quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Arcade Fire em Santiago - Inesquecível!

No passado dia 5 de Setembro, decidi ir até Santiago de Compostela para assistir ao MTV – Galicia 2010, integrado nos festejos do ano Xacobeo.
O programa prometia com os espanhóis Cornelius 1960, os australianos Temper Trap, os britânicos Echo and The Bunnymen e os canadianos Arcade Fire, ainda por cima as entradas era gratuitas, o que fazia com que estes concertos ficassem bem mais baratos que uma ida a Lisboa.
Chegados ao parque de estacionamento do estádio de Santiago, onde já se viam bastantes matrículas portuguesas, decidimos ir até à cidade velha para um passeio. Logo à entrada encontrámos logo alguns elementos dos Arcade Fire (vocalista e baterista) e, de imediato, fizemos logo o pedido para uma foto que vai ficar para sempre na minha memória.
Há hora marcada lá fomos para o recinto. Os horários foram escrupulosamente cumpridos, embora o som para os dois primeiros grupos, fosse péssimo e demasiado alto, o que impediu o desfrute da música dessas bandas, foi pena.
Com Echo and The Bunnymen o som já estava melhor e assim suspirei de alívio. É que, para mim, ver os Echo era uma espécie de fechar de um “ciclo” – ver ao vivo as bandas que admiro desde a minha adolescência. Começou com o concerto dos The Cure em 1989, continuou com The Jesus and Mary Chain em 2007 e rematou com este concerto em Santiago.
Como era de esperar os Echo não desiludiram, a voz de Ian McCulloch continua igual e o seu sentido de humor também. A certa altura ouviu-se a frase: “I love the People, but I prefer Daily Mirror” que provavelmente nem todos perceberam, mas quando mandava várias “bocas” sobre o Liverpool (clube de que ele é fã), já os risos se faziam ouvir (é a linguagem universal do futebol). O seu Ego continua altíssimo pois, não raras vezes, ele apresentava as suas canções como as melhores do mundo, é bom ver que o Ian ainda se tem em muito boa conta.
O concerto foi quase em ritmo “best of” e soube muito bem ouvir “Bring On The Dancing Horses”, “Lips Like Sugar” e “Seven Seas”. Só por estas já valia a pena o concerto, mas ainda houve mais surpresas, pelo meio, ainda se ouviu o “Road House Blues” dos Doors (eu teria preferido o “People are Strange”), uma que eu penso ser de Frank Sinatra e um medley com “Take a Walk on the Wildside” de Lou Reed, aqui adaptado para “Hey Santiago take a walk on…”
Aqui fica o alinhamento:
Depois de um concerto cheio de boas recordações, chegava a vez de uma das bandas mais reconhecidas pela crítica e público em geral, os Arcade Fire.
Com mais um grande álbum, “The Suburbs”, saído recentemente, e com outros dois excelentes discos na “bagagem”, fica fácil dar bons concertos.
Mas eles não se limitam a dar simplesmente, bons concertos, eles fazem uma festa de tal dimensão que torna impossível esquecer que se viu algo assim.
A energia que estes sete elementos mostram em palco é contagiante, eles conseguiram levar os, cerca de vinte mil espectadores, ao rubro. A maneira como os temas novos, “Ready to Start”, “Rococo”, “Month of May” ou “The Suburbs” se encaixam nos dos discos anteriores é fantástica.
Os temas novos já subiram à categoria de hinos, a par de um “No Cars Go”, “Intervention” ou “Power Out” que, logo seguido de “Rebellion (Lies)”, encerraram o concerto com Chave de Ouro e deixaram todos a cantar um coro de “Uuuuus” que se manteve até a banda regressar para um encore preenchido com “Keep the Car” e “Wake Up”.
Este foi o alinhamento completo:
Assim eu, e alguns milhares de portugueses, saímos da Galiza com um sorriso enorme de felicidade. Tínhamos acabado de ver ao vivo a Maior Banda da Actualidade!

1 comentário:

frankmarques disse...

Boa reportagem!
Excelentes as fotos das setlists.
Ficou a faltar a tal foto no parque de estacionamento...

Abraço,

www.frankmarques.wordpress.com