terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Agenda - 9º Aniversário d'A Certeza da Música

9º Aniversário do Blog A Certeza da Música
20 de Janeiro de 2018 - 21.30h

9 anos a "remar" pela música feita por portugueses, é obra. Ainda não é uma data redonda, mas porra, são nove anos, de apreciações de discos, reportagens de concertos, divulgações de agendas e de sentimentos que crescem dentro de mim com a música, A Certeza da Música.
Isto merece uma festa "como deus manda", o que tenho para vos oferecer são três grandes nomes - O Gajo, Senhor Vulcão e Miguel Calhaz - que ainda não têm o destaque que merecem, mas tenho a certeza de que, mais dia menos dia, vão tê-lo.
Escolhi cada um deles porque são do melhor que temos neste país. Se tiverem dúvidas, venham ver.
Os bilhetes custam apenas 8€ e podem ser adquiridos online aqui ou na bilheteira da Fábrica das Ideias, o local, bonito, que escolhi para festejar.
Depois dos concertos, que começam, às 21.30h, faço ainda um DJ "Sete" com muita da outra música que gosto.
Aproveito para agradecer aos músicos e às 23 Milhas por me virem permitir a ter a melhor celebração que poderia desejar.
Vai ser bonita a festa pá!

(depois de clicarem no ler mais, podem ficar a saber a história do nascimento do blog)



 Haverá sempre A Certeza da Música
Ao ouvir na rádio a notícia do desaparecimento do João Aguardela, nasceu em mim uma vontade de fazer algo que homenageasse a sua memória. Não sabia bem o quê, mas algo teria de fazer. Após um par de dias a pensar sobre isso, decidi que devia juntar o gosto pela escrita ao gosto pela música, em particular a música feita por portugueses. A blogosfera estava em “efervescência” e optei por avançar para a criação de um blog. Faltava-me um nome, um nome que dissesse tudo e me desse liberdade para um ou outro “devaneio” pelo meio. “Roubado” à canção “Ser ou não ser” de Sérgio Godinho, surgiu a que me pareceu a melhor ideia de nome: A Certeza da Música.
O primeiro texto foi fácil definir, teria de contar o primeiro dia em que conheci o João e como, sem ele alguma vez ter sabido disso, o quão importante esse dia foi para mim. A partir daí, comecei por falar de algumas memórias musicais e sobre a influência que a música foi tendo ao longo da minha vida. O passo seguinte foi divulgar músicas e bandas de que gostava e que ia descobrindo. Ainda sem máquina fotográfica, comecei a descrever alguns concertos que tinha visto ou que ia vendo. Quando chegava a um concerto, metia conversa com os fotógrafos, apresentava-me e apresentava o blog e “cravava” duas ou três fotos para ilustrar os textos. Como o objectivo era colocar quem não estava lá, no meio do público, passou a ser quase obrigatório pedir também o alinhamento dos concertos. Ao fim e ao cabo, o que um admirador de uma banda quer saber é que músicas tocaram e como as tocaram.
Mandava mails para toda a gente, cada vez que escrevia um artigo novo. Certa vez outro grande e infelizmente, já desaparecido – Zé Leonel (primeiro vocalista dos Xutos) – manda-me um mail a pedir uma digitalização de um bilhete dum concerto onde os seus Ex-votos tinham participado. Claro que lhe enviei logo a imagem e, poucos dias depois, estava ele a partilhar o link para o meu blog e a chamar-me de “remador”. Foi uma alegria ver a sua publicação e, um pouco graças a isso, decidi continuar. Pelo meio fui angariando amigos para escreverem e participarem, até tenho uma ponta de orgulho em ter feito com que algumas pessoas escrevessem sobre concertos pela primeira vez, tornando A Certeza da Música num “colectivo de uma pessoa só”. Surge entretanto e em força o facebook, de repente o feed back, as partilhas e os contactos, tornam-se mais imediatos e a velocidade com que vão surgindo músicas, eventos e novos projectos triplicou. Isso, por um lado, é muito bom, mas ao mesmo tempo, acaba por afastar as pessoas de uma leitura de textos maiores. Entramos numa espécie de “ditadura” da imagem e das frases curtas. Colocam-se uns likes, mesmo quando não se ouviu o vídeo que alguém partilha, colocam-se uns likes numas fotos e identificam-se as pessoas que por lá aparecem, distribuem-se uns “loles” e esquecemo-nos de descobrir, de ler e de ouvir. Sim, porque a música é ainda para ouvir.
Adaptando-me a estes “tempos modernos” vou fazendo o que posso para continuar a divulgar a música de que gosto, ao máximo de gente possível.

1 comentário:

Carla Silva Cardoso disse...

Muitos Parabéns, João Nuno, por seres, para além de um "remador" 😉, um sonhador. Vou-te lendo por aqui e de todas as vezes penso: "muito bem, JN". 😊 Beijinhos...