmo.

Logo seguido de “Laid” para o qual o vocalista convidou várias pessoas do público para virem dançar ao palco, mas sempre advertindo que não os queria com osFucking mobile-phones or cameras”, apenas os queria lá para dançar, assim terminou, numa enorme “desbunda”

o concerto que deixou todos com um sorriso nos lábios e a trocar aplauso mútuos.
Podem encontrar mais fotos e o alinhamento completo do concerto na página de facebook de A Certeza da Música.

2 comentários:

dj duck disse...

Obrigada!

Alexandra disse...

ó João, k bem descreveste essa noite fantática. é verdade k o público esmoreceu um pouco com os novos temas, talvez por não os conhecer, visto não passarem nas rádios, mas o james arriscam e surpreendem sempre.o Jam J é umas das minhas favoritas e fikei literalmente histérica por poder ouvi-la ao vivo! beijinhos e bigadão por teres partilhado connosco. jokitas
xana azevedo