quinta-feira, 3 de abril de 2014

Festival Para Gente Sentada 2014 - Report

No passado domingo fui pela primeira vez ao Festival Para Gente Sentada, esta que era a 10º edição, estreou novo conceito e novo local.
Desta vez foram 4 bandas num só dia e o local foi o Europarque de Santa Maria da Feira.
As bandas foram os You Can’t Win Charlie Brown, The Veils, Walter Benjamin e Gisela João e tal como já disse no facebook deste blog, o resumo, por ordem cronológica, foi:
Uma Confirmação, Um Chegaste Uns Anos Atrasado, Uma Bela Surpresa e Uma Desilusão.


A confirmação foram claramente os You Can’t Win Charlie Brown. A experiência que têm por tocarem cada vez mais ao vivo, associada à amizade e a cumplicidade entre todos os elementos, faz com que a sua performance ao vivo esteja cada vez melhor.
Com uma equipa boa técnica, mais ou menos “acidental” a acompanhá-los (pois até o João Paulo Feliciano deu uma ajuda no som), nem deu para se notar que não tinham conseguido fazer o sound check antes do concerto. Tudo soou muito bem, mesmo com algum, compreensível nervosismo inicial.
A maioria dos temas tocados pertencem ao belíssimo segundo álbum Deffraction/Refraction (disco classificado com Muito Bom pl’A Certeza da Música), mas o anterior – Chromatic – não ficou esquecido.
 O público foi reagindo em crescendo e foi ficando rapidamente conquistado.
Esta é daquelas bandas a repetir sempre!
O alinhamento de canções foi:
After December
Fall For You
Green Grass #1
A While Can Be a Long Time
I Wanna Be Your Fog
I’ve Been Lost
Be My World
Heart
Over The Sun/Under The Water
Natural Habitat
 Depois vieram os britânicos The Veils, os tais que, caso me tivesse cruzado com eles há dez anos atrás, teria gostado bastante.
Foi tudo muito bom tecnicamente, bem cantado, bem tocado, o público gostou, mas a mim já não acendeu qualquer chama…
 A abrir a noite foi a bela surpresa, Walter Benjamin (Luis Nunes). Este músico, muito bem acompanhado por António Vasconcelos Dias na Bateria e Nuno Lucas no Baixo, conseguiu surpreender e ao mesmo tempo conquistar todos os presentes.
A sua música, ora suave, ora “rockeira”, com letras que cantam a amizade, a solidão e o amor que vai do mais espiritual ao mais carnal, também cantam as facilidades financeiras de amigos que o visitam na sua base Londrina e têm dinheiro para restaurantes caros, consegue cativar desde a primeira audição.
Aliado a isso está a humildade e honestidade com que vai apresentando as suas belas canções, ele é seguramente um nome a acompanhar e, se possível, ver mais vezes em palco. Vale mesmo a pena!
 O alinhamento completo foi:
Our Imaginary House (do álbum The Imaginary Life of Rosemary and Me – tocada a solo à guitarra) Cannonball (1º single editado pela Merzbau-2008)
Twenty Four (TILoRaM)
Sharing Paris Paper Boats (single de 2011)
Your House (TILoRaM) Mary (TILoRaM)
Johnny & Lucy (o tal casal dos restaurantes caros)
Airports and Broken Hearts (TILoRaM)
Under Your Dress (TILoRaM)
A terminar veio a Gisela João, acompanhada de Tiago à viola (o seu cúmplice de sempre), Jorge Carreira no baixo e Mário Henriques na guitarra portuguesa.
Ela continua a encantar com a sua belíssima e transcendente voz, mas a sua postura - bem diferente do que tive o prazer de ver em Agosto, em Aveiro - deixou muito a desejar.
Não sei se será do excesso de solicitações e de atenção que está virada sobre ela, mas desta vez a sua atuação foi uma desilusão. Parecia que não estava bem ali e até com as pessoas que estavam a fotografar, conseguiu implicar.
Espero que tenha sido só uma noite que correu menos bem e que depressa a Gisela volte à honestidade e humildade que de início a caracterizaram.
Quanto ao Festival Para Gente Sentada espero que continue por muitos anos pois este tipo de eventos que permitem “Sentar, Ver, Ouvir e Sentir”, fazem muita falta!

1 comentário:

Manuel Magalhães disse...

na minha opinião a Gisela João foi pouco profissional dando a sensação que foi fazer o frete e sinceramente não a achei fadista, canta bem, tem uma grande voz, tem uma grande banda mas falta-lhe ser fadista, e para o ser não chega o que é evidente
assinado Totona