É o caso do Festival Bons Sons que decorre na bonita aldeia de Cem Soldos (a cinco quilómetros de Tomar) e que, em parte, por toda a sua “mão-de-obra” ser quase exclusivamente voluntária, só se pode realizar nesse espaço de tempo.
Além do fantástico ambiente que se vive durante os três dias do festival, a razão principal que leva milhares de pessoas aquele local, é o de se poder desfrutar de alguma da melhor música que se faz em Portugal.
Foi o caso da edição deste ano que tinha um programa excelente que contava com a presença de grandes músicos e em complemento ainda tinha uma mostra de curtas-metragens e documentários.
Musicalmente o Festival decorre em dois palcos, o principal de nome Lopes Graça e o secundário que tem o nome de Giacometti, logo dois nomes que muito contribuíram para a música portuguesa.
A noite começou no palco principal com Princezito que nos trouxe a sua música com um perfume de Cabo Verde que espalhou alegria por toda a aldeia, foi uma bela forma de dar as boas vindas a todos aqueles que iam chegando e de iniciar a viagem musical que íamos fazer durante os três dias.
Terminado este concerto a multidão que não parava de crescer foi até ao segundo palco para ver os Dead Combo, a abertura foi feita com “Sopa de cavalo cansado” e foi dedicada a todos os desempregados.
Entre outros temas, ouviu-se ”Rodada”, Nat”, “Eléctrica Cadente” e “Lusitânia Playboys”, música que conta a história de dois músicos de jazz que vão ao Cais do Sodré para arranjar amigas e acabam a noite à pancada como dois marinheiros.
Com o encore, exigido pelo público completamente rendido, veio “Putos a roubar maçãs” tema que, como referiu Tó Trips, é raro ser tocado e foi com um “obrigado por nos terem aturado e divirtam-se neste bonito festival” que o guitarrista se despediu de todos.
No palco principal já se preparavam para tocar os Diabo a Sete deram mais um belo concerto e puseram toda a gente a “levantar pó”.
Para acabar o primeiro dia de festa, vieram os Melech Mechaya que trouxeram o Klezmer e, como se costuma dizer, “partiram a loiça toda”.
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